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2/6/2010-- INVASÃO DA UDESC CHOCA A COMUNIDADE ACADÊMICA

Ontem, após ser chamado pela professora Glaucia Assis, cheguei no Campus I da UDESC, às 22h00, edifício da Faed, onde encontrei alguns alunos e o professor Ricardo A. d´Vincula comentando a invasão da força policial no Campus que até aquele momento ainda ocorria. Fui de imediato ao portão de acesso principal da UDESC, em frente a Reitoria e encontrei muitos alunos, professores e uma ostensiva força policial, desproporcional em larga medida a confusão e prejuízos que supostamente, os alunos, segundo o comando da Força Policial, causariam à Universidade.

 

Conversei com a profª Janice Gonçalves brevemente, que me auxiliou na interação do ocorrido. Dirigi-me então ao comando da Força Policial, ao cidadão que atende pelo nome de Newton Ramlow. O tenente-coronel me atendeu bastante a contragosto. Perguntei a ele se havia mandado judicial para que o Campus fosse invadido. O mesmo me respondeu que não precisava de "mandato", pois era uma Universidade do Estado e a Polícia também. Disse a ele que de fato "mandato" não precisava, e sim um mandado. O sujeito disse que havia realizado seis prisões, todas de gente infiltrada, de São Paulo, provavelmente. Ainda me perguntou se eu sabia a baderna que ocorria na cidade. Disse que até onde eu sei não havia baderna e sim protestos de pessoas que tiveram seus direitos prejudicados. Disse ele que era minha opinião contra a dele. Por último, levantou a janela de seu carro, deu-me boa noite e disse que se eu quisesse mais informações deveria formalizá-las por escrito.

 

Depois disso, encontrei com a profª Glaucia, e junto a um grupo de alunos, buscamos mais informações sobre o ocorrido. Produzimos um documento, eu e Glaucia, que mando para vocês em anexo. Penso que o texto deve incorporar outras falas, como o que foi colocado pela Janice, Reinaldo e Carmem Tornquist. Fotos e vídeos podem ser vistos no blog do Celso Martins em: http://sambaquinarede2.blogspot.com. O material foi produzido pelo fotográfo Hans Denis Schneider, que gentilmente nos cedeu.

 

Lembro a todas e todos que as reclamações devem ser dirigidas a Reitoria, que até o momento não se manifestou. Penso que, e concordando com o que já foi dito pelos citados aqui, devemos sim escrever e reclamar do ocorrido. Mas a primeira medida que precisamos exigir é um posicionamento claro e firme da Reitoria. Os diretores (as) de Centro, em minha visão, devem se unir e buscar uma conversa urgente com o Reitor.

 

Lembrem: apesar de você amanhã há de ser outro dia...

 

Prof. Dr. Emerson César de Campos

Departamento de História Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC

 

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