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30/4/2010-- Carta de Herval d’Oeste

Reunidos no segundo ato público em Herval d’Oeste/SC, no Anfiteatro da Igreja Senhor Bom Jesus, Prefeitos, Vice-Prefeitos, Vereadores, Secretários dos municípios de abrangência da Associação dos Municípios do Meio Oeste Catarinense (Ammoc), Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense, Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense (Amauc), Associação dos Municípios do Planalto Norte Catarinense (Ampla Norte), Comissão pela reativação da Ferrovia do Contestado, empresários, representantes do turismo, deputados estaduais e federais, Senadora da República, Ministério Público Federal, Judiciário Estadual e lideranças de entidades comunitárias, de classe e clubes de serviço manifestam seu apoio irrestrito à proposta de reativação da Ferrovia do Contestado, entre os municípios de Mafra/SC a Marcelino Ramos/RS, hoje sob a concessão da América Latina Logística (ALL), e a implantação da Ferrovia da Integração, de Itajaí a Dionísio Cerqueira, contemplada no PAC 2.

 

A Ferrovia é um meio de transporte mais barato, seguro e ambientalmente sustentável. Além de sua importância econômica e de desenvolvimento, é extremamente necessária para as respostas que o mundo exige dos seres humanos para o combate ao aquecimento global e outros impactos ambientais.

 

A luta pela implantação de novas Ferrovias e a reativação das Ferrovias já existentes é estratégica para o desenvolvimento de uma nação, integrando economicamente, socialmente e culturalmente estados, países e povos, além de otimizar o escoamento da nossa produção por meio dos portos catarinenses, integrar-nos com os estados vizinhos, potencializar nossas relações com os demais países do Mercosul e viabilizar as exportações para os países asiáticos por meio dos trilhos.

 

Após tantos contratempos, parece um sonho reativar Ferrovias, que em tempos idos da sua construção trouxe exclusão, guerra e muita pobreza. Agora, ela precisa ser reativada para trazer desenvolvimento e justiça social. Essa é uma necessidade de uma grande região que vislumbra na reativação de sua malha ferroviária a retomada de vários investimentos locais e uma nova perspectiva de futuro para o seu povo, seja econômica, social ou cultural.

 

Somamos nossos esforços ao grande momento de união política dos Estados do Sul com a criação da Ferrosul que irá otimizar a construção de novas Ferrovias e os investimentos do Governo Federal em retomar a construção da malha ferroviária brasileira são os exemplos mais evidentes de que é preciso reativar as ferrovias existentes.

 

Neste contexto, declaramos publicamente que não aceitamos a resposta da América Latina Logítica, de que não houve envolvimento dos municípios no levantamento das cargas e que vamos continuar a nossa mobilização e faremos a nossa parte.

 

Manifestamos ainda uma grande união de esforços para que a Ferrovia do Contestado seja reativada pela América Latina Logística ou que este trecho ferroviário seja devolvido ao governo federal, a fim de que possamos viabilizar este importante instrumento para a retomada dos avanços econômicos, sociais e culturais das regiões que dependem deste meio de transporte, de desenvolvimento e de justiça social.

 

Por fim, o prazo que damos a América Latina Logística para a reativação da Ferrovia do Contestado é o mês de agosto de 2010, conforme o prazo estipulado pela própria empresa em Audiência Pública realizada no dia 06 de novembro de 2009, em Porto União/SC. Após este prazo será feito uma grande mobilização pública e judicial para a reativação da Ferrovia.

 

Nesta que é uma luta de todos, esse é o caminho!

 

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