| 08/05/2012 - Educação - Região | |||
Encerrada as atividades alusivas aos 10 anos do Projeto Cidadão do Futuro e PEB
Foram várias atividades culturais, esportivas, educativas e religiosas. Todas com bom comparecimento de público, entre integrantes das entidades e convidados. No sábado 28/04, o Programa de Entrevista da Rádio Fraiburgo, apresentado pela jornalista Juciele Baldissarelli aconteceu ao vivo da Sala de Inclusão Digital da APAFEC, localizada no bairro São Miguel.
Sexta-feira 04/05 aconteceu no dojo da Associação Vital no bairro São Miguel, a palestra: “As organizações sociais e a inclusão de crianças, adolescentes, jovens e adultos como cidadãos plenos”, ministrada pelo mestre em História da Educação, João Ademir Cancilier, que desafiou os integrantes das duas entidades a seguir superando as dificuldades e conscientizando mais pessoas para se juntarem ao trabalho que vem sendo mantido.
Dando continuidade à programação no sábado 05/05, foram feitos 03 atos, das 8h30min as 12h00min, ocorreu a 1ª Mateada da Solidariedade no terminal urbano, com apresentações musicais, dança e lançamento da Ação Solidária Entre Amigos da APAFEC 2012. Em pouco mais de 45 minutos os integrantes da APAFEC e da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, venderam 32 cartelas. As 19h00min aconteceu na igreja católica do bairro São Miguel, celebração de missa pelos 10 anos dos dois projetos e também pelo 5º mês do desaparecimento físico do karateca Pablo Henrique do Nascimento. Para concluiu a programação do sábado, logo após a missa foi exibido o filme Mãos Habilidosas.
O domingo 06/05, marcou o encerramento das comemorações dos 10 anos dos projetos. No dojo da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô foi organizada a 3ª Sessão Cultural Popular, com apresentação dos fundamentos do karatê-dô, coreografias do Grupo de Dança Pense e Dance, exposição de artesanatos produzidos pela mulheres do Projeto Artesanato Cidadão e para finalizar a sessão cultural ocorreu a palestra: “Direitos dos Cidadãos” ministrada com o advogado João Rudinei Belloto. A tarde na antiga Associação da Pomifrai aconteceu a entrega dos agasalhos da APAFEC e o jogo de futebol entre os integrantes das duas entidades e a noite celebração de culto na Igreja Batista.
Segundo as coordenações das duas entidades: “Todas as atividades alcançaram os objetivos traçados e tiveram boa participação de publico, foram mais de 1100 pessoas que participaram de forma direta das ações desenvolvidas. Resta-nos agradecer a todos os parceiros que nos ajudaram a viabilizar as atividades e também a todos os pais, mães, crianças, adolescentes, jovens e adultos que participaram”.
Fonte: Blog Esportes em Debate Visite: http://www.esportesemdebates.blogspot.com.br |
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| 19/04/2012 - Educação - Brasil | |||
Paulo Freire é declarado patrono da educação brasileira
O projeto de lei, que teve como relator na comissão o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), é de autoria da deputada Luiza Erundina, que nomeou Freire como seu secretário de Educação, quando foi prefeita de São Paulo, a partir de 1989. Segundo a deputada, Freire, falecido há 15 anos, provocou então uma “verdadeira revolução educacional na cidade de São Paulo”.
Paulo Freire nasceu em Recife em 1921, ficou órfão aos 13 anos e enfrentou uma “infância difícil”, como observa a deputada na justificativa de seu projeto. Formou-se em Direito, mas nunca exerceu a advocacia. Foi em 1960 que desenvolveu um método “simples e revolucionário” de alfabetização de adultos. Durante o governo do presidente João Goulart, coordenou o Programa Nacional de Alfabetização, que tinha o objetivo de alfabetizar cinco milhões de pessoas.
O criador da “pedagogia da libertação” chegou a ser preso em 1964, exilando-se no Chile e depois percorreu diversos países, sempre levando o seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil, em 1979, após a publicação da Lei da Anistia. A partir da década de 60, observou o relator do projeto, a “pedagogia da libertação” passou a simbolizar a contribuição de Freire ao pensamento pedagógico mundial. Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford.
"Paulo Freire é um dos brasileiros mais conhecidos no exterior. Um brasileiro que tem bustos em praças e é nome de rua em países da África e América Latina. Seus livros foram traduzidos para diversos idiomas e se transformaram em clássicos do pensamento relacionado à educação em todo o mundo. Houvesse um Prêmio Nobel para a educação, Paulo Freire possivelmente teria sido agraciado", disse Cristovam.
Da redação
Imagem: http://revistaescola.abril.com.br/img/historia/022-paulo-freire.jpg |
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| 08/04/2012 - Educação - Região | |||
Aconteceu aula inaugural do curso básico e avançado de informática
Aproximadamente 60 pessoas entre pais, mães e cursistas estiveram prestigiando a aula inaugural. Inscreveram-se para fazer os dois cursos 89 pessoas de 09 a 63 anos. Além desses, tem mais 45 inscritos, que serão agraciados com bolsas de 50% do valor da inscrição e da contribuição solidária mensal. As bolsas serão oferecidas para meninas e meninos que integram o Projeto Esporte Bemlegal e o Projeto Cidadão do Futuro de Karatê-dô.
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Visite: http://www.apafec.org.br |
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| 14/03/2012 - Educação - Região | |||
Estudantes e moradores do bairro São Miguel dão exemplo de cidadania
O plenário da casa legislativa municipal ficou lotado, com mais de 130 pessoas entre estudantes, educadores, donas de casas, aposentados e outras trabalhadoras e trabalhadores, representantes das seguintes organizações socais: Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, Conselho Pastoral da Comunidade do Bairro São Miguel, Associação de Pais e Professores da Escola Eurico Pinz de Ensino Médio, Sindicato dos Servidores Municipais de Fraiburgo, Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo, Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Coletivo de Educadores da Escola Agrícola 25 de Maio e do Grêmio Estudantil da Escola de Ensino Médio Eurico Pinz.
Durante a sessão o comportamento dos integrantes da Campanha em Prol da Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, foi exemplar, todos deram uma verdadeira aula de cidadania, demonstrando preparo e conhecimento da causa que estavam defendo, o destaque especial ficou para os estudantes da Escola Eurico Pinz de Ensino Médio. O educador Jilson Carlos Souza, fez uso da tribuna representando a coordenação da Campanha, por 25 minutos, explanando sobre a campanha, seus objetivos motivos e passos dados até o momento.
Ao final de sua explanação o educador Jilson, tendo em vista a presença da sra. Maria do Nascimento mãe do estudante Pablo Henrique do Nascimento, campeão brasileiro de karatê-dô, fez uma homenagem ao estudante brutalmente assassinado no final do ano passado. Os vereadores e o público presente foram convidados para participarem no dia 29/03, a partir das 16h00min de um ato ecumênico no local onde o Pablo foi assassinado e em seguida de uma Caminha Por Paz e Justiça, que sairá do bairro São Miguel até o fórum da cidade. Dia 29/03 completa 4º mês do desaparecimento físico do karateca, e os assassinos continuam impunes.
Para a coordenação da Campanha, todos os objetivos traçados foram cumpridos. “Apresentamos formalmente aos vereadores a Campanha, solicitamos apoio a todos os partidos políticos de Fraiburgo, entregamos o abaixo assinado com 1630 assinaturas e por fim o presidente da câmara de vereadores Sr. Paulo Santos, se comprometeu em apresentar na próxima sessão ordinária, moção de apoio a Campanha em Prol da Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel subscrita por todos os vereadores”. Concluiu João Ademir Cancilier, educador da coordenação da campanha.
Fonte: Contato: escolaestadualnosaomiguel@gmail.com Blog: escolaestadualnosaomiguel.blogspot.com |
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| 29/02/2012 - Educação - Brasil | |||
Salário do magistério é R$ 1.451
A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.
Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos, mas, desde 2008, nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.
Em 2011, o piso foi R$1.187 e em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950. Alguns governos estaduais e municipais criticam o critério de reajuste e defendem que o valor deveria ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), como ocorre com outras carreiras.
Por Amanda Cieglinski Repórter da Agência Brasil
Imagem: http://www.visaonorte.com/blogalcantaras/wp-content/uploads/2012/02/piso-salarial.jpg |
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| 13/02/2012 - Educação - Santa Catarina | |||
Metas não atingidas na Educação
Santa Catarina é o Estado onde mais alunos concluíram o Ensino Médio até os 19 anos. O percentual de 69,1%, observado em 2009, superou a meta de 59,2%, definida pela organização. A média nacional é 50,2%.
O Estado se destaca na meta 4 (prazo para conclusão da Educação Básica), aparecendo em terceiro lugar (atrás de DF e SP) entre os estados com mais alunos que concluíram o fundamental até os 16 anos, com 79%. A taxa é considerada dentro do percentual estipulado de 81%, pois o resultado alcançado tem um intervalo de confiança que varia de 72,6% a 85,4%. O único Estado que não alcançou a meta foi o RS.
O estudo, que se encontra em sua 4ª edição, tem como base os mais recentes indicadores educacionais e informações do Censo Demográfico 2010 sobre o acesso à escola. O conteúdo conta com análises de especialistas brasileiros que aprofundam os temas, boletins com o resultado das Metas por unidade da federação e dados de aprendizado por município.
Deficiências O relatório revelou que, apesar de alguns bons resultados, Santa Catarina ainda deixa a desejar em alguns aspectos. O acesso à escola entre estudantes catarinenses de quatro a 17 anos, por exemplo, está abaixo do esperado, fato que coloca o Estado no 13º lugar no País. Nesta faixa etária, 91,4% da população está estudando, o que representa 117.616 crianças e jovens catarinenses fora da escola. Destes, 64,5 mil tem entre 15 e 17 anos. No Brasil, são 3,8 milhões.
Em relação à meta de aprendizado adequado à série em que o aluno está cursando, Santa Catarina ficou abaixo no último ano do ensino fundamental. A taxa de 19,7% para matemática ficou atrás da meta de 22,1%. Em português, cuja meta era 32,4%, o percentual é de 30,8%.
Da população de 4 a 17 anos, 91,4% estão matriculados na escola ou creche. O número também ficou abaixo do esperado: 94,3%. Outras metas que não foram atingidas são: 79,0% da população de 16 anos concluiu o Ensino Fundamental em 2009 (a meta era de 81,0) e 69,1% o Ensino Médio (superando a meta que era de 59,2).
As cinco metas O Todos Pela Educação trabalha com cinco metas, que devem ser cumpridas até 2022, quando completa 200 anos da Independência do país. A cada ano, uma etapa deve ser alcançada. 1ª) Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola 2ª)Toda criança plenamente alfabetizada até os oito anos 3ª) Todo aluno com aprendizado adequado a sua série 4ª) Todo jovem com Ensino Médio concluído até os 19 anos 5ª) Investimento em Educação ampliado e bem gerido
Taxa de alfabetização em SC, de acordo com o Censo 2010: 10 a 14 anos: 98,8 % 15 ou mais: 95,9 %
Municípios Blumenau – População em idade escolar (4 a 17 anos): 61.673 (IBGE 2010). Mais informações, clique aqui. Chapecó – População em idade escolar: 40.813 (IBGE2010). Para mais informações, clique aqui. Criciúma – População em idade escolar: 40.513 (2010). Para mais informações, clique aqui. Jaraguá do Sul – População em idade escolar: 29.089 (2010). Para mais informações, clique aqui. Braço do Norte – População em idade escolar: 6.890 (2010). Mais informações, aqui. Neste link você pode visualizar as informações por região, estado, município e escola.
Baixe o relatório completo e os dados por município no site do Todos Pela Educação: www.todospelaeducacao.org.br
Por Larissa Cabral.
Tomado do Portal Desacato – www.desacato.info
Imagem: http://lh6.ggpht.com/-h3KaH9R42f4/Tg3Z0gkWDDI/AAAAAAAAE7s/N51pz6NX8Vc/image_thumb%25255B1%25255D.png |
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| 18/11/2011 - Educação - Santa Catarina | |||
Estágio Interdisciplinar de Vivência de Santa Catarina 2012
E para você que tem dúvidas sobre O QUE É O EIV:
O Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV) é uma atividade que existe desde 1989, em vários estados do Brasil, tendo com o intuito fortalecer as lutas entre campo e cidade, auxiliando na construção de outro modelo de desenvolvimento para o espaço agrário brasileiro. Em Santa Catarina existe desde 2006, tendo sua 6ª edição ocorrido no início deste ano, no município de Catanduvas.
Hoje, com a continuidade do avanço de latifúndios no interior, o uso intensivo de agrotóxicos e transgênicos, a permanência do trabalho escravo, a opção por monoculturas como a de eucalipto, cana-de-açúcar, soja e milho, a criação de aves, suínos e bovinos a custo baixíssimo, apenas para suprir a demanda de grandes agroindústrias como a Sadia e a Perdigão, e ainda o alagamento de terras ribeirinhas para a construção de hidrelétricas, a agricultura familiar e camponesa vê-se em constante ameaça. Com isso, a possibilidade da manutenção de pequenas propriedades tem-se tornado cada vez mais inviável, obrigando grandes quantidades de agricultores e trabalhadores rurais a migrarem para os centros urbanos. Geralmente em busca de melhores condições de vida ou de sonhos enganosos propagados pelos grandes meios de comunicação.
Para reverter o quadro e fortalecer a agricultura camponesa e familiar, o EIV busca articular indivíduos engajados nas lutas da cidade (sejam elas por melhor moradia, transporte público, saneamento básico, condições de trabalho, educação, saúde, ou outras) às famílias que compõem movimentos sociais camponeses. Mais precisamente quatro deles: Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), todos vinculados à rede mundial de movimentos camponeses conhecida como Via Campesina. Até por que, mesmo sem percebermos, a dinâmica do campo influencia diretamente na nossa vida aqui na cidade.
O estágio busca, então, apresentar a realidade camponesa a partir da experiência de famílias organizadas politicamente, estruturando-se em 20 dias, da seguinte forma: o o Preparação: na qual os estagiários, todos reunidos num mesmo local (geralmente um assentamento da reforma agrária), estudam as condições que levam não só o campo a organizar-se desta forma, mas as diversas formas de opressão vigentes na sociedade atual, além das alternativas existentes para superá-las – principalmente as presentes na história e no presente dos movimentos camponeses; o o Vivência: os estagiários são enviados separadamente para diversas regiões do estado de Santa Catarina, passando 10 dias na casa de uma família camponesa, conhecendo seu cotidiano a partir do trabalho nas lavouras e da convivência nos mais diversos espaços. o o Socialização: os estagiários retornam ao mesmo local da preparação, para compartilhar as experiências do momento anterior e discutir formas de fortalecer na cidade as ligações com as lutas do campo.
O EIV-SC, no entanto, não ocorre apenas nos momentos de preparação, vivência e socialização apresentados. Estende-se por todo ano, pois o coletivo que o organiza engaja-se em diversas atividades, promovendo formações sobre questões relacionadas, oficinas, um programa de rádio mensal na rádio comunitária do Campeche, além de atividades de colaboração com a brigada Mitico, brigada urbana do MST atuante em Florianópolis. Busque informar-se sobre tais atividades, acessando www.eiv.libertar.org ou escrevendo para eivsc2011@gmail.com
Informações complementares: MST: www.mst.org.br
MMC: www.mmcbrasil.org.br
Via Campesina: www.viacampesina.org |
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| 01/11/2011 - Educação - Brasil | |||
Curso Anual do NPC: há 17 anos pensando a centralidade da Comunicação
Os coordenadores do NPC apostam na sensibilização dos participantes para a centralidade da mídia tanto para aqueles que pretendem perpetuar as injustiças do mundo quanto para os que querem a sua transformação. A atividade busca contribuir para a criação e a melhoria de diversos meios contra-hegemônicos, desde os jornais, revistas e publicações impressas até as muitas possibilidades que, hoje, são oferecidas pela Internet, como o facebook, twitter, blog e outros meios.
Esses cinco dias intensos de reflexões e debates refletem o trabalho diário do NPC, que vem investindo no fortalecimento de uma comunicação produzida pelos e para os trabalhadores, a serviço da construção de uma outra sociedade.
Palestrantes do Brasil e do mundo falam sobre a importância da mídia no século 21 Jornalistas, professores e pesquisadores nacionais e internacionais têm sido convidados para falar sobre diversos temas relacionados à comunicação dentro e fora do Brasil. Neste ano, por exemplo, serão discutidas as mudanças da mídia no mundo latino, árabe e europeu; os ataques da direita brasileira ao Plano Nacional de Direitos Humanos; os desafios para manter a qualidade de jornais sindicais; as experiências atuais de comunicação alternativa; megaeventos e movimentos sociais; o tratamento de temas tabus pela mídia, como o aborto, o machismo, a homofobia, racismo e favelas; e outros assuntos.
Dentre os convidados para o 17º Curso estão os jornalistas espanhóis Ignácio Ramonet (Le Monde Diplomatique) e Pascual Serrano (Rebelion.org), além de referências brasileiras na discussão do tema, como Dênis de Moraes (UFF), Venício Lima (UNB), Silvio Mieli (PUC-SP), Nilton Vianna (Brasil de Fato), Raimundo Rodrigues (Ed. Manifesto), Altamiro Borges (Centro Barão de Itararé), Beto Almeida (Telesul), Renato Rovai (Fórum), Laurindo Leal (EBC), Paulo Donizetti (Revista do Brasil), dentre outros.
A primeira mesa é destinada à lembrança dos 140 anos da Comuna de Paris (1871 – 2011), momento em que, nas palavras de Karl Marx, “os trabalhadores tomaram o céu de assalto”. Antes, na abertura do encontro, o professor Victor Neves contará a história do hino A Internacional, cantado pela esquerda em todo o mundo.
Arte a serviço da transformação A experiência da Comuna de Paris volta à cena no dia seguinte, 17 de novembro, com a apresentação da peça Os filhos da comuna, com destaque para o julgamento da revolucionária Louise Michel. A encenação será feita pelo Grupo Artes da Ilha do Governador (GATIG – Núcleo Contra-Hegemônico), com direção e autoria de Rodrigo Malvar. Neste dia, a importância da cultura na batalha de hegemonia é tema de um dos debates, no qual haverá a participação do músico Marcelo Yuka e de Sérgio de Carvalho, diretor do grupo teatral paulista Companhia do Latão.
Oficina com o mestre Gaudêncio Frigotto (UFF) Além de palestras, os cursos do NPC promovem oficinas sobre os mais variados temas. Neste ano, uma delas será uma conversa sobre Comunicação e Educação com o professor Gaudêncio Frigotto (UFF). Outros temas são diagramação de jornais, revistas e cartilhas; redes sociais na Internet; rádios comunitárias e linguagem.
Lançamento de livros Haverá, ainda, relançamento de livros durante o encontro, como A beleza impossível – mídia, mulher e consumo, de Raquel Moreno, e Dos Barões ao Extermínio: uma História da Violência da Baixada Fluminense, do professor José Cláudio de Souza Alves.
No domingo, encerramento do curso, haverá, como de costume, cinema. Será exibido e debatido o premiado documentário Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski. O filme é sobre a participação das empresas na implantação da ditadura civil-militar no Brasil. O jornalista de O Globo, Chico Otávio, falará na ocasião sobre a série de reportagens sobre o atentado do Riocentro. O jornalista e escritor Alípio Freire e o professor da Unicamp, Reginaldo Moraes, também participam deste debate. Para saber mais sobre este e os demais cursos do NPC, basta acessar a página e o blog do NPC: www.piratininga.org.br e http://blogdonpc.wordpress.com Inscrições
Por Sheila Jacob do NPC
Fonte: http://www.piratininga.org.br
Imagem: http://virusplanetario.net/wp-content/uploads/2011/09/curso-npc.jpg
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| 25/10/2011 - Educação - Região | |||
Escola de Educação Básica 25 de Maio recebe melhorias
O projeto prevê também a construção de uma biblioteca com acervo de 708 livros, para investimento de R$ 63.720,00. Além de equipamentos para lavanderia (caldeira, maquina de lavar, centrifuga de roupas, secador rotativo, ferro a vapor) no valor de R$ 178.000.00. Outro setor da Escola contemplado com melhoramentos é o de pecuária, que receberá equipamentos como (afiador elétrico, aparelho de ultrasom veterinário, gaiola de transporte de aves, insensibilisador pneumático, tosquiadeira) no valor de R$ 86.200,00.
A Escola possui aproximadamente 250 estudantes matriculados desde as series iniciais da educação básica até o ensino médio profissionalizante. Desde sua fundação, em 1986, vem oportunizando aprendizado voltado à educação do campo com o objetivo de fixar o jovem no campo e na pequena propriedade.
As crianças e jovens matriculados na Escola são protagonistas, no processo de ensino aprendizagem, além das disciplinas do núcleo comum (currículo básico nacional) os estudantes do ensino médio, permanecem em tempo integral desenvolvendo técnicas e conhecimentos agropecuários, relacionados às suas próprias vidas.
O nome da escola é fruto da história do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. No dia 25 de maio de 1985 ocorreu a primeira ocupação de terras em Santa Catarina, no município de Abelardo Luz, com a participação de 2000 famílias. Destas, 78 foram destinadas para o município de Fraiburgo no ano de 1986, constituindo dois assentamentos: União da Vitória e Vitória da Conquista. Depois, foram instituídos os assentamentos Rio Mansinho, Chico Mendes e Contestado.
“As melhorias e ampliações que estão ocorrendo em nossa Escola, são frutos de 20 anos de lutas travadas por todos os estudantes e educadores que fizeram e fazem história parte desse espaço educacional, que buscamos construir coletivamente, tendo como um dos suportes pedagógicos os ensinamentos, deixados por Paulo Freire”. Finaliza Gibrail Cordeiro um dos educadores que atuam na Escola.
Fonte: Escola de Educação Básica 25 de Maio Visite: http://eeb25demaio.blogspot.com |
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| 25/09/2011 - Educação - Região | |||
Curso de Designer Gráfico no bairro São Miguel
Os interessados em fazer o curso, devem ter 15 anos completos, e ter concluído o curso básico de informática. O investimento pessoal no curso é o seguinte: ¬ Inscrição R$ 50,00, a inscrição da direito a um kit, com apostila digital, certificado e camiseta (conforme arte abaixo); ¬ E seis parcelas de R$ 35,00. As inscrições podem ser realizadas nos seguintes dias e horários: v Manhãs: Segundas, terças e sábados das 8h30min às 11h30min; v Tardes: segundas, quartas, sextas e sábados das 13h30min às 16h30min; v Noites: Segundas e quartas das 19h00min as 22h00min.
Maiores informações pelos fones (0**49) 3246 – 1112 na Sala de Inclusão Digital da APAFEC ou (0**49) 9111 – 6453 com Jilson.
Fonte: APAFEC Visite: www.apafec.org.br Contatos: apafec@apafec.org.br |
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| 14/06/2011 - Educação - Região | |||
APAFEC, em defesa da cidadania
É desta reflexão, atribuída a um conhecido pensador brasileiro, que pode ser suscitado o nome de uma das mais representativas entidades da região, a Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo (APAFEC).
Localizada no bairro São Miguel, a Associação é responsável pela assistência voluntária dirigida a crianças, jovens e adultos; ao menos 1400 pessoas já receberam algum auxílio profissionalizante ou educacional da entidade.
Em quase nove anos de ações realizadas, o trabalho desenvolvido começa a ser notado – na forma de reconhecimento social e público – pelos próprios educadores envolvidos na iniciativa.
“O pessoal tem olhado de forma carinhosa [no trabalho feito pelos voluntários]. Reconhece a associação como necessária para o bairro”, afirma Cancilier, que é mestrando em Educação. Representativo, o trabalho voluntário realizado também tem recebido apoio significativo de moradores do bairro onde sua sede está instalada. Pelo menos 15 mil pessoas vivem no bairro São Miguel e arredores.
“A comunidade reconhece o trabalho realizado. Tem o respaldo e aceitação. Fazem um bom trabalho ajudando as famílias carentes e tiram as crianças das ruas”, testemunha o morador Aroldo Gerlach, membro da Associação de Moradores do bairro São Miguel.
O reconhecimento de uma associação comprometida com o que podemos chamar de “defesa da cidadania”, no entanto, é conseqüência simbólica de uma concepção de mundo construída historicamente por inúmeras pessoas.
Histórico A APAFEC surge na segunda metade de 2002 da inquietação e da preocupação social dos educadores Jilson Carlos Souza, João Ademir Cancilier e Emerson Souza. Na época, os três refletiram sobre a realidade sócio-econômica do bairro mais populoso do Município – possui um pouco mais de 11 mil habitantes. Orientados pelos ensinamentos deixados por Paulo Freire, os educadores começaram a reunir moradores em torno de suas reflexões.
“Decidimos colocar o nome de Paulo Freire na pessoa jurídica que nos representaria, pois ele é um dos educadores que mais defendeu a liberdade e a autonomia no processo da construção do conhecimento”, diz Jilson.
Da análise, o coletivo de educadores resolveu criar um projeto social/esportivo para atender crianças, adolescentes e adultos de uma região tradicionalmente carente de assistência social.
Idealistas, os educadores foram, aos poucos, agregando parceiros, que hoje ultrapassam o número de quarenta, entre educadores e voluntários interessados em oferecer assistência social a quem precisa.
Os projetos Entre os trabalhos desenvolvidos pela APAFEC, destacam-se o “Projeto Esporte Bemlegal” (PEB), Projeto de Inclusão Digital Florestan Fernandes (PROIND), Projeto Recicle para Viajar (PROREVI), Projeto Itinerante de Cultura Mario Lago (PROIM), Projeto Todas as Letras, Projeto Artesanato Cidadão e do Jornal Asas da Informação (JAI). As oficinas acontecerão às quintas-feiras das 19h00 às 21h30min, no período de 02/06 a 08/12/2011, em total de 70 horas/aulas. A coordenação pedagógica estará a cargo de Maria da Gloria, Mariza Fidelis e Fabiane Aparecida Guedes.
“Neste projeto, daremos um enfoque na reciclagem”, assegura Fabiane, vinculada como voluntária à Associação desde o ano de 2008.
Todos os projetos são oferecidos de forma gratuita, e baseados na junção do estímulo à qualificação profissional e do comportamento cidadão.
“As ações que desenvolvemos se pautam pela construção coletiva do conhecimento e pela autonomia dos sujeitos envolvidos no processo educativo”, diz Jilson. Parte das atividades são realizadas na sede da Associação, localizada na avenida Pedro Gianello, sem número, na esquina com a rua Arcindo Hass. No local, a direção da APAFEC organiza encontros e oficinas.
A expectativa é que nos próximos dez anos seja construído no local um Centro de Cultura e Arte Popular, cujo espaço passará por uma reforma entre os meses de junho e julho.
Após a reforma, o espaço deve ser momentaneamente alugado para a quitação do empréstimo de R$ 70.000,00, usados para a aquisição do imóvel, no segundo semestre de 2010.
Do total, R$ 8.000,00 foram de recursos próprios e R$ 62.000,00 foram captados junto a Cooperativa de Crédito e Interação Solidária – CRESOL Tangará como empréstimo, a ser pago em 60 meses.
Segundo João Leandro Pereira da Silveira, da coordenação de finanças da APAFEC, o pagamento do empréstimo feito será pago com recursos próprios advindos de convênios com a iniciativa privada e Governo Federal, e com a solidariedade da comunidade local.
Para captar dinheiro para a quitação do empréstimo e manutenção das atividades desenvolvidas, membros e pessoas ligadas a APAFEC planejam a realização de bailes, ações entre amigos (rifas), festas e campanhas de doações junto a vários setores da comunidade.
Atualmente, inúmeras pessoas e quarenta empresas do Município colaboram com a Associação. “Hoje, não recebemos nenhum centavo do poder público municipal, por isso, qualquer doação é bem vinda”, acrescenta Jilson.
As doações em depósito de qualquer valor podem ser feitas na conta: 198.994 – 4 da Agência: 1387-0 do Banco do Brasil – Fraiburgo; Titular: Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC.
Parceria - Associação Vital Além de parceiros financeiros, a APAFEC possui vários colaboradores, entre eles, os membros da Associação Hayashi-ha Vital Fraiburgo de Karatê-dô, responsáveis – há 7 anos – por uma ação entre “Amigos”, com a finalidade de juntar recursos financeiros para manter as atividades desenvolvidas. O conceito de parceira estabelecida com a Associação Vital é a complementação, ou seja, o que a APAFEC tem coloca a disposição da Vital e vice-versa.
Porque Paulo Freire Paulo Reglus Neves Freire nasceu em Recife, Pernambuco, no dia 19 de setembro de 1921 e faleceu em 02 de maio de 1997, em sua casa, na cidade de São Paulo. Em sua trajetória de EDUCADOR DO POVO, Paulo Freire nos deixou um legado muito importante: • Uma profunda crença na pessoa humana e na sua capacidade de educar-se como sujeito da história;
• Uma postura política firme e coerente com as causas do povo oprimido, temperada com a capacidade de sonhar e de ter esperanças, e com a ousadia de fazer e de lutar pelo que se acredita. E junto com isto a humildade de quem sabe que nenhuma obra grandiosa se faz sozinho e que é preciso continuar aprendendo sempre;
Iniciou suas atividades em abril de 2003, todos os domingos das 9h00min as 12h00min no ginásio e auditório do CAIC, com as oficinas de Espanhol, Voleibol e Xadrez. Atualmente, o PEB conta com três oficinas, sendo: Oficinas de Futsal coordenadas pelo educador Paulo Eduardo Gonçalves, popular Tico-Tico; Oficinas de Danças coordenadas pela educadora Carolina dos Santos; e as oficinas de cidadania coordenadas pelos educadores Jilson Carlos Souza e Fabiane Aparecida Guedes. São mais de 500 crianças, adolescentes e jovens atendidos desde o início do programa. Entre dezembro de 2003 a outubro de 2006 a APAFEC e seus integrantes, gestaram o Projeto de Inclusão Digital Florestan Fernandes – PROIND. Este projeto surgiu com o objetivo central de incluir digitalmente crianças, jovens, adultos e o pessoal da terceira idade. De agosto a outubro de 2006, foi reformada a Sala de Inclusão Digital da Apafec com recursos próprios. A sala está localizada na Avenida Pedro Gianello, sem número, no bairro São Miguel (em anexo ao pavilhão da igreja católica). Para contribuir com a preservação da natureza e com a educação ambiental a APAFEC lançou o Programa Recicle para Viajar – PROREVI, através desse projeto era organizada coleta seletiva na casa dos meninos e meninas que integram o Projeto Esporte Bemlegal e outros parceiros. Com os recursos oriundo das vendas dos materiais reciclados eram organizados passeios a espaços de lazer, cultura e esporte. Foram realizado mais de 20 passeios, infelizmente por falta de estrutura e pessoal, nesse momento este projeto esta desativado.
Projeto Itinerante de Cultura Mario Lago – PROIM O acesso a cultura como forma de lazer em nossa região é uma das grandes dificuldades que os trabalhadores e trabalhadoras enfrentam. Para superar essa dificuldade, a direção da APAFEC organizou o Projeto Itinerante de Culturas Mario Lago. Com este projeto, a entidade organiza apresentações de teatro, exibições filmes abertas a comunidade dos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida. Por meio desse projeto a APAFEC envolveu-se na organização do FESTICONTESTADO (Festival de Cultura dos Caboclos e Caboclas do Contestado), com três edições já realizadas na região.
Projeto Todas as Letras O projeto teve por objetivo alfabetizar jovens e adultos que não tiveram oportunidade de estudar no tempo que lhes correspondia para freqüentar a escola. Foram alfabetizados 10 educandos. As aulas foram realizadas na Escola Antonio Porto Burda – CAIC, nas terças, quartas e quintas feiras das 19h30min ás 22h30min, no período de dezembro de 2004 a maio de 2005. O Projeto Artesanato Cidadão, foi lançado nesta quinta-feira (2) às 19h00min, na sede APAFEC no bairro São Miguel, cujo objetivo é ensinar a mulheres e meninas as técnicas de como fazer artesanato em biscuit, E.V.A, materiais reciclados e também bordado, tricô, crochê e pintura em tecido. As oficinas acontecerão às quintas-feiras das 19h00 às 21h30min, no período de 02/06 a 08/12/2011, totalizando de 70 horas aulas. A coordenação pedagógica estará a cargo de Maria da Gloria, Mariza Fidelis e Fabiane Aparecida Guedes.
JAI - Fazendo comunicação em coletivo! O Jornal Asas da Informação é o órgão oficial de divulgação da APAFEC. Para a escolha do nome foi realizado um concurso de redação. Rafael Carlos Rodrigues foi o ganhador. Já foram editadas 14 edições, que são bimestrais. Texto publicado na edição do dia 03 de junho de 2011, no jornal A Coluna, de Fraiburgo/Videira-SC.
Tomado do Blog: http://nocaminhodeparis.blogspot.com
Imagens: http://nocaminhodeparis.blogspot.com |
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| 07/06/2011 - Educação - Região | |||
Mais 542 Fraiburguense oficializam seu apoio a Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel
A Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, foi lançada no dia 20/04/2011 na sede da APAFEC no bairro São Miguel. Já o abaixo assinado foi lançado no dia 21/05, ou seja, no ultimo sábado foi completado apenas dois meses da campanha e somente 14 dias que as instituições envolvidas nessa empreitada estão recolhendo assinaturas de apoio para a construção da unidade escolar.
Em 14 dias foram coletadas 1304 assinaturas, no bairro São Miguel e Nossa Senhora aparecida, isso demonstra que os moradores desses bairros entendem que é mais que necessário a construção de uma Escola Estadual nessas comunidades.
“Tem sido uma grande lição de cidadania essa campanha, agora nosso principal desafio é ampliar a campanha para que moradores de outros bairros de Fraiburgo, possam aderir a esse movimento cidadão pela melhoria da educação em nosso município”. Rematou João Carlos Rodrigues da coordenação da campanha e da APAFEC.
Fonte: Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel
Contatos: escolaestadualnosaomiguel@gmail.com
Acesse: http://escolaestadualnosaomiguel.blogspot.com
Imagem: http://diariodonordeste.globo.com/imagem.asp?Imagem=420894 |
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| 31/05/2011 - Educação - Região | |||
APAFEC: uma laranjeira que dá frutos!
Minha mãe me ensinou um ditado muito sábio: “só recebe pedrada a laranjeira que produz frutas”. E a partir desta frase quero refletir sobre três posições que as pessoas adotam diante dos problemas sociais que acontecem cotidianamente.
Uma primeira é de ignorar os fatos, e seguir a confortável ou desconfortável vida. Uma segunda saída é não - ignorar, perceber os problemas, e falar, e quem sabe atirar pedras. E a outra possibilidade, a que é aderida por um contingente menor de pessoas, é de arregaçar as mangas e trabalhar, encontrar a causa dos problemas e buscar resolver, e receber pedradas!
Temos no Brasil diversas iniciativas populares que buscam resolver os problemas sociais. Quero chamar a atenção para o trabalho que desenvolve a APAFEC, no município de Fraiburgo/SC.
Desde sua fundação em 2002, essa entidade já capacitou 950 pessoas com informática e acesso a internet. Envolveu 500 crianças, adolescentes e jovens em atividades esportivas.
Além de todas essas atividades louváveis, há um outro feito que merece destaque: o fato de elevar a auto estima de uma população. O São Miguel, um bairro que era considerado como a Galiléia; um gueto; um lugar problemático; um lugar perigoso; um lugar de “bárbaros”, em relação aos “civilizados” do centro de Fraiburgo; hoje tem uma das mais exitosas experiências de organização popular de Santa Catarina.
No Bairro São Miguel, há uma alternativa solidária de capacitação e inserção cidadã para diversos jovens. Há alguém que está ali o tempo todo, ouvindo os problemas, aprendendo com os menos favorecidos, formando lideranças. Há alguém que não espera a época de surrupiar votos, ou que vive lá do centro falando que os problemas da cidade vêm do São Miguel.
Esse alguém é um ator coletivo. A APAFEC é uma rede construída por várias mãos, e que nessa construção tira correntes de preconceito, para semear esperança. Nesse caminhar vai derrubando as sentenças imobilistas que saem das bocas elegantes e bem alimentadas, que dizem que a vida é “assim mesmo”, se organizar é “perder tempo”.
Oxalá que mais laranjeiras do tipo da APAFEC nasçam e produz destes saborosos frutos de cidadania e inclusão social. E que venham as pedradas!
Por Maciel Cover (*) Doutorando em Ciências Sociais Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, viveu na região do Contestado de 2007 e 2008.
Imagem: http://4.bp.blogspot.com/_uCzljf5otsU/Sw6Uia40MfI/AAAAAAAAAJ0/Kcr0yR07HR8/s200/apafec.jpg |
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| 07/05/2011 - Educação - Brasil | |||
Primeira Universidade federal dentro de assentamento será no Paraná
As aulas para os 500 estudantes iniciam em 2012 em cinco áreas do conhecimento voltadas à vocação econômica da região: Agronomia com ênfase em Agroecologia, Desenvolvimento Rural e Gestão Agroindustrial, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Aquicultura e Licenciatura em Educação do Campo. O Incra cedeu à universidade uma área de 42 hectares para implantação do primeiro prédio, de 5 mil metros quadrados. O campus definitivo engloba também outros 45 hectares doados em maio de 2010 pelas prefeituras de Porto Barreiro, Rio Bonito do Iguaçu, Nova Laranjeiras e Laranjeiras do Sul. O presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, participou da assinatura do termo de cessão da área. Na ocasião disse que a instalação do campus em Laranjeiras do Sul é um grande avanço para a reforma agrária no País. “É a primeira universidade federal do País dentro de um assentamento e com certeza vai trazer muito desenvolvimento para a região”, declarou. O campus é estrategicamente localizado no Território da Cidadania do Cantuquiriguaçu, de características rurais. De acordo com dados do Instituto Emater do Paraná, a produção primária é responsável por 33% do total do Território. Além disso, 50,8% da População Economicamente Ativa do Território refere-se a agricultores de base familiar (agricultores familiares e assentados da reforma agrária). O vice-reitor da UFFS, Antônio Inácio Andriolli, lembrou que a Universidade originou-se à partir da mobilização social, assim como os assentamentos da reforma agrária no País. “A UFFS nasceu da dupla luta: da sociedade e também do governo. Nosso desafio é construirmos uma universidade pública, democrática e popular”, disse. O superintendente regional do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, destacou que, com a instalação da UFFS, a juventude rural não precisará sair do meio para estudar. “A Universidade será uma importante aliada para que possamos capacitar os assentados e viabilizar os assentamentos com base na produção agroecológica e preservação ambiental”, ressaltou. Um dos suportes da produção de leite no Oito de Junho é o Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (ATES). Com o programa, foi implantada no assentamento a técnica do Pastoreio Racional Voisin (PRV), sistema intensivo de manejo do gado, da pastagem e do solo. A responsável pela aplicação da técnica é filha de assentados. Desieli Gomes de Amorin, 27 anos, é Técnica em Agroecologia formada pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Atualmente, ela cursa Engenharia de Aquicultura na UFFS. Com o funcionamento da UFFS dentro do assentamento, Desieli acredita que seja possível reverter a tendência de migração da juventude rural. "O jovem quer mais oportunidades de estudo e de trabalho. Com a instalação da universidade, a juventude permanece no assentamento, aumentando a geração de renda dentro do próprio município". Território da Cidadania O Incra e a UFFS também formalizaram protocolo de intenções com objetivo de fomentar ações de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da área de atuação da UFFS no Território do Cantuquiriguaçu. Ao todo, vivem cerca de 4,2 mil famílias assentadas no Território, que possui os três maiores projetos de assentamento do Incra no estado (PAs Celso Furtado, Ireno Alves dos Santos e Marcos Freire).
Ainda na sexta-feira (29), foi realizada a eleição do Conselho de Desenvolvimento do Território Cantuquiriguaçu (Condetec). Elemar Cezimbra, coordenador administrativo do campus da UFFS em Laranjeiras do Sul, foi eleito presidente por unanimidade.
O Território da Cidadania Cantuquiriguaçu abrange uma área de 13.986,40 quilômetros quadrados e é composto por 20 municípios: Pinhão, Campo Bonito, Candói, Cantagalo, Catanduvas, Diamante do Sul, Espigão Alto do Iguaçu, Foz do Jordão, Goioxim, Guaraniaçu, Ibema, Laranjeiras do Sul, Marquinho, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Quedas do Iguaçu, Reserva do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu, Virmond e Três Barras do Paraná.
Fonte: Do Portal do MDA
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| 07/05/2011 - Educação - Santa Catarina | |||
Carta aberta à comunidade escolar catarinense: Dia 11 de maio: magistério vai parar
O cumprimento da Lei vai garantir profissionais mais valorizados e a contratação de mais trabalhadores em Educação, melhorando, assim, a qualidade das escolas. Todos trabalhadores, estudantes, pais de estudantes e comunidade escolar em geral, sentimos no início deste ano os problemas com a falta de profissionais nas escolas para atender as crianças e os adolescentes.
Mesmo assim, o Governo catarinense não deu sinal de que irá cumprir a Lei, e, também, ainda não informou aos trabalhadores e trabalhadoras da educação e nem ao SINTE/SC sua real intenção em relação o Piso Nacional do Magistério.
O Governo Colombo enrola os trabalhadores e trabalhadoras da Educação e empurra com a barriga a aplicação da Lei, mesmo tendo perdido no Supremo uma ação contra o Piso. Diante do descaso de Colombo e do secretário da Educação com os trabalhadores e trabalhadora das escolas, chamamos os pais e a comunidade escolar para se manifestarem e apoiarem a luta dos profissionais da Educação.
Participe da luta! Ajude os profissionais da Educação a construírem uma escola pública de qualidade em Santa Catarina!
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| 24/04/2011 - Educação - Região | |||
Lançada Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel
O ato de lançamento da Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, foi organizado pela APAFEC, Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, Grêmio Estudantil da Escola Eurico Pinz de ensino médio e por professores dessa mesma unidade escolar, que hoje funciona somente no período noturno em um prédio cedido pela prefeitura. Os vereadores João Alvadi(PPS) e Juliano Costa(PSB) também estiveram presentes e comprometeram-se a apresentar nas próximas sessões da câmara de vereadores uma moção de apoio no parlamento municipal, no sentido de fortalecer ainda mais a Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel.
A construção de uma Escola Estadual é uma das necessidades concretas que os moradores dos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida tem, hoje no bairro São Miguel tem apenas a Escola Eurico Pinz de ensino médio que funciona somente no período noturno. Com a construção dessa Escola Estadual, os estudantes de ensino médio poderão ter aulas nos três período, além de beneficiar os moradores desse bairro e do Nossa Senhora Aparecida que é em anexo, vai beneficiar estudantes e seus familiares dos bairros: São Cristovão, Liberata, São Luiz, Macieira e Faxinal dos Carvalhos e comunidades do interior tais como: Taquaruçu de Cima, Assentamento Contestado, Assentamento São João Maria, Gruta, Linha Brasília e Lurdes.
São vários os benefícios que essa escola trará aos estudantes e ao município de Fraiburgo entre eles destacamos: Ø Para os estudantes moradores dos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida, fim do transporte escolar; Ø Para os estudantes dos bairros e comunidades próximas ao bairro São Miguel, menos tempo dentro de ônibus, pois diminui a distancia a ser percorrida até chegar na escola; Ø Para os estudantes das escolas estaduais localizadas no centro de Fraiburgo, mais espaço em sala de aula, pois irá diminuir a lotação das mesmas; Ø Diminuição nos gastos com transporte escolar, garantindo assim o bom uso dos recursos públicos, proporcionado futuros investimentos e melhorias na área de educação em nosso município com os recursos economizados; Ø Preservação da natureza em função da redução do uso de combustíveis e demais implementos utilizados nos ônibus que fazem o transporte escolar.
Os próximos passos da Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, serão: o lançamento de um blog para disponibilizar informações da campanha pela internet, a organização de um abaixo assinado para a coleta de assinaturas de apoio a essa solicitação e a organização de uma audiência publica com deputados estaduais que compõem a comissão de educação da Assembléia Legislativa.
Para maiores informações da Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, entre em contato pelos fones: (0**49)9111 – 6453 com Jilson e (0**49)8826 – 9082 com João Ademir ou pelo e-mail escolaestadualnosaomiguel@gmail.com
Fonte: Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel E-mail: escolaestadualnosaomiguel@gmail.com
Imagens do ato do lançamento: http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=9541153780623210348&aid=1303553542
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| 09/04/2011 - Educação - Brasil | |||
STF declara constitucional o piso nacional para professores da rede pública
Em relação a distribuição da carga horária do professor, que, segundo a lei, deve ter 1/3 reservada para atividades extraclasse como planejamento de aulas e atualização, o STF não se chegou aos seis votos para determinar ou não a validade da norma. Parte dos ministros argumentou que haveria invasão de competência dos estados pela União e, portanto, violação do pacto federativo previsto na Constituição. O tema ainda voltará a ser analisado pela Corte. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) foi ajuizada em 2008, mesmo ano de aprovação da lei, no STF, pelos governos dos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará. Além da constitucionalidade da norma, também foram questionados pontos específicos da lei, como a regra de que um terço da carga horária do professor deverá ser reservada para atividades extraclasse como planejamento de aula e atualização. Esse dispositivo foi suspenso pelos ministros do Supremo à época e pode voltar a ser discutido hoje. Outra divergência está no entendimento de piso como remuneração mínima. Para os professores, o valor estabelecido pela lei deveria ser entendido como vencimento básico: as gratificações e outros extras não poderiam ser incorporados na conta do piso. Mas os ministros definiram ainda, no julgamento da liminar, que o termo "piso" deve ser entendido como remuneração mínima a ser recebida. Esse entendimento também pode ser reavaliado durante o julgamento do mérito da ação.
Enviado por João Carlos Santin
Imagem: http://routenews.com.br/index/wp-content/uploads/piso_prof.jpg
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| 29/03/2011 - Educação - Mundo | |||
Jornadas Bolivarianas começam em 04 de abril e discutem Imperialismo e Cultura
O fenômeno do Imperialismo sempre foi bastante estudado. Algumas obras clássicas que diretamente remetem ao tema são Imperialismo: um estudo, de J.A. Hobson, Imperialismo: fase superior do capitalismo, de Lenin, e A era do imperialismo, de Harry Magdoff; mais recentemente, em 2003, David Harvey publicou seu excelente livro O novo imperialismo. Mas, apesar dos reconhecidos aportes críticos, os autores citados acabaram por se limitar ao plano político-econômico, de modo que pouco se tratou do papel da cultura em tal fenômeno. O colonialismo intelectual e mental a que são submetidos os povos na América Latina ainda não recebeu o devido tratamento.
É sabido que a investida imperial consiste na ocupação, domínio e subordinação de terras alheias, mas não apenas no campo geográfico. Um dos aspectos mais importantes para a compreensão plena do imperialismo é o “edifício cultural” que o sustenta. Daí a importância de um debate como esse que as Jornadas Bolivarianas propõem este ano. Participam das conferências o vice-ministro de Cuba, Fernando Rojas, um dos criadores da idéia da Telesur, Aram Aharonian, o escritor e presidente do Instituto de Estudios Latinoamericanos da Costa Rica, Rafael Molina, a socióloga aymara Silvia Cisicanqui e o cineasta brasileiro Sérgio Santeiro.
Programação 04 a 07 de abril de 2011 Florianópolis – Brasil 04 de abril de 2011 - Noite – Auditório da Reitoria – UFSC 18:30 – Abertura oficial das VII Jornadas Bolivarianas 19h – Palestra: Cuba: do experimento neocolonial à liderança antimperialista. Fernando Rojas – Cuba Coordenação: Beatriz Paiva
05 de abril de 2011 - Manhã – Auditório da Reitoria – UFSC 9:00 – Palestra: O imperialismo na América Central Rafael Cuevas Molina – Costa Rica Coordenação: César Medeiros - Tarde – Auditório da Reitoria – UFSC 14:30 – Apresentação de trabalhos Coordenação: Vitor Hugo Tonin - Noite – Auditório da Reitoria – UFSC 18:30 – Palestra: Imperialismo e cultura andina Silvia Rivera Cusicanqui – Bolívia Coordenação: Fernando Correa Prado Lançamento de Livro: O Mapa da Crise, de Nildo Ouriques e Elaine Tavares
06 de abril de 2011 - Manhã – Auditório da Reitoria – UFSC 9:00 – Palestra: O cinema latino-americano e a indústria cultural Sérgio Santeiro – Brasil Coordenação: Nildo Ouriques - Tarde – Auditório do CCE 14:30 – 18:00 – Reprodução de filmes do Fernando “Pino” Solanas – - Noite – Auditório da Reitoria – UFSC 18:30h – Palestra: A mídia e o Imperialismo Aram Aharonian – Venezuela Coordenação: Elaine Tavares
07 de abril de 2011 - Manhã – Auditório da Reitoria – UFSC 9h –Mesa redonda: Imperialismo e cultura na América Latina Aram Aharonian, Fernando Rojas, Rafael Cuevas Molina, Sérgio Santeiro, Nildo Ouriques Coordenação: Waldir José Rampinelli - Tarde – Auditório do CSE – UFSC e Hall da Reitoria 14:30 – 18:00 – Reprodução de filmes do Fernando “Pino” Solanas – Noite 20h – Em frente a reitoria Festa Latino-Americana Atenção: Inscrição no local e só para quem precisa de certificado
Imagem: http://desacato.info/wp-content/uploads/2011/03/JORNADAS-BOLIVARIANAS.jpg |
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| 10/03/2011 - Educação - Brasil | |||
Da roça ao mestrado em agroecologia em Cuba
Todas as fases da vida são muito importantes desde que nascemos até quando, pela morte, passamos para a vida plena. Acredito que a juventude é a fase mais linda e mais forte da vida. Faço esta afirmação sabendo que corro o risco de estar cometendo um erro, mas insisto em fazer, porque estou vivenciando esta fase da minha vida. Sou uma jovem e acredito que nesta fase é quando sonhamos mais, buscamos mais, temos mais esperança e coragem, sentimos uma vontade imensa de mudar o mundo e sabemos que, se nos dão essa oportunidade, somos capazes de mudá-lo. É verdade o que dizia Che Guevara “O alicerce fundamental da nossa luta é a juventude.” Se queremos fazer revolução em qualquer parte do mundo é necessário envolver a juventude.
Mas diante de uma conjuntura tão complexa que vivemos e pelo fato do nosso país ser capitalista, com tanta desigualdade, tanta injustiça e tantos problemas sociais, a pergunta que surge é: como anda a juventude brasileira? Muitos jovens no nosso Brasil diariamente enfrentam com realidades tão duras, tão difíceis que as expectativas de uma vida melhor, os sonhos, nem conseguem fecundar, criar e recriar em suas mentes e em seus corações. Se tudo é tão difícil, o jovem pode se perder. Somos milhões. O que fazer? Qual o projeto que existe para a juventude? Atualmente encontramos milhares de jovens alienados pelos meios de comunicação, pelas músicas sem fundamento e cultura, milhares se destruindo nas drogas e na prostituição, a grande maioria não consegue estudar. Fazer uma faculdade é impossível para a maioria. As limitações da vida para a juventude são tantas que os jovens acabam perdendo o direito de sonhar e o fato da maioria dos jovens não estarem envolvidos em grupos sociais organizados e comprometidos com a mudança da sociedade, não contribuem com o potencial revolucionário que existe dentro de cada jovem para a mudança do nosso país. A grande maioria limita-se na vida a lutar pela sobrevivência, que é uma luta árdua e pesada, e outros resumem suas vidas a mesquinharias. Faço essa introdução porque acredito na juventude como instrumento de mudança da sociedade. Sei que não é fácil ser jovem e mulher em uma sociedade tão individualista e com um sistema tão perverso como o capitalismo. Acredito que a juventude precisa ser valorizada, convocada para o mutirão de construção de uma sociedade diferente, o Brasil que queremos. Se hoje sou uma jovem que sonho e tenho perspectivas para o meu futuro é graças à organização e a luta dos movimentos sociais do campo nos quais me engajei e faço minha militância.
Outro dia tive a alegria de ler um texto, um testemunho da jovem Gisele Antunes, que era menina de rua e hoje faz medicina em Cuba. Fiquei muito comovida com sua história. Ao ler, senti força, alegria e esperança. É vital acreditar na vida. Que bom conhecer uma jovem que, ao encontrar uma oportunidade de crescer como cidadã, agarrou a chance e está lutando. Animada por Gisele, resolvi contar um pouco da minha história, na esperança de socializar um pouco das proezas que os movimentos sociais populares vêm conquistando. Ao contar, revelarei também meu reconhecimento e eterna gratidão a todos que me apoiam na luta. Quem sabe servirá de luz e esperança para outras pessoas, outros jovens.
Durante toda minha vida vivi no campo. Sou uma jovem de 26 anos da região Noroeste do estado do Espírito Santo. Vivo no município de Barra de São Francisco, em uma comunidade que se chama Valão Fundo, um lugarzinho muito gostoso, aconchegante de se viver que tem como principal cultura e renda para as famílias o café conilon. Aqui aprendi o que é viver em comunidade. Tenho uma ligação muito forte com a mãe terra, com o campo, com a agricultura, com as pessoas do campo. Sou de família pobre. Os meus pais eram camponeses, viviam somente da renda que a terra gerava. Aos oito anos de idade, perdi minha mãe Genilda Dalva de Oliveira Dutra por problemas de coração. Meu pai Ilson Ricardo Dutra, cansado com a lida na terra, desistiu de ser camponês e foi para a cidade de Vitória, capital do Espírito Santo. Foi ser ajudante de pedreiro, trabalhar na construção civil. Minhas duas irmãs e eu não fomos com nosso pai, pois seria muito difícil cuidar de três filhas na cidade grande. Ficamos na roça, cada uma morando com um tio, irmãos da minha mãe. Fui criada por meu tio Gênis Oliveira Sobrinho, carinhosamente chamado de Tizil, irmão da minha mãe e pela minha tia Maria da Penha Miranda de Oliveira, sua esposa, que são meus padrinhos, pessoas que admiro e amo muito, a eles sou eternamente grata pelo carinho, cuidado e contribuição na minha formação. Esse momento da minha vida foi muito difícil. Perdi minha mãe, meu pai e fui criada separada das minhas irmãs. Desde então coloquei como propósito na minha vida que o estudo seria um farol da minha vida.
Quando fui fazer a 6ª série do Ensino Fundamental a minha vida mudou completamente. Conheci a Escola Família Agrícola – EFA -, que trabalha com a Pedagogia da Alternância. O estudante fica uma semana na escola e uma semana na comunidade, trabalhando a teoria/Práxis, onde desenvolve a Educação do Campo. As EFAs são escolas que foram feitas com uma pedagogia própria e apropriada para os jovens do campo; mostram que é possível trabalhar uma educação libertadora e emancipadora do ser humano. Por este projeto me apaixonei e pela primeira vez na minha vida comecei a ver luzes, esperanças. Identifiquei-me com a escola, com a proposta pedagógica. Aprendi a valorizar a cultura camponesa e a fortalecer a minha identidade de jovem da roça. Reconheci que jovem da roça também tem valor. Sou camponesa com orgulho. Não tenho vergonha de capinar, plantar, colher, viver da terra.
Dentro da sua proposta pedagógica, as Escolas Famílias Agrícolas têm como objetivo a formação integral do sujeito e despertar no estudante a importância de ser um sujeito protagonista do seu meio, da sua comunidade, pois todo estudo é voltado para a realidade do estudante, onde acreditamos na primasia da vida sobre a sala de aula. A vida ensina muito mais do que a sala de aula. Por isso fazemos um estudo contextualizado na realidade do povo camponês. Não aprendemos a ter uma visão romântica do campo. As EFAs, que já são cerca de 150 no Brasil, despertam nos jovens o senso crítico e a capacidade de análise e a convicção de que é preciso se organizar e lutar por um campo com melhores condições de vida.
Ao discutir os nossos problemas da roça, comecei a entender porque nosso povo do campo sofre tanto, a entender porque existia o meeiro, porque é tão caro para os camponeses produzirem e difícil encontrar mercado para os seus produtos, a falta de investimento na pequena agricultura, a camponesa. Pela primeira vez na vida ouvi falar e conheci os movimentos sociais do campo. Foi por causa da proposta pedagógica da Escola Família Agrícola que dentro da escola fui me destacando como liderança, fui me envolvendo. Com o passar do tempo foi despertando em mim, de maneira forte e muito segura, que eu queria ser monitora de Escola Família Agrícola, quer dizer, ser educadora da Pedagogia da Alternância em alguma Escola Família Agrícola.
Estudei nesta escola que fica situada em Barra de São Francisco, ES, até a 8ª série, pois nesta escola não tem Ensino Médio. Para eu conseguir continuar no projeto da Pedagogia da Alternância, teria que ir estudar em uma EFA de Ensino médio em outro município, pois na época não tinha no meu município. Foi uma grande frustração na minha vida, pois não consegui; era muito longe. Fui para a escola convencional do meu município, popularmente conhecida como estadual, senti na pele a diferença dos estudos. Mas serviu para reforçar em mim que eu não deveria desistir dos estudos e do que eu sonhava. Mas continuei militando na EFA. Fui eleita para fazer parte do conselho da Associação dos agricultores da escola. Tornei-me a primeira ex-estudante a fazer parte de uma associação dos agricultores das EFAs, em nível de estado. Por isso sempre estive presente na vida da escola, participando de reuniões, encontros, assembleias etc. Comecei a fazer parte da Pastoral da Juventude Rural – PJR -, que também trabalha com os jovens da roça, onde fortaleci ainda mais a minha identidade camponesa.
A PJR é uma pastoral que reivindica melhoria de vida para a juventude rural, com o intuito de fazer do campo um lugar com condições dignas de vida, que tem um caráter libertador e atua junto aos movimentos sociais do campo. Na PJR eu continuo militando. Comecei a participar das CEBs – Comunidades Eclesiais de Base -, que é a parte da igreja com a qual me identifico muito, porque trabalha com a Teologia da Libertação. E até hoje bebo da espiritualidade libertadora que a CEBs proporciona, onde me fortaleço a cada dia.
Em 2003 terminei o Ensino Médio na rede pública estadual. E tinha o sonho de poder fazer uma faculdade, mas sabia que seria muito difícil. Dinheiro não tinha para pagar e tinha consciência do estudo fraco que tive no Ensino Médio e seria muito difícil passar em uma universidade pública. Mesmo assim tentei vestibular em duas federais. Não tinha mais dinheiro para pagar inscrição em outras universidades e, como milhares de jovens pobres do Brasil, chorei muito, porque não consegui passar. Uma certeza repetia no meu coração: quero continuar estudando. Continuei militando e trabalhando.
Em 2004 aconteceram duas coisas muito importantes para mim: comecei a lecionar em uma EFA e iniciei um curso universitário. Primeiro, fui convidada para fazer o curso de Graduação em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias na Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Quem me convidou foi a RACEFFAES – Regional das Associações dos Centros Familiares de Formação por Alternância do Espírito Santo -, que coordena politicamente e pedagogicamente 19 EFAs no norte do Espírito Santo. Ao ouvir a proposta, fiquei muito feliz, pois estava perto de realizar um dos meus maiores sonhos. Curso esse em convênio com a UFPB/PRONERA e Via Campesina2 dentro do método da Pedagogia da Alternância. Cada etapa do curso era de dois ou três meses, tínhamos o “tempo Universidade” e o “tempo comunidade”. Foi uma felicidade sem tamanho. Aceitei a proposta e fui estudar na Paraíba, na turma da Via Campesina, representando a RACEFFAES. Foi uma experiência incrível. Nossa turma era formada por jovens camponeses de 17 estados do Brasil. Que riqueza cultural! Aprendi muito, além do estudo científico adquirido, cresci muito como pessoa, como militante e politicamente, aprendi muito com os movimentos sociais. Sofremos muito preconceito na Universidade, a ponto de alguns professores, que se diziam ser tão estudados, se negarem a dar aula para nós, porque éramos Sem Terra. Conquistar infra-estrutura, alimentação, livros, transporte só com muita luta. Algo tremendamente relevante foi estudar no Nordeste e conviver com o povo nordestino. Quanta sabedoria! Minha turma foi a primeira turma de Ciências Agrárias da Via Campesina, uma grande conquista. Além da minha turma, há várias outras turmas de outros cursos, que já terminaram e outros que ainda estão estudando. São cursos de História, Pedagogia, Veterinária, Agronomia, Economia, Direito, Comunicação, Agroecologia etc. Tudo conquistado graças a muita luta da classe trabalhadora, dos movimentos sociais do campo.
Segundo, em 2004, conquistamos uma EFA de Ensino Médio Profissionalizante em Barra de São Francisco e tive a oportunidade de realizar outro grande sonho: o de me tornar monitora de Escola Família Agrícola. Comecei a trabalhar na escola onde estudei. Já podia lecionar, pois estava cursando uma licenciatura. Foi uma grande realização, enquanto pessoa e profissionalmente. Poder trabalhar em um projeto que acredito me faz feliz.
Em 2008 concluí a faculdade de Ciências Agrárias. Com muita dificuldade fizemos uma linda festa. Lembro que ninguém da minha família participou, porque não tinha condições financeiras para poder viajar e participar. No ano de 2008 tive a oportunidade de trabalhar na secretaria da Via Campesina, em Brasília, a convite do MST3 acompanhando a luta contra os transgênicos e as transnacionais. Quanto aprendizado! Ampliei meu leque de conhecimento e contribui com a classe trabalhadora. Foi também um momento de muita angústia na minha vida, pois presenciei de perto o descaso de deputados, senadores, das autoridades com o nosso povo brasileiro. Eu participava de Audiências Públicas e saía indignada com o que ouvia dos pretensos representantes do povo brasileiro, mas serviu para fortalecer em mim que a mudança que queremos para o Brasil infelizmente não vai acontecer via processo eleitoral. É preciso o povo se organizar e fazer a revolução. Em 2009 voltei a lecionar na EFA de Ensino Médio de Barra de São Francisco, já licenciada e com mais condições de contribuir com as EFAs. Oportunidades surgem na vida da gente graças à luta do povo pobre organizado.
Desde que comecei a minha militância, toda vez que ouvia falar de Cuba sentia uma forte vontade de conhecer a pequena ilha socialista que serve de exemplo para todos que sofrem as agruras do capitalismo. E eis que, através dos movimentos sociais do campo, pintou a oportunidade de eu estudar em Cuba. Eu e outros oito jovens da Via Campesina estamos fazendo mestrado em Agroecologia na Universidade Agrária de La Havana, em Cuba. Estudar no meio do povo cubano, representando a Via Campesina, é no mínimo um processo de humanização na vida da gente e a confirmação da certeza que a luta dos movimentos sociais é justa, legítima e necessária.
Estudei em Cuba sete meses, em 2010. Vi e vivenciei verdadeiras proezas, verdadeiros milagres. Dizer que Cuba não tem problema é mentira, mas também dizer que o socialismo não funciona é outra mentira. É impossível não admirar e não respeitar a história de luta por libertação de Cuba e do povo cubano. Fidel Castro não é ditador, pelo contrário, é admirado, respeitado e amado pelo seu povo e tanta gente digna pelo mundo afora. Dia 3 de setembro de 2010, participei de um Ato Público em La Havana, onde Fidel discursou. A multidão foi para as ruas somente para ouvir ele falar. Diferente do que a Mídia passa, em Cuba não existe ditadura; há, sim, um poder popular. O povo tem representantes escolhidos por eles através dos conselhos populares. E cada representante popular que trabalha no governo não recebe por isso. Recebe seu salário de outro trabalho que exerce na sociedade, como, por exemplo, professores, cozinheira, secretária etc. Trabalham no governo e no trabalho formal para poderem receber seus salários como qualquer outro trabalhador cubano. Em Cuba, há 500 deputados eleitos que não recebem salário por ser deputado. Outro ponto muito importante que a mídia ignora é o bloqueio econômico imposto sobre Cuba pelos Estados Unidos, que é muito injusto e dificulta a vida de todos por lá. Cuba não é um país rico em recursos naturais e depende de muitos produtos externos e compra tudo mais caro, devido ao bloqueio. Por isso o povo vive com condições limitadas.
O governo faz verdadeiro milagre. Mesmo com tanta limitação, o povo tem acesso a Educação de qualidade. Já imaginou, nenhum cubano é analfabeto! Isso é único. Mais de 35% da população cursa ensino superior.
O sistema de saúde funciona. Tantos médicos, enfermeiras. Tenho 26 anos e aqui no Brasil nunca vi um médico negro, nunca consultei com um. Em Cuba vi vários e consultei com vários. Em Cuba, medicina não é profissão de branco rico, é profissão de quem tem dom para exercê-la. Na pequena ilha não existe racismo, as pessoas são livres. Tem investimento e incentivo para o esporte, para a cultura, o povo tem acesso ao cinema, teatro, dança etc, por um preço acessível, não se vê violência. Os cubanos são muito felizes, adoram conversar, dançar, são divertidos.
Na agricultura estão mostrando na raça que é possível produzir de forma agroecológica de maneira livre sem alimentar o monopólio das transnacionais no uso de agrotóxicos e adubos sintéticos. Cuba está em uma luta para garantir a produção de alimentos e importar o mínimo possível. O Governo fornece subsídios, assistência técnica, implementos agrícolas para incentivar a agricultura na produção de alimentos; compra 80% da produção dos camponeses por um preço justo e repassa esses produtos para o povo por um preço muito mais baixo. Vi e vivenciei momentos com um povo culto, alegre, que são alimentados com a mística do cuidado, do não consumismo, do não desperdício, consciente do sistema no qual vivem e por isso não querem outro, porque sabem que com o sistema capitalista os pobres não têm vez e nem voz. Pude sentir a solidariedade, acolhida, o internacionalismo que Cuba tanto defende, prova disso que somos nove jovens pobres da Via Campesina estudando em Cuba em convênio com o Governo Cubano e assim, como nós, mais de 15 mil jovens do mundo todo. Em Cuba, pela Via Campesina temos companheiros estudando medicina, veterinária, agroecologia, História da Arte e outros cursos. Cursos esses que são conquistas da organização e da luta do nosso povo pobre, da classe trabalhadora que nesta instância, representados pela Via Campesina, pelos movimentos sociais do campo.
No mestrado discutimos e aprendemos muito sobre a Agroecologia, que é uma nova ciência, um novo paradigma que está colocado para nós que precisamos estudar, entender e colocá-la em prática. A Agroecologia vai muito além de simplesmente substituir na agricultura insumos sintéticos por insumos orgânicos. Agroecologia é uma postura de vida, junto com ela vem uma mudança da estrutura da sociedade, do sistema, porque defende a vida e o Planeta. Defende a produção limpa de alimentos saudáveis, não simplifica os agro-ecosistemas, respeita a complexidade da natureza. E vai contra esse modelo de exploração, de consumismo e destruidor da vida. Sem Agroecologia não é possível uma sociedade diferente. Sou uma jovem pobre que tive oportunidade de estudar e passo-a-passo estou realizando meus sonhos. Tenho certeza que se não fosse meu envolvimento, minha militância nos Movimentos Sociais Populares, jamais teria conseguido chegar até aqui e sei que é somente uma fase, uma parte do caminho a ser caminhado. Conquistaremos muito mais! Acredito na juventude e no potencial dos jovens, sei que, se estão no lugar certo e com as pessoas certas, fazem a diferença que querem ver no mundo. E sei que a Via Campesina tem um projeto para a juventude camponesa e é um espaço fértil para a juventude fazer militância. Como dizem é o meio social que forma o ser e a minha formação é no campo, para o campo e as pessoas do campo. Sei da importância da militância nos movimentos sociais e quero continuar firme na luta colocando meu conhecimento a serviço da classe trabalhadora, como diz a estrofe do hino “deixa-me ser jovem não me impeça de lutar, pois a vida me convida a uma missão realizar”. E eu sei da minha missão e do lado de que eu quero ficar. E você, jovem? Vem militar também, entra na roda com a gente. . . Vem!
Barra de São Francisco, ES, 18 de fevereiro de 2011
1 Mestranda em Agroecologia, pela Universidade Agrária de Havana, Cuba; graduada em Ciências Agrárias pela Universidade Federal da Paraíba; educadora na Escola Família Agrícola de Ensino Médio Profissionalizante, no Município de Barra de São Francisco, no Espírito Santo; e-mail: polidutrapjr@bol.com.br
2 Articulação de camponeses presente em mais de 70 países. No Brasil, faz parte da Via Campesina o MST, a CPT, o MPA, MMC, MAB a PJR etc.
3 Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Cf. www.mst.org.br
Por Poliane Oliveira Dutra |
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| 20/02/2011 - Educação - Brasil | |||
Defensores populares se formam em São Paulo Por Joana Tavares Formar lideranças populares para defender os direitos de sua comunidade. Basicamente, esse é o objetivo do Curso de Defensores Populares de São Paulo. A segunda turma, com 58 alunos, se formou no dia 11 de fevereiro, depois de 15 aulas sobre diversos temas, como “Noções do Estado brasileiro”, “Direitos Humanos”, “Economia” e “Questão Agrária”.
O paraninfo escolhido pela turma, João Pedro Stedile – que foi um dos professores do curso – encarou o convite como uma homenagem ao MST, que, segundo ele “é um defensor popular coletivo”. Ele reforçou a ideia que “só a luta faz a lei” e importância de projetos que garantam o empoderamento do povo.
Promovido por uma parceria entra o Escritório Modelo ‘Dom Paulo Evaristo Arns’, da PUC-SP, Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE), Associação Paulista de Defensores Públicos (APADEP), Escola de Defensoria Pública do Estado (EDEPE), Defensoria Pública da União (DPU) e União dos Movimentos de Moradia (UMM), com o auxílio Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae (Cepis), o curso é voltado para pessoas envolvidas nas lutas sociais.
Na primeira turma, com 40 alunos, a maior parte dos educandos era vinculada a lutas por moradia. Já na segunda, o espectro se ampliou para outras lutas populares.
“O papel do Defensor Popular durante o curso e após sua conclusão é se tornar uma referência em sua comunidade ou no seu movimento, não só informando a comunidade de seus direitos, mas atuando junto a ela na luta e efetivação destes direitos. Este defensor popular não pode mais ser passivo frente às injustiças, por isso se forma com a tarefa de socializar seus conhecimentos, utilizando-os para a transformação social. O Curso é uma forma de despertar a indignação para uma atuação permanente”, aponta Delana Corazza, do Escritório Modelo da PUC.
Na formatura, o representante da turma, Francisco, pediu a todos os 58 alunos para se levantarem e afirmou: “Esses são os novos defensores populares, que devem estar sempre defendendo os direitos da população”. Dalva Magalhães, uma das novas defensoras populares, é de Atibaia, e vai ser a nova presidente da associação do seu bairro. Ela confirma o compromisso: “A gente precisa ajudar o bairro, aí vou começar a aplicar a defensoria”.
Ela conta que não perdeu nenhuma das 15 aulas – que aconteceram quinzenalmente, aos sábados – e que o curso “abriu muito sua cabeça”. Ela dá como exemplo a noção que tinha do MST, e que agora mudou completamente.
Dito, do Movimento de Moradia, se formou na primeira turma e participou da mesa na formatura da segunda. Ele reforça que “o curso de defensores populares é estratégico, fundamental, porque queremos mudar a sociedade”.
Rubens Paoletti Junior, do Cepis, completa, citando José Martí: “Só o conhecimento – que é teoria e prática – liberta. Para os companheiros que se formam, a luta continua”. “Na luta de classe para uma transformação do modo produção, temos que aprender a exercitar nosso ativismo político e sermos protagonista de nossa história”, diz Vanessa, outra formanda no curso.
Os advogados e defensores públicos presentes na atividade reconhecem os novos defensores populares como colegas, como mais pessoas para construir a noção do Direito como acesso à Justiça. Para a próxima turma, devem ser abertas 80 vagas.
Fonte: www.mst.org.br |
| 08/04/2012 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Vereadores de Fraiburgo aprovam Moção de Apoio a Campanha que reivindica Escola Estadual para o Bairro São Miguel
Na sessão do dia 12 de março, o coordenador da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo - APAFEC, Jilson Carlos Souza fez a solicitação aos vereadores durante pronunciamento na Tribuna, para que o Legislativo Municipal criasse uma moção de apoio a Campanha.
E ontem (02/04) a referida moção de autoria do vereador Paulo Santos (PP) Presidente da Câmara Municipal e subscrita por todos os demais vereadores foi aprovada. A moção será encaminhada para o Governador do Estado Raimundo Colombo, para o Secretário de Educação do Estado Eduardo Deschamps, para o Presidente do Conselho Estadual de Educação Mauricio Fernandes Ferreira e para o secretário da SDR de Videira Evandro Colle.
O vereador Paulo Santos destaca que ainda hoje (03/04) a moção deverá ser encaminhada as autoridades, “já pedi a secretaria da Casa, que o mais breve possível seja encaminhada a moção para essas pessoas”.
João Ademir Cancilier coordenador da Campanha em Prol da Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, comemorou o apoio recebido pela Câmara de Vereadores de Fraiburgo. “É de extrema importância a aprovação dessa moção, porque ela relata de forma direta o apoio de todos os vereadores, é a concretização do apoio de todos os partidos políticos que estão representados na Câmara de Vereadores”.
O MODELO DE ESCOLA QUE ESTÁ SENDO PROPOSTO Uma escola de ensino médio integral e integrado, com o objetivo de preparar os alunos para o mercado de trabalho. Para isso, deverá contar com salas de aula de ambiente, sala de informática, laboratório de química e física, anfiteatro, auditório, ginásio de esporte e campo de futebol. Importante lembrar que o bairro São Miguel é o mais populoso de Fraiburgo, tem mais de 12 mil habitantes.
O local que proposto para a edificação da escola, é um terreno pertencente ao município de Fraiburgo que fica na Avenida Guilherme Pinz, nos encontros entre os bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida.
A campanha é coordenada pelas entidades: Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, Conselho Pastoral da Comunidade do Bairro São Miguel, Associação de Pais e Professores da Escola Eurico Pinz de Ensino Médio, Sindicato dos Servidores Municipais de Fraiburgo, Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo, Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Coletivo de Educadores da Escola Agrícola 25 de Maio e do Grêmio Estudantil da Escola de Ensino Médio Eurico Pinz.
Com informações do: SETOR DE JORNALISMO DA RÁDIO FRAIBURGO e blog da Jornalista Juciele Baldissarelli
Fonte: www.escolaestadualnosaomigel.blogspot.com |
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| 21/01/2011 - Educação - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Televisão: fábrica de mais-valia ideológica
Um termômetro dessa usina é a famosa “novela das oito”, que consolidou um lugar no imaginário popular desde os anos 60, com a extinta Tupi, foi recuperado com maestria pela Globo e vem se repetindo nos demais canais. O horário nobre é usado pela teledramaturgia para repassar os valores que interessam à classe dominante, funcionando como uma sistemática propaganda que visa a manutenção do estado de coisas. É clássica, nos folhetins, a eterna disputa entre o bem e o mal, o pobre e o rico, com clara vinculação entre o bem e o rico. Sempre há um empresário bondoso, uma empresária generosa, um fazendeiro de grande coração, que são os protagonistas. E, se a figura principal começa a novela como pobre é certo que, por sua natural bondade, chegará ao final como uma pessoa rica e bem sucedida, porque o que fica implícito que o bem está colado à riqueza, vide a Griselda de Fina Estampa, a novela da vez.
Outro elemento bastante comum nas novelas é o da beleza da submissão. Como os protagonistas são sempre pessoas ricas, eles estão obviamente cercados dos serviçais, que, no mais das vezes os amam e são muito “bem-tratados” pelos patrões. Logo, por conta disso, agem como fiéis cães de guarda. Um desses exemplos pode ser visto atualmente na novela global. É o empregado-amigo (?) da vilã Tereza Cristina. Ele atua na casa da milionária como um mordomo, cúmplice, saco de pancadas, dependendo do humor da mulher. Ora ela lhe conta os dramas, ora lhe bate na cara, ora lhe ameaça tirar tudo o que já lhe deu. E ele, premido pela necessidade, suporta tudo, lambendo-lhe as mãos como um cachorrinho amestrado. Tudo é tão sutil que não há quem não se sinta encantado pelo personagem. Ele provoca o riso e a condescendência, até porque ainda é retratado de forma caricata como um homossexual cheio de maneios, trejeitos e extremamente servil.
Mas, se o servilismo de Crô pode ser questionado pela profunda afetação, outros há que aparecem ainda mais sutis. É o caso da turma da praia que, na pobreza, hostilizava Griselda e, agora, depois que ela ficou rica, passou para o seu lado, vindo inclusive trabalhar com a faz-tudo, assumindo de imediato a postura de defensores e amigos fiéis. Ou ainda a relação dos demais trabalhadores com os patrões “bonzinhos”, como é o caso do Paulo, o Juan, o homem da barraquinha de sucos, e o Renê. Todos são “amigos” e fazem os maiores sacrifícios pelos patrões, reforçando a ideia de que é possível existir essa linda conciliação de classe na vida real. O grupo que atua com o cozinheiro Renê, por exemplo, foi demitido pela vilã, não recebeu os salários, viveu de brisa por um tempo e retomou o trabalho com o antigo chefe por pura bem-querença. Coisa de chorar.
Nesses folhetins também os preconceitos que interessam aos dominantes acabam reforçados sob a faceta de “promoção da democracia”. O negro já não aparece apenas como bandido, mas segue sendo subalterno. No geral faz parte do núcleo pobre, mas é generoso e sabe qual é o “seu lugar”. É o caso do ético funcionário da loja de motos. Um bom rapaz, que, no máximo, pode chegar a gerente da loja. As pessoas que discutem uma forma alternativa de viver aparecem como gente “sem-noção”, no mais das vezes caricaturada, como é o caso da garota que prevê o futuro, a mulher negra que era bruxa, o rapaz que brinca com fogo ou os donos da pousada que em nada se diferem de empresários comuns, a não ser nas roupas exotéricas. Ou o personagem do Zé Mayer, numa antiga novela, que via discos voadores, não aceitava vender suas terras e, no final, “fica bom”, entregando sua propriedade para a empresária boazinha que era dona de uma papeleira. Os homossexuais também encontram espaço nas novelas, dentro da lógica da “democratização”, mas continuam sendo retratados de forma folclórica, como é o caso do Crô, na novela das oito, ou do transexual da novela das sete. Já o índio, como é invisível na vida real, tampouco tem vez nas tramas novelistas e quando tem, como a novela protagonizada por Cléo Pires, vem de forma folclórica e desconectada da vida real. E assim vai...
Gente há que fica indignada com os modelos que as telenovelas reproduzem ano após ano, mas essa é realidade real. Os folhetins nada mais fazem do que reforçar as relações de produção consolidadas pelo sistema capitalista. Até porque são financiados pelo capital, fazendo acontecer aquilo que Ludovico Silva chama de “mais-valia ideológica”. Ou seja, a pessoa que está em casa a desfrutar de uma novela, na verdade segue muito bem atada ao sistema de produção dessa sociedade, consumindo não só os produtos que desfilam sob seu olhar atento, enquanto aguardam o programa favorito, mas também os valores que confirmam e afirmam a sociedade atual. Prisioneira, a pessoa permanece em estado de “produção”, sempre a serviço da classe dominante. Assim, diante da TV – e sem um olhar crítico - as pessoas não descansam, nem desfrutam.
É certo que a televisão e os grandes meios não definem as coisas de forma automática. Como bem já explicou Adelmo Genro, na sua teoria marxista do jornalismo, os meios de comunicação também carregam dentro deles a contradição e vez ou outra isso se explicita, abrindo chance para a visão crítica. Momentos há em que os estereótipos aparecem de maneira tão ridícula que provocam o contrário do que se pretendia ou personagens adquirem tanta força que provocam um explodir da consciência. E, nesses lampejos, as pessoas vão fazendo as análises e podem refletir criticamente. Mas, de qualquer forma, esses momentos não são frequentes nem sistemáticos, o que só confirma a função de fabricação de consenso que é reservada aos meios. Um caso interessante é o do transexual que está sendo retratado na novela da Record, que passa às dez horas. “Dona Augusta” é nascida homem e se faz mulher, sem a folclorização do que é retratado na Globo. É “descoberta” pelo filho que a interna como louca. Toda a discussão do tema é muito bem feita pelos autores, sem estereótipos, sem falsa moral. Mas, é a TV dos bispos evangélicos, que, por sua vez, na vida real pregam a homossexualidade como “doença”. São as contradições.
De qualquer sorte, a teledramaturgia brasileira deveria ser bem melhor acompanhada pelos sindicatos e movimentos sociais. E cada um dos personagens deveria ser analisado naquilo que carrega de ideologia. Não para ensinar aos que “não sabem”, mas para dialogar com aqueles que acabam capturados pelo véu do engano. Assim como se deve falar do que silencia nos meios, o que não aparece, o que não se explicita, também é necessário discutir sobre o que é inculcado, dia após dia, como a melhor maneira de se viver. Pois é nesse entremeio de coisas ditas, malditas e não ditas, que o sistema segue fabricando o consenso, sempre a favor da classe dominante.
Existe vida no Jornalismo
Imagem: |
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| 17/01/2012 - Educação - Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Governo catarinense fecha escolas em Florianópolis
Mais tarde, a escola foi para a creche, que era um espaço maior, e logo em seguida para o terreno em frente à igreja. Havia aulas da primeira a quarta série e eram mais de 500 alunos, tudo registrado nos livros da escola. Foi só em 1978 que se construiu o prédio da que hoje é a Escola Lúcia do Livramento Mayvorne e ali as demais crianças do morro aprenderam a ler e escrever, sempre perto de casa e com o acompanhamento das famílias. São 49 anos de história e de muita batalha para que esse direito pudesse ser vivido.
Pois neste dia 20 de dezembro, alguns dias antes do Natal, o governo do Estado, comandado por Raimundo Colombo (PSD, ex-DEM), desativa a escola (com mais de 200 alunos) e repassa o prédio para uma congregação religiosa, a dos Maristas. A comunidade do Mont Serrat está chocada. Ninguém jamais poderia esperar algo assim. “A notícia chegou no dia 24 de novembro. O diretor estava na escola e recebeu um telefonema dizendo assim: já tens lugar para ficar? E ele ficou sem saber o que dizer. Não sabia de nada. Ninguém sequer avisou, ninguém veio falar com os professores, com os alunos, com a comunidade. Foi um choque”, conta dona Uda.
“Tiraram o nosso chão” diz a mais conhecida professora da comunidade. Ela já perdeu a conta de quantas vezes desceu o morro atrás das autoridades para que o Mont Serrat pudesse educar seus filhos. E toda a gente sabe que essa não é uma comunidade qualquer. É a mais tradicional de toda a ilha, berço do samba, espaço de incontáveis lutas. “Não é justo o governo fazer isso com a educação, leiloar, fazer um quem dá mais. Nós seguramos essa escola essas décadas todas, sem ajuda, sem apoio. E agora, eles entregam para a iniciativa privada. Quem não gostaria de ganhar um prédio daqueles? Estamos muito tristes. No próximo ano a escola completaria 50 anos. Não há palavras para descrever a dor”.
Mas não foi só no morro A dor da dona Uda não é solitária na cidade. Desde o ano de 2007, o governo estadual fechou mais quatro escolas. A primeira foi a Antonieta de Barros, no centro da cidade, que tinha problemas estruturais, não foi consertada e jamais se devolveu à cidade, virou um almoxarifado da secretaria de educação. Abrigava mais de 252 alunos, a maioria oriunda dos morros da capital. Depois foi a Silveira de Souza, fundada em 1913, a segunda escola pública do estado de Santa Catarina, que funcionava num prédio belíssimo no centro. Ela foi municipalizada em 2009 sob a alegação de que tinha poucos alunos (224) e entregue à prefeitura que fez parceria com a iniciativa privada e transformou o lugar em espaço cultural. Em seguida fechou a Celso Ramos, no pé do Morro do Mocotó, outra comunidade tradicional da ilha. O prédio seria doado para a Assembleia Legislativa e só acabou se transformando em creche porque a comunidade empreendeu uma luta gigantesca para isso. E depois atacou a não menos tradicional comunidade da Coloninha, na área continental, fechando a história escola Otília Cruz, com o projeto de construir ali uma cadeia. E agora, isso, mais uma cartada, entregando a escola do Mont Serrat para os padres maristas.
Todos esses fatos não aconteceram sem luta. Entre os professores que levaram uma greve histórica esse ano, essa era uma denúncia recorrente, e a reabertura das escolas pauta de reivindicação. Mesmo assim, o governo permaneceu surdo. Os argumentos usados pelo governador são os mais absurdos possíveis. Segundo ele, as escolas foram fechadas porque havia muita evasão. Ora, mas por que acontece a evasão nas escolas das periferias? Qual estudo foi empreendido pelo estado para saber por que os jovens empobrecidos deixam a escola? Por que a secretaria de educação não realizou uma campanha de matrículas? Por que não foi conversar com os pais, com a comunidade? Não. Em vez de se preocupar em trazer de volta para a escola os jovens que evadem prefere fechá-las. Ou ainda melhor, entrega-las para as mãos privadas, repassando assim, sem maiores custos um patrimônio histórico, muitas vezes construído com as mãos, o sangue e o suor da comunidade.
O mais incrível nessa história de terror da educação catarinense é que o mesmo governo aprovou na Assembleia Legislativa uma verba de 360 milhões de reais para uso em propaganda em 2012. Isso significa o gasto de um milhão por dia para falar das belezas do governo, enquanto para a educação não há recursos. Também se sabe que dos 7% do PIB que deveriam ser investidos na educação, apenas 2,9% recebem esse destino, conforme lembra a dirigente do Sindicato dos Professores – regional de Florianópolis - Rosane de Souza. Segundo ela, o governo provocou a precarização das escolas e agora entrega aos privados, sem se importar com a juventude que fica ao deus dará. Ela acredita que a proposta de municipalização das escolas básicas deve piorar ainda mais a situação nas comunidades empobrecidas. “Se hoje apenas 18% das crianças da educação infantil são atendidas pelo município, e isso é um dado nacional, do IBGE, como vamos acreditar que o município vai dar conta da escola básica? Sabe-se que nas comunidades de baixa renda esse número cai ainda mais, fica em 11%. Então, qual será o futuro da educação”? Alguém tem alguma dúvida?
Segundo Rosane o fechamento da escola do Mont Serrat é mais um golpe na população catarinense. E mais ainda, um tremendo golpe nos professores. Imaginem um professor que atua há 20 anos numa escola, como é o caso de alguns na do Mont Serrat, ser, de repente enviado para outra escola, sem qualquer conversa, sem diálogo, sem preparação? “Todos os efetivos serão distribuídos pela rede e os contratados em caráter temporário, demitidos. E assim vai agindo o governo. Primeiro ele abandona as escolas, depois deixa às baratas e por fim, entrega para a inciativa privada”. Nessa lógica, que se danem os professores e que se danem as crianças.
Mas, o Sinte, sindicato dos professores, promete que essa não é uma guerra perdida. A luta vai continuar. Nesse final de ano a categoria ainda segue lambendo as feridas de uma longa greve travada para que o governador cumprisse a lei e pagasse o piso nacional. O movimento durou dois meses, foi desgastante e terminou sem maiores vitórias. Mas, com a retomada do ano letivo as privatizações de escolas estarão na pauta de luta. “Não estamos vencidos. Se o governo tem dinheiro para aplicar em propaganda e para financiar escolas privadas, haverá de ter dinheiro para recuperar as escolas e voltar a atender as comunidades que agora estão arrasadas com os fechamentos”.
Esse também é o sentimento das famílias do Mont Serrat, a quem está tocando agora esse momento de estupor. “Estamos no chão”, repete dona Uda. Mas, talvez, seja hora de levantar e lutar. A história da escola Lúcia do Livramento Mayvorne, que completaria 50 anos em 2012, não é coisa para ser derrubada assim, numa canetada. Ela é fruto da caminhada de toda uma comunidade e precisa ser respeitada.
Também é hora de a sociedade catarinense saber o que se passa, já que esses fechamentos saem na imprensa como drops informativos, sem contexto, sem histórias, sem humanidade. E assumir essa luta junto com as comunidades. Juventude precisa de educação, e educação de qualidade. Deixá-los fugir da escola, sem saber o que se passa, sem compreender esse movimento de evasão, fechando as escolas, é quase criminoso.
Por Elaine Tavares - jornalista
Existe vida no Jornalismo |
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| 18/11/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Conselho Municipal de Educação (Fraiburgo); Segue com sua política massacrante.
Os mais prejudicados foram as educadoras que atuam nos Centros de Educação Infantil – C.E.I’s, pois estas tiveram seu direito a hora atividade literalmente negado. É vergonhoso para nós viventes do século XXI possuirmos um governo municipal negador de direito.
As perguntas que os professores estão a se fazer sobre a atuação massacrante de seus representantes conselheiros são muitas, entre elas: Quando este conselho vai fazer uma opção decente pelos professores? Quando este conselho vai deixar de ser um departamento da secretaria Municipal de Educação? Por que o conselho gera tanto desgosto entre os professores se este deveria ser o instrumento gerador de nosso reconhecimento? Por que este conselho tem tanto medo de posicionar favoravelmente aos professores? Por os arquitetos das leis são considerados na integra e os professores jamais? Em que direção será o próximo massacre? Quando enfrentarão corajosamente os ataques golpistas exterminadores dos direitos que garantem a permanente valorização de nossa profissão? O que esta faltando para partir do principio que a educação é uma necessidade humana permanente, e portanto nós educadores precisamos ser tratados com respeito? Quando o conselho vai utilizar de seu caráter propositivo para fazer a defesa da eleição direta para diretor de escola dando vida a democracia na escola? Quando vai ter consciência de classe para lutar contra o ranço da indicação?
Educadores e educadores não se deixem intimidar, principalmente com aquela idéia de atendentes. Os pais e mães reconhecem o trabalho desempenhado por nós destacando que ele está sendo bem feito e jamais aceitarão a ausência de profissionais com preparação pedagógica necessária para cuidar de seus filhos.
Recomenda-se a cada educador que tem amor por sua profissão, a não se mediocrizar exigindo com insistência das chefias imediatas (diretores e diretoras), uma postura em defesa da educação. Que estes possam, por serem também educadores auxiliar através do princípio organizativo a combater estas políticas massacrantes implantas pelos inimigos da educação.
Nota a impresa da Coordenação Municipal do Sindicato dos Servidores Municipais de Fraiburgo
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| 01/11/2011 - Educação - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 24 mil escolas do meio rural foram fechadas entre 2002 e 2009
No dia 14/10 foi lançado um manifesto, assinado por um grupo de professores, intelectuais e entidades da área da educação que denuncia o fechamento das escolas e cobra a implementação de políticas para o fortalecimento da educação do campo. "Fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura.
Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime!", denuncia o documento. O manifesto é assinado pela filósofa Marilena Chauí, professora de Filosofia da Universidade de São Paulo, os educadores Dermeval Saviani, doutor em Filosofia da Educação e professor da Universidade Estadual de Campinas, Gaudêncio Frigotto, professor titular aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Roberto Leher, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre outros.
Entre as entidades, subscrevem o documento a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Ação Educativa.
Leia e assine você também o manifesto.
Fonte Página do MST – www.mst.org.br |
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| 28/10/2011 - Educação - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Curso História das Revoluções
Tomando do Portal do SINDES: http://www.sindes.org.br |
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| 30/09/2011 - Educação - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Paulo Freire: educação como processo libertador
Paulo Freire nasceu em Recife, a 19 de setembro de 1921. Formou-se em Direito em 1947, mas cedo revelou sua paixão pela educação e pela cultura. No mesmo ano, assumiu a diretoria da Divisão de Educação e Cultura do Sesi-Pernambuco e em 1954 foi nomeado diretor superintendente do Departamento Regional do mesmo órgão, cargo que ocupou até outubro de 1956.
Em 1960 doutorou-se em Filosofia e História da Educação ao defender a tese "Educação e atualidade brasileira”, na qual lançou a proposta pioneira de uma escola democrática, centrada no educando e na problemática da comunidade em que está situado. O objetivo da educação aí traçado por Paulo Freire pretende ser capaz de provocar no estudante a passagem de uma consciência ingênua para uma consciência crítica e transformadora. Essa tese, levemente modificada, foi publicada sob o título "Educação como prática da liberdade”, primeira grande obra do notável pedagogo.
Em 1962, Paulo Freire criou o Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife, sendo seu primeiro diretor. E em 1963 sua obra ganhou amplidão nacional, com a experiência de alfabetização de Angicos, Rio Grande do Norte, onde foram lançadas as bases do Programa Nacional de Alfabetização do Governo João Goulart. O golpe militar extinguiu o Programa, que pretendia educar os brasileiros de forma libertadora, prendeu e exilou seu idealizador.
Paulo Freire passou a viver fora do Brasil: Bolívia, Chile, Estados Unidos, Suíça. Nesses países trabalhou incessantemente, escrevendo e disseminando suas ideias de uma pedagogia que partisse do universo vocabular do oprimido. Edificava seu método em palavras geradoras que vão construindo o mundo de expressão do indivíduo situado, o qual passa a ser sujeito de sua história e da transformação que ela exige. Suas obras adquiriram renome mundial e Paulo Freire, impedido de voltar à sua pátria, tornou-se um verdadeiro andarilho da educação, levando suas ideias e propostas mundo afora.
Ainda em Genebra dedicou-se de modo especial ao trabalho de educação em alguns países africanos e fundou o Instituto de Ação Cultural, juntamente com outros exilados. A anistia o trouxe de volta ao Brasil no início dos anos 1980. Lecionou, então, na PUC de São Paulo e na Unicamp, e assumiu, em 1989, o cargo de secretário de Educação da cidade de São Paulo. Em 1997, os olhos incansáveis do educador que não cessava de observar e "ruminar” a realidade para devolvê-la ao povo sob a forma de pedagogia libertadora fecharam-se. No Hospital Albert Einstein, na capital paulista, o coração que batia em ritmo acelerado em zelo constante por uma educação que libertasse o oprimido foi atingido por um infarto do miocárdio.
A morte, porém, não permitiu que Paulo Freire se ausentasse da frente da cena da educação no país e no continente. Seu método, que contempla o destinatário da educação sem empanturrá-lo de ideias a serem consumidas, mas dando-lhe espaço para fazer emergir suas ideias, criá-las e recriá-las sob a forma de palavras, continua mais vivo do que nunca. O caminho que Paulo Freire ousou seguir na alfabetização sonhava permitir a homens e mulheres se apropriarem da escrita e da palavra, a fim de se comprometerem politicamente a partir de uma visão integral da linguagem e do mundo. As experiências de vida partilhadas entre os educandos e a relação entre o educador e o educando eram e são ingredientes obrigatórios do processo educativo, que vai construindo, através dos temas e palavras geradoras dos alunos e sua decodificação, a aquisição da palavra escrita e da compreensão da mesma.
Em tempos de voraz consumo de tudo e de todos, inclusive da educação e do conhecimento, possa a celebração dos 90 anos deste grande pedagogo brasileiro ensinar-nos algumas coisas fundamentais. Por exemplo, que a educação, seja formal ou informal, familiar, escolar, ou universitária deve - antes de mais nada - ajudar a pensar sem impor; ajudar a criar sem oprimir; ajudar a interferir libertadoramente na realidade sem medo e sem censura.
Por Maria Clara Lucchetti Bingemer – Teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio |
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| 08/09/2011 - Educação - Mundo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Chile e as manifestações estudantis
No cerne da proposta de Hayek estava a luta contra a solidariedade reinante, contra o que ele chamava de um igualitarismo que, na sua visão, destruía a liberdade individual e a vitalidade da concorrência. Ele queria outro tipo de capitalismo, livre de qualquer amarra estatal, com base, justamente, na desigualdade. Mas, como a Europa estava saindo de um grande trauma, que foi a guerra, as ideias do economista permaneceram no armário por mais de 20 anos.
Anderson observa então, que com a chegada de mais uma crise do capitalismo, em 1973, as propostas de Hayek começaram a fazer sentido para alguns governantes. O economista dizia que a crise se dava muito em cima do poder excessivo dos sindicatos que havia corroído o “suado” lucro da classe capitalista. E que, a pressão popular por políticas estatais que incrementassem os gastos com saúde, educação, segurança etc..., estava colocando em risco o sistema. Era preciso, então, dar um basta nisso.
Foi nesse clima de crise que vieram as políticas de ajuste neoliberais. A estabilidade monetária dos Estados era a meta. Diminuir investimentos nos projetos sociais, aumentar a taxa de desemprego, quebrar os sindicatos, aumentar os impostos para os trabalhadores, diminuir para os ricos. Retomava-se assim a volta da “saudável desigualdade”. Quem primeiro, na Europa, começou a aplicar essa receita cretina foi a primeira-ministra da Inglaterra Margareth Thatcher, em 1979, seguida de outro truculento: o presidente estadunidense Ronald Reagan. Assim, durante toda a década dos oitenta essa ideia brilhante de Hayek foi se espalhando por vários outros países da Europa, inclusive a Dinamarca, que era um dos modelos do bem-estar social do norte. Nela estava embutido também um virulento anticomunismo – que era o que expressava toda a proposta de vida digna, repartida e solidária que Hayek considerava um “mal” para a humanidade.
Então, se nos países centrais, o capitalismo enfrentava a crise com a destruição do estado de bem estar, elevação da taxa de juros, mais impostos, desemprego massivo, repressão violenta contra as lutas dos trabalhadores e privatizações, o que não estaria reservado para o campo periférico do sistema? Os Estados Unidos, que não tinham entrado na órbita do bem-estar se deslocaram para a indústria bélica, preparando caminho para ser o mais poderoso exército do mundo. A eles caberia a tarefa de acabar com o comunismo e vigiar o planeta. Isso desembocaria numa década de muita transformação.
Os anos 80 e 90 foram de endireitização do mundo. Governos conservadores pipocaram pela Europa inteira, aplicando o receituário neoliberal, ora mais violento, ora menos. O leste europeu, que caiu como um castelo de cartas, também entrou na mesma onda, com governos violentamente neoliberais. E, na América Latina isso não foi diferente.
O Chile foi o primeiro Mesmo antes de a primeira-ministra Margareth Thatcher dar início ao seu processo de endurecimento liberal na Inglaterra, o Chile tornava-se o primeiro experimento latino-americano a aplicar a máxima de Hayek, na tentativa de aumentar a “saudável desigualdade”. O governo golpista de Augusto Pinochet começou, no final dos anos 70, a consolidar um processo de desregulamentação laboral, desemprego em massa, repressão sindical, redistribuição de renda em favor dos ricos, privatização de bens públicos. Sua meta era apagar qualquer rasgo socialista do governo que havia deposto, o de Salvador Allende. Como, com essa política, a economia chilena cresceu em ritmo muito acelerado, o país passou a ser visto com admiração pela Europa e pelos Estados Unidos, sem que importasse para nada que ali estivesse uma das mais sanguinárias ditaduras da região. O Chile tornava-se assim, comandado por um ditador, a experiência-piloto que seria incensada pelo mundo afora, enquanto os demais países latino-americanos começavam a trilhar o mesmo caminho. A economia bombava, mas a desigualdade entre ricos e pobres passava de 20 para 44%.
Vem daí, da herança ditatorial de Pinochet, o desmonte do estado chileno. Quando em 1990, acontece a chamada “transição” para a democracia e assume Patrício Aylwin, de cor centro-esquerda, a política econômica seguiu sem mudanças, sempre amparada na exportação do cobre, cujas jazidas pertencem 90% à iniciativa privada. No governo de Eduardo Frei a economia seguiu expandindo, ainda baseada no estado mínimo. Mas, com a chegada no novo milênio o povo chileno começava também a se levantar. A mordaça da ditadura afrouxava, novas lideranças trabalhistas surgiam, marcando um tempo de mudanças. Em 2002 o governo de Ricardo Lago aprofunda o corte neoliberal e a economia, que andava com problemas, volta a crescer, mas sempre tendo como outra face o empobrecimento exponencial da população.
Em 2006 assume a presidência Michelle Bachelet, do Partido Socialista, com uma plataforma que anunciava a redução da pobreza. Mas, seu primeiro projeto aprovado foi o da regularização da subcontratação do emprego, o que causou grandes protestos entre os trabalhadores. E foi no seu governo que os estudantes começaram uma série de protestos que desembocam hoje nas grandes mobilizações pela educação pública. As mobilizações começaram no sistema de educação secundária e ficaram conhecidas como “a revolução dos pinguins” (em alusão ao uniforme dos sevundaristas). Os estudantes queriam gratuidade no transporte escolar e reformas nos currículos. Os protestos cresceram e em pouco tempo os secundaristas tinham tomado as escolas e suspendido as aulas em todo o país. A presidente, que havia ignorado as revoltas, foi obrigada a conversar depois de uma paralisação nacional que reuniu quase um milhão de pessoas na rua. Algumas demandas foram atendidas – como o aumento das bolsas de estudos e a redução dos juros nos financiamentos - mas continuou na pauta do movimento estudantil a questão da gratuidade do ensino.
Uma série de promessas não cumpridas pelos sucessivos presidentes da Concertación (agrupamento político de centro-esquerda) forjou caminho para o retorno da direita tradicional ao comando do Chile. Assim, em 2010 assume a presidência Sebastián Piñera, conhecido empresário e um dos homens mais ricos do país. Com ele, certamente não haveria mudanças na economia e muito menos na concepção de estado, que seguiria sendo mínimo para os pobres e máximo para os ricos. Formado em Harvard (cabeça colonizada) e dono da maior cadeia de comunicação do país, o novo presidente não se disporia a realizar mudanças que pudessem colocar em xeque o país “queridinho do neoliberalismo”. Logo no início do mandato ele protagonizou um momento de júbilo nacional, quando capitalizou para seu governo o salvamento dos mineiros que ficaram presos numa mina de cobre por longos três meses.
Mas, esse momento de catarse nacional, que nunca levou em conta a situação dramática da maioria dos trabalhadores do cobre no Chile, passou e a vida seguiu cobrando suas demandas. As lutas estudantis, que já tinham sido gigantescas no governo de Bachelet, voltaram a aflorar porque, afinal, quase nada tinha avançado no âmbito da educação, apesar da longa mobilização dos “pinguins”. A principal demanda dos estudantes segue sendo a educação pública e gratuita, pois desde a famosa entrada no carrossel do neoliberalismo nos anos 70, durante o governo do ditador Pinochet, a educação foi retirada do rol dos serviços públicos, assim como a saúde. Todo ensino é pago no Chile. Os estudantes de muito baixa renda recebem um “apoio”, mas é via financiamento. Ou seja, apenas incentivam o crédito e engordam as já saturadas bolsas dos banqueiros que cobram juros altíssimos. Muitos estudantes não conseguem quitar suas dívidas depois de formados.
Assim, agora em 2011, levam mais de três meses as mobilizações estudantis que, inclusive, tal qual no movimento dos pinguins, incorporam os sindicatos e os movimentos populares. Durante semanas eles enfrentaram as tropas de choque, a violência estatal, a acusação de estarem desestabilizando o governo, e enfrentaram mais de 1300 prisões. Na última semana o governo de Piñera, depois de uma série de declarações estapafúrdias sobre a não possibilidade do ensino gratuito, decidiu finalmente conversar com as lideranças estudantis. Na verdade, o presidente está usando da mesma estratégia de Bachelet, que acabou esfriando as mobilizações com promessas de negociação. O atual governo sugeriu aos estudantes a criação de três mesas de trabalho, que deverão finalizar suas proposições no mês de setembro.
Agora é esperar e ver como se movem os estudantes. O fato é que eles mostraram nas ruas, com uma coragem sem tamanho, que só a luta faz a lei. E como comprova a história, as grandes transformações acontecem é na batalha renhida. Na queda de braço entre os trabalhadores e o capital nada vem de graça, muito menos das mesas de negociação. Só a mobilização coletiva, quando um povo inteiro se faz unidade, é que muda o mundo. O Chile – pedra preciosa do neoliberalismo – ainda tem muito que avançar para deixar de ser um país onde viceja a “saudável desigualdade”. A luta dos estudantes é só uma ponta do grande iceberg de reformas que precisar sem feitas, até que chegue a hora da verdadeira revolução.
Por Elaine Tavares - jornalista
Imagem: http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/31CE/8F03/0131/D276/552E/17C1/chile-educacao-hg-20110816.jpg |
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| 14/08/2011 - Educação - Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os trabalhadores das universidades e as “regras” da greve
O governo ofereceu aos trabalhadores uma lei de cargos durante a greve de 2003, quando os trabalhadores lutavam contra o projeto de Previdência. A lei foi aprovada, mas já se sabia que ele traria muitos problemas para os trabalhadores. Por conta destes problemas foram realizadas duas greves, a de 2005 e 2007, ambas para tentar solucionar as questões pendentes da lei, tais como um vencimento complementar, problemas de enquadramento, aposentados prejudicados, extinção de cargos, falta de racionalização nas funções, etc…
A greve de 2007 acabou com um acordo fechado sobre esses temas. Praticamente nada do acordado foi cumprido. Nesse meio tempo a Federação dos Sindicatos, a Fasubra, esteve envolvida em grupos de trabalho com o governo e reuniões intermináveis. Era a implantação da lógica da “negociação permanente”. É disso que a presidente fala. Negociação permanente. Ela diz que a greve é ilegal porque os trabalhadores não querem ficar na negociação permanente. Ora, negociação pressupõe que as partes conversem e cada uma ceda em alguma coisa para se chegar a um ponto comum. Se formos analisar as reuniões com o governo que acontecem desde 2007 elas não são de negociação. O governo diz não e ponto. Pois a Justiça recebeu a ação e em questão de dias já deu uma liminar. Não julgou o mérito, se a greve é ilegal ou não, mas já arbitrou uma punição aos grevistas. Outro problema. A justiça definiu que os setores devem funcionar com 50% dos trabalhadores. Mas, ao mesmo tempo não arbitrou nada para o governo. Ou seja, a decisão é de punição. A quem? Aos trabalhadores!
Outra questão que precisa ser analisada pelos trabalhadores é a seguinte: desde quando um movimento grevista tem de se submeter à ordem jurídica? Pelo que podemos observar da história das lutas dos trabalhadores, a batalha do trabalho contra o capital sempre se deu no campo da vida mesma, da luta real e concreta. Os trabalhadores explorados e violentados nos seus direitos se rebelam. Assim, a greve é um momento de exceção, de subversão da ordem. Como pode então a luta se submeter a regras ditadas pelo Estado ou pela Justiça. Isso me parece incognoscível (de difícil compreensão).
Não foi sem razão que sempre critiquei a alegria com que parte das lideranças sindicais brasileiras saudaram a legalização das Centrais sindicais. Na época eu dizia: como os trabalhadores podem se submeter a regras fixadas pelo Estado sobre como se organizar, sobre como entrar em greve, percentuais de presença nas assembléias, etc… Ora, a organização dos trabalhadores é da competência dos trabalhadores. Ela deve ser livre de qualquer força estatal ou patronal. Portanto, no meu ponto de vista, jamais um sindicalista de verdade, calejado na luta real, poderia aceitar e saudar essa institucionalização da vida sindical no aparelho do Estado.
Da mesma forma penso em relação à Justiça. Ela não poderia arbitrar sobre regras para que uma luta se faça. Isso quem decide são os trabalhadores. Eles assumem os riscos de subverterem a ordem existente e fazem o que precisa ser feito numa queda de braço contra os patrões. Historicamente tem sido assim, os oprimidos e explorados, quando não agüentam mais a opressão, levantam-se em luta, em greve, em rebelião. E o braço forte do Estado (ou patronal) usa os seus recursos para destruir, esfacelar, reprimir. Conforme a força dos trabalhadores há momentos em que eles vencem. Outras vezes são derrotados. Mas são os trabalhadores que se juntam e discutem as suas formas de luta.
A Justiça, no mundo liberal burguês, representa a classe dominante. É quase que absolutamente certo que são os interesses dos proprietários, dos poderosos, dos governantes, os que prevalecem. Raros são os momentos em que a Justiça beneficia os de baixo. Até porque as leis são definidas no legislativo nacional que, via de regra, tem a hegemonia dos poderosos. É uma conta simples. De fácil compreensão.
Agora, depois de anos em mesas de “negociação”, os trabalhadores disseram: basta! E se rebelaram. Querem que o governo apresente uma proposta concreta para os problemas. E o que faz o governo? Nega-se a conversar, coloca os trabalhadores na Justiça e ainda apresenta um projeto de congelamento salarial por 10 anos. Quem, em sã consciência, pode aceitar isso? Praticamente o governo não deu saída aos trabalhadores.
Agora vem a Justiça e manda os trabalhadores voltarem ao trabalho em 50%. Isso significa que, se acatada essa punição, cada setor teria de voltar ao trabalho. Precariamente. Em que isso ajuda a resolver o problema? Em nada. O restaurante Universitário com 50% não pode produzir as refeições e, os demais setores, funcionando pela metade, que tipo de trabalho produzirão? É uma decisão inútil. Não resolve a questão dos trabalhadores e nem dos usuários que se sentem prejudicados.
Nesse sentido, a greve continua. Porque nem se os trabalhadores decidirem cumprir a indicação da Justiça os problemas se resolvem.
Na minha modesta opinião é mais do que hora do movimento sindical parar para pensar o caminho que anda trilhando. Na medida em que os trabalhadores e suas entidades organizativas vão acatando uma institucionalização por dentro do Estado – aceitando regras e leis vindas de fora da classe – estão fazendo uma aposta alta demais. E o que está em jogo não é qualquer coisa prosaica como o cargo de presidente ou secretário, é a vida real de cada trabalhador e trabalhadora, seu hoje e seu amanhã. As lideranças têm, portanto, um papel decisivo nesse momento. Muito já foi concedido, muitos aplausos já ecoaram durante as propostas de regulamentação da luta dos trabalhadores feitas por que não o é.
No caso das universidades, seria preciso ter lideranças capacitadas a compreender que é chegada a hora de virar esse quadro. Que os trabalhadores precisam retomar concretamente a condução de suas lutas. Mas isso tampouco é coisa que se faz num passe de mágica. É preciso trabalho, estudo, militância, espírito revolucionário, consciência de classe.
É tempo de plantar a terra. É tempo de plantar. Novas sementes, novas sementes. Há um novo tempo exigindo novas respostas. E isso precisa vir… Sinto que é tempo.
Por Elaine Tavares – jornalista Existe vida no Jornalismo Imagem: http://desacato.info/wp-content/uploads/2011/08/Greve-na-UFSC-300x200.jpg
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| 23/07/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
‘Arraiá’ supera expectativas, segundo coordenador
O Arraiá foi realizado no sábado (9), no Pavilhão Comunitário do bairro São Miguel. Aproximadamente seiscentas pessoas visitaram o local, onde puderam acompanhar apresentações culturais e artísticas.
Além do público, o coordenador destacou o envolvimento de membros organizadores da iniciativa: integrantes da Apafec, do Conselho Pastoral da Comunidade (CPC) e da Associação Vital de Karatê-dô. Schulze mencionou ainda a “excelente qualidade” das comidas típicas e da decoração dispensada ao público. “Não podemos deixar de ressaltar que durante todo o 1º Arraiá Comunitário, não ocorreu nenhuma briga ou qualquer tipo de confusão”, enfatizou.
A consideração positiva foi feita na noite de terça-feira (12), em reunião entre os membros responsáveis pela realização da festividade. O encontrou serviu para avaliar o resultado financeiro da festa. O valor contabilizado como dinheiro em caixa foi R$ 2.506,48. Subtraído o valor de gastos – R$ 1.768,75 –, o chamado lucro líquido foi de R$ 737,73. A arrecadação deve ser revertida para as entidades organizadoras (ver quadro abaixo).
Cada entidade investirá sua parte conforme suas necessidades. Com o resultado, a expectativa é que a 2ª edição do Arraiá seja realizada no primeiro sábado de julho de 2012.
O texto teve a colaboração de Jilson Carlos Souza, membro da direção da Apafec e colunista do jornal A Coluna.
Dos organizadores Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular, o Conselho Pastoral da Comunidade (CPC) e a Associação Vital de Karatê-dô são entidades sem fins lucrativos com trabalhos sociais reconhecidamente desenvolvidos no maior bairro de Fraiburgo, o São Miguel. Ao menos quinze mil pessoas vivem na região e seu entorno. A Apafec é responsável pela assistência a crianças, jovens e adultos; ao menos 1400 pessoas já receberam algum auxílio profissionalizante ou educacional da entidade, que surge na segunda metade de 2002, inspirada ensinamentos deixados pelo falecido educador e pensador Paulo Freire. A Associação Vital Fraiburgo é a mantenedora do projeto Karatê-dô: Cidadão do Futuro, que há quase uma década tem atraído e modificado a vida de dezenas de moradores do município.Aproximadamente 280 pessoas – entre crianças, jovens e adultos – integram o projeto: 150 delas na sede da instituição, no São Miguel e outros 130, a partir de um espaço no Estádio Macieirão, no centro. Já o Conselho Pastoral da Comunidade (CPC) é um órgão ligado à Igreja católica, responsável pela coordenação de ações sociais e religiosas no bairro onde ocorreu “1º Arraiá Comunitário”.
Fonte: Da organização do 1º Arraiá
Da Redação
Foto: Renato de Souza
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| 18/07/2011 - Educação - Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Piso sem plano de carreira não respeita magistério
O deputado Padre Pedro Baldissera, junto da bancada do PT, votou contra a proposta. “O plano de carreira foi desrespeitado. Não é viável aprovar o piso e destruir o plano de carreira”, afirmou o parlamentar. Além disso, na avaliação de Padre Pedro, outro ponto controverso da proposta é a retirada de direitos históricos do magistério.
Embora a aprovação tenha frustrado a categoria, o parlamentar considera a mobilização histórica. “Precisamos destacar que esta foi uma das mobilizações mais significativas já realizada em SC, e uma das principais do magistério. Conseguiu levar o problema da falta de investimentos em educação para toda sociedade, e debater isso com as famílias”, complementou. Aprovação conturbada
A matéria chegou ao Plenário no final da tarde e somente foi votada em razão de uma manobra regimental dos deputados governistas. Os parlamentares ligados ao Executivo aprovaram um requerimento na reunião conjunta das Comissões de Justiça, Finanças, Trabalho e Serviço Público e Educação, o que garantiu a suspensão da discussão da matéria nas comissões e o seu encaminhamento diretamente para o plenário.
A situação fez com que os professores intensificassem as manifestações contrárias à proposta, o que acabou em confronto com os policiais. No final da votação, até o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) ocupou o plenário, atitude considerada um exagero por parte dos deputados de oposição. A sessão chegou a ser suspensa em razão dos confrontos.
Compromisso com magistério O deputado Padre Pedro reiterou o compromisso com o magistério estadual e com a aplicação integral dos recursos previstos para a área (25% do orçamento). Em 2010, Padre Pedro apresentou ações populares, na justiça catarinense, buscando que o Governo do Estado garanta o repasse integral de 25% do orçamento à Educação, medida prevista na Constituição e desrespeitada de forma sistemática. Nos últimos sete anos, foram cerca de R$ 2,7 bilhões a menos de recursos por conta destas inclusões irregulares.
Em um projeto de lei (105/2010), Padre Pedro propõe que seja resguardada a verba de educação quando da retirada de recursos destinada ao Fundo Social, que abocanha parte da receita do Estado. Isso significa mais R$ 45 milhões por ano para a educação.
Padre Pedro também defende a redução dos gastos com secretarias regionais, cuja economia ocorreria sem afetar qualquer serviço à população e a revisão do processo de terceirização da alimentação escolar, que retirou recursos do Estado e ampliou os gastos, sem melhoria nos serviços.
Fonte: www.padrepedro.com.br
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| 18/07/2011 - Educação - Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Avante professores, de pé!
Na verdade o que aconteceu na Assembléia Legislativa foi o que sempre acontece quando a truculência do poder se faz soberana. Atropelando todos os ritos da democracia, o projeto do governador sequer passou por comissões, foi direto à plenário. Foi um massacre. Porque é assim que é o legislativo nos países capitalistas, ditos “países livres e democráticos“. Os que lá estão não representam o povo, representam interesses de pequenos grupos, muito poderosos. São eleitos com o dinheiro destes grupos. Aquela multidão que esperava ali fora – mais de três mil professores – não era nada para os 28 deputados bem vestidos que ganham mais de 20 mil por mês. Valor bem acima do que o piso que os professores tantos lutam para ter, 1.800 reais. E estes senhores tampouco estão se lixando para os professores estaduais porque certamente educam seus filhos em escolas particulares. Vitória, bradavam.
Mas os nobres parlamentares não ficaram contentes com isso. Ao verem os professores querendo se expressar, mandaram chamar a polícia de choque. E lá vieram os homens de preto com suas máscaras de gás, escudos e armas. Carga pesada para confrontar aqueles que educam seus filhos. Triste cena de trabalhador contra trabalhador, enquanto os representantes da elite se reflestelavam no ar condicionado. Por isso o olhar de desepero da professora, lá no canto, acocorada, quase perdida de si mesma.
Ao vê-la assim, tão fragilizada na dor, assomou de imediato em mim a lembrança da primeira professora, a mulher que mudou a minha vida. Foi ela quem me levou para a escola e abriu diante de mim o maravilhoso mundo do saber. Seu nome era Maria Helena. Naqueles dias de um longínquo 1965, ela era uma garota linda que morava do lado da nossa casa em São Borja (RS). Normalista das boas, ela não ensinava nas escolas privadas da cidade. Seu projeto de vida se constituiu ensinando nas escolas da periferia, com as crianças mais empobrecidas.
Por morar ao lado da minha casa ela percebeu que eu, aos cinco anos de idade, já sabia ler e escrever. Então, insistiu com minha mãe para que eu fosse para a escola, porque ela acreditava firmemente que ali, naquele ambiente, era onde se formavam as cabeças pensantes, onde se descortinava o mundo. Imagino que ela fosse até meio freiriana (adepta de Paulo Freire), por conta do seu modo de ensinar. Minha mãe relutou um pouco. A escola ficava longe, no bairro do Passo, e eu era tão pequena. Mas Maria Helena insistiu e venceu a batalha.
Assim, todas as tardes, mesmo nos mais aterradores dias do inverno gaucho eu saia de casa, de mãos dadas com a minha professora Maria Helena e íamos pegar o ônibus para o Passo. Numa cidade pequena como São Borja, só os bem pobres andavam de ônibus e assim também já fui tomando contato com o povo trabalhador que ia fazer sua lida no bairro de maior efervescência na cidade. O Passo era onde estava a beira do rio Uruguai, onde ficava a balsa para a travessia para a Argentina, os armazéns que vendiam toda a sorte de produtos, as prostitutas, os mendigos, os pescadores, os garotos sem famílias, as lavadeiras, enfim, uma multidão, entre trabalhadores e desvalidos. O Passo era um universo popular.
Maria Helena não me ensinou só a escrever, ela me ensinou a ler o mundo, observando a realidade empobrecida do bairro, a luta cotidiana dos trabalhadores, as dificuldades do povo mais simples. E mais, mostrou que ser professora era coisa muito maior do que estar ali a traçar letrinhas. Era compromisso, dedicação, fortaleza, luta. Conhecia cada aluno pelo nome e se algum faltava ela ia até sua casa saber o que acontecia. Sabia dos seus sonhos, dos seus medos e nunca faltava um sorriso, um afago, o aperto forte de mão. Com essa mulher aprendi tanto sobre a vida, sobre as contradições de um sistema que massacra alguns para que poucos tenham riquezas. E aqueles caminhos de ônibus até o Passo me fizeram a mulher que sou.
É esse direito que eu queria que cada criança pudesse ter: a possibilidade de passar por uma professora ou um professor que seja mais do que um “funcionário“, mas uma criatura comprometida, guerreira, capaz de ensinar muito mais do que o be-a-bá. Um criatura bem paga, respeitada, amada e fundamental.
Mas os tempos mudaram, os professores são mal pagos, desrespeitados, vilipendiados, impedidos de conhecer seus alunos, obrigados a atuar em duas ou três escolas para manterem suas próprias famílias. Não podem comprar livros, nem ir ao cinema ou ao teatro. São peças do sistema que oprime e espreme.
Os professores de 2011, em Santa Catarina, são acossados pela tropa de choque, porque simplesmente querem o direito de ver respeitada a lei. O governador que não a cumpre descansa no palácio, protegido. Mas aqueles homens e mulheres valentes, que decidiram lutar pelo que lhes é direito, enfrentaram os escudos da PM, o descaso, a covardia, a insensatez. E ao fazê-lo, estabelecem uma nova pedagogia (paidós = criança, agogé =condução).
Não sei o que vai ser. Se a greve acaba ou se continua. Na verdade, não importa. O que vale é que esses professores já ensinaram um linda lição. Que um valente não se achica, não se entrega, não se acovarda. Que quando a luta é justa, vale ser travada. Que se paga o preço pelo que é direito.
Tenho certeza que, aconteça o que acontecer, quando esses professores voltarem à sala de aula, chegarão de cabeça erguida e alma em paz. Porque fizeram o que precisava ser feito. Terão cada um deles essa firmeza, tal qual a minha primeira professora, a Maria Helena, que mesmo nos mais duros anos da ditadura militar, seguiu fazendo o que acreditava, contra todos os riscos. Oferecendo, na possibilidade do saber, um mundo grandioso para o futuro dos seus pequenos. Não é coisa fácil, mas esses, de hoje, encontrarão o caminho.
Parabéns, professores catarinenses. Vocês são gigantes!
Por Elaine Tavares – jornalista Existe vida no Jornalismo Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com América Latina Livre - www.iela.ufsc.br Desacato - www.desacato.info Pobres & Nojentas - www.pobresenojentas.blogspot.com Agencia Contestado de Noticias Populares - www.agecon.org.br
Imagem: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,14782965-EX,00.jpg |
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| 19/06/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
150 pessoas prestigiam mais uma formatura de informática básica e avançada da APAFEC
Além da entrega dos certificados de conclusão dos cursos, a formatura foi um momento cultural, os mais de 150 presentes puderam assistir duas ótimas apresentações culturais/esportivas. Uma realizada pela Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, que apresentou os fundamentos e katas da mais nobre das artes marciais e outra apresentada pela dupla fraiburguense Robson e Edimar, que formam o Dual Rock, com muito rock nacional acústico.
“Sem dúvida alguma as duas apresentações abrilhantaram ainda mais essa formatura, nós da APAFEC nos sentimos satisfeitos com a presença da Associação Vital e do Dual Rock”. Comentou Fabiane Guedes da coordenação da APAFEC.
Segundo o Dual Rock. “Há tempos conhecemos o trabalho da APAFEC, e nos sentimos privilegiados, pelo convite, estávamos ansiosos para tocar em uma atividade dessa entidade, essa formatura sem dúvida, não vamos esquecer, esperamos ter a oportunidade de outras vezes participar junto aos trabalhos realizados por essa instituição. Aqui na nossa região temos muito pouco espaço para a divulgação do nosso trabalho, as autoridades inventam alguns festivais forjados, onde os beneficiados são sempre os mesmos, e quem realmente está batalhando, não recebe devido apoio. Ficamos contentes quando recebemos uma oportunidade dessas, precisamos apenas mostrar o que sabemos fazer, assim como muitas pessoas no nosso município, região, estado e país. As coisas não são fáceis para ninguém e tal evento fortificou o nosso ânimo para seguir em frente. Sobre o trabalho realizado na Sala de Inclusão digital da APAFEC, gostaríamos de cumprimentar os idealizadores, pois centenas de estudantes já se formaram ali, isso é um quesito a mais no currículo de qualquer pessoa, e bem sabemos que a informática está cada dia mais presente no nosso dia a dia, é um trabalho de extrema importância para Fraiburgo e região sem dúvida alguma”. Explicam Robson e Edimar do Dual Rock.
Fonte: APAFEC
Contatos:
Visite www.apafec.org.br |
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| 19/06/2011 - Educação - Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Acampados reabrem escola municipal que servia de depósito de adubo.
Munidos de material de limpeza, enxadas, foices e facões, crianças e adultos acampados limparam e reabriram nesta última segunda-feira a escolinha que atualmente era usada pelo município como depósito de adubo orgânico.
A prefeitura de Cerro Negro, no Planalto Sul catarinense, se dispôs a fornecer as carteiras de aula e o transporte para as crianças. O setor de educação do MST de Santa Catarina ficou responsável pelos educadores e pelo material pedagógico. São mais de 200 as crianças do acampamento, que aumenta a cada dia, que terão acesso à educação. São filhos de sem-terras e atingidos por barragens que terão acesso a educação de qualidade, e mais os filhos de moradores da comunidade rural de Umbu que quiserem frequentar a escola do acampamento Terra Nova.
O adubo orgânico que era estocado na escola será usado em uma horta que produzirá alimentos para os acampados e seus filhos, e o excedente será comercializado nas comunidades da região como forma de geração de renda para os acampados, que lutam por terra para viver e por condições de educação para todos.
Enviado por Consulta Popular de Santa Catarina
Imagem: http://desacato.info/wp-content/uploads/2011/06/PEPE-PEREIRA-escola_mst_013.jpg |
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| 14/06/2011 - Educação - Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Carta de apoio aos professores de SC. Encaminhada pela Direção Estadual MST/SC
Sabemos da grande importância que é para a categoria dos professores, a paralisação. E não somente para os professores, mas para a classe trabalhadora como um todo. Pois em nossos 26 anos de luta, aprendemos que, somente com o povo nas ruas é que conquistaremos melhorias na qualidade de vida, e respeito enquanto trabalhadores.
O MST vive em uma luta constante por educação, saúde, moradia e principalmente por TERRA. Repudiando a grande ofensiva do fechamento das escolas, lutamos pela aprovação das nossas escolas itinerantes e pelo reconhecimento do Governo do Estado de Santa Catarina do decreto nº 7.352 de 4 de Novembro de 2010 que dispões sobre a educação do campo.
Nesse sentido, manifestamos nosso apoio e estender nossa solidariedade aos companheiros e companheiras, trabalhadores da educação, nesta luta justa pelos direitos conquistados. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Pátria Livre,Venceremos!
Direção Estadual MST/SC
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| 20/05/2011 - Educação - Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Raimundo Colombo é Contra a educação pública
O governador Raimundo Colombo (ex DEM agora PSD) um dos que recorreu à justiça por ser contra o piso nacional do magistério (isso mesmo, ele acha muito!) apresentou uma desastrosa proposta à classe, qual seja, o pagamento de R$ 1.187 de salário será pago, porém serão somados a esse valor os abonos já recebidos pelos trabalhadores, proposta é claro que não foi aceita pela categoria, pois conforme a lei o valor deve ser pago sem a inclusão de benefícios.
No dia 11 de maio o magistério catarinense realizou uma grande paralisação para lutar pelo cumprimento do piso nacional. Diante do descaso do governo catarinense com os professores e com a população do estado a categoria viu-se na necessidade de realizar aulas de 30 minutos do dia 12/05 a 17/05 com o propósito dos profissionais se reunirem para discutir e organizar as atividades referentes à greve, que foi deflagrada em toda rede estadual de ensino no dia 18 de maio, onde foram realizadas assembléias regionais com a finalidade de obter alguns encaminhamentos referentes à situação. No dia 17 de maio, na audiência do Grupo Gestor do Governo do Estado com o SINTE – SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina) o governador (que está acompanhando a greve na Europa) não apresentou proposta aos professores e ainda reafirmou sua posição quanto a essa situação.
No dia 23 de maio haverá outra reunião com o Governo onde se espera que o mesmo apresente uma proposta concreta e decente para ser analisada pelo Comando de Greve e encaminhada as assembléias regionais que acontecerão no próximo dia 24. Assim como no dia 18 de maio, serão realizados durante o dia 24 do mesmo mês atos com o objetivo de esclarecer a população acerca da barbárie que está sendo cometida por Raimundo Colombo contra os professores e estudantes da rede estadual e certamente contra toda sociedade, que se torna refém dessa injustiça.
Os professores da regional de São José lançaram o seguinte calendário referente às atividades da greve: 19/05/11 – Reunião do comando de greve às 14 horas na EEB. Laércio C. de Andrade.
20/05/11 – Ato das Luzes (Regional de Florianópolis e São José) às 19 horas no Trapiche da Beira Mar Norte, com camiseta branca e vela.
23/05/11 – Vigília no Centro Administrativo às 10 horas, pois tem audiência do SINTE-SC com o Grupo Gestor.
24/05/11 – Assembleia Regional às 14 horas, local a definir. Os que pagam pela irresponsabilidade desses governadores que são contra a educação pública, dentre eles Raimundo Colombo, são os professores que além de lutar contra a desvalorização histórica que sofrem, precisam ir às ruas passar pela humilhação de negociar um direito já conquistado, obviamente que por intermédio também da luta de classes. São afetados ainda os filhos da classe trabalhadora que dependem da educação pública para estudarem e que precisam de professores de qualidade e justamente remunerados para que no futuro possam ter suas necessidades sociais básicas supridas nessa sociedade seletiva e excludente.
Por fim, não há duvidas que toda nossa pátria amada é afetada por essa estupidez política. Esse é o momento propício para entendermos o que o grande mestre Paulo Freire escreveu “Se a Educação pudesse falar, ela diria: Tenho que compreender quão limitada me obrigam a ser, dados os limites políticos que não me permitem ultrapassar”.
Por Lidiane Ramos Leal.
Foto: Futura Press. Arte NOTA ZERO por Lidiane Ramos Leal |
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| 18/05/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Professores fazem manifestação em Fraiburgo
Após a Assembléia os professores saíram em passeata pelas ruas de Fraiburgo. Eles passaram pelas ruas Nereu Ramos, Irmãos Rudeck, Arnoldo Frey, João Marques Vieira, Padre Biaggio Simonetti, Avenida Curitibanos e encerraram a manifestação pacífica em frente a Prefeitura Municipal de Fraiburgo, quando solicitaram o apoio da Administração Municipal em relação a reivindicação da categoria que é o cumprimento do Plano Nacional de Salários dos trabalhadores em educação e a não municipalização do ensino.
Ontem houve uma nova reunião entre governo do Estado e SINTE, mas segundo o sindicato, os professores saíram revoltados com o descaso da negociação. Os professores querem que o Piso Nacional da Categoria, de R$ 1.187,97, seja o salário inicial pago, sem a retirada de outros benefícios que estão na folha de pagamento. O governo concordou em pagar o piso, mas somaria o salário base e os abonos para chegar ao valor, o que não é aceito pela categoria. O valor certo, segundo os professores, seria R$ 1.597, que soma o valor do piso mais os abonos.
Tomado do blog: http://aloisiolucas.blogspot.com |
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| 17/05/2011 - Educação - Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Professores de Fraiburgo vão aderir a grave estadual
Inês Fortes reafirma que as aulas serão repostas. A representante do SINTE Estadual diz que os trabalhadores em educação não aceitam a proposta do Governo do Estado que pretende pagar para os professores o piso nacional, de R$ 1.187 na folha de maio, somando neste valor, gratificações ao salário base como faz hoje.
Para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, o governo continua descumprindo a Lei Nacional do Piso que o valor de R$ 1.187 deve ser o salário base. Inês Fortes salienta que o SINTE quer um reajuste, que elevaria o piso para R$ 1.597,87. Já o coordenador do SINTE de Videira, o professor fraiburguense Sandro Morando, informa aos professores que na quarta-feira mesmo não havendo aula, a categoria deve se dirigir até as escolas e aguardar orientações do Sindicato.
Fonte: Jornal do Meio Dia - Rádio Fraiburgo AM 710
Tomado do blog: http://aloisiolucas.blogspot.com
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| 11/05/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Assinatura deve definir federalização do CEPROFF
A análise dos últimos documentos deve ser concluída neste mês, indicou o padre Wilson Maiorki, presidente do Conselho Curador da FEAF, instituição mantenedora do Centro de Profissionalização.
“Neste mês de maio, os últimos documentos estão sendo analisados em Brasília, para que até o final do mês (possivelmente) seja assinado convênio com o MEC para a implementação do Instituto Federal de Santa Catarina”, disse o presidente do Conselho.
Formalizada a incorporação, a Instituição local deve oferecer ao menos quatro cursos, já a partir de 2012. Entre eles, Informática, Logística, Fruticultura e Papel e Celulose.
Assinado o termo de compromisso com o Governo Federal, inicia-se o processo de contratação de professores e organização dos cursos. Na incorporação, o Ceproff repassará parte do patrimônio como dação em pagamento de convênio.
A paróquia, através do Padre, doou o patrimônio ao Centro Educacional e acompanhou a sua administração por vários anos.
Em 2006, a Fundação interromperia suas atividades acadêmicas, em vista da implantação do Ceproff.
Em 2008, no mês de abril, tomaram posse o novo presidente do Conselho Curador da Fundação, o Padre Wilson Maiorki e o novo superintendente, o professor Sandro Morando. Ambos assumiram a Instituição em dificuldades financeiras.
Com a impossibilidade de oferecer os cursos no Centro Educacional, as duas lideranças iniciaram as conversações com representantes de órgãos competentes do Governo Federal para a possível federalização do Centro de Profissionalização do Município.
No dia 19/03/2009, movimentos sociais, associações e outras entidades realizaram audiência pública para concretizar a federalização ver matéria: http://www.agecon.org.br/ADM/ET/AED/pgNotGeraisIntegra.asp?COD=1316
Texto publicado na edição do dia 06 de maio de 2011, no jornal A Coluna, de Fraiburgo/Videira-SC.
Foto: Renato De Souza.
Tomado do blog: http://nocaminhodeparis.blogspot.com
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| 11/05/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Coletivo de 21 Organizações Sociais do Contestado Apóiam a Federalização do CEPROFF
Fizeram-se presentes vários representantes dos Movimentos Sociais, Sindicatos, Associações e Escolas de Fraiburgo, também contou com a participação de muitos estudantes vindo das escolas de ensino médio de Fraiburgo, destacamos a presença dos estudantes de magistério da Escola Estadual Gonçalves Dias e da Escola de Ensino Médio Eurico Pinz. Na audiência presidida pelo Deputado Estadual Pedro Uczai (PT), aprovou-se por unanimidade a Federalização do CEPROFF em um sistema de sessão por 25 anos, ou seja, o Governo Federal utilizará a estrutura do CEPROFF por 25 anos oferecendo cursos Técnicos e Superiores gratuitamente. Também se tirou como encaminhamento o agendamento de uma nova audiência pública para debater-se quais cursos será oferecido em Fraiburgo pelo IFET. Nas várias intervenções dos representantes da comunidade civil organizada, ficou clara a necessidade do ensino público, gratuito e de qualidade em Fraiburgo. Além disso, um coletivo de 21 organizações sociais da Região do Contestado apresentou proposta para os cursos técnicos e de ensino superior nas modalidades de bacharelatos e licenciaturas. A proposta de curso do coletivo de organizações sociais é a seguinte: Ensino Médio: Técnico em Fruticultura com ênfase em Vitivinicultura, técnico em Informática, técnico em Construção Civil e o Técnico em Saúde Comunitária. Bacharelatos: Comunicação Social e Enologia. Licenciatura: Ciências Agrícolas com ênfase em Agroecologia e Ciências Sociais, Química e Arte Cênica.
Para o educador Matheus Morh as indicações dos cursos mencionados acima, são fruto de um profundo processo de discussão e atende algumas das principais demandas dos trabalhadores e trabalhadoras da região do Contestado.
Outro ponto importante da audiência foi à constatação feita pelo educador Jilson Carlos Souza, o mesmo lembrou aos presentes que a atual secretária da educação do município de Fraiburgo, não se fazia presente na audiência e tampouco mandou representantes ou justificou sua falta.
O educador também solicitou providências e atenção com a Escola Agrícola 25 de Maio, pois segundo o ele essa escola precisa ser devidamente respeitada pelo poder publico local, pois tem mais de 20 anos de história e atualmente as estradas de acesso à mesma estão dificultando a chegada dos estudantes até a escola para participarem das atividades pedagógicas curriculares. Para concluir o educador mencionou que a Escola Agrícola 25 de Maio conta com um coletivo de 300 estudantes e 30 educadores, entre as várias conquista da escola ele destacou o Curso Técnico em Agroecologia que já formou mais de 80 técnicos de 26 municípios de Santa Catarina.
Fonte: Jornal Vitória
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| 04/05/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Campanha pela Construção da Escola Estadual lança blog
O blog é composto por três espaços, são eles: Notícias da Campanha, Mural de Recados para os interessados em deixar mensagens e o ultimo espaço é Quem Apóia a Campanha que já conta com a adesão de mais de 30 entidades e pessoas, que já manifestaram seu apoio para a Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel. O endereço para acessar o blog e ter mais informações da campanha é: http://escolaestadualnosaomiguel.blogspot.com
Nos próximos dias, será colocado em pratica um abaixo assinado, para recolher assinaturas, para que a comunidade fraiburguense possa manifestar seu apoio para construção do referido espaço educacional.
Também serão realizadas reuniões com autoridades municipais e regionais, com o objetivo de informar e divulgar a estes, quais as finalidades da Campanha e a necessidade concreta dos estudantes e moradores dos bairros: São Miguel, Nossa Senhora Aparecida, São Cristóvão, Liberata, São Luiz, Macieira e Faxinal dos Carvalhos e comunidades do interior tais como: Taquaruçu de Cima, Assentamento Contestado, Assentamento São João Maria, Gruta, Linha Brasília e Lurdes em terem uma Escola Estadual mais próxima de suas residências.
Fonte: Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel Acesse: http://escolaestadualnosaomiguel.blogspot.com Contatos: escolaestadualnosaomiguel@gmail.com |
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| 04/05/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Vereadores planejam moção de apoio a Ação Popular
No bairro, o mais populoso do município, onde residem aproximadamente 15 mil pessoas, existe apenas uma escola, a Eurico Pinz. A unidade, que funciona em um prédio cedido pela prefeitura, oferece aula a estudantes do ensino médio somente no período noturno.
Os dois vereadores participaram no dia 20 de uma reunião de lançamento da campanha organizada por estudantes e professores ligados a entidades sociais e de ensino, na sede da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular (APAFEC).
A iniciativa foi organizada por membros da APAFEC, por integrantes da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, por professores e alunos do Grêmio Estudantil da Escola Eurico Pinz. Na ocasião, Alvadi e Costa comprometeram-se a apresentar nas próximas sessões da câmara uma moção em defesa e apoio à reivindicação de alunos e professores.
Em discurso da tribuna da Câmara, Alvadi reforçou o “compromisso” referendado diante dos moradores do São Miguel, bairro onde ele também reside. “Abraçamos a causa”, disse ele, ao indicar que pretende convidar os demais colegas de legislatura, em favor da iniciativa. “A gente sabe que os vereadores estão preparados para trabalhar em benefício de Fraiburgo”.
A proposta, destacou Costa, é formular uma moção “que possa ser encaminhada, primeiro, à Secretaria Estadual de Educação e, posteriormente, à instância Federal competente”.
Presente à sessão, o presidente da APAFEC, Jilson Carlos Souza, afirmou que espera que a reivindicação seja atendida, “para que estudantes não precisem se deslocar ao centro na direção de uma unidade escolar”.
Segundo o representante da APAFEC, centenas de pessoas seriam beneficiadas com a construção da Escola Estadual no São Miguel e Bairros vizinhos.
Bom saber Moção é uma proposição pela qual um vereador expressa seu louvor, congratulação ou pesar. Apresentada à Mesa Diretora, a moção é imediatamente despachada pelo presidente e enviada à publicação. Quando seus autores pretendem traduzir manifestações coletivas em uma câmara municipal, a moção deve ser assinada, no mínimo, pela maioria absoluta dos vereadores.
Fonte: Texto de Jornal A Coluna
Tomado do Blog: http://nocaminhodeparis.blogspot.com |
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| 30/04/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Moradores lançam campanha por construção de Escola em Fraiburgo-SC
Aproximadamente 250 pessoas participaram do lançamento da iniciativa, que não deixa de transparecer ineditismo da forma como está sendo direcionada: por meio de um - ora aparente - movimento social que emerge da própria população e não de um poder público eleitoralmente constituído.
O ato de lançamento da Campanha foi organizado por membros da APAFEC, da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, de professores e integrantes do Grêmio Estudantil da Escola Eurico Pinz.
Os próximos passos da Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, serão: o lançamento de um blog para disponibilizar informações da campanha pela internet, a organização de um abaixo assinado para a coleta de assinaturas de apoio a essa solicitação e a organização de uma audiência publica com deputados estaduais que compõem a comissão de educação da Assembléia Legislativa.
Para maiores informações da Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, acesse o blog: http://escolaestadualnosaomiguel.blogspot.com ou entre em contato pelos fones: (0**49)9111 – 6453 com Jilson e (0**49)8826 – 9082 com João Ademir ou pelo e-mail escolaestadualnosaomiguel@gmail.com
O assunto – também encaminhado a órgãos da Imprensa local – pode ser consultado no site da Agência Contestado de Notícias Populares (AQUI)
Fonte: http://nocaminhodeparis.blogspot.com |
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| 27/04/2011 - Educação - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Norma culta: o certo e o errado são relativos e válidos.
No campo linguístico, há uma série de posições paralelas a essa aí de Davidson. Todavia, enquanto nós, filósofos, nunca quisemos tirar nenhuma grande consequência prática de ensino dessas nossas conclusões sobre a linguagem, alguns professores afoitos, não entendendo bem a pesquisa que leram, começaram a achar que isso favorecia a idéia de que não se deveria mais cobrar dos jovens o aprendizado da norma culta. Ou, então, pensarem em afrouxar o controle do aprendizado e uso da norma culta.
Essas pessoas imaginaram o seguinte: se a linguagem está sempre se alterando e, enfim, ela não é uma instituição à qual nos filiamos, ou por aprendizado ou por inatismo, e sim um derivado da experiência da comunicação, então não havemos de dizer “certo e errado” para o estudante. Afinal, ele, o estudante, está se comunicando, está criando a linguagem, está criando a nossa linguagem! Como cercear a liberdade criativa de um jovem que está contribuindo para a invenção de uma nova linguagem, a da Internet, por exemplo, por meio da guilhotinha do “certo e do errado”?
Essa posição confusa poderia ter ficado sozinha, isolada entre gente que leu livros de linguistas e não entendeu. Mas, infelizmente, ela se casou com uma pedagogia, justamente a de Paulo Freire. Ah, coitado do Paulo Freire, sempre abocanhado por alguns que deveriam ser proibidos de se tornarem professores.
Então, esses equivocados de plantão associaram a idéia freiriana de respeitar a cultura de origem do indivíduo com a idéia de que o “certo e o errado” não cabe mais no ensino do português, uma vez que a norma culta é uma invenção tão arbitrária quanto a linguagem inventanda pelos jovens para falar na Internet.
Eis que uma pedagogia e uma teoria semântica, que jamais pensaram em autorizar a barbárie, então, começaram a ser postas por professores mal formados ou complemente insanos a serviço da deterioração do ensino, da aprendizagem e tudo o mais.
Ao final, os que reagiram a isso, ao invés de perceberem onde o erro havia sido cometido, ficaram revoltados contra a filosofia, que taxaram de “relativização pós-moderna”, e também contra Paulo Freire, que começaram a imaginar como alguém que teria autorizado todos a cristalizarem suas posições culturais de origem.
Assim, de um lado ficamos com um bando de dementes tentando criar gênios analfabetos inventivos e, de outro, um misto de tradicionalismo e conservadorismo, feroz contra Paulo Freire e contra a filosofia contemporâanea.
Ora, quem é inteligente pode muito bem evitar esses dois lados. Pode muito bem perceber que a regra do “certo e errado” existe, sim, e existe validamente na sua relatividade. “Certo e errado” é algo que posso aplicar porque é alguma coisa relativa a critérios. E critérios objetivos. Explicito os critérios que, enfim, no caso da escrita, são objetivos à medida que são os da gramática e outros elementos, cobro-os para que a norma culta possa ser utilizada e, nesse caso, sei muito bem o que é o certo e o que é o errado. É assim que preservo o patrimônio cultural, no caso, a nossa lingua, o português do Brasil. É assim que ensino os jovens. É assim que digo que eles devem escrever. E isso em nada os impede de, com algo como um tipo de “licença poética” nas mãos, participarem da vida e, nela, colaborarem, como todos nós, com os fenômenos de comunicação que vão recriando a nossa linguagem.
Fácil não? E não doeu entender isso! Não foi? Bastou usar alguns neurônios. Ah, você não entendeu? Então tente por meio do uso de mais algumas sinapses. Vai que dá. Explicar de novo, não vou, é fácil. Vai que dá.
Por Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFRRJ
Imagem: http://ghiraldelli.pro.br/wp-content/uploads/2011/04/escrever-200x135.jpg |
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| 24/04/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O que defendem os amigos e os inimigos dos servidores municipais de Fraiburgo?
Observe, abaixo com muita atenção o quadro comparativo sobre o que é pretendido pelos amigos dos servidores e em contraposição o que defendem os inimigos dos servidores municipais de Fraiburgo:
Por Coletivo de educadores e educadoras da rede municipal de educação. Imagem: |
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| 14/04/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Inscrições para os Cursos de Informática Básica e Avançada
O período de inscrição será entre 18/04 a 28/05/2011. De segunda a sábado nos períodos matutino das 08h30min às 11h30mim. Vespertino das 13h30mim as 17h30. E no período noturno as inscrições poderão ser feitas nas terça, quarta e sexta-feira das 19h00min as 22h00min.
Os interessados deverão trazer seus documentos pessoais com cópia e no caso de menores de idade os pais ou responsáveis deverão assinar a ficha de inscrição. Para o Curso Avançado é necessário também trazer copia do certificado de conclusão do Curso Básico.
O valor das inscrições e da contribuição básica solidária mensal é de R$ 15,00 para o básico e R$ 20,00 para o avançado. Essa contribuição será usada para o pagamento das horas de trabalho dos educadores, sinal de internet, energia elétrica, manutenção dos computadores e limpeza da Sala.
Para maiores informações os contatos da APAFEC, são: (0**49) 3246 – 1112 na Sala de Inclusão Digital e (0**49) 9111 – 6453 e pelo e-mail: apafec@apafec.org.br visite também o site: www.apafec.org.br
Por Fabiane Aparecida Guedes educadora da direção da APAFEC.
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| 11/04/2011 - Educação - Região | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Conselho Tutelar de Fraiburgo tem novo membro
Esta é a primeira experiência do educador como conselheiro. Seu mandato, a exemplo de outros quatro conselheiros, vai até dezembro de 2012. Souza era suplente e assumiu a função após vacância do cargo, exercida pela então conselheira Solange.
A expectativa do novo conselheiro é dar continuidade ao trabalho já desenvolvido e “aproximar ainda mais” a entidade das escolas da cidade. “A grande tarefa é auxiliar crianças e adolescentes para que elas tenham seus direitos [constitucionais] garantidos”, disse.
Em mensagem dirigida, Souza ainda agradeceu o apoio recebido de setores da comunidade local, pela aprovação de seu nome como conselheiro. “A minha escolha é conseqüência de mais de oito anos de trabalho realizado junto à APAFEC”, destacou.
Serviço
Fonte: Texto publicado na edição do dia 08 de abril de 2011, no jornal A Coluna, de Fraiburgo/Videira-SC. Renato De Souza
Tomado do blog: http://nocaminhodeparis.blogspot.com |
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| 24/03/2011 - Educação - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dez Anos Sem Milton Santos
Dez anos depois o cineasta Charles Ferguson em seu magnífico filme “Inside Job” esmiúça em detalhes a fala de Milton Santos e revela a promiscuidade nos Estados Unidos entre bancos, governo e universidades. Revela a ciranda entre universitários que servem a bancos e empresas financeiras, vão para o governo, enriquecem nesse trajeto, não pagam impostos, escrevem pareceres milionários para governos estrangeiros induzindo a adotarem políticas que favoreçam o sistema financeiro internacional. Quebram aplicadores e fundos de pensão incentivando a investirem em papéis, que já sabiam, com antecedência, micados. E quando são demitidos das instituições financeiras partem com indenizações milionárias. Acertadamente este filme ganhou o Oscar de melhor documentário de 2011.
Na outra ponta da história está o filme “Biutiful” do Mexicano Alezandro Gonzalez Iñarritu, rodado em Barcelona e narra a vida dos fodidos, das vitimas do sistema financeiro internacional: africanos e chineses que vão para a Espanha para escapar da fome e do desemprego e se submetem a condições de vida sub-humanas. O trabalho do ator Javier Bardem rendeu o prêmio de melhor ator do Festival de Cannes de 2010.
São filmes para ninguém botar defeito e desconstroem as perversidades do mundo em que estamos vivendo.
Em discurso recente em Wisconsin, solidário aos trabalhadores que lutam contra novas gatunagens, o colega estadunidense Michael Moore declarou:
“Vou repetir. 400 norte-americanos obscenamente ricos, a maior parte dos quais foram beneficiados no ‘resgate’ de 2008, pago aos bancos, com muitos trilhões de dólares dos contribuintes, têm hoje a mesma quantidade de dinheiro, ações e propriedades que tudo que 155 milhões de norte-americanos conseguiram juntar ao longo da vida, tudo somado. Se dissermos que fomos vítimas de um golpe de estado financeiro, não estamos apenas certos, mas, além disso, também sabemos, no fundo do coração, que estamos certos.
Mas não é fácil dizer isso, e sei por quê. Para nós, admitir que deixamos um pequeno grupo roubar praticamente toda a riqueza que faz andar nossa economia, é o mesmo que admitir que aceitamos, humilhados, a ideia de que, de fato, entregamos sem luta a nossa preciosa democracia à elite endinheirada. Wall Street, os bancos, os 500 da revistaFortune governam hoje essa República – e, até o mês passado, todos nós, o resto, os milhões de norte-americanos, nos sentíamos impotentes, sem saber o que fazer”.
E arrematou com maestria e indignação: “…Falei com o meu coração, sobre os milhões de nossos compatriotas americanos que tiveram suas casas e empregos roubados por uma classe criminosa de milionários e bilionários. Foi na manhã seguinte ao Oscar, na qual o vencedor de melhor documentário por “Inside Job” estava ao microfone e declarou: “Devo começar por salientar que, três anos depois de nossa terrível crise financeira causada por fraude financeira, nem mesmo um único executivo financeiro foi para a cadeia. E isso é errado. “E ele foi aplaudido por dizer isso. (Quando eles pararam de vaiar discursos de Oscar? Droga!)”
Esse ano celebramos os dez anos da morte do professor Milton Santos. Quem quiser ler “Por uma Outra Globalização” do Professor Milton Santos encontrará um diagnóstico perfeito do processo de globalização que gestou as mazelas descritas em “Inside Job” e “Biutiful”. Quem quiser reencontrá-lo em “Encontro Com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá”, estará celebrando a vida e o pensamento de um dos maiores pensadores do Século 20, capaz de ter antecipado muito do que estamos vivendo hoje. Sempre com seu sorriso nos lábios e o olhar que revelavam sua clarividência desde o primeiro momento em que começava a se manifestar.
Por Silvio Tendler é cineasta, diretor de Os anos JK, Jango, Utopia & barbárie, entre outros documentários. Crônica originalmente publicada na edição 420 do Brasil de Fato.
Tomado do Fazendo Mídia http://www.fazendomedia.com
Imagem: http://1.bp.blogspot.com/_FcroeHMJ_zM/TT19yBwsNII/AAAAAAAAAds/foxmvvBs7CI/s1600/MILTON+SANTOS4.jpg
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| 14/03/2011 - Educação - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Lançamento do Livro Educação do campo A territorialização e a espacialização do MST
Integram este livro: o Prefácio do Profº. Drº. Ariovaldo Umbelino de Oliveira (DEGEO USP), a Apresentação da Profª. Drª. Sônia Castellar (Geografia e Educação da USP) e da Profª. Drª. Sandra Dalmagro (MST - SC e Educação - UFSC).
O autor expressa o objetivo de apresentar e analisar o papel da Escola de Assentamento, mostrando nas diversas vivências como ocorre o ensino de Geografia. Aponta assim algumas possibilidades e limites da luta dos camponeses organizados através de um movimento socioterritorial.
Heitor Paladim sugere uma discussão sobre uma Geografia das Escolas do Campo. E apresenta ao leitor a importância que a Escola localizada nas áreas de assentamentos de Reforma Agrária tem na territorialização desses assentamentos, possibilitando a efetivação e continuidade da luta camponesa. O presente estudo revela uma análise reflexiva de algumas das dinâmicas e estratégias vivenciadas pelos camponeses para se manterem na terra e assim sustentarem- se (ou recriarem- se) como sujeitos sociais do campo.
Enviado Por Maciel Cover - coordenação nacional da PJR e da AGECON. Contato: macielcover@gmail.com |
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| 10/03/2011 - Educação - Mundo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Comunicação e cultura em Paulo Freire
Paulo Freire faleceu há quase 14 anos, em maio de 1997. Se estivesse vivo, completaria noventa anos em setembro. Sua obra, seu pensamento e sua ação deixaram marcas profundas em vários campos do conhecimento. Seu único ensaio especificamente sobre comunicação – Extensão ou Comunicação? – foi escrito no exílio chileno, em 1968, e publicado pela Editora Paz e Terra, no Brasil, em 1971.
Tenho afirmado recorrentemente que as reflexões de Freire sobre comunicação nunca estiveram tão atuais. [cf. nesta Carta Maior “Paulo Freire, direito à comunicação e PNDH3”].
Direito à comunicação A necessidade de construção e positivação de um direito à comunicação foi identificada há mais de 40 anos pelo francês Jean D’Arcy, quando diretor de serviços audiovisuais e de rádio do Departamento de Informações Públicas das Nações Unidas, em 1969. Naquela época ele afirmava:
"Virá o tempo em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos terá de abarcar um direito mais amplo que o direito humano à informação, estabelecido pela primeira vez 21 anos atrás no Artigo 19. Trata-se do direito do homem de se comunicar".
A proposta de D’Arcy, na verdade, assumia e consagrava uma perspectiva “dialógica” da comunicação que já havia sido elaborada, do ponto de vista conceitual, por Paulo Freire no ensaio "Extensão ou comunicação"?
Freire recorre à raiz semântica da palavra comunicação e nela inclui a dimensão política da igualdade, a ausência de dominação. Para ele, comunicação implica um diálogo entre sujeitos mediados pelo objeto de conhecimento que por sua vez decorre da experiência e do trabalho cotidiano. Ao restringir a comunicação a uma relação entre sujeitos, necessariamente iguais, toda “relação de poder” fica excluída. O próprio conhecimento gerado pelo diálogo comunicativo só será verdadeiro e autêntico quando comprometido com a justiça e a transformação social. A comunicação passa a ser, portanto, por definição, dialógica, vale dizer, de “mão dupla”, contemplando, ao mesmo tempo, o direito de ser informado e o direito de acesso aos meios necessários à plena liberdade de expressão.
Como se vê, Freire teoriza a comunicação interativa antes da revolução digital, vale dizer, antes da internet e de suas redes sociais. No nosso tempo, quando as novas tecnologias [TICs] rompem com a unidirecionalidade da comunicação “de massa” tradicional, o conceito de comunicação relacional e transformadora oferece uma referencia normativa revitalizada e desafiadora. Ao reafirmar a atualidade do pensamento de Paulo Freire, especificamente para o campo da comunicação, tomo a liberdade de registrar os trinta anos de "Comunicação e Cultura: as idéias de Paulo Freire", publicado pela Paz e Terra, em março de 1981 (2ª. edição 1984). O livro é uma adaptação de tese de doutorado defendida em agosto de 1979.
Na verdade, o argumento central sobre a importância de Freire para o estudo da comunicação já havia aparecido em artigo anterior que publiquei, com Clifford Christians, na revista inglesa Communication (vol. 4, n. 1, 1979) sob o título “Paulo Freire: the political dimension of dialogic communication”, traduzido e publicado em português pela revista Síntese (vol. VI, n. 16, maio/agosto de 1979).
A história das idéias nos diferentes campos do conhecimento – inclusive na Comunicação – muitas vezes contém omissões, deliberadas ou não, ao deixar de registrar contribuições feitas por autores que, por diferentes razões, não se situam no seu “mainstream” ou não se alinham aos grupos dominantes na academia. Daí, às vezes, a necessidade de auto-registros isolados como esse.
A incrível história do prof. Amílcar na Índia, de que só agora tomei conhecimento, serviu de mote para que fizesse, então, esse duplo registro: a permanente atualidade do pensamento do educador brasileiro e os trinta anos do Comunicação e Cultura: as idéias de Paulo Freire.
Reproduzimos artigo de Venício Lima, publicado no sítio do (NPC): Núcleo Piratininga de Comunicação
Imagem: http://www.cidadedosaber.org.br/wp/wp-content/uploads/2011/02/20080830-Paulo_Freire.jpg |
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| 23/02/2011 - Educação - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
FENAJ convoca retomada da mobilização pela aprovação da PEC do Diploma
Em comunicado às entidades apoiadoras do movimento em defesa do diploma, a Executiva da FENAJ e o GT apontaram a prioridade de buscar a confirmação dos votos favoráveis dos parlamentares reeleitos, daqueles que prosseguem com seus mandatos até 2014, bem como da conquista dos votos dos novos senadores. A ideia é atualizar o placar que consta no site da Federação com a tendência de voto dos parlamentares .
A Executiva e o GT também estão organizando uma mini caravana de visitas ao Senado e à Câmara Federal, liderada pelo presidente da FENAJ, Celso Schröder, para um corpo a corpo com os parlamentares a partir de março. Outra orientação é para a intensificação das mobilizações nos estados com vistas à organização de uma grande caravana nacional a Brasília, em 7 de abril, Dia do Jornalista.
A retomada da votação da Proposta de Emenda Constitucional 33/2009 – a PEC do Diploma – pelo plenário do Senado depende de mobilização conjunta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), dos 31 Sindicatos dos Jornalistas do país e dos 27 senadores veteranos junto aos 54 senadores eleitos em 2010 e recentemente empossados. A avaliação é do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que conversou com dirigentes da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Ceará (Sindjorce) segunda-feira (14).
Após quase ter sido colocada em votação no plenário do Senado em dezembro de 2010, a PEC do Diploma ficou para este ano, diante da necessidade de quórum qualificado (65 senadores) para que fosse submetida a votação. Inácio Arruda destaca que manteve contatos com alguns senadores que assumiram seus mandatos neste ano. De acordo com ele, todos se manifestaram favoráveis à PEC. Ele avalia que após o destrancamento da pauta do Senado a PEC será submetida a votação.
Dentre os parlamentares aliados à presidente Dilma Rousseff (PT), o senador cita Jorge Viana (PT-AC) e Eduardo Braga (PMDB-AM) entre os que se comprometeram a votar pela Proposta, a exemplo das bancadas do PT, PSB, PCdoB e PDT, bem como da maioria dos senadores do PMDB. Inácio Arruda destaca que a receptividade à PEC é suprapartidária, citando os senadores oposicionistas Paulo Davim (PV-RN), Sérgio Petecão (PMN-AC), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Marinor Brito (PSOL-PA) entre os que se manifestaram favoráveis à iniciativa. “Essa safra nova está bem mais com a gente (senadores favoráveis à aprovação da PEC do Diploma)”, comemora.
Com informações do Sindjorce
Tomado do Portal Desacato – www.desacato.info |
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| 23/02/2011 - Educação - Santa Catarina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Escola de Assentamento recebe visita do MEC, em SC
Durante a visita, Anderson expões a intencionalidade da pesquisa que o MEC vem construindo. Segundo ele, as analises nas escolas são fundamentais para que o Ministério conheça melhor a realidade do ensino, para propor políticas públicas, que de fato condizem com a necessidade dos jovens, crianças e famílias assentadas.
Por Fabio Reis – Da Página do MST Fonte: www.mst.org.br
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| 20/02/2011 - Educação - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Defensores populares se formam em São Paulo Por Joana Tavares Formar lideranças populares para defender os direitos de sua comunidade. Basicamente, esse é o objetivo do Curso de Defensores Populares de São Paulo. A segunda turma, com 58 alunos, se formou no dia 11 de fevereiro, depois de 15 aulas sobre diversos temas, como “Noções do Estado brasileiro”, “Direitos Humanos”, “Economia” e “Questão Agrária”.
O paraninfo escolhido pela turma, João Pedro Stedile – que foi um dos professores do curso – encarou o convite como uma homenagem ao MST, que, segundo ele “é um defensor popular coletivo”. Ele reforçou a ideia que “só a luta faz a lei” e importância de projetos que garantam o empoderamento do povo.
Promovido por uma parceria entra o Escritório Modelo ‘Dom Paulo Evaristo Arns’, da PUC-SP, Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE), Associação Paulista de Defensores Públicos (APADEP), Escola de Defensoria Pública do Estado (EDEPE), Defensoria Pública da União (DPU) e União dos Movimentos de Moradia (UMM), com o auxílio Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae (Cepis), o curso é voltado para pessoas envolvidas nas lutas sociais.
Na primeira turma, com 40 alunos, a maior parte dos educandos era vinculada a lutas por moradia. Já na segunda, o espectro se ampliou para outras lutas populares.
“O papel do Defensor Popular durante o curso e após sua conclusão é se tornar uma referência em sua comunidade ou no seu movimento, não só informando a comunidade de seus direitos, mas atuando junto a ela na luta e efetivação destes direitos. Este defensor popular não pode mais ser passivo frente às injustiças, por isso se forma com a tarefa de socializar seus conhecimentos, utilizando-os para a transformação social. O Curso é uma forma de despertar a indignação para uma atuação permanente”, aponta Delana Corazza, do Escritório Modelo da PUC.
Na formatura, o representante da turma, Francisco, pediu a todos os 58 alunos para se levantarem e afirmou: “Esses são os novos defensores populares, que devem estar sempre defendendo os direitos da população”. Dalva Magalhães, uma das novas defensoras populares, é de Atibaia, e vai ser a nova presidente da associação do seu bairro. Ela confirma o compromisso: “A gente precisa ajudar o bairro, aí vou começar a aplicar a defensoria”.
Ela conta que não perdeu nenhuma das 15 aulas – que aconteceram quinzenalmente, aos sábados – e que o curso “abriu muito sua cabeça”. Ela dá como exemplo a noção que tinha do MST, e que agora mudou completamente.
Dito, do Movimento de Moradia, se formou na primeira turma e participou da mesa na formatura da segunda. Ele reforça que “o curso de defensores populares é estratégico, fundamental, porque queremos mudar a sociedade”.
Rubens Paoletti Junior, do Cepis, completa, citando José Martí: “Só o conhecimento – que é teoria e prática – liberta. Para os companheiros que se formam, a luta continua”. “Na luta de classe para uma transformação do modo produção, temos que aprender a exercitar nosso ativismo político e sermos protagonista de nossa história”, diz Vanessa, outra formanda no curso.
Os advogados e defensores públicos presentes na atividade reconhecem os novos defensores populares como colegas, como mais pessoas para construir a noção do Direito como acesso à Justiça. Para a próxima turma, devem ser abertas 80 vagas.
Fonte: www.mst.org.br |
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