1/3/2010-- Cuba: Novamente Vítima de Agressão, Não Precisamos ter Medo da Verdade.
Por Jair de Souza.
Com respeito à morte do preso cubano Orlando Zapata, é preciso começar dizendo algumas verdades: Cuba Revolucionária é um os poucos países da América, provavelmente o único, que nunca fez uso da tortura nem de execuções extrajudiciais contra seus opositores. Nenhum de seus adversários foi, em momento algum, lançado ao mar de aviões, como foi praxe em tantos outros países latinoamericanos (Argentina, Chile, Brasil, entre outros). Daí a grande dificuldade para o imperialismo e seus elementos colaboracionistas de encontrar mártires de sua causa para apresentar ao mundo.
Não podendo conseguir seus mártires pela repressão do Governo Revolucionário, o imperialismo e seus colaboracionistas se sentiram na obrigação de forçar ao sacrifício a um de seus elementos preso por sua atuação contrarrevolucionária a serviço dos Estados Unidos. Forçaram-no a entrar num processo de greve de fome por reivindicações absurdas e não aceitáveis em nenhum outro país, muitíssimo menos nos próprios Estados Unidos. Ou seja, o prisioneiro exigia ter um telefone pessoal próprio em sua célula, assim como um fogão individual, pois se recusava a aceitar a alimentação da penitenciária. Reivindicações impensáveis de serem aceitas nos Estados Unidos, na Europa, e também não em Cuba.
Mas o imperialismo e seus defensores precisavam de uma morte para sua campanha midiática contra Cuba. O que menos lhes importava era a vida do prisioneiro Orlando Zapata. Por isso, se empenharam em instigá-lo a persistir em sua greve de fome até o fim. Lamentavelmente, as forças do império conseguiram seu objetivo, pois, apesar de todos os esforços dos médicos e do pessoal carcerário cubanos, a morte acabou acontecendo.
Em vista de mais esta agressão orquestrada pelo império e seus agentes colaboracionistas, é hora de pedir que se ponha fim às agressões assassinas do imperialismo estadunidense contra o povo de Cuba, que cesse de uma vez o monstruoso bloqueio anti-humano que multiplica por 100 todas as dificuldades pelas quais passa o valente povo cubano. É preciso exigir que os Estados Unidos ponham imediatamente em liberdade os cinco lutadores antiterroristas cubanos que foram presos e condenados à prisão perpétua por terem ido levar ao FBI as provas dos preparativos de ações terroristas que os gusanos de Miami preparavam contra Cuba.
Enquanto Posadas Carriles e Orlando Bosch, terroristas confessos de crimes abomináveis como a explosão no ar do avião de Cubana de Aviación que ceifou a vida de mais de 76 pessoas, gozam de total liberdade nos Estados Unidos, aqueles que se empenhavam em evitar que novos atentados terroristas fossem cometidos estão presos e incomunicados, sem poder sequer receber a visita de seus familiares.
O único lugar de Cuba onde realmente se pratica tortura generalizada aos prisioneiros é em Guantánamo, território ocupado pelas forças militares dos Estados Unidos. Isto precisa terminar. Como Cuba sozinha não tem condições de impedir a continuação da ocupação de Guantánamo pelos Estados Unidos e de pôr fim às torturas e aos maltratos aos presos ali mantidos, é fundamental o empenho do mundo para que isto se dê.
Em razão de ser a única verdadeira democracia da América, por enquanto, Cuba é o principal alvo dos ataques dos meios de comunicação do império e de seus aliados (como o PIG do Brasil). Embora o sistema eleitoral de Cuba seja o mais democrático e justo de nosso continente (todos os dirigentes precisam surgir a partir de eleições de base), a imprensa pró-imperialista insiste em que lá não há eleições. Já para essa mesma imprensa corporativa, um sistema eleitoral como o dos EUA, no qual o fator determinante é o poder do dinheiro fornecido pelas grandes corporações, e onde as eleições indiretas permitem que o candidato que tenha menos voto seja o eleito (caso de George W. Bush em 2.000), é apresentado como o modelo perfeito de democracia.
O bom para aqueles defensores da justiça e da democracia que se solidarizam com Cuba nos momentos em que a Revolução é furiosamente atacada é que para defender a Cuba Revolucionária não precisamos ter medo da verdade.
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