| 08/05/2012 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Nota de repúdio à atual diretoria do SINTUFSC
Nesta ligação, o representante do SINTUFSC alegou que “esse tipo de evento não poderia ser realizado naquele local”, sem apresentar justificativa plausível para tal proibição. Celso ainda alegou que a festa não poderia comercializar bebidas e que não poderia haver som, acusando a cooperativa de sublocar a sede – o que não condiz com a verdade. Sabe-se que o espaço é utilizado com frequência para eventos semelhantes, inclusive com venda de bebidas. Apesar disso, a organização da festa concordou com os termos colocados pelo representante do Sindicato, que ainda assim insistiu na proibição, tratando nossa colega com desrespeito. Logo depois, a cooperada e jornalista Rosângela Bion de Assis, entrou em contato com Martins e ouviu dele que o cartaz do evento “denegria” o nome de toda direção do Sintufsc. Ainda nesta quinta-feira, o SINTUFSC publicou em seu site e em seu blog uma nota de esclarecimento (abaixo), em que se diz surpreendido pela distribuição de cartazes que divulgavam a festa. A nota também diz: “Como já é do conhecimento dos sindicalizados, o regulamento interno do Sintufsc não permite esse tipo de evento motivo pelo qual foi cancelado”. A atual diretoria do sindicato, contudo, não explicou o que seria “esse tipo de evento” e onde consta no regulamento que essa festa não poderia ser realizada. Os atuais dirigentes deste sindicato não comunicaram previamente a cooperativa e negaram qualquer possibilidade de negociação entre as partes, prejudicando moral e financeiramente os compromissos assumidos com parceiros e pessoal contratado.
A festa promovida pela CPCC tem como objetivo celebrar com parceiros, cooperados e apoiadores a nova fase do portal Desacato.info. O portal, fundado em 2007, tem uma média de uma visita a cada sete segundos e preocupa-se especialmente com a informação que não costuma ser publicada na mídia monopólica. A pergunta que fica é: por que a celebração deste compromisso do Desacato com a sociedade incomoda o Celso Ramos Martins e o SINTUFSC?
O que poderia incomodar os atuais dirigentes do SINTUFSC? A apresentação do documentário Fibra sobre a 1ª Cooperativa brasileira de deficientes intelectuais? A apresentação de Olorum, último livro do escritor e jornalista Raul Longo? A contação de histórias da profa. Bel Gomes? Uma banda de rock constituída por estudantes universitários? A rifa de um quadro de operários italianos em marcha, no início do século?
Ao arrematar que não pode permitir esse “tipo de evento”, de que evento fala? Que evento imagina o senhor Celso Ramos Martins, do Sintufsc?
É estranho que, depois de várias semanas de acordo, surja de maneira repentina esta decisão. Os trabalhadores do Sintufsc que nos conhecem sabem da coerência das nossas ações voltadas à classe trabalhadora e estudantil. Temos transmitido ao vivo eventos, homenagens e ações da classe trabalhadora e pretendemos continuar com isso. Acaso esse é o problema do senhor Martins e do SINTUFSC?
É mais rara ainda essa atitude quando o Desacato, em conjunto com a Revista Pobres e Nojentas, realizou confraternizações culturais nesse espaço anos atrás. O que mudou então?
Nesta hora, afirmamos nosso compromisso institucional, profissional e de princípios com os trabalhadores, estudantes, minorias e os discriminados de toda índole.
Faremos esta festa outro dia, em outro local, sempre com o mesmo objetivo: saudar a comunicação livre e os trabalhadores e estudantes. O público trabalhador merece transparência, por isso esperamos que o senhor Celso Ramos Martins esclareça publicamente de que tipo de evento fala.
Conselho Administrativo da CPCC
Esse texto foi elaborado também em resposta a seguinte nota, publicada nesta quinta-feira, pelo SINTUFSC:
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| 22/04/2012 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Desacato em Jornada
O estudante da 7ª fase de História da UFSC, colaborador do Desacato e membro da Cooperativa de Produção em Comunicação e Cultura, Gustavo Siqueira, irá acompanhar parte da programação e irá compartilhar com os leitores suas impressões pessoais, com embasamento teoórico e crítico, sobre temas debatidos durante o evento. O objetivo é prolongar e aprofundar questões abordadas nos encontros e prestigiar iniciativa tão importante por parte do IELA.
A programação completa das Jornadas Bolivarianas 2012 pode ser visualizada aqui. Acompanhe o blog das Jornadas Bolivarianas aqui.
As Jornadas Bolivarianas - São encontros anuais dedicados a análises da vida política, econômica e cultural dos países latino-americanos, que permitem a formulação e disseminação de análises teóricas críticas, voltadas para a superação dos elementos estruturais que perpetuam a dependência e o subdesenvolvimento no nosso continente.
Por Gustavo Siqueira e Larissa Cabral.
Imagem: http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/04/Jornadas_08_Cartaz_2012_rgb1-244x300.jpg |
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| 14/04/2012 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
APAFEC iniciará vendas das cartelas da Ação Entre Amigos
De acordo com o coordenador da APAFEC, Aroldo Schulze, a entidade já recebeu como doação três dos 10 prêmios que serão sorteados. Sendo um jogo de estofado oferecido pela Loja Benoit, uma cafeteira doada pela Erva Mate Viola de Ouro e um aparelho de som doado pela 2ª Vara da Comarca de Fraiburgo.
“Nos próximos dias serão definidos os 10 prêmios, e o lançamento da Ação Solidária Entre Amigos 2012, será feito com a 1ª Mateada da Solidariedade, a ser realizada no terminal urbano com várias apresentações culturais, em data a ser definida”. Concluiu o coordenador Aroldo.
Os recursos arrecadados com a Ação Solidária Entre Amigos 2012 serão empregados, para concluir a reforma da sede da APAFEC e pagar parte do empréstimo realizado em agosto de 2010, para aquisição da sede da APAFEC, localizada no bairro São Miguel na av. Pedro Gianello, nº 1422, em frente ao portão principal do CAIC.
Com informações do Setor de Jornalismo da Rádio Fraiburgo
Tomado do Blog: Esportes em Debate - http://www.esportesemdebates.blogspot.com.br |
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| 05/03/2012 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
APAFEC recebe doação
O aparelho de som recebido é da marca Panasonic AKX 70, com as seguintes características: 2GB de memória interna (até 510 músicas), USB rec & play para gravação de CD/MP3, Rádio AM/FM, Seletor de música rotativo, Duas caixas de som acústico com potência de 850 watts RMS, Entrada auxiliar traseira com conexão para DVD player e Karaokê com entrada para microfone. O aparelho é usado e encontra-se em ótimo estado de conservação, por isso, o valor do mesmo pode chegar até R$ 1.300,00.
Nos próximos dias a coordenação da APAFEC, se reunirá para decidir qual o melhor destino para o aparelho. O mesmo poderá ser utilizado nas oficinas de dança do Projeto Esporte Bemlegal, em outras atividades ou ainda como um dos prêmios da Ação Solidária Entre Amigos, que será promovida em 2012, com o objetivo de angariar fundos para o pagamento da reforma e do empréstimo da sede da instituição, localizada na av. Pedro Gianello nº 1422, em frente ao portal principal do CAIC, no bairro São Miguel.
Fonte: APAFEC Visite: www.apafec.org.br Contatos: apafec@apafec.org.br |
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| 05/03/2012 - Organizações Sociais - Mundo | ||||||||||||
Ano Internacional das Cooperativas
Para Milton Fornazieri, da coordenação de produção nacional do MST e presidente da Confederação Nacional das Cooperativas de Reforma Agrária no Brasil (Concrab), essa decisão da ONU se torna uma oportunidade para que esse modo de organização avance com mais força. “É um reconhecimento do processo cooperativo que está presente no mundo inteiro e isso pode incentivar sua continuidade”, acredita.
Fornazieri explica que há duas formas de organizar a produção: a individual – e que a cada dia vem se torna mais difícil -, e a outra é de maneira organizada e coletiva. “Dentro desse campo (organizada) é que entra a cooperativa. Ela é uma ferramenta que expressa o trabalho cooperado. Outro elemento central é a aglutinação do trabalho que existe não só dentro dos assentamentos, mas também entre os assentamentos”, pontua.
São diversos os benefícios trazidos por essa prática, principalmente para os pequenos produtores rurais, que encontram nas cooperativas uma força maior para negociar e compartilhar seus alimentos. De acordo com a ONU, há no mundo mais de 800 milhões de associado, gerando cerca de 100 milhões de empregos - 20% a mais do que gera as empresas multinacionais. Nesse sentido, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) aponta o modelo de cooperativas enquanto uma premissa essencial para eliminar a fome dos cerca de 1 bilhão de famintos que existem no mundo inteiro.
No entanto, de acordo com Fornazieri, apenas esse reconhecimento da ONU não é suficiente para que esse modelo de produção se desenvolva com mais vigor. É necessário que haja, sobretudo, políticas públicas mais eficazes voltadas para o setor, “principalmente junto ao Ministério da Agricultura, que visa apenas às grandes cooperativas tradicionais, que de cooperação tem pouca coisa além do nome”, ressalta.
Isso implica na mudança do modelo predominante de agricultura praticado no Brasil e na maior parte do mundo: o agronegócio, cuja base produtiva não se respalda na produção de alimentos, e sim no monocultivo de commodities voltada para o mercado externo, com a utilização de enormes quantidades de agrotóxicos, sem a geração de grandes quantidades de emprego e se utilizando da mão de obra barata, fomentando a precarização do trabalho.
O MST e as cooperativas Atualmente, são mais de 130 cooperativas do MST em todo Brasil, organizadas basicamente em quatro modelos. A primeira são as cooperativas de base ou de produção, onde a produção é organizada coletivamente pelas famílias.
Depois, há as cooperativas centrais que geralmente se especializam na comercialização de produtos e prestação de serviços, chamadas regionais, com o foco no desenvolvimento de algum trabalho coletivo. Outro tipo de cooperativa são as Centrais, que são organizadas entre os estados, numa escala maior que as anteriores.
Por último, trata-se de um modelo que foco a organização técnica, com o objetivo de prestar serviços nos assentamentos. Esse modelo visa auxiliar principalmente o desenvolvimento sustentável a partir da produção agroecológica, conciliando a proteção ambiental com o crescimento da produção e a geração de alimentos saudáveis.
Nesse sentido, as cooperativas servem como um instrumento que contribui na manutenção da população do campo no meio rural, inclusive dos jovens, além de criar condições dignas de vida aos camponeses, ao aumentar a qualidade de vida.
Por João Previattelli – Da Página do MST www.mst.org.br
Imagem: http://www.mst.org.br/sites/default/files/images/feira.JPG |
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| 29/02/2012 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Rádio Comunitárias ou comerciais?
A regulamentação desta lei tem alguns pontos centrais que diferenciam as rádios comunitárias das rádios comerciais: 1- As rádios comunitárias só podem ser constituídas a partir de uma associação de caráter comunitário.
2- As rádios comunitárias não tem fim lucrativo. Isto significa que não são ambientes para negócios que visem apropriação de receitas por parte de quem a administra. 3-As rádios comunitárias não vendem espaço para patrocinadores. Isto significa que não podem fazer propaganda como as rádios comerciais fazem. Os valores recebidos a título de apoio cultural para divulgar a atividade comercial ou profissional e o endereço dos doadores, custearão as despesas com a manutenção e operação da rádio, não gerando nenhum excedente para ser apropriado pela sua direção. Isto reforça o caráter de ação voluntária não remunerada como central para tocar as atividades da emissora comunitária.
Mas, se é verdade que a legislação tem que ser alterada para efetivamente permitir que a população tenha acesso e possa gerir meios de comunicação comunitários, por outro lado, são justamente os pontos da legislação que diferenciam estas emissoras das rádios comerciais que são descumpridos por grande parte das rádios comunitárias. A realidade é que a maioria das rádios comunitárias existentes transgrede abertamente ou se utiliza de artifícios para burlar os pontos descritos acima.
Grande parte delas é constituída a partir de associações comunitárias de fachada, as quais na realidade atuam como pequenas empresas de propriedade de uma ou mais pessoas que auferem lucro através da venda de espaços para quem deseja fazer programas ou para o patrocínio explícito. Apesar da regulamentação das rádios também não permitir sua utilização com fins partidários ou religiosos, muitas delas são utilizadas por igrejas para suas pregações ou com objetivos eleitoreiros de candidatos ou partidos.
Aqui é preciso diferenciar o legítimo direito que a população tem de expressar e fazer política do ponto de vista de classe social, ao contrário de uma prática de aparelhamento eleitoreiro partidário ou do proselitismo religioso.
Grande parte das rádios comunitárias inclusive defende o direito de fazerem propaganda como as rádios comerciais, sem estarem sujeitas a eventual fiscalização. Propõe até alterações na legislação para serem enquadradas como empresas quanto a questão fiscal.
Alguns dos que defendem estas alterações o fazem com um discurso político demagógico de que é preciso ter recursos para a luta pela democratização, quando na realidade estão tentando justificar o crescimento e ampliação de seu negócio.
Constituem-se exceções emissoras como a Rádio Comunitária Campeche, de Florianópolis, que busca atuar como rádio efetivamente comunitária, enfrentando as dificuldades inerentes a esta opção, mas também colhendo os frutos do reconhecimento dos movimentos sociais da região onde está instalada.
Se continuar este processo das rádios comunitárias atuarem como pequenos negócios, em pouco tempo, seguindo as leis de mercado que determinam que uma empresa ou cresce ou definha, teremos redes de rádios comerciais com a fachada de comunitárias, agrupadas como efetiva “propriedade” privada destinada a gerar lucro para seus donos, empresários ou igrejas. Portanto, o rumo que está sendo apontado, em que pesem as exceções, é o de completo desvirtuamento dos princípios que levaram a criação das rádios comunitárias como espaço para que a população possa refletir sua vida e realidade num meio de comunicação, sem que isto seja um produto a ser vendido aos ouvintes.
Por Glauco Carvalho Marques.
Tomado do Portal Desacato: www.desacato.info
Imagem:
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| 21/12/2012 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
APAFEC na 4ª FECAUVA
Segundo a educadora Fabiane Guedes: “A participação na FECAUVA foi importante, pois espaços de feiras como este servem para divulgar regionalmente o trabalho que vem sendo realizado pela APAFEC, e principalmente expor a qualidade dos artesanatos produzidos coletivamente nas oficinas do Projeto”
Os artesanatos são produzidos, durante as oficinas do Projeto Artesanato Cidadão que acontecem as quintas-feiras das 19h00min as 22h00min, que hoje conta com a participação de 15 mulheres. Este projeto é mantido pela APAFEC e pela Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, desde junho de 2011. Para os próximos dias a coordenação do Projeto, estará abrindo inscrições para novas participantes.
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Fones: (0**49) 9111 – 6453 e 9931 – 6598 com Jilson. Visite: www.apafec.org.br
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| 13/02/2012 - Organizações Sociais - Brasil | ||||||||||||
Ato Cidadão contra a Rede Globo no Rio de Janeiro
Uma equipe da Rede Globo foi expulsa por policiais de uma manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (12). Acusada de cobertura tendenciosa contra a greve dos policiais e bombeiros no Rio, a TV Globo é obrigada a deixar manifestação sob vaias e xingamentos.
A equipe iria fazer a cobertura do evento de policiais militares e bombeiros, que reivindicam por melhores salários e a liberação dos líderes do movimento grevistas que foram presos.
Repórteres e cinegrafistas da Rede Globo foram expulsos de Copacabana sob vaias e gritos de "Fora Globo", segundos os manifestantes a Rede Globo tem feito cobertura tendenciosa, a favor do governo, sobre a greve que acontece no Rio de Janeiro.
Assista o vídeo pelo link: http://www.youtube.com/watch?v=48IlUFvzPo8 Nossa tarefa como meios independentes é divulgar amplamente essa matéria e o vídeo acima.
Visite: www.agecon.org.br Imagem: http://4.bp.blogspot.com/_VqRDfI7ifHk/SvyVAbwYquI/AAAAAAAAANM/Knx4bEce0n4/S250/fora+globo+ed.jpg
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| 07/02/2012 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Inicio de ano repleto de ações para a APAFEC
Também no domingo ocorreu em Caçador, no Centro de Formação do Castelhano uma assembléia da Cáritas Diocesana entidade de assistência social e sem fins lucrativos, cuja missão é “defender e promover a vida, participando da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural, junto com as pessoas em situação de exclusão social”, da qual a APAFEC é entidade membro. Durante o encontro foi realizado planejamento das ações da Cáritas Diocesana. Entre as principais decisões tomadas estão: a continuidade do Projeto Emergência que acontece em Caçador e do Projeto FORTEES que acontece em toda Santa Catarina. Essa ação prevê o apoio aos projetos da economia popular solidária e a promoção de geração de renda e emprego cidadão em toda a diocese de Caçador. Na segunda-feira (06/02), iniciaram as inscrições para os cursos de informática básica e avançada, oferecidos pelo Projeto de Inclusão Digital Florestan Fernandes, este projeto é mantido pela APAFEC desde outubro de 2006. As inscrições para a 9ª turma do curso básico e 7ª turma do curso avançando, pode ser feitas até 29/02, na Sala de Inclusão Digital da APAFEC, localizada, no bairro São Miguel av. Pedro Gianello em anexo ao pavilhão da igreja católica, das 9h00min às 17h30min. O inicio das aulas está previsto para a segunda-feira 05/03. Os trabalhos, projetos e ações da APAFEC em 2012, tiveram inicio no dia 18/01 com o reinicio das oficinas do Projeto Artesanato Cidadão e com a reforma do site. Para concluir a retomada de todas as atividades da APAFEC neste ano, estará disponível na rede mundial de computadores pelo endereço www.apafec.org.br o novo layout do site da APAFEC no domingo 12/02, a partir das 22h00min. Fonte: APAFEC Visite: www.apafec.org.br Contatos: apafec@apafec.org.br
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| 07/02/2012 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Rádio em Debate
O seminário, que será realizado na Rádio Comunitária Fortaleza, em Blumenau, a partir das 9h00min, contará com transmissão online, no portal. A participação é aberta a todos. Também haverá cobertura via Twitter e Facebook.
Cerca de 40 pessoas participarão do seminário. De Blumenau e região, mais de 15 representantes de entidades sindicais e jornalistas irão comparecer. A região do Contestado será representada por 15 companheiros, entre eles membros de rádios comunitárias e da AGECON. Nós, de Florianópolis e região, formaremos uma comitiva formada por 10 pessoas.
Será certamente uma experiência única e enriquecedora. O debate só irá contribuir para o fortalecimento da Cooperativa e da comunicação alternativa e popular que tentamos promover. Acompanhem, divulguem e participem!
Por Larissa Cabral.
Tomado do Portal Desacato – www.desacato.info |
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| 09/01/2012 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Site da APAFEC em Reforma
Por isso, a coordenação da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC, que atua com inclusão digital, economia solidária, consientização e projetos esportivos no municipio de Fraiburgo, começou as atividades de 2012, com a reforma de seu web site www.apafec.org.br
Fonte: APAFEC
Imagem: http://2.bp.blogspot.com/-sQwpEQKOQbc/TpjToDdsf_I/AAAAAAAAAp4/BtE6XVyQF9o/s1600/em_construcao.png |
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| 06/12/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Comunidade fraiburguense se manifesta pela paz e por justiça O pátio do fórum da comarca de Fraiburgo foi palco nesta terça-feira (06/12), de uma manifestação ordeira e pacifica mais de 50 pessoas, entre as quais: familiares do Pablo Enrique Nascimento, integrantes da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC, da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, Pais , Professores e Estudantes da Escola Eurico Pinz de Ensino Médio e moradores em geral do bairro São Miguel, entregaram ao promotor de justiça, Sr. Atila Guastalla Lopes, um documento composto por cinco pontos, subscrito por 691 pessoas, sendo que a principal solicitação do documento, é que sejam presos preventivamente os assassinos do jovem Pablo Enrique Nascimento.
As assinaturas foram coletadas da noite da ultima quinta-feira (02/12), até as 12h00min de hoje (06/12), ou seja, em 04 dias foram coletas quase 700 assinaturas, isso demonstra que os moradores do bairro São Miguel, repudiam com veemência todo e qual tipo de violência e não aceitam a forma brutal como o jovem Pablo foi assassinado, além disso, estão se sentido inseguros em função dos assassinos estarem soltos. O total de assinaturas coletas nesse curto espaço de tempo, representa quase 10% da população moradora do bairro São Miguel se manifestando.
Ao final da manifestação foi realizado um momento de oração ecumênica, em celebração os sétimo dia do falecimento do jovem Pablo, com a presença do pastor Jonatam da Igreja Batista “Confiamos no judiciário, por isso, resolvemos fazer essa manifestação pacifica e ordeira, para exigirmos justiça, acreditamos que nas próximas horas, a justiça vai se manifestar pela prisão preventiva dos acusados”. Comentou o educador João Ademir Cancilier, um dos presentes no ato.
Abaixo cópia do oficio entregue ao promotor Atila.
Fraiburgo, 06 de dezembro de 2011.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR ATILA GUASTALLA LOPES PROMOTOR DE JUSTIÇA DA COMARCA DE FRAIBURGO Nesta;
Maria do Nascimento e João do Nascimento, pais de Pablo Enrique Nascimento, a Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC, A Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, a Associação de Pais e Professores da Escola Eurico Pinz de Ensino Médio, através de seus representantes legais e associados, estudantes do educandário supracitado e moradores em geral do bairro São Miguel abaixo firmados, vimos respeitosamente perante Vossa Excelência, expor e ao final requerer:
1. Vimos por meio desse documento manifestar nosso mais profundo repúdio ao ato violento que ceifou a vida do exemplar karateca Pablo Enrique do Nascimento. Seja pela morte brutal, como pela artimanha dos suspeitos, que atropelaram a vítima com veículo e depois, assassinaram barbaramente, em plena via pública.
2. O sentimento em toda comunidade é de insegurança porque o crime foi cometido em plena via pública, na presença de inúmeras pessoas e principalmente, porque cometido por mais de 6 pessoas contra apenas 1.
3. Teme-se que os suspeitos soltos provoquem ainda mais o sentimento de injustiça e impunidade nos moradores do bairro, gerando mais revolta porque o jovem assassinado era muito bem visto, tinha muitos amigos.
4. Há um sentimento de revolta latente nas pessoas, porque os suspeitos estando em liberdade e sendo libertados poderão sofrer retaliações de outras pessoas, através de inúmeras ameaças anônimas que tem chegado ao nosso conhecimento.
5. Neste sentido, exercendo a plena democracia e confiando plenamente no Poder Judiciário e, estando convictos que será dada a devida solução ao caso, a fim de garantir a ordem pública e a incolumidade das pessoas.
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| 18/11/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
APAFEC comemora nove anos, com sorteio de Ação Solidária Entre Amigos 2011
Subiram no palco para animar a comemoração, os cantores da Terra da Maçã, artistas que fazem parte da Florada da Canção tiveram a oportunidade de mostrar o seu talento. Houve ainda apresentação do Grupo Guerreiros da Percussão e do grupo de Violeiros e Violeiras, formados por crianças e adolescentes, ambos do município de São Miguel do Oeste, um dos pontos altos da festa.
Outra atração foram os meninos e meninas do Projeto Cidadão do Futuro de Karatê-dô e Projeto Esporte Bemlegal, que formam o Grupo de Dança Pense e Dance. Eles realizaram duas apresentações, os adolescentes apresentaram a coreografia Mistura Fina e as crianças a coreografia Rock para Sempre, ambas coordenadas pela educadora Carolina dos Santos.
Todo o lucro arrecadado será empregado no pagamento do empréstimo, realizado ano passado junto a Cooperativa de Crédito com Interação Solidária (Cresol) Tangará, para a aquisição de nossa sede da Apafec, localizada na av. Pedro Gianello, em frente ao portão principal do Caic, no bairro São Miguel.
GANHADORES DA AÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE AMIGOS 2011:
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| 08/11/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Convite para Festa de 09 anos da APAFEC A Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – Apafec, vai realizar no próximo sábado 12/11, no pátio da igreja do bairro São Miguel, a partir das 14h00min, a Festa de 09 anos da Apafec! Você e tua família estão convidados!
A Festa terá transmissão ao Vivo pela Rádio Fraiburgo, com a cobertura feita pelo comunicador Julio Santos. Além disso, a Festa terá completo Serviço de Bar (bebidas em geral) e Cozinha (maça do amor, pastel, cachorro quente...). Todo o lucro da festa será revertido aos projetos sociais, desenvolvidos pela APAFEC.
A APAFEC preparou várias apresentações culturais, também terá o sorteio da Ação Solidária Entre Amigos com cinco prêmios, entre eles uma motocicleta. No final da Festa de 09 anos da APAFEC, será cortado um bolo de nove metros. Confira abaixo a programação completa:
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Visite: www.apafec.org.br |
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| 01/11/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Nota aos servidores (a) municipais e a imprensa do Sindicato dos Servidores Municipais de Fraiburgo – SINTSER
1. Negaram o plano de saúde (exigência numero um dos servidores) e criaram um premio “assiduidade” onde quem não ficar doente ou trabalhar doente leva o premio; 2. Não democratizaram (personalismos) os espaços públicos. Destacando que a democratização atualmente é um movimento natural resultado das exigências dos profissionais que atuam nas mais diversas áreas. A não democratização é sinônimo de atraso; 3. Substituíram os anuênios (enquadramento) por triênios provocando um grande achatamento salarial e do plano de carreira; 4. Um secretário municipal (cargo comissionado) ganha dez vezes mais que uma merendeira/educadora; 5. Os recursos do FUNDEB apresentam superávit, mais as escolas continuam sucateadas; 6. Criaram mecanismos de controle, ausência de políticas de valorização e reconhecimento dos municipários; 7. Lentidão no cumprimento da lei federal sobre a jornada de trabalho do magistério (1/3 para hora atividade). A lei é de 2008 e aproximamo-nos de 2012 e a lei ainda não foi implantada em Fraiburgo; 8. A recusa desde sempre em implantar a hora atividade nos Centros de Educação Infantil – CEI’s, revelando um enorme desrespeito as educadoras que trabalham neste setor; 9. Os educadores e educadoras dos anos finais do ensino fundamental lecionam até 50 aulas semanais, caso raríssimo no país, demonstrando que ainda prevalece à concepção no governo municipal de professor como burro de carga.
Segundo a administração municipal, os itens supracitados estão tudo “dentro da lei”. Em função disso perguntamos: Quem faz estas leis está olhando para quem e a serviço de quem? Quando começarão a respeitar os municipários? Exatamente em qual direção essa política golpista de retirada de direitos se desdobrará? Os arquitetos dessas leis dizem: Se não estiver contente peça a conta. Estamos descontentes e não pediremos a conta. E agora o que fazer? Advertência? Suspensão? Podemos parafrasear a situação dizendo: Fraiburgo ame-o ou deixe-o? Dito usado pelos militares, durante a ditadura militar que assolou nosso país de 1964 até 1985.
O sindicato possui inúmeras ações na justiça como resultado da atual política de retirada de direitos das trabalhadoras e trabalhadores públicos de fraiburguenses, demonstrando sua posição contraria aos inúmeros artifícios criados para impedir a plena valorização dos servidores e servidoras fraiburguenses.
O sindicato sugere para que todos os municipários permaneçam em estado de alerta cobrando das chefias imediatas (sustentáculos da atual administração) o cumprimento da lei se for benéfica para os servidores e a revogação daquelas que apresentam caráter exploratório e/ou enganatório, lembrando que eles são alguns e nós somos centenas.
Municipários não se deixe enganar com conversas assustadoras procure o sindicato. Lembrando que a combinação perfeita a caminho de nossa valorização é exigir e participar e lutar pelos nossos direitos que estão sendo retirados.
Coordenação Municipal do Sindicato dos Servidores Municipais de Fraiburgo - SINTSER |
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| 25/10/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
A luta indígena em Santa Catarina
A morte de um dos mais importantes fazendeiros da cidade de Abelardo Luz, que era também representante do Sindicato Rural, se deu num contexto de conflito, quando, em fevereiro de 2004 os Kaigang ocuparam uma fazenda na luta pela demarcação de suas terras ancestrais. Havia um processo correndo na Funai, mas tudo estava parado, como é comum quando se trata das terras indígenas. Desde 1998 esse grupo de Kaigang estava acampado em uma pequena extensão de três hectares, esperando que suas terras fossem definitivamente demarcadas para que pudessem viver em paz. Historicamente a etnia Kaigang ocupava um vasto território que vai desde a região do Rio Tietê, em São Paulo, até o Rio Grande do Sul. Com a expansão das fronteiras agrícolas, essa etnia foi sendo empurrada para outros espaços e muitos grupos foram completamente dizimados. A chegada dos colonos estrangeiros, que vinham para o Brasil acreditando nas belas propagandas que o governo fazia, de terra boa, fértil e vazia, acabaram sendo os principais algozes, pois, ao chegarem se deparavam com a fúria dos autóctones. E, visando garantir seus direitos – oferecidos pelo Estado – não se furtavam de matar e “limpar a área”. Não bastasse isso ainda havia os aventureiros, que adentravam o Brasil profundo grilando terra e arrasando a vida que por ali estivesse.
Na cidade de Abelardo Luz, oeste de Santa Catarina, os conflitos de terra são seculares. Mas, no que diz respeito aos Kaigang, foi na década de 50 que o próprio Serviço de Proteção ao Índio (SPI) deu a pá de cal na expulsão dos indígenas da área conhecida como Toldo do Imbu, hoje reivindicada pelos Kaigang. Segundo lembranças de um velho índio que era chefe do grupo na região, Otávio Belino, compiladas por Egon Heck, do Cimi: “naqueles dias eles chegaram, com jagunços armados, e foram colocando todas as nossas coisas num caminhão. Eles nos caçaram e tiraram todo mundo da terra, amarrado. Essa terra sempre foi nossa”.
Mas, como conta Belino, os índios foram tirados à força, com o apoio dos grandes proprietários da região, que hoje assumem uma posição de vítimas. Foi por conta dessa história que, nos anos 90, os Kaigang recrudesceram a luta por aquilo que era deles por direito. A Funai abriu processo para regularizar a área, não sem antes haver toda uma articulação promovida pelos poderosos da região para impedir, até porque as terras roubadas dos índios hoje estão na mãos – em maior volume – dos grandes fazendeiros. É certo que existem pequenos produtores também vivendo na área, mas esses não são os maiores entraves à demarcação. Ressarcidos, eles poderão seguir com suas vidas de pequenos agricultores, já que não são exploradores capitalistas. O que pega mesmo é a pequena parcela de grandes proprietários que transformaram as terras indígenas em empresas rurais.
O crime
A situação que acabou na morte do fazendeiro Olices Stefani é cercada de fatos confusos. Os 250 Kaigangs que lutavam pela demarcação de suas terras decidiram ocupar uma fazenda à margem de uma estrada, visando pressionar a Funai, uma vez que o processo estava engavetado e eles estavam morrendo à míngua num espaço minúsculo, no qual não podiam sequer plantar. A ocupação já durava três dias e havia levantado polvorosa na cidade. Os fazendeiros, liderados pelo Sindicato Rural, pressionavam o governo para que os indígenas fossem retirados, afinal, uma ocupação sempre acaba rendendo debates e isso não seria bom para os que se diziam “donos” da terra que era, na verdade, dos índios. Quatro dias depois da ocupação, em pleno carnaval, por volta da uma hora da manhã, os fazendeiros entraram na fazenda ocupada. O que se seguiu só os que lá estavam podem contar. No meio da madrugada, assustados, os Kaigang imaginaram que seriam massacrados, afinal, a jagunçagem é bem conhecida por aqueles que lutam pelos seus direitos. O fato é que houve um disparo e o fazendeiro acabou morto. Mas, ninguém sabe quem disparou. Os indígenas negam que tivessem armas. O fazendeiro, segundo relatos do Cimi, tinha muitos desafetos na região. “Quem pode garantir que não tenha sido um crime a calhar. E além de tudo, botando a culpa nos índios. Tudo é muito obscuro. E o que esses fazendeiros foram fazer na ocupação, de madrugada, em pleno carnaval?” Essas perguntas ficam sem resposta.
Um seminário promovido pelo Senado Federal, na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, poucos dias depois do conflito, dá conta de como o governo e os fazendeiros estavam lidando com a questão indígena no local. Diz o representante do secretário da Agricultura de SC, Ari Neoman: "Estamos no centro do problema, já que de um lado estão os agricultores, que produzem não apenas para comer, mas também para exportar, aumentando a balança comercial do país. E de outro os índios, que necessitam de suas terras para viver". Ou seja, quem teria mais poder aí? Os índios ou os que aumentam a balança comercial?
Também participou da reunião o representante do prefeito de Seara, procurador Paulo Vantuin, que disse ser um absurdo a Funai querer aumentar as terras indígenas de 900 para 5 mil hectares, pois isso prejudicaria 1.300 pessoas que ocupam a região. E argumenta: “Entendemos também a situação dos índios, mas as famílias que estão na região há mais de cem anos não podem sair tão prejudicadas." Ora, os indígenas, que vivem ali há centenas de anos, podem?
O fazendeiro Ilson de Sousa foi mais longe e falou que há uma “indústria da criação de áreas indígenas no país”. Exigindo a prisão desses que, segundo ele, formam a tal indústria, ainda “acusou” os Kaignag de não trabalharem e também de possuírem carros, celulares e imóveis. "Se os índios têm tudo isso, para que querem mais terras?" Se isso fosse um argumento válido então caberia aqui também perguntar se ele mesmo, o fazendeiro, tem celular, carro e não trabalha (quem trabalha são os empregados), por que precisa também das terras? Isso mostra o tremendo desconhecimento da realidade cultural dos indígenas e mais, expressa o preconceito, o racismo e a intolerância. Nada mais natural num grande proprietário de terra.
O hoje
O fato é que o resultado daquela madrugada obscura foi a morte de um fazendeiro e, agora, a condenação de oito Kaigang. Os indígenas seguem afirmando que não mataram o fazendeiro. Não há provas contundentes de que foram eles, mesmo assim estão condenados. A defesa diz que vai apelar, pois só o argumento de que não há como saber quem atirou, inviabiliza uma condenação. Mesmo assim, o caso haverá de arrastar-se. Os indígenas Albari José Oliveira Santos, Valdecir Oliveira Santos, Mauri Santos Oliveira e Vanderlei dos Santos tiveram penas de nove anos, e Marciano Oliveira dos Santos, César Galvão, Vanderlei Felizardo e Claudir da Silva tiveram penas de seis anos.
A condenação tampouco “resolve” a questão dos conflitos de terra naquela região, porque esse não é um caso de polícia. A demarcação das terras Kaigang é direito de um povo que, como bem lembra o velho chefe Belino, foi retirado à força de seu lugar de vida, para que as terras pudessem ser vendidas pelo próprio estado. Hoje, as famílias de grandes e pequenos proprietários que reivindicam estar na terra há décadas, precisam compreender que ela lhes foi vendida de forma irregular e ilegalmente, à custa da violência e da morte. Já os que simplesmente grilaram a terra, esses não devem nem ser escutados.
O triste episódio daquele fevereiro de 2004 pelo menos fez com que a questão dos Kaigang saísse da gaveta. O processo que estava parado seguiu seu rumo. Já foi feito o levantamento fundiário e começam a ser pagas as benfeitorias que foram feitas na área. A coisa ainda está emperrada porque os fazendeiros ainda tentaram, em 2007, pedir a nulidade da portaria que estabelece a demarcação. Não conseguiram. Segundo o Cimi de Chapecó, vivendo na área que será dos Kaigang existem em torno de 70 famílias, duas ou três com mais de 60% das terras.
No grupo dos Kaigang vivem 250 almas, ainda acampadas numa estreita faixa de três hectares. Os acusados da morte do fazendeiro seguem em liberdade, uma vez que a condenação ainda não esgota o assunto. A luta dos povos indígenas pela recuperação de seus territórios e de viver a vida a seu modo ainda está bem longe de terminar. E, muito mais do que vencer nos tribunais, há que vencer o racismo, o preconceito e a completa ignorância que existe sobre o mundo dos reais donos dessa terra.
Por Elaine Tavares - jornalista Existe vida no Jornalismo
Imagem: http://pib.socioambiental.org/fotos/809_20090623_133948.jpg |
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| 12/10/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Concluída 1ª etapa da reforma da futura sede da APAFEC
A futura sede da APAFEC, foi adquirida em agosto do ano passado, por R$ 70.000,00. Os recursos são oriundos de empréstimos feito junto a CRESOL Tangará, no valor de R$ 62.000,00 (o qual deve ser pago em sessenta meses) e R$ 8.000,00 de recursos próprios da APAFEC.
Nessa 1ª etapa foi terminada uma sala comercial com 75m2 e dois banheiros. Com a 2ª etapa da reforma, que deverá ser feita até o final desse ano, a APAFEC terá a sua disposição, duas sala comerciais com as mesmas medidas, o objetivo com as mesmas, é que sejam alugadas e gerem arrecadação, para auxiliar no pagamento do empréstimo. Depois de pago o empréstimo, a APAFEC pretende criar no local um Centro de Arte, Educação e Cultura Popular aberto a toda a comunidade fraiburguense e da região.
Foram investidos na reforma da 1ª etapa, R$ 14.886,00 (quatorze mil, oitocentos e oitenta e seis reais) conforme quadro abaixo:
“Queremos agradecer a todos os parceiros que nos ajudaram de uma forma ou de outra para finalizarmos a reforma da primeira sala, em especial aos fornecedores de materiais de construção e vidros, que nos deram condições especiais de pagamento. Também não podemos deixar de agradecer de forma muito especial os pedreiros que executaram um excelente trabalho. Com a conclusão da primeira etapa da reforma, a APAFEC dispõe para alugar de uma sala comercial com 75m2, com dois banheiros excelente ponto comercial. Preço a combinar. Os interessando devem entrar em contato fones: (0**49) 9111 – 6453 ou (0**49) 9931 – 6598”. Explica João Ademir da coordenação da APAFEC.
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Visite: www.apafec.org.br |
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| 10/10/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Mutirões da Ação Solidária Entre Amigos
No sábado passado 08/10, realizamos o 8º Mutirão de Venda de Cartelas da Ação Solidária Entre Amigos 2011. Vendemos em conjunto com a Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô mais 62 cartelas. Resultado dos seis Mutirões Durante os seis mutirões, envolveram-se mais 45 integrantes e amigos da APAFEC e da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô. Veja abaixo a quantidade de cartelas vendidas nos cinco mutirões: 1º Mutirão dia 06/08, foram vendidas 70 cartelas. Arrecadação de R$ 210,00; Total de cartelas vendidas nos mutirões Foram vendidas 539 cartelas no total, para uma arrecadação de R$ 1.617,00. “Com os recursos arrecadados vamos conseguir manter o trabalho das duas associações. Queremos agradecer toda a comunidade fraiburguense pela receptividade e carinho com que somos tratados, quando abordamos as pessoas para oferecer as cartelas da Ação Solidária Entre Amigos 2011”. Comentou Luiz Coelho da coordenação da Associação Vital.
Próximo Mutirão O próximo mutirão acontecerá no sábado dia 05/11 em dois períodos:
À tarde das 14h00min as 17h00min – No bairro São Miguel, quando os integrantes da APAFEC e da Associação Vital, passarão de casa em casa vendendo as cartelas da Ação Solidária Entre Amigos 2011 e convidando os moradores do bairro para participarem do sorteio e da festa de 09 anos da APAFEC, a serem realizados no sábado dia 12/11/2011. Fonte: APAFEC e Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô
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| 08/09/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
APAFEC realiza 2º Almoço da Independência
Mais de 35 pessoas da coordenação da APAFEC e convidados da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, (parceira da APAFEC há quase 09 anos) se fizeram presentes. Durante o almoço foi servido um delicioso xixo (porco, gado, frango), maionese, saladas e refrigerante.
Logo após o almoço foi realizado, uma conversa entre os membros das duas associações, com a finalidade de planejar ações conjuntas até o final deste ano, entra as ações planejadas estão a 2ª Sessão Cultural que deverá acontecer até a primeira semana de outubro, a Inauguração da primeira etapa da reforma da sede da APAFEC, prevista para acontecer em 20 dias, à continuidade da venda das cartelas da Ação Solidária Entre Amigos 2011 e a Festa de 09 anos da APAFEC que acontecerá no dia 12/11, juntamente com o sorteio da Ação Solidária Entre Amigos.
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Visite: www.apafec.org.br |
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| 05/09/2011 - Organizações Sociais - Brasil | ||||||||||||
Grito dos Excluídos lança semana de manifestações nacionais Assista a entrevista coletiva clicando: http://www.youtube.com/watch?v=CS3YvlzTKSQ&feature=player_embedded
Com o lema Pela vida, grita a terra... Por direitos, todos nós!, a 17ª edição do grito que acontece neste ano aponta para a participação popular em defesa do meio ambiente com respeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Foi o que ressaltou Ari, ao expor que em 25 estados este e outros temas serão debatidos. “Percebemos que cada vez mais a Semana da Pátria se torna uma Semana da Cidadania, uma semana de participação popular. A grandeza do Grito dos Excluídos é que ele permite que, em inúmeros municípios e regiões de nosso país, aconteçam atos, marchas, celebrações e manifestações com os mais diversos temas que afetam a vida dos excluídos do campo e da cidade”, afirmou.
Um dos temas mais enfatizados na entrevista coletiva foi o novo Código Florestal que tramita no Congresso Nacional. O Grito dos Excluídos não aceita as mudanças propostas pelo relator do projeto, deputado Aldo Rebelo, visto que vai acarretar mais injustiças no campo e na cidade e beneficiar as grandes empresas do campo e os latifundiários.
Dom Demétrio Valentini se posicionou dizendo que este é um tema de enorme responsabilidade que se coloca aos brasileiros. Ele afirmou que necessário dar uma atenção especial para a Amazônia, cuja floresta deve ser preservada em 80%. Alertou ainda que é necessário chegar a um código florestal exequível, que não criminalize os pequenos agricultores. Para tanto, é preciso superar os radicalismos para se chegar, com lucidez e equilíbrio, a compatibilizar os objetivos da proteção ao meio ambiente com os objetivos da agricultura.
O membro da coordenação nacional do MST, Gilmar Mauro, ressaltou a importância da participação dos movimentos sociais na organização do Grito dos Excluídos. Para ele, o tema deste ano é um tema que apela para a realização da reforma agrária. Em um mundo hegemonizado pela lógica do capital, que transforma tudo em mercadoria, o Grito aponta um novo horizonte, onde os trabalhadores estejam incluídos, com soberania e justiça social. Ele indica: “Se queremos preservar a natureza para as futuras gerações e se queremos ter alimento saudável em nossa mesa, o caminho é a reforma agrária”, enfatizou.
Caminhos para a justiça social também foram apontados pelo coordenador da 24ª Romaria dos Trabalhadores. José Efigênio de Paulo chamou a todos para participarem da Romaria que acontece no próximo dia 7, na Basílica de Aparecida para debater os temas da Reforma Agrária e Urbana, os altos preços da energia elétrica, o tema da educação e dos meios de comunicação social. “Sejam todos bem-vindos na Romaria, será um grande espaço de debate sobre a nossa realidade”, finalizou Efigênio.
GRITO DOS EXCLUÍDOS - COORDENAÇÃO NACIONAL - SP, 1º DE SETEMBRO DE 2011.
MAIS INFORMAÇÕES: Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos: Ari Alberti (11) 2272-0627 - Karina da Silva Pereira (11) 9372-3919 Assessoria de imprensa: Alexania (11) 7023-8396 – Aldesco (11) 8291-7013 E-mail: gritonacional@ig.com.br Visite: www.gritodosexcluidos.org
Imagem: http://www.cnbb.org.br/site/images/stories/Grito_2011.jpg |
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| 30/08/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Entrega de feijão aproxima trabalhadores do campo e da cidade em Fraiburgo
Segundo Orides dos Santos, morador do bairro São Miguel, e um dos coordenadores da Associação de Moradores. “O feijão entregue tem muita qualidade e ajuda muito, pois é uma despesa a menos que a família tem ao ir ao supermercado no final do mês fazer compras”.
Leandro Medeiros da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, relata: “A entrega de feijão que estamos realizando, melhora a vida do trabalhador do campo e da cidade. Do trabalhador do campo porque temos a certeza de onde vamos entregar nossa produção, vendemos sem atravessador para a CONAB, com isso recebemos um preço justo. Além disso, estamos produzindo de forma agroecológica, ou seja, sem nenhum pingo de agrotóxico, recuperando assim a cultura camponesa. Já para os trabalhadores da cidade é bom porque estão levando para a sua mesa um produto de qualidade, que já pagaram com o dinheiro de seus impostos.
Outro elemento importante, ainda segundo Medeiros. “É o fortalecimento das organizações sociais do campo e da cidade com as parcerias estabelecidas, pois sem a mobilização dos moradores, feita pela Associação de Moradores do Bairro São Miguel, nós da COOPERCONTESTADO e a CONAB, não teríamos para quem entregar o feijão que estamos produzindo”.
Fonte: AGECON Visite: www.agecon.org.br Contatos: agecon@agecon.org.br |
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| 23/08/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Seminário “Contestado 100 anos cuidando da Vida”, teve quatro marcas.
Foram cadastradas 105 pessoas de 26 entidades: publicas, privadas, sem fins lucrativos, educacionais e movimentos sociais (confira abaixo lista completa) dos seguintes municípios: Fraiburgo, Tangara, Caçador, Videira, Salto Veloso, Pinheiro Preto, Herval d’Oeste, Curitibanos, Chapecó, Iomerê e Campos Novos. De Fraiburgo, foram 50 participantes, integrantes da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC, Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, Escola Agrícola 25 de Maio, Comunidade do Taquaruçu e Brigado Contestado do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST.
O Seminário foi desenvolvido a partir de três palestras, que trouxeram presentes conceitos importantes do conflito do Contestado. A abertura ficou por conta de Davi Frozza com o conteúdo “Caminho percorrido pelo Monge João Maria no Meio Oeste de Santa Catarina”. O segundo a expor seus estudos e reflexões foi o padre Gilberto Tomazzi que apresentou “A Mística do Contestado”. Para encerrar o momento de estudo e preparar o debate o palestrante foi Delmir José Valentini professor titular do curso de história da Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS com o tema “A Guerra do Contestado e suas Influências Políticas e Econômicas para a Região Meio Oeste de Santa Catarina”.
Logo em seguida foi dado iniciou ao debate, sob a coordenação Roberto Bonemberger secretário de Turismo e Eventos de Tangará, para a construção de proposta para a celebração do centenário do Contestado, que inicia em 2012 e estende até dezembro de 2016. Foram apresentadas várias sugestões, pela quantidade, foi constituída uma comissão de pessoas/entidades, com os seguintes integrantes: Jilson Carlos Souza – APAFEC, Roberto Bonengerguer – Secretária de Turismo Tangará, Davi Frozza - Herval d'Oeste, Panata - Grupo Temporá de Caçador e Edson de Lorenzi - Comunidade do Taquaruçu e Escola Agrícola 25 de Maio. Essa comissão ficou responsável pela sistematização das propostas e construção da carta final do seminário. Para encerrar este espaço histórico de debate e troca de experiências sobre o Contestado, foi servido pelos anfitriões um delicioso jantar com cardápio caboclo, regado com quirera com carne de porco, entrevero de pinhão, feijão caboclo e de sobre mesa canjica com leite. Outro destaque foi à presença da dupla, tangaraense Helder e Cleber, que apresentaram músicas relacionadas com o tema Contestado.
O seminário ocorreu a partir do Festival de Cultura do Contestado – FESTICONTESTADO, que vem sendo desenvolvido desde 2006, por várias entidades da sociedade civil da região e busca resgatar elementos da cultura e da historiografia do Contestado. Foi organizado pela Secretaria de Turismo e Eventos de Tangará em parceria com várias entidades da sociedade civil da região, o que garantiu o sucesso do mesmo. A seguir em ordem alfabética, lista de entidades que participaram ou ajudaram a construir o seminário:
Acadêmicos da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe – UNIARP Caçador; Agência Contestado de Noticias Populares – AGECON; Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC; Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô; Cooperativa de Crédito de Interação Solidária – CRESOLTangará; Diocese de Caçador; Educadores da Unoesc - Campus Videira; Escola Agrícola 25 de Maio – Fraiburgo; Escola de Ensino Básico Professora Mara Regina Simionatto - Tangará Grupo Teatral Temporá – Caçador; Jornal Vitória – Tangará; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST Brigada Contestado; Multipoli /Displa – Tangará; Paróquia de Pinheiro Preto da Igreja Católica; Pequenos Agricultores – Tangará; Prefeitura Municipal de Herval d'Oeste; Prefeitura Municipal de Iomerê; Prefeitura Municipal de Pinheiro Preto; Prefeitura Municipal de Salto Veloso; Prefeitura Municipal de Tangará; Rádio Comunitária Maria Rosa FM – Curitibanos; Rádio Comunitária Tangaraense FM; Universidade Federal da Froteira Sul – Chapecó; Valpasa Industria de Papel – Tangará; Vinícola Monte Vecchio – Tangará; Vinícola Panceri – Tangará;
Leia também: http://www2.tangara.sc.gov.br/conteudo/?item=9951&fa=1&cd=109538
Fonte: AGECON Contatos: agecon@agecon.org.br Visite: www.agecon.org.br
Imagem: http://www.overmundo.com.br/uploads/banco/multiplas/1249748847_6_guerra_do_contestado..jpg |
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| 14/08/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Convocatória para Jornada de Lutas da Via Campesina de 23 a 25 de agosto de 2011
Florianópolis, 12 de julho 2011.
Companheiros e Companheiras,
A luta dos trabalhadores e trabalhadoras é permanente e a atual conjuntura exige nossa união. Nos da Via Campesina estaremos em Jornada de Luta do dia 22 a 26 de agosto em todas as capitais e com Acampamento Nacional em Brasília.
A jornada é direcionada para os temas e problemas do campo, centrando na denúncia do modelo agrícola do agronegócio, que gera concentração de terra e renda, assim como intensifica a devastação das florestas e assassina os lutadores e lutadoras do povo. E de anúncio da proposta de projeto popular camponês para a agricultura brasileira, que envolve a Reforma Agrária, com distribuição de terra e de renda, incentivos à agricultura familiar e camponesa e a produção de alimentos saudáveis sem agrotóxicos, na perspectiva de termos conquistas e avanços reais nas nossas reivindicações. De fundo também pautaremos a discussão do Projeto Popular para o Brasil.
Aqui em Santa Catarina estaremos realizando atividades em Florianópolis e Chapecó nos dias 23, 24 e 25 de agosto, é importante a participação de todas as categorias nessa Jornada. Com a seguinte programação:
Dia 23/08 (terça-feira), a mobilização será em frente à Receita Federal onde reivindicaremos recursos financeiros para a agricultura familiar e camponesa brasileira, conforme pauta antiga;
Dia 24/08 (quarta-feira), estaremos na secretaria de agricultura do Estado também pressionando para que seja atendida nossa pauta referente às políticas Estaduais; e
Dia 25/08 (quinta-feira), faremos uma Exposição dos Produtos da Reforma Agrária no centro de Florianópolis e um grande Ato Público em conjunto com todas as categorias de trabalhadores reivindicando melhores condições de trabalho, valorizações dos trabalhadores públicos, pela educação pública, pela saúde pública, por segurança, contra a privatização dos serviços públicos e as OS’s. Ou seja, por um Projeto Popular para o Brasil que de conta de resolver os problemas da classe trabalhadora.
Esperamos encontrá-los nessa grande jornada de lutas.
Saudações, Movimento Sem Terra de Santa Catarina REFORMA AGRÁRIA: POR JUSTIÇA SOCIAL E SOBERANIA POPULAR
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| 13/08/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Mutirão de Venda da Ação Solidária Entre Amigos da APAFEC/VITAL
Aconteceu nos sábado (06 e 13/08), no centro de Fraiburgo, o 1º e 2º mutirão de vendas das cartelas da Ação Solidária Entre Amigos 2011 da APAFEC – Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo e Associação Vital Fraiburgo/Projeto Karatê-dô Cidadão do Futuro. 20 integrantes das duas entidades participaram dos mutirões.
No sábado dia (06/08) foram vendidas 70 cartelas, para uma arrecadação de R$ 210,00. Neste sábado (13/08) foram vendidas 150 cartelas para um faturamento de R$ 450,00. O total de cartelas vendidas durante os dois mutirões chega a 220, para uma arrecadação de R$ 660,00.
“Queremos agradecer toda a comunidade fraiburguense pela receptividade e carinho com que fomos tratados, todas as pessoas que abordamos para oferecer cartelas da Ação Solidária Entre Amigos, nos trataram com o devido respeito e carinho. Obrigado também a todos os integrantes das Associações que estão se disponibilizaram seu tempo do convívio de suas famílias, para ajudar a construir a Associação Vital Fraiburgo e a APAFEC”. Comentou Luiz Coelho, educador marcial e coordenador da Associação Vital Fraiburgo.
Segue abaixo listas dos integrantes das associações que participaram nos mutirões: 1. Atair Pires de Souza; 2. Cleiton Ribeiro dos Santos; 3. Daiane Gislaine Bonato; 4. Daniele Pires de Souza; 5. Emily Gusatto; 6. Fabiane Aparecida Guedes; 7. Felipe Hermes; 8. Franklin Firmino Corso Duarte; 9. Jackson Matheus de Souza Pires; 10. Jilson Carlos Souza; 11. João Carlos Rodrigues; 12. Jocemir de Souza Belusso; 13. Jose Vanderlei Lopes; 14. Leandro João Tessari; 15. Leandro Zarnobay dos Santos; 16. Letícia dos Santos Varela; 17. Luiz Antonio Laudelino Coelho; 18. Pedro Henrique Guedes Machado; 19. Sofia Hermes; 20. William Matheus da Veiga Antunes.
Comprovamos com esses mutirões e com a própria Ação Solidária Entre Amigos, que a união comunitária e a organização dos trabalhadores e trabalhadoras tornam as Associações cada vez mais fortes e coesas na busca da realização de seus objetivos, para a construção de uma sociedade justa, humana, fraterna e igualitária. Obrigado a todos! Queremos seguir contato como o apoio de toda a comunidade Fraiburgo. Cordialmente Coordenação da Associação Vital Fraiburgo e APAFEC.
Fonte: Associação Vital Fraiburgo e APAFEC. Contatos com a Associação Vital Fraiburgo: hayashihavital@hayashihavital.org Contatos com a APAFEC: apafec@apafec.org.br Visite I: www.hayashihavital.org Visite II: www.apafec.org.br
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| 01/08/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Jovens debatem o Contestado em preparação ao Grito dos excluídos
Conforme a discussão realizada durante manhã e parte da tarde deste dia, foi abordado a importância dos jovens da classe trabalhadora conhecerem suas origens para escolherem os seus rumos e projetar o seu futuro enquanto classe. Na seqüência da programação se constrói oficinas, relacionada a vários temas como: capoeira, música, poesia, teatro, fotografia e comunicação.
Segundo Jilson Carlos de Souza educador popular do coletivo da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo (APAFEC) e da Agência Contestado de Noticias Populares – AGECON, é importante nos prepararmos para o centenário do Contestado por que ele marca a história. Pois precisamos nos adonar desse conhecimento, para ficar mais difícil da elite, manipular e mentir sobre o mesmo.
O encontro segue com atividades culturais na parte da noite. E no domingo, dia 31, pela parte da manhã se realizara um debate sobre o tema do Grito dos Excluídos e organização da juventude.
Texto produzido coletivamente na oficina de comunicação do evento e fotos realizadas a partir da oficina de fotografia. Tomado do blog: http://coletivodejuventudedomst-sc.blogspot.com |
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| 25/07/2011 - Organizações Sociais - Mundo | ||||||||||||
Telesur, 6 anos de telejornalismo transformador
No terreno simbólico, quanto mais os povos vão tornando-se conscientes da prática cada vez mais hegemônica do jornalismo delinqüente , sobretudo nos países imperialistas, como agora se revela pelo fechamento do jornal News of the World, na Inglaterra, a Telesur caminha conquistando credibilidade consolidando um jornalismo de missão pública.
Enquanto a grande mídia inglesa, como nos EUA, França, Itália ou Espanha, revela sua absoluta relação intrínseca com governos imperais e guerreiros - e aqui estamos nos referindo também às suas mídias públicas que atuam em sintonia com os interesses da indústria bélica, participando da construção dementiras que “justificam”, sob uma ótica das razões propagandistas de Hitler, as guerras contra o Iraque, o Afeganistão, agora contra Líbia, e os preparativos para ações militares contra a Síria e o Irã; Telesur esforça-se exatamente para revelar a existência de um terrorismo midiático que tentar intimidar os processos revolucionários e populares.
Jornalismo delinquente inglês, uma prática hegemômica Sempre se soube da estreita ligação do jornalismo delinqüente das empresas d Murdock com as políticas mais interessantes para a indústria de armamentos e a suposta “guerra ao terrorismo”. Estes oligopólios jornalísticos sempre tiveram sob controle os governos de Margareth Tatcher, John Major, Tony Blair, Gordon e agora de Cameron, e esta relação jamais foi posta sob questão pelo jornalismo da BBC, que também ofereceu suporte editorial a todas as ações bélicas destes governos. Telesur, ao contrário, permite que as vozes silenciadas, seja nos EUA, ou na Europa, possam deunciar e revelar as ações criminosas da OTAN que sempre contaram com o suporte editorial da grande mídia capitalista, inclusive daquela chamada públcia, mas que não foi capaz de escapar dos planos militares de seus governos contra os povos do Sul.
Para se ter uma idéia, basta citar dois exemplos recentes: primeiro, nos embates eleitorais na América Latina, como no Peru recentemente, quando até a BBC de Londres também revelou-se representar interesses neocoloniais ao fazer aberta campanha pró- Fujimori., lá estava Telesur informando sobre o significado histórico da vitória de Humalla.
Segundo, a presença de Telesur na Líbia, única TV internacional a emitir de Trípoli, desmontando a vil farsa do “bombardeio humanitário da OTAN”, crime apoiado pela manipulação de todas as grandes redes, inclusive a TV Al-Jazeera, representante dos interesses do estado oligárquico do Qatar, país ocupado militarmente pelos EUA, Telesur é também uma conquista, não apenas da Revolução Bolivariana, que já erradicou o analfabetismo e assumiu com soberania o destino de suas riquezas nacionais. Nunca tais causas e conquistas, também alcançadas por outras nações, foram adequadamente informadas. Jamais o tesouro cultural e das causas revolucionárias latinoamericanas mereceram espaços justos nas telas como na Telesur, que retrata Che, Zapata, Gaitan, Perón, Lula, Fidel, Evo, Mandela, Agostinho Neto e Samora Machel como expressões históricas das lutas populares.
Nas telas de Telesur há intensa e necessária divulgação, por exemplo, da vitória do povo da Bolívia contra o analfabetismo, ecoando a façanha da economia mais fraca da América do Sul já ser hoje “Território Livre do Analfabetismo”, ao passo que na economia mais forte da região sequer temos metas fixadas para erradicar esta vergonhosa mazela. Também há, por exemplo, qualificada informação sobre a retomada do desenvolvimento econômico na Argentina e seus progressos políticos, como na democratização dos meios de comunicação, o que permite que a Telesur seja hoje plenamente acessível aos nosso hermanos portenhos. Os planos para a integração sulamericana - que é retratata com desdém e manipulação pela mídia capitalista - encontram na Telesur uma explicação lógica e contextualizada para os povos do sul. Desta cobertura jornalística, sistemática e regular, vai surgindo clara a idéia de que essa integração exige valores como o da solidariedade e da cooperação entre os povos, para o que também se fazem necessárias políticas baseadas no Estado de tal forma que se realizem as obras públicas indispensáveis, de infraestrutura, por exemplo, para que o crescimento e o desenvolvimento sócio-econômico seja para todos os países da região. Só a Telesur pode oferecer uma cobertura legítima, educativa e transparente sobre estas políticas porque é, ela mesma, produto deste processo de libertação e de integração latinoamericana.. E também porque não está submetida à ditadura do mercado, aquela que produz o jornalismo delinqüente da Inglaterra, mas não apenas lá.
Desafios
Aliás, a Telesur já foi bastante difundida nacionalmente no Brasil por meio de convênio com a TVE do Paraná, até o ano de 2010. Seria apenas levar ao terreno da comunicação políticas de cooperação que já existem nos planos econômico, político, educacional, de saúde, seja com a Venezuela, com Cuba, com a Bolívia e Equador, todos sócios da Telesur.. Apesar destes obstáculos, Telesur consegue cada vez mais presença e visibilidade mundialmente, comprovando o acerto de uma decisão que era considerada visionária, e vai levando na prática jornalística o seu lema “Nosso norte é o sul”, com o que prova e convida: um outro jornalismo é possível! E urgente!
Por Beto Almeida é jornalista, Membro da Junta Diretiva da Telesur
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| 18/07/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Convite para a Juventude Roceira e do Meio Popular
Meninaaaassss e Meninoooossss... Lembrem de trazer roupa de cama (cobertor, lençol, travesseiro e colchão), suas coisas pessoais, material de anotação, caneco e lanche para partilharmos nos intervalos. A comunidade tem o compromisso de ajudar na articulação e nas despesas de alimentação (cafés, almoços e jantas), que ficará em torno de 15,00, podendo ser menos dependendo das arrecadações que fizermos.
Programação Sexta-feira 18h30min – Chegada e organização dos alojamentos; 19h00min – Janta; 20h00min – Abertura e Mística; 20h30min – Início da Formação que vai até domingo a tarde, com os seguintes temas; • Debate sobre a Universidade Federal Fronteira Sul em nossa Região; • Luta pela Terra em Santa Catarina; • Oficinas temáticas; • Preparação para o Grito dos Excluídos e Excluídas; • Integração, Confraternização e Apresentação das Oficinas no Sábado a noite.
Estamos ansiosas e ansiosos por este momento de formação, integração, diversão e articulação!!!
Contatos do povo que está na organização... Jô – 84014824 Maicon – 91566884 Pedro e Ju – 3622-7263 / 91070734 Abimael – 99637357
“Juventude que ousa Lutar, Constrói o Poder Popular”!!!
Imagem: http://i1.r7.com/data/files/2C92/94A4/2578/D834/0125/8373/9F17/40A3/copenhague6-g-20091212.jpg |
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| 07/07/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Arraiá Comunitário no bairro São Miguel
Durante o 1º Arraiá Comunitário no bairro São Miguel, serão realizadas apresentações culturais como casamento caipira, quadrilha e forró, apresentados por crianças e adolescentes do Projeto Esporte Bemlegal – PEB e Projeto Cidadão do Futuro de Karatê-dô, também terá concurso de dança com premiação em dinheiro e várias apresentações músicas. Outras atrações serão as comidas típicas, como maça do amor, espetinhos, pipoca, pastel, cachorro quente, pinhão cozido, quentão e bebidas em geral.
A promoção do 1º Arraiá Comunitário no bairro São Miguel, é da Associação vital Fraiburgo de Karatê-dô, Conselho Pastoral da Comunidade bairro São Miguel – CPC e Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC.
Durante o 1º Arraiá Comunitário no bairro São Miguel, a APAFEC fará o lançamento da Ação Solidária entre Amigos 2011. Os prêmios são: 1º premio Uma Moto Honda 2003 (valor de três mil reais), 2º premio Uma Máquina Digital Samsung, 3º premio Uma Bicicleta, 4º premio Uma Batedeira e um Liquidificador e o 5º premio Uma Furadeira Skil. O sorteio será no dia 19 de novembro de 2011, durante a Festa da APAFEC que vai acontecer no pátio da igreja católica das 14h30min as 17h00min.
Venha se divertir, e ajude as três instituições a manter os trabalhos que realizam em prol da comunidade fraiburguense! O lucro do 1º Arraiá Comunitário no bairro São Miguel, será divido em três partes iguais.
Fonte: Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô www.hayashiha.org.br
Conselho Pastoral da Comunidade bairro São Miguel – CPC
APAFEC www.apafec.org.br
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| 25/06/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Alguns dilemas do Jornalismo
Além das novas técnicas e das novas tecnologias que acabam obstaculizando o bom jornalismo, as condições de trabalho também calam a voz do jornalista. Muitos são obrigados a segurar dois empregos, ganham salários aviltantes, vivem a lógica da superexploração. Isso os torna também piores pessoas, fazendo com que avance o egoísmo e a falta de solidariedade de classe. “O jornalista mesmo já não tem espaço nos jornais e na TV. Não tem como dizer sua palavra”. Assim, se a liberdade de expressão é, como explicou o procurador João dos Passos, a possibilidade de – tendo o espaço – a pessoa não ter sua palavra censurada, então, esse é um artigo muito em falta no jornalismo. O procurador catarinense, analisando os argumentos do STF sobre liberdade de expressão, interpreta a Constituição de forma diferente. Segundo ele, a liberdade de expressão não significa que a pessoa possa falar onde queria e o que queira. “O que a lei diz é que o conteúdo da fala de alguém que tenha um espaço onde se expressar, não pode ser tolhido. Isso não significa que a pessoa possa reivindicar falar em qualquer espaço. Há regras e elas precisam ser respeitadas”. No caso do jornalismo, não haveria obstáculo à lei a obrigatoriedade do diploma. Mas, o STF entendeu diferente. Outro aspecto que raramente é lembrado nessa cruzada pela retomada do diploma é o papel das universidades. Na convenção de solidariedade a Cuba, no início do mês de junho, em Porto Alegre, conheci uma jornalista gaúcha, Tania Faillace, da velha guarda, que tem uma posição bastante crítica da lógica de mercantilização que tomou conta da educação depois dos anos 40. Segundo ela, cursos esdrúxulos e inúteis, criados apenas para a reserva do mercado, provocaram trágicas brigas entre radialistas e jornalistas, relações públicas e publicitários, acabando, ao final, prejudicando em grande parte os gráficos e todo o pessoal da "cozinha" do jornal impresso. “Eles foram substituídos pela informatização generalizada, que faz um jornalista (com diploma) fazer (muito mal) o trabalho de: repórter, redator, revisor, diagramador, pré-impressor e outros”. Tania defende que os jornalistas de hoje em dia não deveriam fazer a tarefa dos gráficos, mas o que vê são garotos e garotas recheadas de egoísmo, achando maravilhoso poder fazer tudo e dispensar os demais. “E, assim, eles são operadores informáticos razoáveis, péssimos redatores, com a maioria sequer conhecendo bem o português, e piores analistas de fatos, que é uma exigência básica para se fazer um jornalismo razoável. O jornalismo é uma atividade política e não técnica”. Por conta dessa idéia ela questiona de forma radical o papel da universidade nos dias de hoje e sua incapacidade de atuar no sentido de transformar a sociedade. Para Tania, o sistema universitário brasileiro tem como objetivo principal manter as classes sociais nos seus “devidos lugares”, sem garantir aos filhos dos trabalhadores o conhecimento que realmente interessa. Ela não acredita que o diploma, saído de uma universidade como a que existe atualmente possa garantir qualidade. Nesse sentido, discutir a universidade e os cursos de jornalismo também é papel de quem se preocupa com a formação do ser que vai exercer a profissão de jornalista. Não bastasse isso, necessário seria também discutir o acesso aos cursos, como bem lembra Tania. Quem consegue hoje fazer uma universidade pública, de qualidade? E qual a qualidade das dezenas de cursos de jornalismo que as universidades privadas oferecem a peso de ouro? As perguntas são muitas e as respostas ganham mais luz dependendo do interesse de cada um. Se o jornalismo é uma atividade política, como diz Tania, por que foram tiradas dos currículos cadeiras teóricas importantes que envolvem a compreensão da economia, da política, da arte e da cultura do país? Por que os chamados “melhores cursos” são os que direcionaram seus currículos para as áreas técnicas, como se saber fazer uma página na internet fosse o supra-sumo do jornalismo? Por que os debates críticos sumiram das universidades sobrando apenas a mente cativa e colonizada? Na minha modesta compreensão, o jornalismo é atividade política e técnica, e ambas devem andar juntas, siamesas. Já para os empresários da comunicação, pensar é coisa perigosa. Jornalista precisa saber o mínimo da técnica e ter o máximo de domesticação. Sem maiores compreensões sobre as forças que regem o mundo capitalista de produção, os estudantes dos cursos de jornalismo saem das salas de aula direto para os “matadouros” empresariais levando na bagagem o aprendizado da técnica e da ideologia dominante. E, essa, exige competição, egoísmo, individualismo exacerbado. A vida lá fora é vista como um campo de guerra em que o mais esperto e mais bonito sairá vitorioso. Não é sem razão que hoje, enquanto entram pela porta da frente os jovens e competitivos recém formados, dispostos à multifunção e a superexploração, pela porta de trás saem os jornalistas mais velhos, muitos deles já bem próximos da aposentadoria, porque são muito “antiquados” no trato do jornalismo. Eles insistem em fazer reportagens, enquanto os patrões exigem que dirijam, fotografem, editem, diagramem, revisem, montem blogs, filmem, criem páginas. E tudo isso, uma pessoa só. Estas são algumas das faces do problema que é fazer jornalismo hoje no Brasil. O diploma é uma delas. No fundo da questão está o tipo de sistema que rege a nação. Enquanto persistir o modo capitalista de produção, a luta dos trabalhadores será sempre reativa, será quase sempre um processo de redução de danos, de “menos pior”. No debate que envolve a decisão do STF precisa ser considerado esse ponto. A volta do diploma, por si só, não garante nada. Como lembra o Celso Martins, os jornalistas seguiriam calados, sem direito a voz real. E também no cotidiano da empresa os trabalhadores seguiriam sendo explorados da mesma forma. A luta então poderia se pautar por um horizonte mais ousado, de mudanças radicais, de transformação real do sistema de organização da vida. Mas, ainda uma boa parte dos jornalistas acredita que é uma raça superior, afeita e propícia aos salões do poder. Esses parecem não ter recebido a “triste notícia”, como dizia Brecht: não são superiores, são apenas trabalhadores num mundo de superexploração. Mudar esse estado de coisas parece ser a única saída possível. Lembro aqui o caso de Cuba. Para um jornalista de lá é quase incompreensível esse debate que levamos aqui no Brasil. “Como assim, diploma?” É que na ilha caribenha, onde o povo cubano fez uma revolução e destruiu o modo capitalista de produção, qualquer um tem acesso à universidade, seja ele taxista, cozinheiro ou jornalista. Por isso, em Cuba, este tipo de questão não tem sentido. Já para os jornalistas locais, enquanto não se muda a vida, estes são alguns nós. Cabe desatá-los. Mas nunca sem perder de vista de que há outras formas possíveis de caminhar no mundo. E pavimentar esses caminhos pode ser uma boa coisa para se fazer. Na universidade e fora dela.
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| 14/06/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Carta aberta - esclarecimentos à categoria
Florianópolis, 10 de junho de 2011.
Prezados Companheiros do Magistério,
A Assessoria Jurídica do SINTE/SC encaminha a todos os membros da Categoria do Magistério Estadual, a pedido do Comando de Greve, alguns breves e sumamente necessários esclarecimentos, sobre questões relacionadas aos efeitos da Greve do Magistério.
1. Primeiramente, cabe lembrar que a greve é um movimento justo e constitucionalmente assegurado a todos os trabalhadores públicos e privados, nos termos do art. 9º e do art. 37, VII da Constituição Federal.
2. Inclusive, no caso dos trabalhadores do setor público, o direito de greve já foi garantido pelo Supremo Tribunal Federal (Mandado de Injunção n. 708).
3. Vale ressaltar, ainda, que a greve do Magistério Público Estadual é um movimento de reivindicação justa e legítima pela aplicação da Lei do Piso Nacional, que já foi declarada totalmente constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (ADI n. 4167). Não há, no mesmo sentido, qualquer decisão judicial reconhecendo a ilegalidade da greve.
4. Não se pode esquecer, também, que a greve, enquanto direito de todos os trabalhadores públicos, alcança igualmente aos servidores concursados (estatutários) e aos admitidos em caráter temporário (Professores ACT’s), de modo que qualquer punição aos grevistas, estatutários ou ACT’s, configura clara ofensa à Constituição Federal.
6. Por fim, depois da greve a pauta de negociações poderá englobar a integral reposição dos dias paralisados, de maneira a não acarretar quaisquer prejuízos aos trabalhadores, aos alunos e à sociedade em geral. Isso certamente será buscado pela categoria!
Com tais esclarecimentos, a Assessoria Jurídica do SINTE/SC reforça que a greve é um direito legítimo da categoria, constitucionalmente assegurado, sendo que a aplicação do Piso Nacional do Magistério reflete a justa e legítima pretensão da categoria, o que garante a greve como totalmente legal e constitucional.
Reiterando os votos de elevada consideração a toda a Categoria do Magistério Público Estadual, colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos e encaminhamentos.
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| 07/06/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Portal Desacato vai transmitir ao vivo debates do Congresso do Sindprevs/SC
Com o lema “resistir, lutar e avançar sempre”, o 7º Congresso Estadual do Sindprevs/SC será realizado dias 16, 17 e 18 de junho/2011, em Balneário Camboriú, no Sibara Flat Hotel. O Congresso é a instância máxima de deliberação dos servidores do INSS, Ministério da Saúde e Anvisa filiados ao Sindprevs/SC e definirá a linha política de atuação da entidade para os próximos três anos.
Debates serão transmitidos online Pela primeira vez, o Sindprevs/SC transmitirá, em parceria com o Portal Desacato (www.desacato.info), ao vivo, os debates do seu Congresso Estadual para toda a categoria, sindicatos e movimentos sociais em todo o Brasil. O Desacato ainda transmitirá para países onde tem seguidores o Portal (84 países), destacando-se pelo seu número os seguidores da América Latina e da União Européia. Será possível fazer perguntas aos palestrantes através do Twitter do Sindprevs/SC (http://twitter.com/#!/sindprevs) atendido por Marcela Cornelli e no Twitter do Desacato (@desacatobrasil) atendido por Lidiane Ramos Leal. As perguntas devem se restringir ao temas abordados e serão respondidas pelos palestrantes sempre que possível.
Esta é a segunda parceria que o Sindprevs/SC faz com o Portal Desacato que já transmitiu ao vivo algumas palestras do 3º Seminário de Imprensa Sindical do Sindprevs/SC, realizado em abril de 2011. O Portal Desacato integra a Rede Popular Catarinense de Comunicação que congrega rádios comunitárias, portais e blogs ligados a movimentos sociais e tem apoio do Sindprevs/SC. Entre os países que o Portal Desacato tem mais alcance estão: Venezuela, México, República Dominicana, Espanha, Portugal, Honduras, Estados Unidos, Argentina, Colômbia e Chile, entre outros. O Desacato chega semanalmente a 84 países, o que inclui audiência na China e Rússia.
Esta é uma experiência inédita para o Sindprevs/SC e também para o Portal Desacato e tem o objetivo de democratizar a comunicação do Sindicato e levar temas tão importantes com debates ao alcance do maior número de pessoas possível.
Programação do 7º Congresso Estadual do Sindprevs/SC e horários da transmissão ao vivo
Programação completa do 7º Congresso Estadual do Sindprevs/SC
A partir das 14h Hospedagem dos participantes 16 de junho 9 às 12h Painel I - Conjuntura nacional e internacional 17 de junho 9h às 13h Painel IV - O Fim do Serviço Público ( Reforma Sindical, Organização Social, Aposentadoria no Serviço Público, Produtividade, Avaliação de Desempenho e Direito de Greve no Serviço Público) 18 de junho 9h Plenária final
Fonte: Boletim Eletrônico do Sindprevs/SC é uma publicação do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal no Estado de Santa Catarina, dirigido à Diretoria Executiva Colegiada do Sindprevs/SC e aos Diretores de Base do Sindicato. Gestão 2008/2011 - fazendo história na luta Jornalistas responsáveis: Rosangela Bion de Assis (Mtb 00390/SC JP) e Marcela Cornelli (Mtb 00921/SC JP) Fone/Fax: (48) 3224.7899
Imagem: http://marinarighetto.files.wordpress.com/2009/09/capa_sindprevs4.jpg?w=440&h=288 |
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| 18/05/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
MST comemora 26 anos de lutas e conquistas em Santa Catarina
O MST do estado realiza todo ano uma festa de comemoração de aniversários nos assentamentos de Aberlado Luz. A festa inicia na entrada, onde pistoleiros da fazenda atearam fogo à ponte para que 1500 famílias que estavam nos caminhões não pudessem atravessar e completar sua jornada.
Segundo Altair Lavrati, dirigente do MST, maio é o mês em que as famílias da região hasteiam as bandeiras em frente as suas casas para simbolizar a luta e conquista.
A festa começa com uma mística, com o resgate da luta dos trabalhadores do campo pela terra e comemoração das conquistas. Haverá também uma missa e um vídeo sobre a história dos assentamentos da região. Serão feitas apresentações culturais e um almoço com churrasco e comidas típicas da região, com produtos frutos da Reforma Agrária.
Por Fabio Reis Da Página do MST
Imagem: http://www.mst.org.br/sites/default/files/images/banner_lutaseconquistas.jpg |
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| 13/05/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
APAFEC lança Projeto Artesanato Cidadão
As oficinas acontecerão às quintas-feiras das 19h00 às 21h30min, no período de 02/06 a 08/12/2011, totalizando de 70 horas aulas! A coordenação pedagógica estará a cargo de Maria da Gloria, Mariza Fidelis e Fabiane Aparecida Guedes.
Será fornecido certificado de conclusão das oficinas a todas que atingirem 95% de presenças nas atividades. As inscrições podem ser feitas na Sala de Inclusão Digital da APAFEC do dia 16/05 até 31/05/2011. Nesta primeira turma serão apenas 25 vagas, as oficinas são totalmente gratuitas! Para mais informações pelos fones: 3246 – 1112 e 9111 – 6453.
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Visite: www.apafec.org.br
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| 13/05/2011 - Organizações Sociais - Mundo | ||||||||||||
Jornalista fala de experiência no FSM realizado na África Osíris Duarte, jornalista, durante 22 dias percorreu três países africanos com um objetivo claro: contar histórias. Apenas com uma câmera fotográfica e a meta inicial de realizar uma cobertura jornalística para Sindicatos Catarinenses do Fórum Social Mundial 2011 em Dakar - Capital do Senegal - teve a oportunidade de vivenciar mais do que as discussões sobre política, sociedade e cultura.
Depois de seis dias em Dakar, seguiu viagem em direção ao arquipélago de Cabo Verde e em seguida para a República da Guiné Bissau. Nesses três países, com realidades e contextos sociopolíticos diferentes, pôde experimentar um pouco da realidade dos africanos. “A África é um continente com uma das maiores diversidades étnicas, culturais e religiosas do planeta. Sendo assim, seria impossível não trazer na bagagem, além das fotos e suvenires, um monte de histórias curiosas, peculiares, interessantes e informativas”.
Osíris pode acompanhar, durante o FSM, a queda de Hosni Mubarak no Egito e a festa dos militantes egípcios em Dakar. Viu a beleza das ilhas de Cabo Verde e o poder da influência da cultura e da mídia brasileira naquele país. Na Guiné Bissau viveu a realidade de um povo que se recupera de anos de guerra civil e exploração internacional.
Essas e outras tantas histórias, impressões e constatações tu também podes ouvir durante o "Seminário Nosso eu Africano – Uma viagem particular pela realidade da África," quarta-feira, dia 18 de maio, no auditório do SEEB Floripa. Lá, Osíris te espera, esperando partilhar essas histórias de luta e beleza.
O que? Seminário: Nosso eu Africano – Uma viagem particular pela realidade da África
Quando? Quarta-feira, dia 18 de maio, às 18h30min
Onde? Auditório do SEEB Florianópolis e Região. Rua Visconde de Ouro Preto, 308, Centro, Florianópolis.
Quem? Osíris Duarte é jornalista profissional, Bacharel em Comunicação Social com habilitação em jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí em 2005, fotógrafo, blogueiro e assessor de imprensa do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região.
Entidades que apóiam este evento: Fetec/SC SEEB Florianóplis e Região SEEB Blumenau Sindprevs/SC Sindes - Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina Revista Pobres & Nojentas.
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| 30/04/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Lançada Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel.
O ato de lançamento da Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, foi organizado pela APAFEC, Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, Grêmio Estudantil da Escola Eurico Pinz de ensino médio e por professores dessa mesma unidade escolar, que hoje funciona somente no período noturno em um prédio cedido pela prefeitura. Os vereadores João Alvadi(PPS) e Juliano Costa(PSB) também estiveram presentes e comprometeram-se a apresentar nas próximas sessões da câmara de vereadores uma moção de apoio no parlamento municipal, no sentido de fortalecer ainda mais a Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel.
A construção de uma Escola Estadual é uma das necessidades concretas que os moradores dos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida tem, hoje no bairro São Miguel tem apenas a Escola Eurico Pinz de ensino médio que funciona somente no período noturno. Com a construção dessa Escola Estadual, os estudantes de ensino médio poderão ter aulas nos três período, além de beneficiar os moradores desse bairro e do Nossa Senhora Aparecida que é em anexo, vai beneficiar estudantes e seus familiares dos bairros: São Cristovão, Liberata, São Luiz, Macieira e Faxinal dos Carvalhos e comunidades do interior tais como: Taquaruçu de Cima, Assentamento Contestado, Assentamento São João Maria, Gruta, Linha Brasília e Lurdes.
São vários os benefícios que essa escola trará aos estudantes e ao município de Fraiburgo entre eles destacamos: Ø Para os estudantes moradores dos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida, fim do transporte escolar; Ø Para os estudantes dos bairros e comunidades próximas ao bairro São Miguel, menos tempo dentro de ônibus, pois diminui a distancia a ser percorrida até chegar na escola; Ø Para os estudantes das escolas estaduais localizadas no centro de Fraiburgo, mais espaço em sala de aula, pois irá diminuir a lotação das mesmas; Ø Diminuição nos gastos com transporte escolar, garantindo assim o bom uso dos recursos públicos, proporcionado futuros investimentos e melhorias na área de educação em nosso município com os recursos economizados; Ø Preservação da natureza em função da redução do uso de combustíveis e demais implementos utilizados nos ônibus que fazem o transporte escolar.
Os próximos passos da Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, serão: o lançamento de um blog para disponibilizar informações da campanha pela internet, a organização de um abaixo assinado para a coleta de assinaturas de apoio a essa solicitação e a organização de uma audiência publica com deputados estaduais que compõem a comissão de educação da Assembléia Legislativa.
Para maiores informações da Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel, acesse o blog: http://escolaestadualnosaomiguel.blogspot.com ou entre em contato pelos fones: (0**49)9111 – 6453 com Jilson e (0**49)8826 – 9082 com João Ademir ou pelo e-mail escolaestadualnosaomiguel@gmail.com
Fonte: Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel E-mail: escolaestadualnosaomiguel@gmail.com |
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| 30/04/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Compromisso com os Trabalhadores, compromisso com a transformação.
De novo as razões de Estado, desse Estado burguês, burocrata e inumano, estão enfrentadas ao povo trabalhador, às lutas dos pobres. Os governos progressistas patinam depois de avanços incontestáveis na esteira da moralidade da igreja e da oligarquia: a paz dos cemitérios, a conciliação do irreconciliável, a longa vida da ordem do mercado e das posses hereditárias. Há que ampliar o debate, há que instigar, provocar, questionar, criticar e auto-criticar, propor e fazer. Há que mudar a correlação de forças, também na comunicação. Há que conquistar a Soberania Comunicacional, sem esquecimentos nem perdões.
Este espaço, já no seu quinto ano editorial quer afirmar neste dia seu compromisso com A Classe Trabalhadora, com sua cultura, com sua esperança e com sua trajetória de Luta. Reafirma a necessidade de repor as conquistas sociais perdidas para o neoliberalismo. As reivindicações da classe e a Resistência Popular na batalha diária contra os oligarcas, os ricos, a classe média indecisa, as seitas intolerantes, os exércitos de repressão, são a semente que nutre os conteúdos deste Portal. Até na mais doce e romântica linha de poema, crônica, até na notícia cultural, passando pela linha de cada trabalho de Kalvellido e Lloyd Dangle (em breve, também o maravilhoso Zardoyas estará à sua disposição em Desacato), e nas entrevistas e análises de toda natureza, há inspiração na aliança indivisível com os excluídos, os segregados, os explorados, os oprimidos.
Estendemos e consolidamos nosso compromisso de servir à Rede Popular Catarinense de Comunicação – RPCC, e cumprir com suas necessidades e com a formação e integração de novos e novas companheiras para melhor expressar e descrever as demandas de transformação que Outro Mundo Imprescindível exige.
Conselho Editorial Viva o 1º de Maio Viva os Trabalhadores Liberdade para Joaquín Pérez Becerra Por Um Outro Mundo Imprescindível Pela Soberania Comunicacional
Foto: Juan Moreno - http://desacato.info/wp-content/uploads/2011/04/viva-1-maio-300x202.jpg Montagem de imagem: Tali Feld Gleiser. |
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| 11/04/2011 - Organizações Sociais - Mundo | ||||||||||||
A revolução dos povos árabes e a crise do capitalismo mundial
O artigo de Alan Woods intitulado "A Insurreição na Tunísia e o Futuro da Revolução Árabe" publicado em mais de 10 idiomas, foi acessado por dezenas de milhares de internautas. Em janeiro e fevereiro, Alan escreveu uma série de análises diárias sobre a revolução no Egito, que foram traduzidas imediatamente ao árabe, espanhol, português, italiano, francês, alemão, grego, urdu e outros idiomas.
Na palestra ele apresentou sua análise sobre o tema. "Hoje 102 bilhões de pessoas vivem com menos de dois dólares por dia. 8 milhões morrem porque não têm suporte para sobreviver. A atual crise do capitalismo é a mais grave de todas nos últimos 60 anos. Na crise de 29 achamos que o mundo tinha aprendido com as lições da história", disse Alan Woods.
"O sistema capitalista mundial está em bancarrota. Em 2008, o bancos colapsaram os banqueiros exigiram, não pediram, exigiram de Bush, e o presidente veio com um talão de crédito em branco nas mãos. Os bancos e as empresas foram subsidiadas pelo Estado. Depois veio a crise na Grécia, na Irlanda, Portugal, depois Espanha. Não há dinheiro para as aposentadorias. Estão acabando com os direitos dos trabalhadores na Europa", criticou.
Para o escritor, os capitalistas, a burguesia, insistem em dizer que a classe trabalhadora não existe mais, que está desarticulada. Mas o que se vê não é isso. Em 12 meses aconteceram oito greves gerais na Grécia. Houve greve geral na Espanha. Em Portugal também mais greve geral - a maior desde a Revolução dos Cravos. Na frança, a população estava nas ruas, na Itália meio milhão de pessoas tomaram as ruas e na Inglaterra também houve uma grande manifestação. "E agora temos um grande despertar do povo árabe. Todos os burgueses achavam que os árabes não riam levantar a cabeça".
"Na Tunísia, modelo para os países em desenvolvimento, onde tudo começou, os governantes têm grandes fortunas e falta trabalho para os jovens. Milhões de trabalhadores foram às ruas para derrubar o regime de Bem Ali, ditador apoiado por Sarkozy. Os intelectuais burgueses acharam que o que se passou na Tunísia não chegaria ao Egito e se enganaram novamente. A classe operária não aprende em livros, aprende com a vida", disse o palestrante.
"70% dos jovens estavam sem emprego no Egito. A economia cresceu, mas as classe operária não obteve proveito. Quando as massas começaram a entrar nas ruas, começaram a entender seu poder. Mubarack mandou então a polícia e a gente lutou. Então Mubarack enviou o exército, os tanques. Como o Egito apoiava mais os Estados Unidos do que seu povo, Obama se calou e nada vê fez para intervir", relatou.
Para Woods, por mais que muitos querem negar, podemos sim chamar o que houve na Tunísia e no Egito de revolução. "A tomada do poder pelos trabalhadores é a única solução em que temos que nos inspirar. Em Bahrei, país pequeno, quando vejo o povo nas ruas lutando, digo isso: é revolução!".
Sobre a Líbia, Woods declarou que é contra qualquer intervenção imperialista e que a revolução deve ser do povo. "O fogo está se estendendo de um país a outro. Vai chegar em outros países e até nos EUA e no Brasil. O socialismo depende de vocês", finalizou o escritor.
Por Marcela Cornelli, da Revista Pobres & Nojentas
Blog: http://pobresenojentas.blogspot.com
Imagem: http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2011/03/alan-woods-1455-t-600x600-rw.jpg
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| 10/04/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Formação de novos Agentes Cáritas na cidade de Fraiburgo
Cáritas é uma organização da Igreja Católica que tem forte atuação social, constituída por pessoas da sociedade civil que trabalham de forma voluntária. Atua na defesa dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável solidário e na perspectiva de políticas públicas que são um conjunto de ações desenvolvidas com o objetivo de orientar e garantir os direitos dos cidadãos.
Seus agentes trabalham junto aos excluídos e excluídas, geralmente em parceria com outras instituições e movimentos sociais.
O objetivo desse encontro é a formação de Agentes Cáritas dentro da Associação Paulo Freire de Educação Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC e da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-do, para a implementação e viabilização de novos projetos com caráter popular, social e solidário nos bairros são Miguel e Nossa Senhora Aparecida.
O encontro foi assessorado por Luciana Marques e Estela, que são Agentes Cáritas de Caçador e fazem parte da coordenação diocesana do Cáritas. Participaram mais de 25 integrantes do coletivo da APAFEC e da Vital. Além de Agentes Cáritas de Videira e Lebon Regis.
A atividade serviu para o fortalecimento da parceria entre a Caritas Diocesana a APAFEC e a Vital. Fortaleceu também, o objetivo dessas organizações de seguir lutando pela inclusão de pessoas em todas as esferas sociais, garantindo direitos e promovendo oportunidades de crescimento pessoal e coletivo.
Por Fabiane Aparecida Guedes – educadora da coordenação da APAFEC e AGECON
Fotos do encontro: http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=9541153780623210348&aid=1302370386
Imagem: http://www.acidigital.com/imagespp/ppcaritasbrasil140110.jpg
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| 05/04/2011 - Organizações Sociais - Brasil | ||||||||||||
Governo do Estado anuncia repasse de recursos para Rádios Comunitárias
Claudia Cardoso, Diretora de Políticas Públicas da SECOM-RS, participou na manhã deste sábado do encontro da Regional Frederico/Palmeira da ABRAÇO-RS. No encontro, Claudia apresentou informações sobre como procederá o governo do estado na distribuição dos recursos para a publicidade das empresas públicas e administração direta .
Segundo Claudia Cardoso o governo vai regionalizar e democratizar o acesso dos recursos para comunicação de forma a aproximar o Governo Estadual das comunidades.
Claudia ainda anunciou a intenção do governo em buscar soluções junto ao Ministério das Comunicações para os processos de rádios comunitárias gaúchas e a intenção do governo em investir na formação de gestores e comunicadores de rádios comunitárias.
O encontro aconteceu na Câmara de Vereadores de Frederico Westfalem, nos turnos da manhã e tarde.
O jornalista Kiko Machado levou ao encontro o tema do novo código florestal. Para Kiko a sociedade deve se mobilizar para impedir retrocessos e ataques ao meio ambiente. O projeto tramita na Câmara Federal e tem previsão de votação no segundo semestre.
Ambientalistas, agricultores, estudantes e comunidades estão mobilizadas para pressionar pela manutenção do atual código florestal que é rígido contra o desmatamento e a poluição. Para o movimento, os interesses comerciais estão forçando uma flexibilização das regras e metas de preservação.
Na tarde, os representantes de 17 emissoras comunitárias realizaram avaliação das rádios na região, sua organização e seus desafios. Foram trocadas informações sobre o posicionamento da ABRAÇO no diálo com o Ministério das Comunicações e Governo estadual. Foram discutidos temas como o Plano Nacional de Outorgas, ECAD, mobilizações para pressionar o avanço da legislação que viabilize o pleno funcionamento das rádios comunitárias, Portal de Notícias e Plano Estadual de Formação e de Suporte às rádios comunitárias filiadas a ABRAÇO.
Os radialistas comunitários ainda definiram por sua participação no I Fórum da Igualdade que será realizado na Assembléia Legislativa do estado nos dias 11 e 12 de abril.
Redação Jornal dos Trabalhadores
Imagem: http://1.bp.blogspot.com/-xQsW7FwH-Rw/TZhln6mtLyI/AAAAAAAABiQ/9R7nro_47ik/s1600/abracofw.jpg
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| 28/03/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Formação de Agentes em Comunicação Popular e Alternativa
A programação será a seguinte:
Quinta-feira (31/03) – 19h00min O que é rádio comunitária? E o papel de uma rádio comunitária. Com o professor/advogado Aldo Dolberth – direção Estadual da ABRAÇO/SC e coordenação da Rádio Comunitária Maria Rosa de Curitibanos.
Sexta-feira (01/04) – 19h00min Oficina de Produção de Textos Jornalísticos. Com o jornalista Cássio Turra – Assessor de Imprensa do mandato popular do deputado estadual Padre Pedro Baldissera.
O encontro de formação é organizado é promovido pela Associação Cultural Comunitária Amigos de Tangará – ACCAT, que é mantenedora da FM Tangaraense Comunitária e pelo Jornal Vitória. Mais informações pelo fone: (0**) 9112 – 6009 com Roberto.
Fonte: FM Tangaraense Comunitária Contatos: fmcomunitariatangaraense@hotmail.com Visite: http://www.tangaraensefm.org
Imagem: http://3.bp.blogspot.com/_RDWMX7bUpDI/SXTkJjOuJGI/AAAAAAAAD6g/u6PYVW7cZs4/s200/Boca_no_trombone.jpg |
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| 28/03/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
Teve inicio as oficinas de Dança no Projeto Esporte Bemlegal
“Vamos trabalhar vários estilos de danças e vamos utilizar a dança como um meio para motivar as crianças e adolescentes do PEB em 2011 e as oficinas têm por objetivos, serem mais uma atividade de lazer e cultura que serão oferecidas para os meninos e meninas que neste ano fazem parte do PEB”. Finalizou Carol.
Segundo a coordenação da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC, as oficinas de dança foi uma das solicitações feitas pelos meninos e meninas durante as oficinas de cidadania do PEB, que foram utilizadas para fazer o planejamento das atividades desse ano, além disso, para o futuro com o andamento das oficinas e o envolvimento das crianças e adolescentes, podemos montar um grupo de dança com meninas e meninos que moram nos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida e adjacências.
Para 2011, além das oficinas de dança estão confirmadas as seguintes atividades e oficinas: Oficina de FUTSAL com o educador Paulo Eduardo Gonçalves da Silva (Tico-tico), oficinas de Reciclagem e Artesanato com a educadora Fabiane Guedes, oficinas de Bordado e Artesanato em E.V.A com o educador Marcos Seman , oficinas de Cidadania e Organização com o educador Jilson Souza, passeio a Videira para sessão de cinema e passeio para Curitiba, a ser realizado em Outubro, como forma de celebrar o dia da criança com visita a museus, Jardim Botânico, Opera de Arame, Zoológico e outros lugares de interesses culturais e educativos, informa a direção da APAFEC.
Para os meninos e meninas de 07 a 15 anos, que tenham interesse em fazer parte do Projeto Esporte Bemlegal – PEB, podem fazer sua inscrição entre os dias 27 de março a 30 abril. E ter mais informações pelos fones (49) 3246 – 1112 na Sala de Inclusão Digital da APAFEC e (49) 9111 – 6453 com Jilson.
Fonte: Setor de comunicação da APAFEC Visite: www.apafec.org.br Contatos: apafec@apafec.org.br
Imagem: http://www.orkut.com.br/Main#Album?rl=as&uid=9541153780623210348&aid=1301212489&rl=as |
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| 21/03/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Pequenos Agricultores e Agricultoras realizam 5ª Festa da Semente Crioula
A 5ª Festa das Sementes Crioulas teve vários objetivos, entre eles os organizadores destacam: a exposição e troca de sementes crioulas e mudas nativas, alimentação agroecológica típica, debate e troca de informações sobre cooperação e cuidados com a natureza e a feira de artesanatos.
No domingo foi realizada celebração da missa, com o bispo da diocese de Chapecó Dom Manuel, logo em seguida a igreja foi palco do seminário para lançamento da “Campanha Permanente de Combate aos Agrotóxicos e Pela Vida”, conduzida em nível de Brasil, por mais de 60 organizações sociais, entre elas a Via Campesina.
Durante o seminário, ocorreu à palestra com Eloisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, que abordou as questões técnicas do uso indiscriminado de venenos (agrotóxicos) e na agricultura e os prejuízos para a saúde dos agricultores e dos trabalhadores que estão consumindo alimentos produzidos com estes venenos. Walter Silva da coordenação nacional da Campanha Permanente de Combate aos Agrotóxicos e Pela Vida e do Movimento de Pequenos Agricultores – MPA, fez o lançamento oficial da Campanha no estado de Santa Catarina.
Entre outros assuntos destacados pelo pequeno agricultor do MPA, em sua intervenção durante o seminário, é o fato do Brasil, ter um dos piores o título do mundo. “Ser bicampeão no consumo de venenos, as vendas nos anos de 2008 e 2009 somam 13,8 bilhões de dólares. Ao dividirmos a quantidade de venenos usada, pelo número de habitantes de nosso país, vemos que foram usados nestes dois anos em média 5,2 kg. E infelizmente estamos caminhando para sermos tricampeões, já que os números extra-oficiais da ANVISA, já indicam que a venda de 2010 será maior que nos anos anteriores.
A 5ª Festa das Sementes Crioulas foi promovida pelo MPA, Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Associação dos Plantadores de Milho Crioulo e Derivados e Prefeitura Municipal de Anchieta.
Fonte: Agência Contestado de Noticias Populares – AGECON
Contatos: agecon@agecon.org.br
Visite: www.agecon.org.br
Fotos: João Carlos Rodrigues João Leandro Pereira da Silveira Jilson Carlos Souza
Veja as fotos no link: http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=11063662060312871510&aid=1300650361
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| 18/03/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
3º Seminário de Imprensa Sindical do Sindprevs/SC
As vagas são limitadas. Valores da inscrição são: R$ 40,00 não jornalistas, R$ 30,00 jornalistas e R$ 20,00 estudantes no valor da inscrição inclui o almoço. As inscrições podem ser realizadas até o dia 8 de abril/2011 pelo endereço eletrônico: imprensa2@sindprevs-sc.org.br
A inscrição estará sujeita a confirmação após o envio do comprovante do depósito da taxa de inscrição. O valor da inscrição deve ser depositado no Banco do Brasil, agência 4236-6, conta nº 7011-4 ou na Caixa Econômica Federal, agência 1078, operação 003, conta nº 333-9. O comprovante do depósito da taxa de inscrição também deve ser enviado através do e-mail: imprensa2@sindprevs-sc.org.br com os nomes completos dos participantes.
Haverá exposição de materiais dos sindicatos. Tragam suas publicações!
A Programação do 3º Seminário de Imprensa Sindical do Sindprevs/SC, com o tema: “Para além do nosso umbigo: os desafios da imprensa sindical” é a seguinte:
Dia 28 de abril de 2011, no Holtel Floph em Florianópolis
8h30min – abertura 9h – Por que nossa comunicação deve superar os limites do nosso umbigo? 11h – Documentando as lutas 14h – Condições de Trabalho e dificuldades de atuação na Imprensa Sindical 16h – A importância de uma comunicação de resistência 18h – apresentação de audiovisual e lançamento do livro “Che, um poema guerrilheiro” de Carlos Pronzato
Durante o evento haverá uma exposição do trabalho realizado pelo jornalista Osíris Duarte durante sua viagem a África.
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| 16/03/2011 - Organizações Sociais - Região | ||||||||||||
3º Seminário de Imprensa Sindical do Sindprevs/SC
As vagas são limitadas. Valores da inscrição são: R$ 40,00 não jornalistas, R$ 30,00 jornalistas, R$ 20,00 estudantes. O valor da inscrição inclui o almoço. As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de março/2011 pelo endereço eletrônico: imprensa2@sindprevs-sc.org.br
A inscrição estará sujeita a confirmação após o envio do comprovante do depósito da taxa de inscrição. O valor da inscrição deve ser depositado no Banco do Brasil, agência 4236-6, conta nº 7011-4 ou na Caixa Econômica Federal, agência 1078, operação 003, conta nº 333-9. O comprovante do depósito da taxa de inscrição também deve ser enviado através do e-mail: imprensa2@sindprevs-sc.org.br com os nomes completos dos participantes.
Haverá exposição de materiais dos sindicatos. Traga suas publicações!
A Programação do 3º Seminário de Imprensa Sindical do Sindprevs/SC, como o tema: “Para além do nosso umbigo: os desafios da imprensa sindical” é a seguinte:
8h30min – abertura 10h30min – Novas armas e linguagem na disputa da hegemonia
13h30min – Condições de Trabalho e dificuldades de atuação na Imprensa Sindical 15h15min – A importância de uma comunicação de resistência 18h – apresentação de audiovisual de Carlos Pronzato
Durante o evento haverá exposição do trabalho realizado pelo jornalista Osíris Duarte durante sua viagem a África. |
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| 14/03/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
ABRAÇO/ SC REÚNE ASSOCIADAS E COLABORADORES PARA O PLANEJAMENTO 2011
Além das quatro micro-regionais que compõem o sistema organizacional, ARCOS (Sul), ARACON (Contestado), ARCOESTE (extremo Oeste) e ARCOPLAN (Planalto Norte), estiveram presentes representantes da ARCOVALI (Vale do Itajaí) demonstrando o interesse numa reaproximação e unificação da representação, reconhecendo a inviabilidade da divisão. Também estava presente o Coordenador da Abraço/PR, Rogério Vial, no sentido de estreitarmos relações e unificação dos encaminhamentos.
Na ocasião, foram uníssonas as manifestações favoráveis ao momento, tanto em relação ao VII Congresso Nacional quanto a ocupação do Ministério das Comunicações como resposta a não participação deste no evento. Sendo oportuno para nos organizarmos política e financeiramente, estabelecendo formas de estruturas para melhor assessorar as rádios associadas, já que ainda há muita dificuldade, principalmente na área jurídica, além de avançarmos na conquista de nossas reivindicações. Também, ficou definido que as coordenações regionais deverão visitar todas as rádios das respectivas regiões a fim de buscar a filiação e iniciar o processo de análise das emissoras para a certificação do Selo Abraço, sendo que cada regional já indicou três rádios em condições de serem visitadas pela comissão competente.
Ressaltando-se o fato de já ter havido a concessão do Selo Abraço para as duas primeiras rádios, Campos Novos e Curitibanos, por ocasião do último Congresso Extraordinário no mês de outubro/2010.
Durante os meses de abril e maio esta omissão, formada pelos Coordenadores Estadual e Regional e pelo Coordenador de Certificação, estará percorrendo as regionais, inclusive para proferir cursos básicos de formação, com dois primeiros módulos, num total de sete, tratando dos conceitos básicos da rádio comunitária e de aspectos jurídicos.
Também, foi definida a data do VII Congresso Estadual, para os dias 5 a 7 de agosto de 2011, na cidade de Piratuba, Centro Oeste do Estado, onde se dará a reforma estatutária, adequando o estatuto a nova realidade da Abraço, e a eleição para a nova diretoria. Até a data do Evento, a Coordenação de Comunicação deverá viabilizar a edição de dois jornais, um para abril e outro para julho, com mil exemplares cada, fundamental, juntamente com a criação/reformulação de sítio ou portal, a fim de aprimorarmos a comunicação e a criação e distribuição de conteúdos para as rádios associadas, buscando-se parcerias com a Abraço Nacional e contando com a participação da Abraço RS que encontra-se em processo bem mais avançado em relação a tais tecnologias.
Sendo que por ocasião do congresso deverá ser viabilizada a Agência Abraço para os devidos fins. E, dando-se continuidade as grandes manifestações no mês de janeiro em Brasília, ficou estabelecido, como indicativo para nacional, a data de 29 de abril como dia nacional de luta das rádios comunitárias, tendo como pauta central a posição do novo Governo em relação as reivindicações do movimento e contra a repressão. Tal deverá se dar nas capitais dos Estados, com manifestação e entrega de documento junto a ANATEL e/ou Delegacias Regionais MinCom e ato público nas Assembléias Legislativas buscando a criação das Frentes Parlamentares.
Finalmente, o trabalho pelo aprimoramento nas relações sociais e institucionais da Abraço deve ser uma constante, principalmente perante o Ministério das Comunicações.
Por Coordenação da ABRAÇO SC |
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| 01/03/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Campanha em comemoração ao dia Internacional da Mulher
Nós, do coletivo de mulheres da ABRAÇO, iniciaremos a nossa Campanha em comemoração ao dia Internacional da Mulher, 08 de março de 2011, veiculando em todos os nossos canais de rádio Comunitárias, os "Spot’s" em anexo, para que neste nosso novo momento, possamos cada vez mais, resgatar a auto estima de todas as mulheres brasileiras e empoderando-as e capacitando-as para enfrentamento das suas dificuldades do dia a dia, principalmente a violência física, moral e social, combater a homofobia, o racismo, enfim, buscar erradicar as diferenças e criar um consciência coletiva do principio da igualdade para tod@s Poderemos levar esta mensagem nos mais longínquos rincões do Brasil, renovando a esperança em todas as Mulheres de um futuro melhor e mais próspero. Sugiro aos Companheiros, que busquem nas suas comunidades, lideranças femininas para entrevistar durante todo este mês, mulheres do povo para fazerem depoimentos da sua realidade amplificando assim a voz do povo, enfim, que neste mês de março, trabalhemos nossas programações com foco na MULHER.
VIVA AS MARIAS!!!!! SALVE 8 DE MARÇO!!!
Grande ABRAÇO
Kamayura Saldanha Coordenadora de Gênero e Etnia ABRAÇO NACIONAL |
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| 28/02/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
Militância comunicacional cresce e se aprimora
Nestes meses então há novidades em todo esse novo espectro informativo que se apresenta como Rede Popular Catarinense de Comunicação – RPCC. Sigla coletiva que começa a se desenvolver contra os tsunamis da mídia monopólica e uniformizadora. Esse clima iniciado com o último livro da historiadora Urda Klueger, maior postadora de notícias da Rede: “Meu Cachorro Atahualpa”, segue com o enriquecimento tecnológico de Portal Desacato e a parceria deste com a Revista Pobres & Nojentas, de modo a oferecer de forma gratuita ao leitor, por via virtual, a coleção da Revista de Classe que fará 6 anos este ano. Só o número que ainda estão na banca não forma parte da coleção virtual. Se alarga com o novo irmão gráfico, o Jornal Daqui, que faz a cobertura das informações e notícias das comunidades de Santo Antônio de Lisboa e região, na Capital do Estado. Este novo veículo conta com a prestigiosa direção do jornalista e historiador Celso Martins, que participa em vários veículos da Rede. Pobres & Nojentas também incorporou um novo sitio de relacionamento coordenado pela jornalista Marcela “Loura” Cornelli. O mesmo fez Desacato entregando a coordenação do sítio Twitter ao seu diretor Marco Arenhart.
Mas, o esforço da Rede não pára por aí. Segue os caminhos abertos no 2º Encontro pela Soberania Comunicacional de 2010 e devolve a Honduras o carinho que ela nos proporcionou com a visita dos jornalistas Rony Martínez Chávez e Ronnie Huete. Com a sustentação tecnológica de Wilmar Frantz Jr. e a colaboração da Rádio Globo Honduras, a jovem colega do Portal Desacato, Larissa Cabral, partiu a Honduras, para, desde a Capital, Tegucigalpa, com a contribuição de vários colegas jornalistas hondurenhos, fazer desde este 1º. de março de 2011, a primeira experiência desde o exterior para a Rede, desde o Portal de comentários e notícias latino-americanas e mundiais da nossa Rede, com reportes diários da sua visita através do espaço: Diário de Honduras, por Larissa Cabral, no www.desacato.info.
É o aprimoramento na compreensão de que a Soberania Comunicacional começa a transitar-se por dois vetores fundamentais: a capacidade da comunidade de se apropriar dos meios de relacionamento e socialização tecnológicos, e a vontade militante dos jornalistas profissionais e educadores em exercer a tarefa fundamental da distribuição da produção do conhecimento e a informação, de forma verdadeira e compreensível.
Vem mais um sítio por aí (ta no forno) e outros projetos de serviço comunicacional que estão em desenvolvimento. Uma parte disso está sendo construída em cada veículo da Rede e a outra, na militância de cada trabalhador da comunicação popular e do jornalismo, que não cessa em buscar a Soberania Comunicacional e a Liberdade de receber a informação sem a censura e a distorção dos monopólios.
Por Raul Fitipaldi – jornalista coordenação do Portal Desacato – www.desacato.info |
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| 23/02/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | ||||||||||||
1ª Bicicletada Contra a Tarifa
Venha participar deste ato em prol da mobilidade urbana e contra o aumento previsto nas tarifas de ônibus, que podem chegar a R$3,14. Traga sua bike, patins, patinete, o que quiser!
Vem pra luta, vem! Chega de tarifa!
O quê: Bicicletada Contra a Tarifa Onde: Concha Acústica da UFSC Quando: Quinta-feira, dia 24, a partir das 16h
http://lataofloripa.libertar.org
http://twitter.com/lataofloripa
Frente de Luta pelo Transporte Público |
| 08/05/2012 - Organizações Sociais - Mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Povos Indígenas seguem com a marcha na Bolívia
A caminhada enfrenta, além dos problemas com o tempo ruim, a polêmica com os apoiadores do governo. Há entre os militantes do MAS a crítica de que essas comunidades estão sendo manipuladas pela direita, pelas ONGs estrangeiras, que querem desestabilizar o governo. Ontem, organizações camponesas que atuam na região de La Paz, manifestaram a emergência de se levantar contra a marcha indígena, alegando que ela está colocando em risco o processo de mudanças levado a cabo pelo governo de Evo Morales. Também a Confederação Sindical Única de Trabalhadores Camponeses da Bolívia, a Federação Departamental de Camponeses Túpac Katari e a Federação de Mulheres Bartolina Sisa (onde se concentram os cocaleiros, base de Evo) se manifestaram contra a marcha. Todas essas entidades seguem firmes na defesa do governo e acreditam que a caminhada dos indígenas, que saiu da região central do país, quer mesmo afrontar o governo.
Já os líderes da marcha não aceitam de maneira alguma essa assertiva. O que eles querem é parar o processo de construção da estrada dentro do parque. Eles alegam que o governo não cumpriu a lei de consulta prévia, portanto, as comunidades têm todo o direito de se manifestar. “Como não fomos escutados como manda a lei, estamos tendo de fazer todas essas manifestações”. As comunidades repetem o que a maioria dos críticos se recusa a ouvir: não são contra a estrada. Apenas querem que ela seja desviada e não passe por dentro do Parque Nacional Isiboro Secure. O alegado aumento dos custos que podem vir com o desvio não pode servir de argumento, uma vez que a preservação dos recursos naturais vale mais do que qualquer obra. É o que os indígenas procuram mostrar com a marcha. O governo diz que vai fazer a consulta, mas os caminhantes sabem que com toda a celeuma criada e o forte esquema de propaganda contra a marcha torna a consulta, agora, tremendamente viciada.
É certo que misturados à caminhada e ao protesto indígena estão políticos de direita e também a malfadadas organizações não governamentais, muitas vezes elas mesmas conspirando contra o povo boliviano, uma vez que servem a outros países e outros interesses. Mas, qualquer olhar mais apurado pode perceber que a crise causada pela estrada no TIPNIS poderia ser facilmente evitada. Mais vale aumentar o traçado da estrada passando ao largo do parque, do que fomentar todo esse tipo de crítica e de sacrifício por parte das comunidades. A lei boliviana é clara: qualquer decisão sobre território indígena precisa ter consulta prévia. Isso não foi feito.
O fato é que o governo de Evo Morales está enredado em uma série de conflitos que, juntos, podem mesmo trazer problemas de estabilidade. Não é só a marcha indígena que tem esquentado a cabeça do governante. Também a Confederação Obreira Boliviana está realizando movimentações e paralisações, em luta por aumentos salariais aos trabalhadores. Há também em curso uma greve na saúde, com os médicos e trabalhadores paralisados e realizando cortes de rua e há manifestações dos mineiros cooperativados, outro setor bastante complicado no país.
Em cada uma dessas lutas há muita coisa em jogo. Ninguém pode dizer que só porque o governo é progressista os trabalhadores não podem lutar por aumento salarial ou melhores condições de trabalho, embora também aí se infiltrem os velhos inimigos direitistas, sedentos por voltar ao poder. Entre os médicos, da mesma forma, há profissionais que só querem ver o circo pegar fogo, enquanto outros estão realmente lutando por condições dignas de trabalho, uma vez que o decreto presidencial propõe oito horas de trabalho, acabando com o turno de seis horas, muito mais produtivo e seguro. Essa também é uma luta justa. No caso dos mineiros cooperativados a questão é ainda mais complexa. Algumas dessas cooperativas, criadas depois de muita luta por parte dos mineiros, agem como empresas capitalistas, principalmente no que diz respeito à exploração dos trabalhadores. É, de fato, um campo minado. Porque nos mineiros se configura uma força de luta muito grande e é preciso muito traquejo para enfrentar as demandas sem quebrar o tênue fio que sustenta um governo mais popular.
Assim que a Bolívia vai caminhando entre conflitos, avanços e recuos. Os trabalhadores fazem as lutas, a direita se mistura, o governo ora acerta, ora erra. Mas, por enquanto, Evo Morales tem sabido se mexer no tabuleiro intricado que é a política boliviana. E o que se espera, desde aqui, é que não haja retrocesso.
Por Elaine Tavares Existe vida no Jornalismo
Imagem: http://diarioliberdade.org/archivos/colaboradoresavanzados/lucas/2012-05/tip.jpg |
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| 08/05/2012 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
1ª Mateada da Solidariedade foi sucesso (Nota de agradecimento) A Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo - APAFEC agradece as mais de 250 pessoas que se fizeram presentes na 1ª Mateada da Solidariedade, que aconteceu no ultimo sábado 05/05 no terminal urbano de Fraiburgo.
Agradecemos de forma muito especial os parceiros que contribuíram de forma decisiva para que a Mateada fosse realizada, são eles: Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô, (uma das organizadoras do evento); Artistas da Florada da Canção (realizaram apresentações culturais); Artistas do Espaço Caboclo (cederam o som e a estrutura física); Cesar Malinoski do Jornal Informe (cobertura fotográfica); Churrascaria Polo (emprestou mesas onde foram acomodadas as garrafas térmicas e a erva mate); Erva Mate Viola de Ouro (doou a erva mate); Grupo de Dança Pense e Dance (realizou apresentações de dança); Igreja Batista (realizou apresentações musicais); Julio Santos (apresentação); Lojas Benoit (doou 15 aventais e 15 cuias personalizadas distribuídas em forma de sorteio aos presentes); Meninos, meninas, pais, mães e coordenadores da APAFEC e da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô; Rádio Fraiburgo (Flashes ao vivo e divulgação do evento); Rádio Vida Feliz FM Comunitária (divulgação e cobertura do evento); Schumacher Tur (realizou o transporte dos integrantes da APAFEC e da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô).
Durante a 1ª Mateada da Solidariedade, foi lançando a Ação Solidaria Entre Amigos da APAFEC 2012. Das 11h00min às 11h45min, quando foi encerrada a atividade foram vendidas 32 cartelas. Confira abaixo prêmios da Ação Solidária Entre Amigos 2012:
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Acesse: www.apafecc.org.br |
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| 22/04/2012 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Apafec e Associação Vital Fraiburgo comemoram dez anos de existência de projetos sociais
No total, serão nove atividades, sendo que a primeira acontece no sábado dia 28 de abril e contará com a participação dos profissionais de jornalismo da Rádio Fraiburgo, quando o Programa de Entrevistas será apresentado ao vivo do dojô do Projeto de Karatê-dô Cidadão do Futuro no bairro São Miguel.
A segunda atividade será na sexta-feira dia quatro de maio, com uma palestra que terá como tema: “As organizações sociais e a inclusão de crianças, adolescentes, jovens e adultos como cidadãos plenos”, ministrados pelos educadores João Ademir Cancilier, mestre em História da Educação e Juliano Alexandre de Oliveira, mestre em História da Educação.
Já no sábado dia cinco de maio, acontece a 1ª Mateada da Solidariedade, marcando o lançamento da Ação Solidaria Entre Amigos 2012 da Apafec. O evento será no terminal urbano de Fraiburgo. Durante a mateada, acontecerão várias apresentações culturais, produzidas por integrantes das duas entidades e da Igreja Batista.
No mesmo dia, haverá celebração de uma missa, às 19:00 horas na Igreja Católica bairro São Miguel. Momento de agradecimento das entidades e homenagem ao campeão brasileiro de karatê assassinando em 2011, Pablo Henrique do Nascimento. Após a celebração religiosa, no dojô haverá uma sessão gratuita de cinema com a exibição do filme Mãos Habilidosas.
No dia seguinte, domingo dia seis de maio, os estudantes que compõem os projetos estarão realizando apresentações culturais, com exposição com os trabalhos de artesanato do Projeto Artesanato Cidadão no dojô. Acontecerá ainda uma palestra sobre “Os Direitos dos Cidadãos”, com presidente da subseção da OAB Fraiburgo João Rudinei Belotto. Logo após, acontece a entrega dos agasalhos da Apafec para os alunos.
Para finalizar as atividades, os integrantes da Apafec e da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô estarão promovendo uma partida de futebol suíço no campo da Associação Recreativa Renar com alguns convidados. No fim do dia acontecerá uma celebração de Culto na Igreja Batista, bairro Santo Antônio.
Para o coordenador da Apafec, Jilson Carlos Souza, está foi uma maneira que as duas entidades juntas encontraram para comemorar a primeira década de existência desses projetos. “O objetivo maior é contar com a participação dos nossos estudantes e apoiadores e sabemos que nessa programação eles estarão presentes, isso nos alegra muito e motiva para darmos sequencia nesses projetos”, comentou.
Fonte: http://jucielebaldissarelli.blogspot.com
Imagem: http://1.bp.blogspot.com/wyykP9gHNk/T0knrR2hjzI/AAAAAAAABAI/V307UC1lFz8/s1600/DSC_0065.JPG |
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| 16/04/2012 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Jornada: MST ocupa Ministério do Desenvolvimento Agrário
A ação integra a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que o MST promove todos os anos em abril, mês em que 21 trabalhadores Sem Terra foram mortos no episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996.
Entre as principais pautas de reivindicação dos trabalhadores, estão a elaboração de um plano emergencial para o assentamento das mais de 186 mil famílias acampadas e a criação de um programa de desenvolvimento dos assentamentos, com investimentos públicos em habitação rural, educação e saúde, além de crédito agrícola.
“O primeiro ano do governo Dilma foi o pior para a criação de assentamentos dos últimos 16 anos. Agora em abril, o Ministério do Planejamento cortou mais de 60% do orçamento do Incra, o que deve inviabilizar os programas de assistência técnica e educação. Não podemos admitir que a burocracia do governo corte as verbas relacionadas à melhoria da produtividade e à educação,compromissos sempre tão reforçados nos discursos da presidenta Dilma”, afirma Alexandre Conceição, da Direção Nacional do MST.
Reforma Agrária combate a pobreza Um levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) aponta que a insegurança alimentar é maior na área rural do que na urbana. Enquanto 6,2% e 4,6% dos domicílios em área urbana apresentavam níveis moderado e grave de insegurança alimentar, respectivamente, na área rural as proporções foram de 8,6% e 7%. “A presidenta Dilma fez o compromisso de acabar com a pobreza no seu governo. A Reforma Agrária, casada com um programa de agroindustrialização da produção, é a resposta para enfrentar a pobreza, porque gera renda, cria empregos e aumenta a produção de alimentos”, completa Conceição.
Mais um ano de impunidade Uma ação da Polícia Militar do Pará, em 1996, na BR 155, em Eldorado dos Carajás, assassinou 21 camponeses e expôs para todo o país a questão da violência no campo contra aqueles que lutam pela Reforma Agrária. Até hoje, ninguém foi punido pelo massacre: os dois comandantes da polícia militar condenados há 220 anos de prisão estão soltos.
Em 2002, o então presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu o dia 17 de abril como o Dia Internacional de Luta pela Terra. O MST realiza durante o mês de abril jornadas de lutas, com ocupações, marchas e atos pelo país inteiro, para pressionar o governo a priorizar a pauta da Reforma Agrária e honrar amemória daqueles que perderam suas vidas na luta pela terra.
Da Página do MST – www.mst.org.br
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| 08/04/2012 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Veja entrevista de João Pedro Stedile no Jornal da Record News sobre a jornada
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| 08/04/2012 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
APAFEC recebe doações
A segunda doação foi de uma cafeteira, doada pela Erva Mate Viola de Ouro, que tem como representante comercial para Fraiburgo e microrregião o comunicador Flavio Furtado. As duas doações serão utilizadas, na Ação Solidária Entre Amigos 2012, que a APAFEC estará promovendo a partir do ultimo final de semana de abril até dezembro do corrente ano, o sorteio será durante a festa de 10 anos da APAFEC que acontece em dezembro em data a ser definida.
Serão sorteados 10 prêmios, a Ação Solidária Entre Amigos 2012, tem por objetivo angariar fundos, para concluir a reforma da sede da APAFEC e pagar parte do empréstimo realizado em agosto de 2010, para aquisição da sede da APAFEC, localizada no bairro São Miguel na av. Pedro Gianello, nº 1422, em frente ao portão principal do CAIC.
“As doações vieram em boa hora, pois com elas vamos diminuir o custo da Ação Solidária Entre Amigos 2012, aumentando a quantidade de recursos que teremos para investir em nossa sede, agradecemos profundamente, a Loja Benoit em especial ao vendedor Josemar e ao gerente Evaldo, também a Erva mate Viola de Ouro, na pessoa do Flavio Furtado pelas doações”. Concluiu Aroldo Schulze da coordenação da APAFEC.
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Site: http://www.apafec.org.br |
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| 17/03/2012 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
STF obriga Santa Catarina a implantar Defensoria Pública em até um ano
Os ministros analisaram ações propostas em 2009 pelas associações de defensores públicos da União (ANDPU) e dos estados (Anadep). As associações contestavam artigos da Constituição de Santa Catarina que delegavam à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) o papel de fornecer advogados para atuar na defesa de pessoas de baixa renda, os chamados “defensores dativos”. Como resultado do convênio, a OAB fica com 10% do valor pago a esses advogados.
A Constituição de 1988 obrigou os estados a criarem defensorias públicas e, desde então, as unidades da Federação vêm se adaptando à nova realidade. Além de Santa Catarina, o único estado que ainda não tem uma Defensoria Pública estruturada é Goiás, mas já está em andamento concurso público para a seleção dos profissionais. Santa Catarina, no entanto, sempre se recusou a instalar o órgão, sob a alegação de que a defensoria dativa é mais eficaz.
Para o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, a desobediência do estado é “inaceitável”. Ele defendeu que Santa Catarina deve estruturar o órgão em um ano e foi acompanhado pela maioria dos colegas. O único voto diferente foi o do ministro Marco Aurélio, que também reconheceu a ilegalidade cometida pelo estado, mas determinou a instalação imediata da Defensoria Pública.
Na avaliação do presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Estaduais (Anadep), André Castro, os ministros também cogitaram sanções “bastante drásticas” no caso de descumprimento da decisão, como a proposição de ação de improbidade e de crime de responsabilidade contra o governador do estado. “Foram argumentos duros, enfáticos, ressaltando o flagrante desrespeito aos direitos fundamentais”.
O presidente da Anadep também acredita que o prazo estabelecido pelo Supremo é para que, em um ano, Santa Catarina já esteja com a Defensoria Pública funcionando e não apenas com o concurso público lançado.
Por Débora Zampier *Repórter da Agência Brasil
Tomado do Portal Desacato: www.desacato.info
Imagem: http://www.newsrondonia.com.br/imagensNoticias/image/defensoria%20publica.jpg |
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| 08/03/2012 - Organizações Sociais - Mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||
8 de março: Pouco que comemorar, muito por que lutar!
Duas vitórias na Lei Maria da Penha merecem ser lembradas neste 8 de março. No dia 9 de fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a Constitucionalidade dos Art. 1, 33 e 41 da Lei Maria da Penha e eliminou a representatividade da vítima em processo criminal contra o agressor. Mesmo assim há muito ainda no que se avançar.
Muitos temas de grande importância são esquecidos e/ou relegados ao segundo plano pela sociedade organizada, movimentos sociais e sindicais, como as diferenças salariais entre homens e mulheres, a violência, o preconceito, a descriminalização do aborto, a desvinculação da imagem do corpo da mulher à venda de mercadorias em propagandas, principalmente à do álcool, uma droga legalizada que devasta mais do que muitas drogas proibidas, e, talvez, o principal de todos: o papel da mulher pré-estabelecido pela sociedade, o que ela deve sonhar, sentir, como agir, pensar e se vestir. Podemos achar que as questões de gênero já estão superadas e que o discurso feminista não se faz mais necessário, porém basta ir às ruas e perguntar por que as mulheres ainda sofrem violência? Por que são estupradas? A culpabilização da mulher ainda é forte nos pensamentos da sociedade.
O machismo continua latente. “ela foi estuprada porque pediu, vestia roupas curtas. Estava pedindo isso”, ou então “apanha porque gosta, porque se cala”. Frases que mostram o quanto o debate sobre estes assuntos se faz necessário e urgente. Agora virou moda. Toda semana notícias na mídia mostram o sequestro e/ou a morte de jovens mulheres simplesmente porque resolveram terminar o relacionamento. A sociedade assiste a tudo amortecida, sem reação. A indignação é passageira. Polícia, justiça e governos muitas vezes fazem pouco caso e a mídia só usa do sensacionalismo, ninguém refletem, debate, aprofunda e propõe mudanças. É preciso um abuso acontecer no Big Brother Brasil para ficar dias sendo comentado, mas depois tudo cai no esquecimento, no máximo vira Ibope. A mulher ainda é um troféu, uma posse para o homem. É educada para ser sim ainda dona de casa e, mesmo que trabalhe fora, precisa estar sempre bonita para os padrões (patrões) capitalistas.
Conquistou sim mais espaço na política, mas muitas vezes são acabam se tornando números para cumprir cotas, sem voz ativa de verdade. No mercado de trabalho, que oprime e explora, são os salários mais baixos. As mulheres negras sofrem duplamente com o preconceito. E ainda tem o sofrimento das mulheres lésbicas e trans, que são violentadas sexualmente pelo estupro corretivo, assunto ainda velado na mídia burguesa, e por conta disso, pouco debatido pela sociedade. Marcante também são as diferenças sociais. Enquanto mulheres de classe média alta podem fazer um aborto em segurança, mulheres empobrecidas se sujeitam a clínicas clandestinas ou a métodos nada seguros, realizados em suas próprias casas, recorrendo aos hospitais públicos quando o aborto já foi feito e precisam de cuidados. No entanto, o preconceito moral e religioso atinge a todas, independente de classe.
Os números de violência contra a mulher seguem alarmantes. Segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo*, seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica e o parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais de 80% dos casos de violência. Ainda de acordo com a pesquisa, embora apenas 8% digam já ter batido “em uma mulher ou namorada”, um em cada quatro (25%) diz saber de “parente próximo” que já bateu e metade (48%) afirma ter “amigo ou conhecido que bateu ou costuma bater na mulher”. Assustadoramente, dos homens que assumiram já ter batido em uma parceira 14% acreditam que agiram bem e 15% afirmam que o fariam de novo. Outra pesquisa realizada pelo DataSenado* em 2011 revela que omedo continua sendo a razão principal (68%) para evitar a denúncia dos agressorese 66% das brasileiras acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou, mesmo depois da Lei Maria da Penha, mesmo assim ainda há homens que acham que a Lei deva protegê-los, reivindicação que deve ser pelos anos de opressão que sofreram.
A luta por direitos trabalhistas, políticos e sociais está longe de terminar. Não dá para falar em 8 de março sem tocar nestes assuntos. É preciso sim acirramos o debate de gênero e do quanto o capitalismo e suas leis e moral impedem a igualdade de direitos na nossa sociedade. Enquanto só nos indignarmos e não nos movermos, como dizia Rosa Luxemburgo, não saberemos as correntes que nos oprimem. Que não só o 8 de março, mas todos os dias sejam dias de luta pelos direitos das mulheres, pela libertação de nossas correntes!
* - dados publicados na Agência Patrícia Galvão: http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/
Por Marcela Cornelli, da Pobres & Nojentas
Imagem: http://www.movimentorevolucionario.org/Fotos/luta-mulher[1].gif |
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| 29/02/2012 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Campanha da Construção de Escola Estadual no bairro São Miguel segue avançando
A solicitação foi realizada tendo como base o artigo 188 do regimento interno da câmara municipal de vereadores, os objetivos do uso da tribuna são os seguintes: Ø Apresentar formalmente aos senhores vereadores a referida campanha, lançada em abril de 2011. Ações desenvolvidas até o momento e os objetivos da mesma; Ø Entregar abaixo assinado ao presidente da casa legislativa municipal, com quase 2000 (duas mil) assinaturas, que sustentam o pedido da construção de uma escola estadual naquela comunidade.
Na próxima sessão que será realizada no dia 05/03/2012, os vereadores farão apreciação da petição, e farão a votação da mesma. As expectativas da coordenação da Campanha em Prol da Construção da Escola Estadual no Bairro São Miguel, são as melhores, pois certamente os vereadores aprovarão o pedido e assim ficarão totalmente interados da Campanha e passarão a apoiá-la.
Acesse o blog da campanha pelo endereço abaixo e leia na íntegra o requerimento.
Fonte: Campanha em Prol da Construção da Escola Estadual no Bairro São Miguel. Contatos: escolaestadualnosaomiguel@gmail.com Visite: http://escolaestadualnosaomiguel.blogspot.com
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| 29/02/2012 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
APAFEC recebe Visita de cientista Social
A cientista social integra a equipe do Centro de Assessoria Multiprofissional – CAMP desde outubro de 2011. O CAMP é uma organização não governamental com 30 anos. Mais informações pelo site: www.camp.org.br. O CAMP tem convênio com Ministério do Trabalho e Emprego, no desenvolvimento do projeto chamado Fundos Solidários, com objetivo de mapear e sistematizar as experiências de fundos solidários e empreendimentos.
A visita se deu através da Diocese da Igreja Católica de Caçador. Uma vez que o Projeto Artesanato Cidadão foi indicado pelo Fundo Diocesano de Solidariedade de Caçador, na metodologia de mapeamento dos fundos solidários, foi solicitado aos próprios fundos, indicações de empreendimentos bem sucedidos e com resultados positivos desses projetos que acessam recursos ou benefícios dos fundos solidários e por isso, o Projeto Artesanato Cidadão foi indicado.
“A reunião foi muito positiva, pois estavam presentes um ótimo número de integrantes da APAFEC e do Projeto Artesanato Cidadão. A apresentação inicial em slides foi interessante, pois pude conhecer a instituição e o trabalho desenvolvido. Em seguida, pude realizar algumas perguntas específicas sobre o projeto para o mapeamento e todas foram respondidas. Mais de um integrante participou na contribuição das respostas sobre o projeto”. Comentou Miéli
Outro destaque feito pela socióloga, consiste na percepção que o grupo da APAFEC está unido e engajado. O Projeto Artesanato Cidadão tem aproximadamente 08 meses e já participa de feiras, mantêm oficinas regulares e consegue produzir materiais para comercialização.
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Visite: www.apafec.org.br |
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| 18/02/2012 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
A grande contradição brasileira
Economistas como Ladislau Dowbor entre nós, Ignace Sachs, Joan Alier, Herman Daly, Tim Jack e Peter Victor e bem antes Georgescu-Roegen incorporam organicamente o momento ecológico no processo produtivo. Especialmente o inglês T. Jack se celebrizou pelo livro “Prosperidade sem crescimento”(2009) e o canadense P. Victor pelo “Managing sem crescimento”(2008). Ambos mostraram que o aumento da dívida para financiar o consumo privado e público (é o caso atual nos paises ricos), exigindo mais energia e uso maior de bens e serviços naturais não é de modo algum sustentável.
Os Prêmios Nobel como P. Krugman e J. Stiglitz, porque não incluem explicitamente em suas análises os limites da Terra, caem na armadilha de propor como saída para a crise atual um maior gasto público no pressuposto de que este produzirá crescimento econômico e maior consumo com os quais se pagarão mais à frente as astronômicas dívidas privadas e públicas. Já dissemos à saciedade, que um planeta finito não suporta um projeto desta natureza que pressupõe a infinitude dos bens e serviços. Esse dado já é assegurado.
Para os países pobres e emergentes se inverte a equação. Precisa-se de “crescimento com prosperidade”. O crescimento é necessário para atender as demandas mínimas dos que estão na pobreza, na miséria e na exclusão social. É uma questão de justiça: assegurar a quantidade de bens e serviços indispensáveis. Mas simultaneamente deve-se visar a prosperidade que tem a ver com a qualidade do crescimento. Há o risco real de que sejam vítimas da lógica do sistema que incita a consumir mais e mais, especialmente bens supérfluos. Então acabam agravando os limites da Terra, coisa que se quer exatamente evitar. Estamos face a um angustiante círculo vicioso que não sabemos como faze-lo virtuoso sem prejudicar a sustentabilidade da Terra viva.
A contradição vivida pelo Brasil é esta: urge crescer para realizar o que o governo petista fez: garantir os mínimos para que milhões pudessem comer e, por políticas sociais, serem inseridos na sociedade. Para as classes já atendidas, precisa-se cobrar menos crescimento e mais prosperidade: melhorar a qualidade do bem viver, da educação, das relações sociais menos desiguais e mais solidariedade a partir dos últimos. Mas quem vai convecê-los se são violentamente cooptados pela propaganda que os incita ao consumo? Ocorre que até agora os governos apenas fizeram políticas distributivas: repartiram desigualmente os recursos públicos. Primeiro garantem-se 140 bilhões de reais para o sistema financeiro a fim de pagar a dívida pública, depois para os grandes projetos e somente cerca de 60 bilhões para as imensas maiorias que só agora estão ascendendo. Todos ganham mas de forma desigual. Tratar de forma desigual a iguais é grande injustiça. Nunca houve políticas redistributivas: tirar dos ricos (por meios legais) e repassar aos que mais precisam. Haveria equidade.
O mais grave é que com a obsessão do crescimento estamos minando a vitalidade da Terra. Precisamos de um crescimento mas com uma nova consciência ecológica que nos liberte da escravidão do prudutivismo e do consumismo. Esse é o grande desafio para enfrentar a incômoda contradição brasileira.
Imagem: http://4.bp.blogspot.com/_mFtNIgV-DW0/TBu6ntH873I/AAAAAAAAAR0/gkwdMLSDr_Y/s320/desigualdade.jpg |
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| 18/02/2012 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Jovens discutem a importância das rádios comunitárias em Santa Catarina
O Assentamento 25 de Julho tem 204 hectares de terra, sendo que 75 hectares de produção de alimentos, o que garante a subsistência dos assentados além de levar alimento até a cidade através do programa de combate a fome do governo federal. O Instituto Padre Vilson em Florianópolis é um dos que recebem o alimento direto do campo.
O debate A alvorada começa a raiar. Ouve-se o canto dos pássaros e alguns passos, barulho de copos e um movimentar de pessoas. Dentro do Centro de Formação, nas mesas, está o café acompanhado de pão caseiro e geléia. Ali estão vinte e noves estudantes que participam das atividades no EIV.
Para este dia estava marcado dois debates. Na parte da manhã o tema: Criminalização dos Movimentos Sociais, com a advogada Daniela Rabaioli. Daniela falou como o Estado age com maior força repressiva quando é agredido o bem privado, e utiliza o Direito, principalmente o Direito Penal, para legitimar a propriedade privada. Também explicou o papel da grande mídia de colocar apenas a versão dos poderosos. Daí, toda a luta dos movimentos sociais para manterem sua autonomia de organização.
Na parte da tarde foi a vez de falar sobre mídia, especialmente sobre rádios comunitárias. Coube a mim levar um pouco da experiência da Rádio Comunitária Campeche, compartilhando as ideias. Contei o histórico da Rádio Campeche, que nasce depois da discussão do Plano Diretor para a cidade de Florianópolis, e da necessidade de informar os moradores sobre as lutas do bairro. Foi relatada a diferença entre rádio livre e rádio comunitária.
A rádio comunitária pressupõe o vínculo com a comunidade e ela opina e contribui nas decisões, Rádio Comunitária é compromisso. Falei sobre a dificuldade que enfrentamos para criar o vínculo com o comércio local, através dos apoios culturais. Da necessidade de alguém estar sempre se comunicando e buscando estes apoiadores que também ajudam a rádio existir. Algo que ainda não conseguimos, mas que é um trabalho a ser feito. Falei ainda sobre os associados, que são os moradores locais que podem contribuir com a programação, participar das atividades e fazer com que a rádio tenha mais dinâmica.
Ao findar a tarde, caminhamos juntos até uma cachoeira para ouvirmos as pedras que correm no porão da história, ali nos banhamos para recomeçar outro dia de busca por vida boa e bonita para todos.
Por Rubens Lopes da Rádio Comunitária Campeche |
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| 07/12/2012 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Jovens encerram oficina e planejam continuidade do trabalho
Também estiveram presentes membros da Cáritas Brasileira Regional Santa Catarina, gestora do projeto, e da Cáritas Diocesana de Caçador, parceira na execução do mesmo na região de Caçador e Joaçaba. Este projeto conta com Patrocínio do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania da Petrobras.
Apesar do encerramento das etapas formativas, a oficina para os jovens está apenas nos primeiros passos. O objetivo é constituir um grupo auto gestionário de serviços na área da comunicação social. Os participantes, divididos em grupos regionalizados serão acompanhados pela articuladora local do projeto com atividades formativas e de planejamento das próximas ações.
Essa iniciativa visa oferecer oportunidades de geração de trabalho e renda a população juvenil que necessita desse apoio. A Cáritas, além da formação e do acompanhamento dado pelo projeto FORTEES, pretende viabilizar, com auxílio de outros projetos, a implementação do grupo de prestação de serviços na área de comunicação.
Por Estela Alves da Maia, articuladora local do projeto na região de Caçador e Joaçaba.
Tomado do Boletim Info Cáritas: http://cnbbsul4.org.br/rede/caritas/2012/02/06/oficina_comunicacao_cacador/ |
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| 30/01/2012 - Organizações Sociais - Mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||
PRECISAMOS DE UNIDADE E DE AÇÕES DE MASSA INTERNACIONAIS... Para enfrentar a crise capitalista!
Durante 5 dias centenas de militantes sociais, entidades e intelectuais se reuniram em Porto Alegre, para realizar diversos debates e convergências de diálogos sobre a crise capitalista mundial e suas conseqüências no meio ambiente e nas populações.
O evento realizado entre 24 e 29 de janeiro não teve o mesmo glamour e nem a massifividade de outras ocasiões. Não era um Fórum mundial, era apenas um fórum internacional, temático, com foco na crise e meio ambiente. Por isso a participação foi mais militante e representativa. Houveram dezenas de reuniões, oficinas, seminários e debates, entre as mais diferentes redes internacionais e articulações sociais. Daí sua importância, de continuar sendo um espaço de exposições de idéias, de debates e diálogos entre diferentes entidades e visões de mundo.
2. A unidade na analise da conjuntura. O resultado desses diálogos é que se produziu uma profunda coincidência de analises e avaliações, entre os mais diferentes movimentos sociais presentes (do Brasil e da América Latina, alguns europeus), intelectuais comprometidos com o povo, entidades da sociedade civil e militantes anônimos, porem muito combativos. Todos concordaram que estamos no inicio de uma crise, prolongada, que é estrutural do capitalismo, agora globalizado, capitaneado pelo capital financeiro e suas corporações transnacionais. Que os estados nacionais e seus governos estão à mercê dos interesses do grande capital, e de certa forma de mãos amarradas para tomar medidas efetivas que pudessem resolver a crise, sem afetar os trabalhadores. Todos concordaram que diante da crise, as grandes empresas capitalistas, seus bancos e corporações e seus governos nacionais, se movem e estão atodanto as seguintes estragégias: a) Utilizar os recursos públicos em seu proveito e assim amenizar a crise; b) Provocar conflitos bélicos regionais, para gerar demandas ao complexo industrial-militar; c) Reprimir possíveis mobilizações populares, como vem sendo feito em todos paises aonde há mobilizações, inclusive nos Estados Unidos e Europa; d) Se apropriar dos recursos naturais, privatizando-os para as empresas, como forma de transformar o capital fictício em patrimônio, bens efetivos, e assim na próxima etapa os transformam em lucros extraordinários; e) Transformar os países do hemisfério sul em meros exportadores de matérias primas para suas necessidades; f) Aumentar o desemprego no hemisfério norte, sobretudo entre jovens e os trabalhadores das industrias; g) Que podem usar a conferencia da Rio+ 20, como teatro internacional para dizer que estão interessados na sustentabilidade e criar um novo marco legal, que lhes dê credibilidade para se apropriarem dos recursos naturais, naquilo que se tem chamado de "economia verde", e seguir acumulando lucros, com colorido verde;
3. As propostas unitárias para enfrentar a crise. Diante dessa situação, realizou-se em Porto alegre, como ultima atividade do Fórum, uma importante assembléia internacional de movimentos sociais, que produziu um documento de analise e selou um acordo unitário, entre todas as iniciativas, para:
a) Denunciar, os estados e governos que estão operando apenas em favor do capital; b) Denunciar essa máscara de economia verde, como engôdo para esconder a verdadeira causa dos problemas ambientais que se reproduzem em todo mundo; c) Ter claro que os principais inimigos do povo nessa etapa do capitalismo, são o capital financeiro, as empresas transnacionais, e os processos de militarização e repressão que ocorrem nos país; d) Lutar por uma democracia verdadeira, que supere a mera representatividade formal, a manipulação que os capitalistas estão operando em relação aos governos e construa novas formas de participação popular nos destinos dos países; e) Esforçar-se para realizar grandes mobilizações de massa em todos os paises, contra os inimigos comuns, única forma de podermos alterar a correlação de forças atuais; f) Defender os recursos naturais de nossos países, como questão de soberania nacional e popular, frente a ofensiva e apropriação privada do capital; g) Exigir dos governos políticas publicas de proteção aos interesses da maioria da população, em especial os mais pobres e trabalhadores; h) Realizar esforços para enfrentar o monopólio dos meios de comunicação de massa, que em todos os países manipulam as massas e distorcem as verdadieras causas da crise e suas graves conseqüências para a humanidade; i) Redobrar os esforços para construir a unidade entre todas as forças sociais em nossos países e a nível internacional, única forma de enfrentarmos a força do capital; j) Programar a semana de 5 junho, como a grande jornada mundial, em defesa do meio ambiente e contra as empresas transnacionais; k) Programar-se para realizar entre 18-26 de junho, no Rio de Janeiro, uma grande mobilização mundial, com acampamento permanente, realizando a cúpula dos povos, em contraposição a cúpula dos governos e do capital. Como vêem, os espaços de Porto Alegre foram muito férteis na construção de convergência e unidade de propósitos. Agora, espera-se que todas as forças envolvidas, no Brasil, na América Latina e em todo mundo, logrem levar à prática os acordos programáticos.
Por João Pedro Stédile - coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST. |
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| 28/01/2012 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Zumbi e Dandara presentes no Pinheirinho!!!
O governo do PSDB agiu em defesa da propriedade privada de Naji Nahas, um empresário corrupto, desrespeitando a vida dos cidadãos que lutavam para defender o direito a moradia.
A desapropriação de terrenos urbanos para fins sociais é um direito que ampara a população que luta por moradia.
Geraldo Alckmin e o PSDB agiram de forma violenta e covarde contra homens, mulheres e crianças – trabalhadores e trabalhadoras indefesos – apenas para garantir os privilégios das elites dominantes.
O Círculo Palmarino se solidariza com as famílias e os lutadores sociais que resistiram bravamente a investida policial do estado burguês a serviço dos interesses econômicos da elite dominante e racista.
Zumbi e Dandara estiveram presentes no Pinheirinho, lutando em defesa daquele território, ao lado de nosso povo e contra as forças invasoras do governo de Geraldo Alckmin e do PSDB.
Reverenciemos a coragem destes quilombolas: foram fortes, valente e bravos e, com certeza, inspirados pela força de nossos ancestrais, continuarão lutando, até a vitória, sempre!
Círculo Palmarino Palmares/Pinheirinho, 25 de janeiro de 2012. |
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| 17/01/2012 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Ação no STF cobra cassação de concessões de rádio e TV nas mãos de deputados e senadores
O texto constitucional veta a parlamentares “firmar ou manter contrato” como sócios de concessionárias de serviço público, o que é o caso dessas concessões. No Brasil, as frequências pelas quais são veiculadas as emissões de rádio e de TV são de posse do poder público, que as concede mediante o cumprimento de determinadas regras.
A medida prevista pela Constituição de 1988, porém, é historicamente descumprida, havendo casos notórios de parlamentares que são donos de concessões. Um deles é o de José Sarney, presidente do Senado (PMDB-AP), que, embora não conste oficialmente como proprietário, tem os filhos nesta condição. Levantamento feito pelos autores da ação detectou 41 deputados e 7 senadores como sócios ou associados de canais rádio e TV.
A organização Transparência Brasil encontrou número ainda maior ao levar em conta casos de parentes registrados pelo Ministério das Comunicações: 52 deputados e 18 senadores, ou seja, respectivamente 10% e 22% da composição total das casas legislativas, uma situação reconhecida pelo atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, como ilegal.
A ação alerta ainda que a barreira política imposta por um deputado ou senador no conteúdo divulgado pela empresa de comunicação limita a liberdade de expressão da população. O texto pede, em caráter liminar, que o governo federal seja impedido de outorgar ou renovar novas concessões dadas a parlamentares. Se deferida na íntegra, a decisão impede também que políticos com sociedade em concessões tomem posse nos cargos.
Conselho de Comunicação Social: mais um artigo constitucional desrespeitado O Congresso descumpre atualmente outro artigo constitucional que não precisa de regulação para ser colocado em prática. O Conselho de Comunicação Social deveria estar constituído e funcionando, mas tem um histórico de operação esporádica e de pouco efeito. O órgão serviria para debater as questões relevantes do setor e propor medidas que poderiam, quando fosse o caso, ser transformadas em projeto de lei. Em novembro de 2010, sob pressão, o presidente do Senado, José Sarney, chegou a se comprometer com a reativação do colegiado, mas não levou a promessa adiante.
Publicado em 17.01.12 - Por Rede Brasil Atual
Imagem: http://3.bp.blogspot.com/_RXvCDmvWiMU/TJY-ss_sxcI/AAAAAAAAB9c/L3l-QbMZLSs/s1600/basta-mafalda.jpg |
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| 09/01/2012 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Agenda para 2012: viver mais o presente.
Dia 01 de janeiro, por exemplo, é o 45º Dia mundial da paz. No mundo católico, do qual muitos fazemos parte, propõe-se neste dia o tema “Educar os jovens para a justiça e a paz”. Que isso nos inspire na nossa missão de educadores fazendo-nos conscientes de que somente pode ensinar quem coloca em prática o que ensina e está sempre aberto para aprender com o outro.
No dia 22 de fevereiro, quarta-feira de cinzas, será o primeiro dia após o descanso ou alegria do Carnaval. Em 2012, o tema da Campanha da Fraternidade é: Fraternidade e Saúde Pública e o Lema: Que a saúde se difunda sobre a terra! (Eclo 38,8). A nossa tarefa nesse período poderá ser a alegria de pensar a saúde como o fim de todas as doenças. Podemos assumir nova atitude, respeitando em primeiro lugar os nossos próprios limites e depois multiplicando compromissos por vida saudável na alimentação, no cuidado com o nosso corpo, da alegria da nossa alma, na harmonia que vem do cuidado com todos os seres vivos. Além disso, que ninguém deixe de assistir ao filme-documentário O veneno está na mesa [1], de Sílvio Tendler, que alerta para o grande perigo que está chegando à nossa mesa: os agrotóxicos.
Na madrugada do dia 09 de abril, a comunidade Dandara, no Céu Azul, em Belo Horizonte , celebrará três anos de existência. Antes, centenas de famílias crucificadas pelo aluguel, por estarem sobrevivendo de favor, nas ruas ou em áreas de risco. Mas com a ajuda das Brigadas Populares, do MST, do Fórum de Moradia do Barreiro e de uma grande Rede de Apoio Externo, hoje, após ocuparem “um latifúndio urbano” que não cumpria sua função social, quase mil famílias vivem em comunidade já tendo construído mais de 800 casas de alvenaria, Igreja Ecumênica, Centro Comunitário, dezenas de liderança e, melhor, construindo pessoas. Dandara, como uma estrela luminosa, aponta o caminho para os pobres se libertarem de tantas escravidões.
Em abril, para celebrar a data da chegada dos portugueses ao Brasil podemos olhar melhor para todos os bens naturais que nos cercam, sem ficarmos tristes pela falta do feriado do dia 21 de abril, ou apenas lamentando a nossa condição de vítimas do sistema colonial. É hora de sairmos de fato do sistema colonizador. É uma boa oportunidade para estudarmos um pouco mais a História e ver tantas oportunidades que estamos construindo nesse momento no nosso país.
O dia 01 de maio, como todo ano, será feriado nacional. Que tal encontrar outros amigos trabalhadores em algum ato público que valorize o trabalho como dignificante para a vida? E que denunciemos toda forma de trabalho que agride a dignidade humana.
O dia 31 de maio, também poderá ser um dia de festa para todos que se inspiram no evangelho do galileu de Nazaré. Celebramos 60 anos de ordenação sacerdotal de Dom Pedro Casaldáliga – bispo emérito de São Félix do Araguaia, MT em 1952. Temos motivos de sobra para agradecer à vida por sermos contemporâneos de tão eminente testemunho profético. Que a centelha da profecia irradie no nosso modo de ser e de agir!
Em junho de 2012 acontecerá no Rio de Janeiro a Rio+20. O encontro reunirá chefes de Estado que debaterão sobre ecologia global e sustentabilidade. Mais importante que o debate dos chefes de Estado é a oportunidade que terá toda a sociedade mundial para pensar e exigir dos chefes do poder maiores cuidados com a vida no Planeta. Não poderemos perder mais essa oportunidade!
De 07 a 11 de outubro de 2012 ocorrerá o Congresso Continental de Teologia – UNISINOS – na cidade de São Leopoldo, RS. Que as vozes da Teologia da Libertação sejam ouvidas a partir do encontro e sejam inspiração para justiça e paz para todos.
E para os que gostam dos números inteiros temos muitas oportunidades de humanização em 2012: São 150 anos da publicação por Victor Hugo de Os Miseráveis – 1862 - quem não leu ainda, está na hora. Depois de tanto tempo ainda temos muito que aprender com esse clásico da literatura mundial. No Brasil, temos 110 anos da publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha. Resgatar a história de Canudos pode ser boa inspiração para aprendermos mais com tantos fatos que estão no fundo das nossas gavetas.
Este ano é o marco dos 100 anos: a) do início da Guerra do Contestado - 1912-1916. Material para estudar é que não vai faltar neste ano; b) do naufrágio do navio Titanic. Pode ser um momento ideal para aprendermos mais sobre os limites da ciência e da técnica. As crianças vão gostar… Que o Planeta Terra não continue sendo empinado como um Titanic!
Celebra-se os 80 anos da conquista do direito de voto das mulheres no Brasil – 1932 -, é momento para que todas as mulheres possam ver que de fato a principal política não é a política partidária. Melhor fazermos outras formas de política.
Completam-se 70 anos do primeiro reator nuclear – 1942 – é hora de educação para a paz interior, social, ecumênica e ecológica, tudo isso como fruto da justiça, do amor e do perdão.
São 60 anos da criação da CNBB – 14/10/1962 – é hora de regatarmos os princípios do Concílio Vaticano II, da Opção pelos Pobres e pela juventude – de Medelín (1968) e Puebla (1979) – e o protagonismo das/os leigas/os – da Conferência de Santo Domingos (1992). É hora de fortalecer as Comunidades Eclesias de Base – CEBs.
Também chegamos ao meio século, 50 anos da prisão de Nelson Mandela na Africa do Sul – 1962 – é ano de participarmos do Movimento Negro, nas suas mais diversas expressões, e decretar o fim de todo e qualquer tipo de racismo e preconceito. Aliás, o Brasil é o país que tem a maior população negra fora da África. Todo nosso apoio aos quilombolas na demarcacão de suas terras e no respeito a sua cultura tão bela e exuberante. Que o povo negro das favelas descobra a força e o valor que tem e, despertos, não mais aceitem movimentar a engrenagem do capitalismo por uma migalha de salário!
Meio século também do filme O pagador de promesas, de Anselmo Duarte, 1962 – vamos valorizar a beleza do cinema e da cultura brasileira. Viva o povo brasileiro! É nas raízes mais profundas da nossa cultura popular, camponesa e tupiniquim que estão as chaves que poderão abrir portas para a construção de um outro mundo, justo e solidário.
Significativos também os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, inaugurado pelo Papa João XXIII em 11/10/1962 na Basílica de São Pedro, em Roma, com a presença inédita de 2.540 padres conciliares, é hora de continuarmos a luta pela construção de igrejas democráticas, ecumênicas e populares, igrejas que animem a convivência a partir do princípio da compaixão-misericórdia.
São 40 anos da criação do Conselho Indigenista Missionário – CIMI – que o testemunho libertador de tantos apaixonados pela causa indígena nos faça solidários ao grande e plural Movimento Indígena na luta pela demarcação de suas terras, respeito às suas culturas e místicas de convivência harmônica com toda a biodiversidade. Feliz quem tiver a grandeza de aprender com nossos parentes indígenas! Sem a sabedoria indígena não há futuro para o povo brasileiro.
Parece que foi ontem, mas lá se vão 20 anos do impeachment de Fernando Collor de Melo – 1992. Em 2012 teremos eleições municipais para prefeitos e vereadores, dia 07 de outubro. Precisamos, nos limites da democracia representativa, aprender a votar em políticos por vocação. Aprender também que a maior parte das nossas energias devem ser dedicadas a lutas na Política que realmente faz diferença: a política dos pobres que lutam de forma organizada em movimentos populares autênticos. Apenas um pouquinho de energia em campanhas eleitorais. Não esqueçamos: o poder é exercido mandando-se, ou impedindo-se.
P.S.: Conto com você para ajudar no resgate de várias outras datas e outros acontecimentos históricos não mencionados por mim, mas que não podem ser esquecidos, pois engrandecem a nossa História. Aguardo sua contribuição pelo e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br
[1] Já disponibilizado no www.youtube.com no link: http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg Abs terno. Gilvander Moreira - gilvander@igrejadocarmo.com.br
Por Gilvander Moreira - Frei e padre carmelita, mestre em Exegese Bíblica , professor do Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos no Instituto Santo Tomás de Aquino – ISTA -, em Belo Horizonte , e no Seminário São José, em Mariana, MG -, assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br – www.gilvander.org.br – www.twitter.com/gilvanderluis - facebook: gilvander.moreira
Imagem: http://2.bp.blogspot.com/-2U8bARXlrMM/TeQdVP7DttI/AAAAAAAAABY/ykvTl5tlA6A/s320/socialismo.jpg |
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| 29/11/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
MST perde Egídio Brunetto, companheiro de todas as frentes de batalha
Egídio foi um ser humano muito especial. Filho de camponeses sem terra, trabalhou desde a infância na roça e, sempre muito esperto e indignado, envolveu-se com a pastoral da terra na região de Xanxerê, em Santa Catarina, e se transformou em militante do MST desde a década de 80.
Bogo: "Egídio ao passar quis ser somente humano" Desde então, contribuiu com a organização do Movimento em todo o país e com as lutas dos trabalhadores rurais pela terra, pela Reforma Agrária e por transformações sociais.
Militante exemplar, preocupava-se sempre com os cuidados de cada militante. Foi uma pessoa generosa e solidária com todos.
Egídio empunhou a bandeira do internacionalismo e da solidariedade às luta dos povos e da classe trabalhadora, responsável pela relação do Movimento com organizações camponesas na América Latina e no mundo, sendo fundador da Via Campesina Internacional.
O MST e o povo brasileiro perdem um grande companheiro e um ser humano exemplar, um guerreiro Sem Terra que andou pelo mundo, construindo alianças com a classe trabalhadora.
O grande companheiro Egídio nos deixa muitos e belos exemplos de vida, que nos motivarão a seguir o seu legado.
Com muita dor, Direção Nacional do MST
Tomado da Pagina do MST – www.mst.org.br |
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| 28/11/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Cooperativa Inétida Promove Café – Anticolonial
Apenas começando A Cooperativa de Produção em Comunicação e Cultura será fundada no dia 9 de dezembro, mas a parceria entre parte de seus cooperantes existe desde agosto de 2007, quando fundaram o Portal Desacato, veículo independente, sem laços com partidos políticos, sindicatos ou qualquer organização pública, privada, estatal ou paraestatal. A linha do Desacato é claramente anticapitalista e antiimperialista e adianta o objetivo da cooperativa: a soberania comunicacional popular, ou seja, dar voz e visibilidade àqueles que não encontram espaço e nem apoio na grande mídia. Por que uma cooperativa? O objetivo central do grupo não é novo: reunir pessoas de diversas gerações, com a intenção de abrir consciências, apresentar diferentes visões dos fatos e outra forma de cultura. “O inédito fica restrito à ferramenta, que precisa ser construída por todos os cooperados e pelo público, que pode e deve partilhar essa experiência como parceiro ativo”, afirma um dos membros da cooperativa, Raúl Fitipaldi. Fitipaldi destaca que algumas ONGs estão cada vez mais ligadas ao uso do dinheiro público e à lavagem de dinheiro de grandes empresas estrangeiras, guiadas por propósitos que se afastam da transparência e do interesse das maiorias. Mas o cooperativismo aparece como uma opção democrática e honesta, que se aproxima da visão de mundo compartilhada pelo grupo. De acordo com ele, no Brasil, o cooperativismo é muito determinado pelo capitalismo, pelas empresas de exportação raras cooperativas de serviços de saúde e, principalmente, pelas cooperativas de crédito. “No entanto, os princípios de autogestão condizem com a percepção de Soberania Comunicacional Popular com a qual pretendemos contribuir.” Por apresentar uma proposta inovadora no setor, enfrentaram-se algumas dificuldades até a formação do grupo e a conseqüente fundação da cooperativa, mas o desafio é motivador. “Não temos muitas idéias acumuladas, experiências para trocar, mas acredito que é preferível fracassar tentando criar fontes legítimas de produção, a ter sucesso desviando o dinheiro dos trabalhadores.” Como irá funcionará? A cooperativa pretende ser uma opção diante dos monopólios da comunicação, que vá além dos projetos individuais, característicos da internet, por exemplo. “Vivemos muitas vezes sob uma perspectiva pós-moderna de negação do coletivo e repetidora do modelo vigente, ainda que o discurso seja de oposição ao sistema”. Na cooperativa, o instrumento, seja ele internet, jornal impresso, livro ou peça de arte, é produto, direto ou indireto, de uma construção coletiva, aberta. A primeira forma que a população tem de contar com a cooperativa é se apropriando dos seus conteúdos, sugerindo outros, narrando através dela sua cultura, mobilizações e reivindicações. “Nossos serviços seguirão os seguintes princípios: informar, educar, formar e mobilizar, com o objetivo de uma sociedade justa, democrática e universal”, destaca Fitipaldi. Os serviços oferecidos se adaptarão à demanda, ou seja, pode-se comunicar uma notícia, artigo, audiovisual, livro, cobertura de eventos, apresentação de arte, entre outros. Diante das dificuldades e dos desafios que trilham a nova fase do grupo, Fitipaldi é otimista e o nome do atual carro chefe da entidade expressa muito bem de onde vem a motivação: Desacato. “Isso implica em reconhecer que esse sistema não serve e que precisa mudar. Somos parte desta América Nossa e sabemos que Outro Mundo é Possível e Urgente”. ______________________________________________ Contato: Raúl Fitipaldi (48) 96229128 Vanessa Bortucan (48) 9629-1525 Larissa Cabral (48) 9953-5339 Twitter: @desacatobrasil Facebook: http://www.facebook.com/events/190280954387414/ |
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| 18/11/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Daqui na Rede alcança marca de 500 mil acessos
O portal de notícias do distrito de Santo Antônio de Lisboa e arredores Daqui na Rede acaba de alcançar a marca de 500 mil acessos. Uma vitória, especialmente para um veículo de comunicação tão novo e local. O site, que entrou oficialmente no ar em 1º de março de 2011, cobre, principalmente, os bairros de Santo Antônio, Sambaqui, Barra do Sambaqui, Cacupé, Ratones, Jurerê e Daniela, entre outras localidades de Florianópolis.
Nesses oito meses e meio, o Daqui, idealizado e liderado pelo jornalista e fotógrafo Celso Martins, vem tentando contribuir para a democratização da informação e prezando pela qualidade da produção jornalística, inclusive, com a publicação de algumas edições de um jornal impresso de mesmo nome. Agradecemos a todos os leitores e colaboradores por essa conquista. Confira, abaixo, alguns depoimentos generosos de quem tem acompanhado a nossa trajetória: Edenaldo Lisboa da Cunha (Feijão), nativo de Santo Antônio. Presidente do Avante e coordenador do Carnaval de Santo Antônio de Lisboa, além de comerciante e dono do bar Gambarzeira.
"O Daqui era tudo o que precisávamos. Com ele, podemos ser ouvidos, podemos expressar os nossos sentimentos, podemos nos informar sobre o que está acontecendo na nossa área. O trabalho do Celso é fantástico. Com suas coberturas, ajudou a valorizar as nossas tradições, como a Festa do Divino e o futebol de várzea. Só veio para somar mesmo, seja discordando ou apoiando, mas, acima de tudo, falando a verdade, até para quem não quer ouvir." Marcelo Rocha, nativo de Sambaqui. Vice-presidente da Associação do Bairro de Sambaqui (ABS).
"É muito fácil elogiar o trabalho do Daqui na Rede. O Celso é o motor dessa ferramenta, que possibilita a comunicação, uma coisa muito importante na nossa comunidade. O site é uma plataforma que dá acesso quase que instantaneamente ao que acontece por aqui. Por mim, pode ter menos futebol, embora eu saiba que grande parte desses acessos seja por conta disso. Mas nossa comunidade é assim, mesmo, muito festeira. Só que saber de futebol, restaurante, bingo e festa junina." Bernardo Kraijnbrink, holandês morador de Sambaqui. Integrante dos Conselhos locais de Segurança e de Saúde.
"Com a qualidade da grande mídia brasileira tão baixa, o Daqui na Rede é uma alternativa de bom jornalismo. Além disso, cada vez mais as pessoas querem saber do que acontece perto delas, do que influencia mais no dia a dia delas. É uma tendência. Assim, vê que o site e o jornal Daqui estão cumprindo com o seu papel." Raul Longo, paulistano morador de Sambaqui. Colunista do site, jornalista e escritor premiado.
Encontro de Carreiros
Fonte: http://www.daquinarede.com.br
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| 02/11/2011 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Festival de Karatê-dô de Fraiburgo foi sucesso
Os festivais, podem ser de muitos tipos, servem para satisfazer necessidades específicas de uma comunidade ou grupo social, bem como fornecer o entretenimento. Outros aspectos importantes de um festival, são: a celebração da cultura, a partilha de conhecimentos, ou seja, também é um momento de encontro e de troca, nesse sentido o Festival de Karatê-dô de Fraiburgo, pois, estudantes, pais, responsáveis e apoiadores da mais nobre das artes marciais, puderam desfrutar de bons momentos, apesar do frio intenso, que fez na terra da maçã.
Fonte: Blog Esportes em Debates – http://esportesemdebates.blogspot.com |
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| 12/09/2011 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
IV Mutirão de Venda da Ação Entre Amigos da APAFEC / VITAL CIDADÃO DO FUTURO
Durante os 04 mutirões realizados foram vendidas pelos integrantes das duas agremiações 400 cartelas, para uma arrecadação de R$ 1.200,00. Os puxiruns aconteceram nas datas e com os resultados a seguir: 1º Mutirão dia 06/08, foram vendidas 70 cartelas, ou 07 blocos: Arrecadação de R$ 210,00; 2º Mutirão dia 14/08, foram vendidas 150 cartelas, ou 15 blocos: Arrecadação de R$ 450,00; 3º Mutirão dia 03/09, foram vendidas 100 cartelas, ou 10 blocos: Arrecadação de R$ 300,00; 4º Mutirão dia 03/09, foram vendidas 80 cartelas, ou 08 blocos: Arrecadação de R$ 240,00.
“Envolveram-se nos 04 mutirões mais 39 integrantes das duas entidades. Com os recursos arrecadados vamos conseguir manter o trabalho que estamos realizando há quase 09 anos. Queremos agradecer toda a comunidade fraiburguense pela receptividade e carinho com que somos tratados, quando abordamos as pessoas na rua para oferecer as cartelas da Ação Entre Amigos 2011”. Comentou João Carlos Rodrigues.
“Comprovamos com os mutirões que a União Comunitária, torna a Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô e a APAFEC, cada vez mais fortes e coesas na busca da realização de seus objetivos. Obrigado a todos os integrantes das Associações que estão se disponibilizando nos mutirões”. Concluiu Luiz Coelho.
Confira abaixo lista de que ajudou nos mutirões até o ultimo sábado:
Não diga a Deus, o tamanho de seu problema. Diga ao seu problema, o tamanho do seu DEUS!
Fonte: Associação Vital Fraiburgo e APAFEC. |
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| 28/08/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
ABRAÇO comemora 15 anos com Dia de Mobilização das Rádios Comunitárias
A presidenta da Abraço-SC, Inês Fortes, entregou ao presidente da Assembleia, deputado Gelson Merísio, um documento no qual expressa o interesse das emissoras comunitárias de participar das campanhas publicitárias institucionais e poderem participar dos recursos destinados a este fim. A reivindicação integra a Carta Aberta às Autoridades e à Sociedade Brasileira, divulgada neste dia de mobilização, e conta com o apoio da bancada do PT.
Para o deputado Padre Pedro Baldissera, a presença da rádio comunitária em um município reforça a integração entre os moradores e tem um papel importante de transformação social. “É um canal de expressão da voz popular, valorizando as pautas locais”, disse o parlamentar. Para a integração das emissoras ao orçamento do Estado, o deputado propôs que as rádios comunitárias participem das discussões do orçamento regionalizado.
Veja a íntegra da Carta Aberta às Autoridades e à População
CARTA ABERTA ÀS AUTORIDADES E À SOCIEDADE BRASILEIRA 15 anos de luta em defesa das rádios comunitárias e pelo fim do monopólio na comunicação
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA (ABRAÇO) completa hoje, 25 de agosto, 15 anos de união das rádios comunitárias em nome da democratização dos meios de comunicação. São 15 anos de luta pelo direito fundamental, de todos os brasileiros, de fazer comunicação. É uma garantia constitucional e um direito universal. Cada cidadão e cidadã tem o direito de acessar informações e produções culturais, tanto quanto produzir informação e cultura. E é este o princípio que norteia a ABRAÇO. Neste período de trabalho observamos a clara monopolização da comunicação. Um pequeno grupo de grandes empresas, com a conivência do Ministério das Comunicações, insiste em atacar este direito. O motivo? Incomoda a eles que pessoas comuns, como você e sua família, possam acessar, na comunidade em que vivem, na cidade em que moram, um veículo próprio de comunicação. A rádio comunitária, um destes veículos, é um instrumento que difunde cultura e informação locais; é um espaço de debate da realidade que está à nossa volta, e que, portanto, integra a vida de todos. Como qualquer outro veículo de comunicação, a rádio comunitária deveria ter como limitações, apenas, as responsabilidades e condutas éticas a que estão subordinados todos os outros veículos. No entanto, o que se vê são ataques constantes, pressões econômicas, políticas e muitas amarras administrativas e jurídicas, construídas por grupos que, contraditoriamente, dizem defender a liberdade de expressão. Defendemos a existência de um sistema público de comunicação, representado em especial pelas rádios comunitárias. Defendemos que o Estado, não mais omisso, trabalhe e invista de forma RESPONSÁVEL em reformas estruturais que garantam o fortalecimento da democracia. Além das reformas política, administrativa e tributária, o Brasil precisa URGENTEMENTE de um novo marco regulatório para a comunicação. Defendemos leis e normas precisas, uma legislação avançada, que garanta a todos, e não a somente um pequeno grupo de grandes empresas, o direito à comunicação. As Rádios Comunitárias estão em todos os estados brasileiros, e além de auxiliarem de forma decisiva na democratização da comunicação, exercem um papel de agentes de transformações sociais positivas. Por estas razões, e pelas rádios representarem comunidades de todos os cantos do País, EXIGIMOS atenção e respeito do Poder Público. Em dois pontos fundamentais os governos podem auxiliar de maneira decisiva neste processo: nas garantias legais para a sustentabilidade das rádios e na capacitação das pessoas que, direta ou indiretamente, atuam neste sistema comunitário e público. Por isso, além das questões já encaminhadas e ratificadas pela 1ª Conferência Nacional de Comunicação, apresentamos às autoridades estaduais e nacionais reivindicações cujo interesse primordial é a liberdade de expressão e o respeito a direitos fundamentais da sociedade:
1. Revogação da decisão recente da ANATEL em ajustar as Rádios Comunitárias nos canais abaixo do 200. Isso simplesmente retira as emissoras comunitárias do diel.
2. Repasse de parte das campanhas publicitárias dos governos federal, Estadual e Municipal às rádios comunitárias.
3. Audiência pública nos estados para resolver os choques de freqüência, quando uma rádio se sobrepõe à outra.
4. Concessão de três canais alternativos entre 88-108, respeitando a freqüência de 104,9 como padrão nacional.
5. Desarquivamento dos processos que estão sendo criminalizados por conta do Termo de Ajuste de Conduta elaborado entre MC e M
6. .Revogação das multas decorrentes de apoios culturais e fim da indústria de multas.
7. Financiamento público e cumprimento do art. 20 da Lei 9.612/98 já!
Brasil, 24/25 de agosto de 2011 - 15 ANOS DE LUTA – DIA NACIONAL DE MOBILICAÇÃO DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS
Fonte: www.padrepedro.com.br
Imagem: http://1.bp.blogspot.com/-46_taYSSyZ0/TlaRJPCUpoI/AAAAAAAACbc/cg1zfGl0bYM/s320/IMG_0340.jpg |
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| 28/08/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
As conquistas da Via Campesina com a Jornada de Lutas
Em um dia de intensas negociações dentro do Palácio do Planalto, os cerca de quatro mil acampados permaneceram, desde 10 horas da manhã, às portas do Ministério da Fazenda. No fim da tarde, a mobilização retornou ao acampamento para que o governo federal, na figura do ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, apresentasse suas respostas. “A primeira grande conquista que vocês conseguiram foi que o governo recolocasse a reforma agrária na sua pauta”, afirmou.
Em termos concretos, as principais conquistas anunciadas pelo ministro foram o acréscimo de R$ 400 milhões no orçamento do Incra e MDA para obtenção de terras para a reforma agrária e a liberação dos R$ 15 milhões contingenciados do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Também estão na lista a implementação do Programa de Alfabetização Rural, nos moldes propostos pela Via Campesina, e o financiamento de agroindústria em assentamentos: R$ 200 milhões para projetos de até R$ 50 mil e outros R$ 250 milhões para projetos até R$ 250 mil, todos esses créditos a fundo perdido (confira outras conquistas abaixo).
Para o dirigente do MST e da Via Campesina João Paulo Rodrigues, o conjunto das respostas do governo federal é uma conquista importantíssima, saldo da mobilização que trouxe quatro mil camponeses à Brasília, mas mobilizou mais de 50 mil ao todo Brasil, na Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária. Entretanto, o dirigente salientou que o problema da dívida dos pequenos agricultores brasileiros, que somam cerca de R$ 30 bilhões, não foi respondido a contento:
“Estamos felizes, mas não com a proposta da dívida. Sabemos que a luta continuará.”
A proposta do governo permite que os endividados acessem um crédito de até R$ 20 mil, com juros de 2% ao ano e prazo de pagamento de 7 anos, para quitar as dívidas atuais, e os libera para acessar novos créditos no Pronaf. Os movimentos do campo reivindicavam a anistia da dívida.
Gilberto Carvalho reconheceu que sai destas negociações em dívida com povos indígenas, quilombolas e os atingidos por barragens, mas enfatizou que o governo retomará a política de homologações de terra e que novas conquistas sairão da mesa permanente que o governo mantém com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
A próxima reunião entre o governo e a Via Campesina já está marcada para o dia 21 de setembro.
Respostas do governo à Via Campesina: - Acréscimo de R$ 400 milhões no orçamento do Incra e MDA para obtenção de terras para a reforma agrária.
- Liberação dos R$ 15 milhões contingenciados do Pronera.
- Programa de Alfabetização Rural, nos moldes propostos pela Via Campesina. - Agroindústria em assentamentos: R$ 200 milhões para projetos de até R$ 50 mil e outros R$ 250 milhões para projetos até R$ 250 mil, todos esses créditos a fundo perdido.
- MDA e Incra devem apresentar entre 7 e 10 de setembro um plano emergencial de assentamento até o fim do ano, mas também com vistas até 2014.
- Dívida: crédito de até 20 mil, com juros de 2% ao ano e prazo de pagamento de 7 anos, para quitar as dívidas atuais, liberando o acesso a novos créditos no Pronaf.
- Inclusão das áreas de reforma agrária no Programa de Habitação que o governo anunciará semana que vem.
- A Produção Agroecologia Integrada e Sustentável (PAIS) terá todos os recursos necessários para todos os projetos apresentados.
- Instalação de Grupo de trabalho para laborar nova regulamentação para uso dos agrotóxicos.
- Implementação de 20 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs)
- Cultura: criação de editais para bibliotecas, cinema e produção audiovisual, específicos para o campo.
- Programa de liberação de outorgas para rádios comunitárias em assentamentos.
Por Vinicius Mansur, de Brasília (DF)
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| 23/08/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Trabalhadores montam acampamento nacional em Brasília
O acampamento é parte da Jornada Nacional de Lutas que acontece em todo o Brasil desde 22 de agosto. Além do acampamento, atos políticos e culturais devem acontecer em Brasília e nos Estados onde a Via Campesina e a AP estão organizados.
Entre os temas a serem debatidos no acampamento estão a urgência na reforma agrária, a busca de solução para o endividamento dos agricultores, a defesa do código florestal, medidas populares na área de energia e o debate sobre o projeto popular para o Brasil.
“Especialistas afirmam que o Brasil possui cerca de quatro milhões de famílias de trabalhadores sem terra que são potenciais beneficiárias de políticas de reforma agrária. Os latifúndios, com mais de mil hectares, somam menos de 1% das propriedades e controlam 44,42% das terras”, afirma José Batista de Oliveira do MST. A renegociação das dívidas dos pequenos agricultores e agricultoras também é pauta de reivindicação. Em todo o Brasil, o valor em dívidas vencidas chega a R$ 30 bilhões, de acordo com o Ministério da Fazenda. A situação é preocupante, pois a agricultura familiar é responsável pelo abastecimento interno de alimentos - responde por 70% dos alimentos da mesa do brasileiro.
Outra reivindicação do acampamento é a revisão das políticas de tarifas de energia elétrica e de gás de cozinha e a implementação de uma política de estimulo a medidas populares de produção e economia de energia.
“Queremos que a população receba gás de cozinha abaixo de R$ 20,00 por botijão. Antes da privatização estava a R$ 4,00 e agora está em média a R$45,00 por botijão. Além disso, queremos a instalação de um milhão de aquecedores solares de água, experiência comprovada que permite reduzir em 25% o consumo de energia de uma residência sem agredir o meio ambiente. Por fim exigimos o fim dos aumentos nas tarifas de energia elétrica”, declarou Gilberto Cervinski, da coordenação nacional do MAB.
Leia também: Atingidos por barragens e sem terra marcham em Tocantins MAB participa de mobilização de sindicatos urbanitários e eletrecitários da Paraíba Via Campesina ocupa Incra em Belo Horizonte Ações no Norte e Nordeste se somam à Jornada de Lutas Atingidos por Belo Monte acampam em Altamira Movimentos da Via Campesina montam acampamento em Juazeiro
Fonte: http://www.mabnacional.org.br Imagem: http://www.apropucsp.org.br/apropuc/images/stories/jornada_de_lutas.jpg |
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| 16/08/2011 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Federalização do CEPROFF, vitória da organização popular!
No dia 19/03/2009, no auditório do CEPROFF (Centro Educacional Profissionalizante de Fraiburgo) aconteceu à audiência publica para discutir a federalização da instituição. O objetivo era torná-lo uma extensão do IFET (Instituto Federal de Ensino Tecnológico) de Videira. A audiência realizada pela comissão de educação e cultura da assembléia legislativa, contou com grande participação popular de 450 pessoas estiveram presentes das seguintes entidades: Agência Contestado de Notícias Populares – AGECON; Associação de Capoeira e Arte Popular; Associação Estadual da Juventude Rural SC Terra Livre – AEJRSC; Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC; Associação Vital Hayashiha de Karatê-dô de Fraiburgo; Cooperativa de Crédito com Interação Solidária – CRESOL Tangará; Estudantes e educadores da Escola Estadual Agrícola 25 de Maio; Estudantes e educadores da Escola Estadual de Ensino Médio Eurico Pinz; Estudantes e educadores da Escola Estadual Gonçalves Dias, Jornal Vitória; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST – Brigada Contestado; Pastoral da Juventude Rural – PJR Região do Contestado; Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Fraiburgo – SINTCOF e Sindicatos dos Servidores Municipais de Fraiburgo – SINTSER.
Um ponto negativo da audiência, foi que o prefeito Sr. Nelmar Pinz não esteve presente (mandou apenas um representante) e a secretária da educação do município de Fraiburgo Sra. Claudete de Matias Gueller, também não esteve presente (e não mandou representante ou justificou sua falta). Ou seja, durante a primeira vez da história de Fraiburgo, Um ponto negativo da audiência, foi que o prefeito Sr. Nelmar Pinz não esteve presente (mandou apenas um representante) e a secretária da educação do município de Fraiburgo Sra. Claudete de Matias Gueller, também não esteve presente (e não mandou representante ou justificou sua falta). Ou seja, durante a primeira vez da história de Fraiburgo, que foi discutida educação pública federal em nosso município, os gestores públicos não estiveram presentes.
O coordenador da audiência pública, deputado estadual Pedro Uczai, do PT (Partido dos Trabalhadores), abriu espaço para a manifestação da comunidade. As intervenções demonstraram o interesse da comunidade de acesso ao ensino publico federal, gratuito e de qualidade em nossa região.
A comunidade aprovou por unanimidade a sessão do CEPROFF por 25 anos, para uso do IFET. Os estudantes que participaram do debate, se manifestaram favoráveis, pois os cursos que serão oferecidos pelo mesmo, são essenciais para a formação dos jovens da região.
Por isso, nenhum político/partidário de Fraiburgo ou região, ou liderança comunitária pode se autodenominar pai ou mãe dessa conquista. A federalização do CEPROFF, tornando-o uma extensão do IFET (Instituto Federal de Ensino Tecnológico) de Videira, foi, é, e será sempre uma conquista e vitória da organização popular.
Caso os leitores desse pequeno artigo que tenha dúvida sobre os dados citados, procurem os registros nos anais da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa – ALESC, e verão que faço apenas uma constatação.
Não podemos defraudar a história de um povo. Viva a Organização Comunitária, educação federal em Fraiburgo uma Vitória da Organização Popular.
Por Jilson Carlos Souza Conselheiro Tutelar e Educador Popular, integrante da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC
Leia também: Coletivo de 21 Organizações Sociais do Contestado Apóiam a Federalização do CEPROFF http://www.agecon.org.br/ADM/ET/AED/pgNotGeraisIntegra.asp?COD=1316
Centro Profissionalizante de Fraiburgo será federalizado http://www.alesc.sc.gov.br/portal/imprensa/leitor_noticia.php?codigo=19922
Imagem: Renato de Souza |
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| 04/08/2011 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Prestação de contas a comunidade Fraiburguense
A Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular de Fraiburgo – APAFEC, por meio dessa nota, apresenta a comunidade fraiburguense e da região, o total de investimentos realizado de agosto de 2010 a julho de 2011, em sua sede, localizada no bairro São Miguel, na av. Pedro Gianello em frente ao portão principal do CAIC. Os recursos investidos são de várias fontes, entre elas: Ação Entre Amigos de Natal 2010, Doações de Pessoas Jurídicas (privadas e sem fins lucrativos), Doações de Pessoas Físicas, (entre pessoas jurídicas e físicas são mais de 40 doações), 1º Arraia Comunitário. A coordenação da APAFEC agradece a todos e todas que acreditam e contribuíram para aquisição da sede da APAFEC. Confira no quadro abaixo os investimentos realizados: Prestando contas a direção da APAFEC, demonstra todo o respeito que tem para com as pessoas e empresas e entidades sem fins lucrativos, que contribuíram e contribuem com o trabalho que vem sendo realizado há quase 09 anos. Prestamos conta porque queremos seguir contado com o apoio da população fraiburguense e de toda a região, na Ação Solidária Entre Amigos 2011, serão sorteados os seguintes prêmios: 1º Prêmio – Uma Moto CG Titan ano 2003, valor de R$ 3.000,00! (adquirida com recursos próprios) 2º Prêmio – Uma Câmara Digital Samsung 12,2 megapixels! Gentileza: Hollobyte Informática 3º Prêmio – Uma bicicleta Sundown Boa Viagem! Gentileza: SINTSER 4º Prêmio – Um liquidificador Faet Shake e Uma batedeira Britânia Perola (adquiridos com recursos próprios) 5º Prêmio – Uma furadeira Skil 500w! Gentileza: Rio Verde Materiais Construção. As cartelas já estão à venda, custam apenas R$ 3,00. O lucro arrecadado será empregado, para continuar pagando o pagamento do empréstimo, realizado ano passado junto a Cooperativa de Crédito com Interação Solidária – CRESOL Tangará, para a aquisição da sede da APAFEC. Para adquirir suas cartelas entre em contato com integrantes da APAFEC, da Associação Vital Fraiburgo de Karatê-dô e de outras entidades parceiras, ou ainda pelo telefones: 9111 – 6453 com o Jilson, 9113 – 2959 com Luiz Coelho, 9926 – 8629 com João Leandro e 8416 – 2074 com João Carlos. Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Visite: www.apafec.org.br
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| 01/08/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Extremo Oeste amplia movimento por campus da UFFS
Para o deputado Padre Pedro Baldissera, que participou do encontro nesta segunda-feira e defende prioridade para a criação do campus no Extremo Oeste, a população da região está mobilizada pela reivindicação desde a década de 90. "O movimento pela criação da UFFS começou no Extremo Oeste porque nossa população sabe o quanto podemos avançar com um instrumento de ensino superior, pesquisa e extensão trabalhando aqui na região", explica o parlamentar.
ACOMPANHE O HISTÓRICO DE ATUAÇÃO DO MANDATO PARA IMPLANTAÇÃO DA UFFS: Extremo Oeste amplia movimento por campus da UFFS Padre Pedro espera mudança na realidade social do Oeste com UFFS Padre Pedro ressalta vitória com UFFS e pede campus no Extremo Oeste Deputado destaca vitória popular com aprovação da UFFS Movimento Pró Universidade tem audiência com ministro Padre Pedro pede campus da Universidade do Mercosul no Extremo Oeste
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| 22/07/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
NOTA A IMPRENSA – Ocupação do INCRA será encerrada após vitória dos movimentos Goiânia, 22 de julho de 2011.
A superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Goiás está sendo ocupada, dês do dia 27 de junho de 2011 pelos movimentos: Terra Livre, Movimento de Libertação dos Sem Terras (MLST), Movimento de Volta dos Trabalhadores ao Campo (MVTC), Movimento Brasileiro dos Trabalhadores Rurais (MBTR) e pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETRAF-GO). E esta ação chega ao fim após a confirmação do presidente nacional do INCRA senhor Celso Lacerda da nomeação oficial do novo superintendente do órgão em Goiás o senhor Jorge Tadeu.
A pauta principal dos movimentos que estavam ocupando o INCRA em Goiás era a exoneração do superintendente até então o senhor Rogério Arantes e a nomeação de um novo superintendente, sendo que após a nomeação discutiríamos os outros pontos de pauta. A burocracia do governo e a interferência por parte de grupos políticos que não tem compromisso com a reforma agrária em Goiás buscaram de todas as formas desmobilizar os movimentos fazendo com que desistisse pelo cansaço. Mais a resistência,a persistência e a insistência de todos e todas que construíram essa ação fizeram com que ela se tornasse vitoriosa.
Com a nomeação do senhor Jorge Tadeu como novo superintendente do INCRA – GO conseguimos uma importante vitória que com certeza colaborara para um novo período na luta agrária em Goiás e no funcionamento do órgão, pois o novo superintendente é um servidor de carreira do INCRA de Sergipe sendo superintendente do órgão no ultimo período, e tendo demonstrado capacidade técnico-operativo e compromisso político e ideológico com a reforma agrária.
Por tanto ao conseguirmos essa importante vitória decidimos por desocupar o INCRA – GO, no entanto nossa luta continuará, pois a vários outros pontos de pauta que precisamos discutir com o novo superintendente e os novos gestores do INCRA em Goiás, para que o processo de reforma agrária possa avançar minimamente.
Com isso voltamos para os nossos acampamentos e assentamentos esperando que os novos gestores do INCRA – GO cumpram o seu papel como servidores público que é de servir os trabalhadores camponeses e familiares, agilizando o processo de reforma agrária em Goiás, dialogando com os movimentos e não os tendo como inimigos.
No entanto ressaltamos que se os outros pontos de pauta não forem atendidos e se o INCRA – GO continuar com a morosidade e a falta de compromisso do ultimo período não hesitaremos em ocupá-lo novamente.
Coordenação da Ocupação (Terra Livre, MLST, FETRAF, MVTC, MBTR).
Contatos: (62) 84325826.
Para mais informações: www.terralivre.org
Imagem: http://terralivre.org/wp-content/uploads/SDC17017-300x2251.jpg |
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| 22/07/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Brigadas Populares de MG dão exemplo da importância da comunicação para as lutas sociais
Confira a entrevista. Explique um pouco sobre a criação das Brigadas Populares. As Brigadas Populares é uma organização política, autônoma, que existe desde 2005. O embrião foi um Núcleo de Estudos Marxistas, mas a partir da reflexão sobre nossa realidade fomos vendo a necessidade de criar outras formas de contribuir na prática com a luta popular. Somos uma organização popular, militante e de massas. Portanto, aberta a todas e todos que querem lutar na construção de uma Nova Maioria Política, a caminho da emancipação da classe trabalhadora. A estrutura das Brigadas se divide em Brigadas Territoriais (espaços como comunidades/ ocupações onde construímos um trabalho politico, de acordo com a realidade de cada um desses lugares); Núcleos formados a partir de pautas específicas, como Núcleo de Saúde, de Juventude, Anti-Prisional, Núcleo Ikatu (formado no espaço da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, com pautas em torno da Universidade e Cidade) e, mais recente, Núcleo de Mídia Popular.
Há ainda as Frentes de Trabalho, a partir das quais desenvolvemos um planejamento de lutas específicas, de acordo com a linha política das Brigadas. Como as Brigadas iniciaram sua construção em torno das ocupações urbanas, uma das primeiras e mais fortes Frentes foi a de Moradia, que hoje se consolidou em Frente pela Reforma Urbana. É uma Frente que ampliou sua atuação em torno das contradições da cidade, que vão para além da questão da moradia; mas coloca em questão o direito à cidade. Ainda temos outras Frentes de atuação hoje: Frente de Juventude, Frente de Comunicação, Frente Anti-Prisional, Frente de Mulheres e Frente de Formação; além da Brigada especial "Nossa América", que debate questões em torno da integração latino-americana.
Para saber sobre a ação de cada uma das Frentes, é só acessar o site www.brigadaspopulares.org 1) Contribuir para a organização do povo, superando a dispersão e o individualismo presente no sistema capitalista. Organizar para emancipar.
2) Contribuir para a elevação do nível de consciência política do povo, estabelecendo a consciência de classe explorada, superando a ideologia burguesa, alienante, que impede a compreensão da realidade e das necessidades dos trabalhadores e das trabalhadoras.
3) Contribuir com a elevação do nível de luta, "somente a luta muda a vida". Para que as demandas do povo brasileiro sejam solucionadas é necessária a luta direta, organizada e consciente.
Vocês acompanham ocupações urbanas só na capital, em Belo Horizonte, em todo estado de Minas? Pode nos falar rapidamente sobre as lutas que vem acompanhando? Hoje, além da ocupação Dandara, acompanhamos algumas ocupações espontâneas, que hoje estão correndo risco de despejo. É caso da Vila Recanto (na região da Pampulha), Comunidade Pastoril Canaã (em Governador Valadares) e Comunidade Drummond (Itabira). Também estamos na construção do "Comitê Popular dos Atingidos pela Copa" (http://atingidoscopa2014.wordpress.com), que junto a outros movimentos e forças sociais está criando um espaço para discutir sobre esta Copa de 2014, seus reflexos na cidade e como podemos pensar em uma forma popular de superar as ações já pensadas do Estado, como despejos, privatizações, etc.
As ocupações urbanas e outras lutas só têm espaço na mídia porque não pode ser negado que é um fato; faz parte dessa "agenda jornalística". Mas infelizmente, a forma como a Mídia aborda esses assuntos é baseado no "espetáculo": "Famílias "invadiram" terreno em bairro tal"... A cobertura jornalística não dá espaço para isso ser apresentado e contextualizado para a sociedade. Não adianta só falar que uma ocupação aconteceu; precisamos falar sobre a política habitacional do Estado, questionar a especulação imobiliária, entender o porquê do direito à moradia estar somente na constituição e, por fim, refletir se esse Estado aí é que de fato não promove a segregação. Mas a mídia não tem profundidade e interesse em debater essas questões. E as consequencias, já sabemos. Cada dia que passa, cria-se um senso comum em torno dessas questões. Ainda é muito comum ver as lutas serem criminalizadas e a propriedade sendo defendida a unhas, dentes e no discurso, mesmo por aqueles que são explorados neste sistema. E às vezes, a cobertura fere principios do própria lógica prática-acadêmica do Jornalismo. Como ocorreu em março desde ano: o Jornal O Tempo soltou uma reportagem com dados totalmente equivocados sobre a comunidade Dandara, informando que moradores estavam vendendo lotes e que isso era comum na ocupação. É claro que existe uma intenção por trás de uma reportagem dessas. Os grandes jornais andam de acordo com os passos do Estado. Nesse caso, por exemplo, soltamos uma carta resposta, que felizmente teve uma boa repercussão principalmente na internet. Mas é revoltante saber que muitas pessoas ficaram com essa visão destorcida apresentada pelo Jornal.
Quais são as estratégias de comunicação do movimento para divulgar as lutas das comunidades? Por que acham que elas são importantes? A Comunicação está presente desde o início da Organização. Entendemos que a hegemonia dominante hoje se mantém muito por conta dos mecanismos de informação criados pela sociedade capitalista: o senso comum, o espírito conformista, a defesa da propriedade, a aversão às lutas. Por isso tentamos fortalecer ações de contra hegemonia, mesmo sendo dificil "disputar" com a força dos grandes meios. Temos uma concepção bem gramsciana; disputar os espaços hoje dominados, colocar em pauta a ideia da luta e da revolução; não deixar que se tenha essa hegemonia capitalista como a linha final. Tentamos construir espaços de debates na cidade (Universidades, outros espaços de luta, sindicatos); além de ver que na internet também podemos divulgar sobre o cotidiano das nossas lutas. Além do blog das Brigadas, temos blogues de cada uma das estruturas, inclusive da Ocupação Dandara, em que são atualizadas as ações, postamos vídeos, outras notícias e informações sobre as pautas, além de usar o instrumento das redes sociais. No útimo ECR (Encontro de Comunidades de Resistência, evento que realizamos todo ano) lançamos também uma ação que busca disseminar mais a prática e a reflexão sobre comunicação de resistência: É o Mídia Popular. Com a contribuição de grupos e movimentos envolvidos com a cultura e comunicação, fortalecemos a ideia de criar formas de levar para as comunidades, ocupações e outros espaços; a construção da nossa própria mídia: alternativa e popular; falando sobre nossa própria realidade. Inclusive no dia 16/07, teremos um evento chamado "Fala, Juventude!", em uma das comunidades da região metropolitana, em que vamos construir um espaço de Midia Popular.
Você pode apresentar um panorama geral da atual situação da ocupação Dandara, em BH? Há ameaças de despejo? Dandara possui hoje cerca de 900 famílias, com mais de 95% das casas construídas em alvenaria, ou seja, deixou de ser uma ocupação para se tornar uma comunidade consolidada do ponto de vista da apropriação do espaço. Temos dois centros comunitários, uma igreja ecumêmica e uma creche em processo de construção por meio de mutirões aos fins de semana. Porém o fantasma do desalojamento forçado subsiste. Ao longo desses dois anos (a ocupação foi realizada em abril de 2009), foram idas e vindas no processo judicial. Conseguimos suspender por vezes ordens judiciais de reintegração de posse. Atualmente, há decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinando reintegrar a Construtora Modelo na posse do imóvel, despejando as famílias que deram função social ao terreno de quase 400 mil metros quadrados. Diante da intransigência da Prefeitura de Belo Horizonte em contribuir para a negociação, será muito difícil realizar uma composição de interesses para viabilizar algum acordo. Desse modo, o mais provável é que seja determinada a expedição do mandado de desalojamento. Mas a omissão das autoridades, especialmente do Prefeito Márcio Lacerda, pode ter um preço muito alto, pois a comunidade Dandara é um símbolo nacional e internacional de resistência popular organizada. Você comentou que há problemas em outras comunidades, de outras cidades... Poderia falar melhor sobre elas? Como é a relação de vocês com essas lutas? Também estamos participando do processo de resistência de algumas ocupações ameaçadas de despejo do interior de Minas. Os dois casos mais importantes são as ocupações Carlos Drummond, em Itabira (120 km de BH), e Pastoril Canaã, em Governador Valadares (300 km de BH). Quanto à comunidade Drummond, está em curso neste momento um acampamento inédito e histórico, montado na porta da Prefeitura de Itabira desde o dia 24 de maior deste ano (sic!) para pressionar o Prefeito João Izael (PR) pela negociação. A ordem judicial determinou que cerca de 300 famílias que vivem há 11 anos na comunidade fossem despejadas sem qualquer alternativa. O prazo final para o cumprimento da ordem é dia 31 de julho deste ano. Mas diante da resistência, da organização e da repercussão da luta heróica das famílias do Drummond no acampamento montado na porta da Prefeitura (algumas noites, fez frio de 8º graus nas madrugadas de Itabira!), estamos confiantes de que vamos reverter a situação.
No caso da comunidade Pastoril Canaã, onde vivem efetivamente 71 famílias, desde o ano de 2008, tivemos uma vitória importante. Apesar de não conseguirmos a permanência das famílias na área (por ser de risco e sujeita à inundação), logramos rancar o compromisso da Prefeita de que todas as famílias serão reassentadas até setembro de 20121, começando com 10 famílias que irão receber suas casas no dia 15 de agosto, conforme cronograma apresentado às Brigadas que ira contemplar as famílias em projetos habitacionais já contratados e seguindo uma ordem de preferência conforme os critérios de pobreza e vulnerabilidade social. Também há outras comunidades em cidades do interior do estado, como
Uberlândia, buscando o acompanhamento jurídico e, principalmente, político da organização. Infelizmente, nos faltam pernas para acompanhar tantas violações de direitos
Por Sheila Jacob
Fonte: http://www.piratininga.org.br
Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_Anba9UbAfeY/St4ylBQNu6I/AAAAAAAAC0w/cHET2xe3tOI/s320/Brigadas.jpg |
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| 11/07/2011 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Oficina de Hortas Comunitárias
Objetivos: · Recuperar o trabalho coletivo/comunitário como forma de superar o individualismo imposto pela modernidade e pelo capitalismo. · Resgatar a agroecologia como modo de viver, produzir e comercializar, contrapondo ao modelo capitalista do agronegócio/monocultivo. · Incentivar a produção, o consumo e a comercialização de alimentos saudáveis. · Possibilitar debate e organização de geração de renda baseada na Economia Solidária
Conteúdos: · História da agricultura · Agricultura convencional x agricultura camponesa · Agronegócio x agroecologia · Manejo ecológico: · Adubação orgânica · Composto · Adubação verde · Cultivos consorciados
· Economia Solidária: outro jeito de produzir e comercializar · Feiras agroecológicas · Consumo consciente
Lembramos também que as despesas com deslocamento e alimentação dos participantes são pagas pelo projeto.
CONTATO Estela Alves da Maia - Articuladora Local (49)3563 2045 - (48)91589537 caritascacador@gmail.com
OUTRAS INFORMAÇÕES
· Para aqueles que o combinado foi o deslocamento de carro, não esquecer de pegar uma nota com a seguinte descrição:
Descrição para Nota Fiscal:
Cáritas Brasileira Regional SC Rua Deputado Antonio Edu Vieira,1524 - Pantanal Florianópolis/SC 88040-001 FONE:4832347033 CNPJ:33.654.419/0012-79
As despesas de deslocamento para as oficina de treinamento e planejamento serão pagas pelo Projeto Petrobras por isso dêem preferência aos Postos Petrobras.
· Quem vem de ônibus segurar os bilhetes de passagem.
· O endereço completo do local da Oficina é:
Centro de Formação João Paulo II SC 302, Km09 – Linha Castelhano – Caçador/SC
O Centro se localiza em frente à Escola Municipal do bairro Castelhano
Imagem: http://www.inmed.org.br/news/newsjulho/100_0174.jpg
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| 08/07/2011 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Lançada Ação Solidária Entre Amigos 2011
1º Prêmio – Uma Moto CG Titan ano 2003, valor de R$ 3.000,00! (adquirida com recursos próprios) 2º Prêmio – Uma Câmara Digital Samsung 12,2 megapixels! Gentileza: Hollobyte Informática 3º Prêmio – Uma bicicleta Sundown Boa Viagem! Gentileza: SINTSER 4º Prêmio – Um liquidificador Faet Shake e Uma batedeira Britânia Perola (adquiridos com recursos próprios) 5º Prêmio – Uma furadeira Skil 500w! Gentileza: Rio Verde Materiais Construção.
O custo da cartela será de apenas R$ 3,00, serão confeccionadas 10.000 (dez mil) cartelas, todo o lucro arrecadado, será empregado no pagamento do empréstimo realizado ano passado junto a Cooperativa de Crédito com Interação Solidária – CRESOL Tangará, para a aquisição da sede da APAFEC, localizada na avenida Pedro Gianello, em frente ao portão principal do CAIC, no bairro São Miguel.
O sorteio será transmitido ao vivo pela Rádio Fraiburgo! Os ganhadores serão conhecidos em sorteio realizado durante a Festa da APAFEC que acontecerá no dia 12/11/2011, das 14h30min as 17h00min, no pátio da Igreja Católica! Com animação do comunicador Julio Santos. Acesse www.apafec.org.br e conheça o regulamento da Ação Solidária Entre Amigos 2011.
Fonte: APAFEC Contatos: apafec@apafec.org.br Visite: www.apafec.org.br |
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| 30/06/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Debate “Mulheres na luta” discute questões de gênero
A data escolhida é o dia visibilidade lésbica e também será o lançamento nacional da campanha contra a violência contra a mulher chamada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e pela Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL).
Participarão do debate Anahi Guedes, do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS); Kelly Vieira, coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos com Enfoque na Sexualidade da Associação das Travestis e Transexuais da Grande Florianópolis(ADEH); e Guilhermina Cunha Salasário, da Associação de Direitos Humanos com Enfoque na Sexualidade de Florianópolis da ADEH, do Conselho dos Direitos da Mulher e da ABL.
O interessados em receber certificado devem solicitar inscrição até o dia 23 de agosto pelo e-mail sindes@sindes.org.br com nome completo, cargo e local de trabalho.
O Sindes acredita que a luta contra os preconceitos e o desrespeito de direitos a qualquer ser humano, deve ser de todos nós. Participe do debate!
Fonte: http://www.sindes.org.br
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| 21/06/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
O caminho a ser percorrido – Novo marco regulatório para as rádios comunitárias
E, para fazer frente a tal estrutura, torna-se necessário que as rádios comunitárias, muito mais que promover a pluralidade e o acesso de todos aos benefícios oferecidos pela comunicação, necessitem do apoio irrestrito do comércio local, mediante a contraprestação do que se denomina Apoio Cultural. No entanto, tendo-se em conta a universalização de metodologias ultrapassadas de publicidade, estas ficam reféns de produtos normalmente elaborados por profissionais da área, mormente agências de publicidade e comunicadores, sem a necessária compreensão da proposta originária deste novo serviço de comunicação.
Por certo, há que se considerar as distorções ocorrentes nesta seara, tendo-se em conta que grande parte (calcula-se que mais de 51%) dessas emissoras pertencerem a particulares, a grupos políticos, religiosos ou familiares, o que por si só distorce o verdadeiro papel de tal instrumento público por excelência. O que pode ser amenizado com a implantação paulatina, em todo o país, do Selo Abraço, paralelamente as ações de eficiência nos serviços públicos com o necessário desaparelhamento do Ministério das Comunicações e o seu conseqüente fortalecimento institucional.
As interpretações recorrentes no meio jurídico governamental e empresarial, que buscam minimizar a participação de tais rádios perante as coletividades, mormente tendo-se em conta a escassez de recursos financeiros e humanos que, como já ressaltado, requerem um volume considerável diante da necessidade de manter-se uma estrutura adequada para garantir qualidade na programação e na transmissão. Dos temas de maior interesse e litigiosidade temos dentre outros: 1. O pagamento ao ECAD relativo a questão dos direitos autorais, em que pese a importância do tema, há que se achar formas e critérios para tal contribuição, tendo-se em conta que a emissora não possui o lucro como fim. 2.
A sustentabilidade e a necessidade de participação no “bolo publicitário” público a ser definido pela Secretaria de Comunicação da PR; 3. A Agência Pública de distribuição de recursos e conteúdo. 4. A competência e os critérios utilizados na fiscalização pela ANATEL, e a legalidade na delegação de função pelo MC; 5. A necessidade de cumprimento do art. 20 da Lei 9.612/98 pelo MC, que estabelece a obrigação de assessoramento/aprimoramento técnico e humano, e na questão da prestação de seus serviços, principalmente no setor de análise processual e outorga; 6. Na questão da nova conceituação do setor, mormente na questão dos apoios culturais, estabelecida pelo PL 4186/98, em tramite no Congresso Nacional.
Portanto, considerando-se o grande impasse conflituoso gerado por tais indefinições, torna-se indispensável e premente a mobilização de todos os setores envolvidos com o novo marco regulatório da comunicação deste país, para que busquemos seja o referido Projeto de Lei 4186/98, que estabelece nova normatização sobre as matérias em referência, juntamente com o Projeto de Lei 4549/98, que concede anistia aos vitimados pela criminalização das ações de resistência a opressão e omissão do Poder Público e do Poder da Mídia Oficiosa, por intermédio do justo remédio social concernente à desobediência civil.
Assim, a partir da Assembléia Geral da Abraço Nacional, aprazada para os dias 18 e 19 de junho do corrente ano, temos de estabelecer estratégia precisa para que avancemos em nossas proposições, com a efetivação de nossas reivindicações, mormente pela aprovação dos projetos de lei com tramite no Congresso Nacional, esgotando-se todas as negociações e, se necessário, com o recrudescimento de nossas ações.
Por: João Carlos Santin (Presidente Abraço – SC)
Tomado do site: http://www.abracosc.com.br
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| 19/06/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Vulva a liberdade: a marcha das vagabundas em Florianópolis
Mas ele, infelizmente, não está sozinho quando o assunto é falar absurdos sobre uma questão tão séria como o estupro. Por exemplo, o famoso humorista do programa CQC, Rafinha Bastos, pronunciou certa vez em tom de humor macabro: “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço”.
Eventos como esses reforçam o arraigado pensamento machista existente na nossa sociedade, o qual defende que: as mulheres são as culpadas dos estupros e não as vítimas, não podem assumir seus desejos, escolher o que vestir, com quem transar e jamais podem exigir respeito caso escolham a profissão mais antiga do mundo. Como resposta a esse pensamento, surgiu então a Marcha das Vagabundas, que ocorreu primeiramente no Canadá, ganhou o mundo, inclusive o Brasil, e hoje, dia 18/06/2011, estourou em Florianópolis.
A marcha que começou na Catedral Metropolitana de Florianópolis e depois ganhou a Avenida Beira Mar Norte, seguindo com as seguintes reivindicações e gritos de guerra: -“Se eu quisesse que me comessem, me vestiria de sanduíche!” - “Prostituição é profissão!” -“A luta é todo dia, mulheres não são mercadorias!” -“Rafinha Bastos não vou abraçar estupradores!” -“Meu corpo, minhas regras!” -“Se ser vagabunda é assumir meus desejos, escolher o que visto e com quem eu transo, então nós somos!”
A marcha também trouxe a tona um dos casos de estupro que mais chocou. Florianópolis nos últimos tempos, onde uma garota de 13 anos foi violentada por três menores, dos quais um deles era filho da central de mídia RBS. O caso além de abafado pela grande mídia também foi camuflado pela justiça que deu aos jovens uma pena tão branda, que chegamos à conclusão que os ricos nessa cidade têm todo direito de estuprar.
Aos brados a multidão gritava: “Estupro RBS, gente não esquece!”, esse momento contrariou muitos comentários, principalmente aquele famoso de que a população brasileira esquece fatos com facilidade.
De qualquer modo foi muito lindo ver uma marcha que além de defender os direitos das prostitutas e mulheres, defendia também a liberdade de expressão de todas as formas: midiática, estética, política, profissional.
Gostaria então, de finalizar este artigo propondo uma forma eficiente de evitar os estupros. Por que ela é eficiente? Porque ela é destinada aos verdadeiros culpados e não as vítimas.
Ela é baseada em 10 regrinhas, as quais seguem abaixo: 1. Não coloque drogas nas bebidas das pessoas para controlar o comportamento delas.
Regras tiradas do site: http://www.sedentario.org/polemica-escandalo/dicas-para-a-prevencao-de-estupros-42429
Ao que praticam esse tipo de violência, por favor, sigam as regras! Para ficar mais fácil, não esqueça que as mulheres têm escolha e não estão no mundo para a sua satisfação, seja ela sexual ou de qualquer outro tipo.
Foto: Lívia Monte (celular)
Tomado do Portal Desacato – www.desacato.info integrante da Rede Popular Comunicação Catarinense |
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| 09/06/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
MST e MAB mobilizam mil pessoas em duas ocupações no planalto catarinense
Os funcionários da empresa apoiam a mobilização e afirmam que as condições em que trabalham são precárias e que a empresa tem tradição em quebra de contrato e desrespeito às leis trabalhistas. As famílias vizinhas da obra, que ainda não estão organizadas como atingidas, também demonstraram solidariedade para como os manifestantes, servindo-lhes de água e de seus pomares. Os atingidos reafirmaram as injustiças que estão sendo cometidas pela empresa construtora Triunfo.
As lutas devem pressionar a empresa concessionária das obras e Governos de todas as esferas para que as vidas sejam levadas em consideração ao construir o desenvolvimento do país. Até agora a empresa não se manifestou e o Governo Federal já respondeu a pauta da Reforma Agrária, mas ainda não colocou em prática.
De Abdon Batista – SC Por Rui Fernando Neto e Pepe Pereira dos Santos, Setor de Comunicação MST-SC
Imagem: http://www.sindaspisc.org.br/sindaspisc/images/stories/MST/MST_abdon.jpg |
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| 03/06/2011 - Organizações Sociais - Região | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais 760 pessoas já apóiam a construção da Escola Estadual no bairro São Miguel
No sábado 21/05, os integrantes das duas entidades recolheram 216 assinaturas, no sábado seguinte (28/05) foram coletadas 544 firmas. Para o próximo sábado 04/06 os componentes da APAFEC e da Associação Vital, voltaram às ruas do bairro São Miguel e Nossa Senhora aparecida para apanhar mais assinaturas.
“Esperamos seguir contanto com a acolhida e com a adesão para a Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel. A grande maioria dos moradores já entendeu a importância desse movimento, e tem se juntado a campanha, por entender que essa é uma das principais necessidades das pessoas que residem nos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida”. Relata João Ademir da coordenação.
Fonte: Campanha pela Construção da Escola Estadual no bairro São Miguel
Contatos: escolaestadualnosaomiguel@gmail.com
Acesse: http://escolaestadualnosaomiguel.blogspot.com
Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_DW7FXYHuBtw/TFoiTEujlYI/AAAAAAAABkY/2vz8gKvbPHc/s1600/abaixoassinado.jpg
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| 24/05/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Porque que é preciso resistir, lutar e avançar sempre!
Desde o dia 30 de março estão sendo realizadas reuniões nos locais de trabalho por todo Estado para eleger os delegados ao Congresso, que pretende reunir cerca de 350 delegados e observadores em Balneário Camboriú, para discutir os seguintes temas: conjuntura nacional e internacional; desmonte dos Serviços Públicos; reforma sindical e direito de greve no Serviço Público; gênero, raça e etnia; saúde do trabalhador; aposentadoria do Servidor Público e reforma estatutária. No Congresso também acontece a abertura do processo eleitoral e eleição da comissão eleitoral para as eleições da nova Direção do Sindprevs/SC, gestão 2011/2014.
Até o momento foram 140 delegados eleitos. O prazo para envio das teses é até esta sexta-feira, dia 27 de maio/2011. As teses podem ser enviadas para imprensa@sindprevs-sc.org.br
15 de junho
A partir das 14hs - Hospedagem dos participantes
9hs às 12hs - Painel I - Análise Conjuntura nacional e internacional
9hs às 13hs – Painel IV - O Fim do Serviço Público ( Reforma Sindical, Organização Social, - Aposentadoria no Serviço Público, Produtividade, Avaliação de Desempenho e Direito de Greve no Serviço Público)
Mais informações sobre o Congresso você encontra no sítio do Sindicato: www.sindprevs-sc.org.br
Fonte: Sindprevs/SC
Imagem: http://www.machadoproducoes.com.br/imagens/noticias/NOTICIA_7.jpg |
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| 20/05/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Documentário sobre transporte coletivo ganha nova versão e será disponibilizado de graça na internet
(48) 9911-1177 / 3206-1930
Luiza Bodenmüller: (48) 9982-1735
Mais informações e fotos divulgação no site: www.impasse.com.br
Imagem: http://3.bp.blogspot.com/_j4w1jWowE9w/TJIF7XcRfJI/AAAAAAAAAf4/CLr9PCCELNE/s1600/impasse.jpg |
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| 14/05/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
MAB e Padre Pedro debate projetos com governador Raimundo Colombo
"Com o MAB, apresentamos a realidade das famílias atingidas e a necessidade de políticas de estruturação para as comunidades prejudicadas e de incentivo à produção de energia a partir de outras fontes que não as hidrelétricas. Quanto aos nossos projetos, listamos o que consideramos fundamental e saímos com uma avaliação positiva", afirmou Padre Pedro.
O parlamentar debateu com Colombo a Lei 14.872/2009, que autoriza a instituição do Conselho Estadual da Juventude, o projeto 316/09, que disciplina a piscicultura continental (aprovado pela Assembleia e vetado pelo Governo) e algumas Indicações dirigidas à agricultura familiar, hospitais filantrópicos e o uso da área do Complexo Prisional de Florianópolis.
Quanto ao Conselho da Juventude, Colombo mostrou-se sensível à reivindicação de uma espaço para articulação de políticas públicas articulado por jovens. O projeto que originou a lei foi apresentado por Padre Pedro em 2007.
O governador ainda garantiu uma análise criteriosa do veto à regulamentação da piscicultura continental. "Esta proposta melhora a realidade da nossa agricultura familiar que trabalha com a criação de peixes. É importante para garantir que Santa Catarina permanecerá como principal produtor de pescado do país", avalia Padre Pedro.
A primeira indicação trata da isenção das tarifas de água e energia elétrica aos hospitais filantrópicos e públicos. Conforme o governador, a reivindicação de Padre Pedro será contemplada com a substituição de equipamentos antigos utilizados nos hospitais, que consomem uma quantidade maior de energia, por novos produtos que reduzem o consumo em mais de 50%. Conforme Colombo, o Governo do Estado garantirá R$ 50 milhões aos hospitais para as substituições.
Uma segunda indicação trata da tarifação reduzida para o consumo de energia elétrica pela agricultura familiar, no horário noturno, a denominada "Tarifa Verde". A terceira sugere o envio de um projeto revogando a Lei 12.926, de 4 de fevereiro de 2004, que autoriza a venda ou a permuta de imóveis em que funcionam estabelecimentos penais e prisionais. O pedido dirige-se principalmente à área do Complexo Prisional de Florianópolis, na qual Padre Pedro defende a implantação de um parque público que abrigue lazer, cultura e esporte, o atendimento assistencial e uma clínica de terapias complementares.
Movimento dos Atingidos por Barragens Entre os pontos, os principais destaques das lideranças do MAB são as propostas de mudanças na política energética do País, e os pedidos de suspensão dos estudos da barragem de Itapiranga, no rio Uruguai, e das obras da Usina Hidrelétrica Garibaldi, em Cerro Negro, região Serrana. No caso de Cerro Negro, o objetivo é interromper as obras até que as famílias recebam informações sobre o processo de construção da usina e seja encaminhada a negociação quanto a indenizações e reassentamentos.
No documento entregue ao Governador, o MAB destaca a necessidade de medidas estruturantes e de reparação dos impactos sociais sofridos pelas comunidades atingidas por barragens. O movimento cita, principalmente, a necessidade de uma política para as habitações, terra para reassentamento e para a assistência técnica e o apoio a projetos de geração alternativa de energia, em especial de biogás (geração de energia a partir de dejetos suínos).
Além da pauta de reivindicações, o governador recebeu o Decreto Presidencial tratando do cadastro sócio-econômico dos atingidos, um relatório – produzido pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – listando dezenas de violações dos direitos das famílias prejudicadas pelas usinas, o projeto de instalação de geradores de energia a partir de biogás, no Oeste e o projeto de desenvolvimento e recuperação das comunidades ribeirinhas da barragem Foz do Chapecó.
Colombo assumiu o compromisso de articular um encontro entre MAB, Ministério Público, Fatma e as empresas responsáveis pelas obras da Usina Garibaldi, em Cerro Negro, para tratar de um cronograma de negociações com as famílias. Quanto ao projeto da usina de Itapiranga, Colombo visitará a região para uma reunião com prefeitos e lideranças do MAB. Além disso, o governador ainda assumiu o compromisso de apoiar projetos no setor de produção de biogás.
Assessoria de Comunicação
Imagem: http://www.mabnacional.org.br/ilustra/020710_conab_03.jpg |
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| 03/05/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Considerações sobre o Seminário de Imprensa Sindical
A qualidade dos debates e o entusiasmo dos participantes nos fez pensar, o quanto é importante esta discussão sobre a importância da comunicação, ser abraçada por mais pessoas ganhando as ruas e quem sabe termos um projeto unificado de comunicação para derrotar nossos maiores inimigos em comum: o sistema capitalista e a hegemonia burguesa.
O 3º Seminário de Imprensa Sindical plantou sementes. Cabe agora cuidá-las, regá-las e fazê-las crescer! Essa discussão não pode parar aqui! Nós, do SINDPREVS/SC, sugerimos a formação de uma comissão para pensarmos a realização do 4º Seminário de Imprensa Sindical. Quem tiver interesse em construir o 4º Seminário de Imprensa Sindical pode enviar um e-mail para imprensa@sindprevs-sc.org.br.
Fotos do 3º Seminário:
Rosangela e marcela – jornalistas do SINDPREVS/SC |
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| 03/05/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
SINTRAFESC realiza manifestação nesta quarta, dia 4, no Centro da Capital
Segundo a presidenta do SINTRAFESC, Maria das Graças Gomes Albert, "o momento é de mobilização para impedir que haja retrocesso na luta dos servidores públicos federais, especialmente nos casos do Incra, Ibama e ICMBio, os mais ameaçados de serem atingidos por medidas do novo governo federal". Maria das Graças acrescentou, porém, que nenhum servidor público federal está livre de sofrer perdas, pois "há vários projetos e medidas provisórias tramitando no Congresso que podem inclusive congelar os salários por 10 anos".
Em todos os locais visitados, os dirigentes do SINTRAFESC aproveitam para falar também da Campanha Salarial 2011, que luta contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores; pela regulamentação da negociação coletiva no setor público e direito de greve irrestrito; pela retirada dos projetos, Medidas Provisórias e decretos contrários aos interesses dos servidores públicos; pelo cumprimento por parte do governo dos acordos firmados e não cumpridos; por uma política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário-base e incorporação das gratificações; pela paridade (igualdade) entre ativos, aposentados e pensionistas; e pela definição da data-base em 1º de maio.
Fonte: SINTRAFESC – Assessoria de Imprensa. |
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| 01/05/2011 - Organizações Sociais - Mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||
O Massacre de Chicago
Em Chicago milhares de operários paralisaram os trabalhos e manifestaram-se nas ruas. A violência da polícia em todo o país matou nove operários. No dia 3 de maio, os pinkertons (polícia privada) mataram seis operários e feriram outros cinqüenta em Chicago. No dia 4, no final de uma jornada de protesto, autorizada pelo prefeito de Chicago, a polícia lançou-se sobre os grevistas na praça, abrindo fogo e ferindo duzentos deles.
O alastramento da repressão fez a greve refluir e os meses seguintes foram de terror: estado de sítio, centenas de prisões, toques de recolher, fechamento dos jornais operários, invasões de casas. Oito líderes anarquistas foram presos e condenados num processo rápido e cheio de vícios jurídicos, sem a apresentação de nenhuma prova inconteste.
A dignidade dos líderes operários causou revolta nos jornais patronais e nas autoridades. Os operários assumiram sua ideologia anarquista e a luta pelos direitos dos trabalhadores. No dia 28 de agosto, veio a sentença da justiça burguesa: sete condenados à forca e um a quinze anos de prisão. O governador do Estado comutou para pena perpétua a condenação de pena de morte de dois líderes que haviam pedido clemência. No dia 10 de novembro de 1887, Ling suicidou-se com uma dinamite. Fischer, Parsons, Engel e Spies foram enforcados no dia 11.
O resultado desta luta é que em 1º. de maio de 1890, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a lei de oito horas de jornada. O 1º. de maio passou a ser comemorado pelos trabalhadores em todo o mundo como símbolo de suas lutas pela conquista de oito horas de trabalho diário, regulamentação do trabalho feminino, luta por melhores condições de trabalho nas fábricas, dentre outras. A decisão pela criação do Dia Mundial do Trabalhador ocorreu na reunião da Segunda Internacional, ocorrida em Paris, em 20 de julho de 1889, acordando-se que seria realizada em 1º. de maio de cada ano manifestações para forçar os poderes públicos a reduzirem a jornada legal de trabalho a 8 horas.
No entanto, outras datas de luta coincidem com o 1º. de maio e têm nessa data uma referência. Em 1º. de maio de 1531, os aprendizes de artesãos da cidade de Luca, na Itália, realizam manifestação reivindicando salário mínimo e diminuição da jornada de trabalho. Em 1848, o 1º. de maio marca a data que o operariado inglês consegue a fixação pelo parlamento do limite de dez horas diárias de trabalho para os adultos, após décadas de protestos, assim como está ligada ao que nos Estados Unidos, nos Estados de Nova York e Pensilvânia, se convencionou chamar de moving day, data da celebração de contratos de trabalho.
O Massacre de Chicago não foi um caso isolado. As décadas de passagem para o século XX tiveram batalhas intensas contra o poder da burguesia e cada conquista da classe operária que se seguiu teve atrás de si memoráveis lutas civis, políticas, econômicas, sociais e culturais. Lideranças de trabalhadores sofreram a morte, a tortura, o degredo, as prisões odiosas, a expulsão do país e do trabalho. Através destas lutas se conquistaram os direitos trabalhistas agora ameaçados pela crise capitalista estourada em 2008 no centro do capitalismo, os Estados Unidos da América.
O Primeiro de Maio no Brasil Segundo José Luiz Del Roio, em seu livro 1º. DE MAIO: Cem Anos de Luta (1886-1986), editado pela Global Editora, no Brasil, as comemorações do Primeiro de Maio datam de 1895, cabendo a cidade de Santos a primazia de ter realizado reunião comemorativa “por iniciativa do Centro Socialista fundado por Silvério Fortes, Sóter Araújo e Carlos Escobar”. Outras reuniões ocorrerão em 1898 em cidades paulistas, principalmente Santos, São Paulo, Jundiaí, Campinas e Ribeirão Preto, realizadas sempre em lugares fechados, apesar de o Rio Grande do Sul ter registro de que em 1887, a União Operária tenha promovido uma apresentação de drama teatral intitulada “O 1º. De Maio”. Segundo o historiador Del Roio o “teatro é muito usado como instrumento de educação política, pois a maior parte dos trabalhadores é analfabeta e, mesmo quando sabe ler, são oriundos de povos de longa tradição apenas oral, tantos os brasileiros, como os italianos, e os ibéricos”.
As comemorações do Primeiro de Maio, contudo, parecem tomar outras feições, incorporando tanto o lado festivo como o combativo, sendo que a ênfase, ora num dos aspectos, ora em outro, se dará muito em conseqüência das circunstâncias em que são promovidas. Outrossim, quando a festa assume o caráter festivo não significa dizer que um conteúdo de combate, de protesto, de conflito, não esteja nele evidenciado; excepto quando a festa se torna um momento de conciliação de classes promovido pelo Estado, por empresários, ou entidades sindicais pelegas. Com o passar do tempo o Primeiro de Maio sai dos recintos fechados e ganha as praças, assumindo ares festivos e combativos com a realização de desfiles, comícios, apresentações artísticas, e acalorados debates entre outras atividades.
O 1º. de maio de 2011 A continuidade da política econômica conservadora imposta ao Brasil pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), e seguida à risca pelos últimos governos, agravará ainda mais as péssimas condições de vida da classe trabalhadora brasileira. No início de seu governo, a presidenta Dilma anunciou corte de 50 bilhões de reais no orçamento da União, atingindo áreas sociais como a educação, a seguridade social, e o programa Minha Casa Minha Vida. A anunciada suspensão dos concursos públicos prejudicará o atendimento à população em vários setores como educação, saúde, previdência, fiscalização das condições de trabalho, dentre outros.
Ao mesmo tempo, a prioridade do governo continua sendo a manutenção dos altos lucros do setor financeiro, aumentando a taxa de juros que remunera a dívida pública a 12%, a maior do mundo, em aberta contradição com a política dos países desenvolvidos, como EUA e Japão, que para enfrentar a crise capitalista em curso reduziram as taxas de juros. Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, de toda a Receita Geral da União de 2009 (cerca de R$ 1, 068 trilhão), a saúde e a educação ficaram com 4,64% e 2,88% respectivamente, enquanto que o pagamento da amortização e dos juros da dívida pública (excluindo-se o refinanciamento) abocanhou 35,57%, nada menos que R$ 380 bilhões. Lembre-se aqui, que através da Desvinculação das Receitas da União (DRU) criada por Cardoso e mantida pelos últimos governos, 20% da receita vinculada constitucionalmente à educação e à seguridade social vinha sendo desviada anualmente para o pagamento da dívida aos banqueiros, apesar do propalado e mentiroso discurso governamental de que a previdência (que compõe com a saúde e a assistência social o orçamento da Seguridade Social) é deficitária. Em 2009, atendendo emenda da Senadora Ideli Salvatti, o Congresso Nacional promulgou o fim escalonado da DRU na área da educação: 12,5% em 2009; 5% em 2010 e 0% em 2011. A sangria da seguridade social continua mantida. Como vemos o controle do capital financeiro sobre o Estado brasileiro é uma das principais causas da degradação do serviço público no país e dos constrangimentos a um desenvolvimento econômico e social voltado para os interesses do povo brasileiro. Por isto, os protestos e mobilizações em todo o país, iniciados no dia 28 de abril, fazem ecoar o grito dos trabalhadores neste 1º. de maio, por: - Redução e congelamento dos preços; - Aumento geral dos salários e das aposentadorias; - Pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários; - Direitos sociais e trabalhistas; - Melhores condições de trabalho; - Valorização dos serviços e dos servidores públicos; - Transporte público, de qualidade e não aumento das tarifas; - Reforma Agrária e urbana; - Moradia digna para os trabalhadores; - Não ao pagamento da dívida pública; -Solidariedade internacionalista à luta dos trabalhadores; - Contra as guerras, pela paz e a autodeterminação dos povos; - Proteção do meio ambiente.
É hora de reforçar e apoiar a unidade dos movimentos populares, das forças de esquerda e entidades representativas dos trabalhadores, na luta pelos direitos trabalhistas e sociais ameaçados pelo capitalismo; construindo desde já a força social necessária à construção do socialismo.
Por Mauri Antonio da Silva – Secretário Geral da ADESSC- Associação dos Docentes de Ensino Superior de Santa Catarina. Enviado por Catarina Cesconeto Contato: cesconeto.c@ig.com.br Imagem: http://maniadehistoria.files.wordpress.com/2008/12/1_maio.jpg?w=400&h=456
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| 30/04/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Debatedores pedem revisão das regras de outorgas da radiodifusão
Segundo Fonseca, um dos convidados na audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, sobre a existência de “laranjas” como concessionários de emissoras de rádio e TV, esse problema existe e demonstra a deficiência da legislação e da gestão do setor. Ele defendeu a revisão do marco regulatório da mídia eletrônica, tomando como base o documento elaborado este ano pela Unesco. Além disso, sugeriu que seja proibida a participação de empresas que, de acordo com a legislação comercial vigente, possuem sócios ocultos.
Já o professor do Núcleo de Mídia e Política da Universidade de Brasília (UnB), Venício de Lima, vê no debate uma oportunidade para o Congresso encaminhar uma revisão geral da regulação do setor de comunicações. Os pontos críticos a serem atacados, em sua opinião, são a existência de normas diversas para serviços análogos; os prazos longos de concessão; regras que favorecem os concessionários e o "vínculo histórico" de parlamentares com as concessões de rádio e TV. Sugeriu, ainda, a realização de um recadastramento das concessões existentes e, em seguida, tornar essas informações públicas.
O representante do Tribunal de Contas da União (TCU), Maurício Wanderley, disse que o órgão acompanha o processo de licitação, mas reclamou do tempo longo para concessão das outorgas. Ele também citou a dificuldade do Ministério das Comunicações, responsável pelo processo de outorgas, de elaborar estudos de viabilidade técnicas que definem os preços das outorgas nas licitações.
Alterações no processo
O secretário de Serviços de Comunicações Eletrônicas do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, reconheceu falhas no processo e apresentou as alterações que vem procedendo para aprimorar as concessões na radiodifusão. Mas admite que tenha poucos instrumentos para identificar “laranjas” entre os concessionários, já que baseia a análise dos processos em documentos públicos, enquanto as irregularidades são perpetradas por meio de contratos de “gaveta”.
Lins disse que para evitar essas irregularidades de falsidade ideológica, o Minicom passará a exigir que os interessados em obter concessões de emissoras apresentem dois atestados de auditores comprovando a capacidade financeira da empresa de arcar com os custos da outorga. Também está elaborando um texto de decreto, alterando alguns pontos do procedimento de outorga, como aumentar a caução para participação de 0,5% para 20% do valor da outorga. Outra providência seria antecipar o pagamento da outorga. E ainda solicitar que os concessionários informem, anualmente, a distribuição de lucros entre os sócios.
Além disso, Lins disse que já está quase pronto o convênio que transfere para a Anatel a fiscalização não só técnica, mas de conteúdo das emissoras. E ainda que está elaborando um plano de fiscalização que prevê a visita a todas as emissoras em um período de quatro anos. Por fim, que está elaborando um regulamento para uniformizar as sanções.
Por Lúcia Berbert, Tele.Síntese
Imagem: http://www.abert.org.br/site/images/stories/noticias/frentecom_internoPNG.png |
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| 30/04/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais
Unidos pelo desejo de mudança da sociedade, os movimentos sociais realizam o 3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais, dos dias 30 de abril a 02 de maio, na Praça da Assembléia, em Belo Horizonte. Durante o Encontro, várias pautas serão debatidas, além de realizados atos e audiências públicas. Também estão programadas diversas apresentações culturais na Praça da Assembléia Legislativa, como do artista mineiro Pereira da Viola, duelo de MC’s, apresentação da Companhia de Teatro ZAP 18, entre outras.
Os participantes do Encontro irão debater questões relacionadas ao acesso à terra no campo e na cidade; às lutas no mundo trabalho, como a redução da jornada de trabalho, piso salarial regional e terceirizações; às tarifas públicas, como energia, transporte, gás e água; à educação infantil no estado e a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.
O 3º Encontro dos Movimentos Sociais ainda reúne diversas atividades dos movimentos no período, como acampamento dos movimentos sociais, dos dias 25 a 29 de abril, na Praça da Assembléia; a Marcha do MAB, que saiu de 3 cidades do interior do estado no dia 26 e se somará ao acampamento, no dia 29 de abril; o Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, dos dias 25 a 29 de abril, em Sarzedo; o ato pelo Dia Internacional em Memória das Vítimas por Acidente de Trabalho, com participação de todas as centrais sindicais e movimentos populares, no dia 28 de abril, no centro de Belo Horizonte e as audiências públicas sobre as UMEIS (Unidade Municipal de Educação Infantil) e a valorização dos profissionais da educação infantil, no dia 27 de abril, contra acidentes de trabalho e uso abusivo de agrotóxico, no dia 29 de abril e contra os impactos sociais da mineração, também no 29, todas na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
O último dia do 3º Encontro dos Movimentos Sociais será marcado por um ato público na Praça Sete, centro de Belo Horizonte, reunindo todos os movimentos sociais e parceiros que participaram do Encontro.
Maiores informações no site: http://encontro.debh.com.br
Fonte: Equipe de Comunicação do Encontro
Imagem: http://www.sindipetromg.org.br/uploads/noticias/2425_cartaz_-_movimentos_sociais.jpg |
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| 27/04/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Empregadas domésticas se reúnem para oficializar lançamento de associação
A coordenadora da associação, Justina Inês Ogliari, lembra que a informalidade e vínculos pessoais entre patrões e empregados dificultam as negociações salariais e a garantia de direitos básicos. ”As domésticas têm os direitos trabalhistas desrespeitados. Num lar, as responsabilidades são inúmeras. Fazemos de tudo. Lavamos, passamos, cozinhamos e muitas vezes até criamos os filhos dos patrões. Mas a falta de valorização ainda é um obstáculo”. Explica Justina.
Ela lembra que a empregada doméstica, como estabelece a Constituição Federal de 1988, não tem direito à jornada de trabalho estabelecida em lei, hora extra, adicional noturno, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) obrigatório, seguro-desemprego e benefício por acidente de trabalho.
Por enquanto, a entidade reúne cerca de 30 mulheres. Futuramente, a intenção é transformar a entidade em sindicato, a fim de assegurar a representação e busca de conquistas para a categoria.
Mais informações: Coordenadora da Associação das Empregadas Domésticas e Diaristas de Blumenau e Região: Justina Ogliari - 8853 1827
Magali Moser
Imagem: http://www.pmjm.mg.gov.br/Portals/17/IMG_4176.jpg |
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| 25/04/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
DESACATO transmitirá ao Vivo, o Seminário "Para além do nosso umbigo: os desafios da imprensa sindical"
Anunciamos também que nesta semana inaugura seu trabalho de charges em Desacato o compa estadunidense Lloyd Dangle, em português e espanhol, com tradução e versão da colega Tali Feld Gleiser. Esta presença soma qualitativamente ao trabalho notável que sem pausa realiza nosso querido Kalvellido desde Málaga, Espanha.
Também lançaremos, em 1o. de Maio, em homenagem aos Trabalhadores, a Biblioteca Virtual do Portal Desacato, que visa publicar periodicamente livros, pesquisas, ensaios e coleções de artigos dos companheiros colaboradores de Descacato no mundo. O livro inicial é do companheiro Juan Luis Berterretche, e inclui uma entrevista nossa e a produção e apresentação de Wilmar Frantz Jr.
Lembramos que neste mês temos publicadocom muito sucesso e com a réplica na RPCC os trabalhos iniciais de Lívia Monte e Ana Luiza Lucena, assim com em março tinha sido com a estréia de Lidiane R. L. Desacato evolue aos poucos, aqui e fora do Brasil, em conjutno com a Rede Popular Catarinense de Comunicação e temos recuperado o estilo que traziamos até 2008 com sucesso, a tradução de alguns colegas (Carola Chávez e Julio Rudman, por agora) ao português, além do novo espaço: Crimes Imperialistas da Semana, em português e espanhol.
Fonte: www.desacato.info
Imagem: http://www.aparc.com.br/attachments/Image/transmissao-ao-vivo.jpg |
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| 25/04/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
3º Seminário de Imprensa Sindical Para além do nosso umbigo: os desafios da imprensa sindical
Dia 28 de abril de 2011, no Holtel Floph em Florianópolis Programação 8h30min – abertura Durante o evento haverá uma exposição do trabalho realizado pelo jornalista Osíris Duarte durante sua viagem a África.
Imagem: ennegrosobreblanco.wordpress.com
Fonte: www.desacato.info |
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| 11/04/2011 - Organizações Sociais - Mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||
A mídia e o imperialismo em debate
“Há 40 anos as práticas nas universidades são as mesmas, repetem os mesmos livros e não dão conta. Formam jornalistas que não sabem onde vivem e qual a posição social ocupam na sociedade”, criticou o palestrante. Para ele, a comunicação social que se diz alternativa, a exemplo da comunicação sindical, precisa romper paradigmas. Precisa saber a que ela é alternativa. “A comunicação alternativa, sindical, é considerada marginal. Ela tem que deixar de ser marginal, de ficar às margens, precisa se massificar para chegar às gentes e ser realmente alternativa a essa hegemonia que ai está”, ponderou Aram.
O professor ressaltou que, antes o capitalismo usava a força física para a dominação dos povos, agora usa a força midiática da indústria cultural. “Eles (os capitalistas) nos dizem o que é democracia e como ela deve ser. Há 30, 40 anos, se necessitava das forças armadas para se impor o modelo político, econômico e social capitalista. Hoje, o capital entra nas nossas casas com uma imagem única através dos noticiários, utiliza-se da cultura de massa”.
Para o professor, a idéia de que a mídia seria o quarto poder e fiscalizaria o legislativo, o judiciário e o executivo já caiu por terra. “Hoje, a mídia não é mais o quarto poder e sim o primeiro poder. E quem vai fiscalizar a imprensa se ela é o primeiro poder?” Para o palestrante, o que se busca hoje na mídia é “conseguir consumidores ou cordeirinhos políticos e religiosos, não formar cidadãos”.
Sobre o que está acontecendo na Líbia, por exemplo, Aram disse que a mídia está usando a tese de que em nome de salvar a humanidade é necessária uma intervenção do imperialismo naquele país. Assim como no Iraque Bush invadiu em nome das possíveis armas químicas, Obama agora invade em nome de proteger civis. “A primeira vitima é da guerra é a verdade”, disse.
Dominação cultural “Na América Latina, a mídia nos mostra louros, altos e de olhos claros. Não mostra a diversidade. Nós, latino-americanos, já não nos reconhecemos mais”, afirmou o professor. “Não adianta criarmos novos canais se continuarmos reproduzindo os conteúdos. Os conteúdos têm que mostrar nosso povo, nossa história, nossos sonhos. Hoje a mídia pauta os movimentos. Isso precisa mudar. São os movimentos que precisam pautar a mídia. Por exemplo, a Telesul (rede pública de TV Venezuelana criada no governo de Hugo Chavez) não pode ser uma versão da CNN em espanhol. Deve cobrir fatos que antes eram ocultados. Deve ter uma produção própria”, declarou.
Aram observou que na mídia burguesa o conteúdo é 90% de entretenimento. Porém, ressaltou que de nada adiantam TVs novas, novas rádios, novos jornais se estes continuarem passando o mesmo conteúdo e copiando os mesmos projetos imperialistas. Para ele, a imprensa sindical dvee ampliar a discussão e sair da marginalidade. “É preciso ocupar os espaços públicos”. Não adianta a imprensa sindical ficar restrita aos jornais das entidades sindicais. Aram também defendeu que a comunicação sindical precisa se profissionalizar e investir na formação dos seus jornalistas.
Por Marcela Cornelli, da Revista Pobres & Nojentas
Blog: http://pobresenojentas.blogspot.com
Imagem: |
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| 11/04/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Prorrogadas inscrições 3º Seminário de Imprensa Sindical do Sindprevs/SC
Segue abaixo e em anexo segue a programação do evento.
As vagas são limitadas. As inscrições foram prorrogadas até o dia 15 de abril/2011 (sexta-feira) e podem ser realizadas pelo endereço eletrônico: imprensa2@sindprevs-sc.org.br contendo as seguintes informações:
Nome:
e-mail:
local de trabalho:
fones de contato:
cidade:
categoria da inscrição:
( )jornalista, diplomado ( ) ou não( )
( ) estudante
( ) dirigente Sindical e outros
Valores da inscrição são: 40,00 não jornalistas* 30,00 jornalistas* 20,00 estudantes* * O valor da inscrição inclui o almoço.
A inscrição estará sujeita a confirmação após o envio do comprovante do depósito da taxa de inscrição.
O valor da inscrição deve ser depositado no Banco do Brasil, agência 4236-6, conta nº 7011-4 ou na Caixa Econômica Federal, agência 1078, operação 003, conta nº 333-9.
O comprovante do depósito da taxa de inscrição também deve ser enviado através do e-mail: imprensa2@sindprevs-sc.org.br com os nomes completos dos participantes.
Haverá exposição de materiais dos sindicatos. Tragam suas publicações! |
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| 11/04/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais uma edição da Pobres e Nojentas circulando
Assim, convidamos os amigos a prestigiar a performance poética de Uby, que batizamos de "Outono Poético". A atividade será no dia 15 de abril, sexta-feira, às 20 horas, na Travessa Boêmia Bar e Petiscaria, localizada na Travessa Ratcliff , n. 172, Centro, Florianópolis. Não perca mais esta atividade da P&N com a parceria do poeta Uby! Mais informações da revista pelo Blog: http://pobresenojentas.blogspot.com/2011/04/p-26-sera-lancada-no-dia-15.html
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| 09/04/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
“Poder acessar a justiça é direito humano”.
Consideramos vital que todos os parceiros e aliados desta causa estejam presentes para construirmos coletivamente as estratégias para que esta pauta seja consolidada. Esperamos que Santa Catarina tenha o direito garantido em 2011.
Convidamos, também para participação no seminário “O que é a Defensoria?” organizado pelo Centro Acadêmico XI de Fevereiro/UFSC, Unochapecó e Anadep, que conta com o nosso apoio e de outras entidades, e será realizado no período de 13 a 15 de abril, 8h20min às 11h50 e das 18h30min às 22h00min, no Auditório do Centro Sócio Econômico - Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, conforme programação e outras informações que seguem anexas.
Caso seja possível a participação de sua entidade na reunião com os deputados, por favor, encaminhe o nome(s) da pessoa(s) que estará presente e o fone de contato para passarmos outros informes, oportunamente.
Pedimos que divulgue a reunião para suas entidades de contato. Conselho de Administração da Associação Juízes para a Democracia
Contatos: Alessandro da Silva - juiz do trabalho substituto do Tribunal Regional da 12ª Região/SC (fone: 48 9946-5146), membro do Conselho da Associação Juízes para a Democracia.
Luís Fernando de Camargo Barros Vidal, - juiz de direito em São Paulo (fone: 11 -9182-1936 e 3241 2918), presidente do Conselho da Associação Juízes para Democracia
Kenarik Boujikian Felippe- juíza de direito da 16ª Vara Criminal de São Paulo, e-mail : kenarik@uol.com.br; fone (11)2127-9152 ou (11)3253-5867 e (11)9602-4853, secretaria do Conselho da Associação Juízes para a Democracia
Enviado por João Carlos Santin
Imagem: http://www.anadep.org.br/wtksite/cms/conteudo/10653/SC_e_PR.jpg |
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| 06/04/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Especial Encontro Nacional de Mulheres do MAB
MAB lança relatório durante ato com parceiros históricos Um ato político com representações do governo, do parlamento, das Pastorais Sociais da CNBB e de diversas organizações e movimentos sociais antecedeu a noite festiva em comemoração aos 20 anos do MAB durante o Encontro Nacional das Mulheres Atingidas por Barragens, que acontece em Brasília desde ontem (04/04). Entre outros, estiveram presentes representantes da Secretaria dos Direitos Humanos, da Secretaria de Juventude, da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, do Ministério da Saúde, vários deputados e representantes das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Matéria na íntegra: http://www.mabnacional.org.br/?q=noticia/mab-lan-relat-rio-durante-ato-com-parceiros-hist-ricos “Os impactos sofridos pelas mulheres atingidas por barragens são invisibilizados” Na tarde dessa terça-feira (05/04), as militantes do MAB presentes no Encontro Nacional das Mulheres Atingidas por Barragens debateram sobre a violação dos direitos humanos sofrida pelas populações atingidas por barragens. Os participantes da mesa, o militante do MAB membro da Comissão Especial “Atingidos por Barragens”, Leandro Scalabrin e a coordenadora nacional do MAB, Ivanei Dalla Costa, ressaltaram que as mulheres são as mais prejudicadas pelo processo de implantação das barragens, mas que esse fato é invisibilizado. Matéria na íntegra: http://www.mabnacional.org.br/?q=noticia/os-impactos-sofridos-pelas-atingidas-s-invisibilizados Encontro discute opressão das mulheres na história Na manhã desta terça-feira (05/04), as participantes do Encontro Nacional das Mulheres Atingidas por Barragens tiveram um espaço de formação sobre o desenvolvimento da sociedade e a opressão de gênero. Eliane de Moura Martins, da Coordenação Nacional da Consulta Popular, foi convidada para falar sobre o assunto às mais de 400 mulheres, no Parque da Cidade, em Brasília. Matéria na íntegra: http://www.mabnacional.org.br/?q=noticia/encontro-discute-opress-das-mulheres-na-hist-ria Ciranda das crianças garante participação de mães no encontro O Encontro Nacional das Mulheres Atingidas por Barragens não conta apenas com as 450 mulheres presentes. Também participam do encontro cerca de 30 crianças atingidas por barragens que vieram acompanhadas de suas mães. Matéria na íntegra: http://www.mabnacional.org.br/?q=noticia/ciranda-das-crian-garante-participa-m-es-no-encontro
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| 01/04/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Centrais e movimentos sociais preparam Jornada Nacional de Lutas
Uma comissão composta por representantes da CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira das Mulheres (UBM) vai se reunir no dia 8 de abril, para elaborar documento que norteará o movimento nos Estados e a jornada nacional.
“Vamos definir alguns pontos, pois concordamos na maior parte das bandeiras de luta. Vamos acertar cinco itens, porque alguns querem dar mais ênfase em uma bandeira e outros querem ressaltar outra”, explica o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves (Juruna).
O secretário-geral do MST, João Paulo Rodrigues, elogiou a pauta aprovada pelas Centrais no ano passado, na Conferência Nacional do Pacaembu (Conclat), ressaltando que a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) também aprovou a sua pauta. Ele sugeriu a escolha de itens das duas pautas. O presidente da UNE, Augusto Chagas, também elogiou a unidade de ação.
Unidade de ação - Elza Campos, da UBM, afirmou que a reunião demonstrou que existem muitos pontos que unificam a ação dos movimentos sociais e das Centrais Sindicais. “É importante buscar o protagonismo da classe trabalhadora e concentrar energia na defesa dos direitos do povo. O movimento deve ser propositivo, vamos defender um conjunto de ideias”, ressalta o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana.
Imagem: http://dacouff.files.wordpress.com/2011/03/lutar.jpg |
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| 31/03/2011 - Organizações Sociais - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Mulheres atingidas por barragens participam de encontro nacional em Brasília
O Encontro terá o objetivo de discutir e analisar a realidade e as conseqüências da construção das barragens na vida das mulheres, traçar um plano de ação para que cada vez mais elas sejam ativas na luta e na organização e denunciar a violação dos direitos humanos das mulheres atingidas no processo de construção de barragens. Além disso, o Encontro culminará numa festa simbólica dos 20 anos de organização nacional do MAB.
Ativistas do movimento internacional da luta contra as represas também estarão presentes no encontro brasileiro. Representantes do movimento mexicano, Miriam Jimenez Agredano, e da Patagônia Argentina, Moira Ivana Millán, confirmaram presença, assim como a vice ministra de Minas e Energia do Paraguai, Mercedes Canese.
A abertura está prevista para as 15 horas do dia 4/4, com a recepção das caravanas e participação de convidados. Na tarde do dia 5, acontecerá o ato político de lançamento do Relatório aprovado pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, que aponta violação dos direitos dos atingidos. Para esta solenidade está prevista a presença da Ministra de Estado, Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos.
Durante a comemoração dos 20 de fundação do MAB, que acontece na noite do dia 5, serão homenageadas pessoas que marcaram a historia do movimento. O Encontro Nacional das Mulheres é a continuação da jornada de lutas realizada em meados de março pelo MAB em virtude do Dia Internacional de Luta Contra as Barragens. Resumo da Programação:
Assessoria de Imprensa:
(11)3392-2660
EXPEDIENTE Uma publicação do Movimento dos Atingidos por Barragens Produção: Setor de Comunicação do MAB Projeto Gráfico: MDA Comunicação Integrada
Imagem: http://www.mabnacional.org.br/agenda/drupal/sites/default/files/enc_mulheres_1destaque.jpg
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| 19/03/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
3º Seminário de Imprensa Sindical do Sindprevs/SC
As vagas são limitadas. Valores da inscrição são: R$ 40,00 não jornalistas, R$ 30,00 jornalistas e R$ 20,00 estudantes no valor da inscrição inclui o almoço. As inscrições podem ser realizadas até o dia 8 de abril/2011 pelo endereço eletrônico: imprensa2@sindprevs-sc.org.br
A inscrição estará sujeita a confirmação após o envio do comprovante do depósito da taxa de inscrição. O valor da inscrição deve ser depositado no Banco do Brasil, agência 4236-6, conta nº 7011-4 ou na Caixa Econômica Federal, agência 1078, operação 003, conta nº 333-9. O comprovante do depósito da taxa de inscrição também deve ser enviado através do e-mail: imprensa2@sindprevs-sc.org.br com os nomes completos dos participantes.
Haverá exposição de materiais dos sindicatos. Tragam suas publicações!
A Programação do 3º Seminário de Imprensa Sindical do Sindprevs/SC, com o tema: “Para além do nosso umbigo: os desafios da imprensa sindical” é a seguinte:
Dia 28 de abril de 2011, no Holtel Floph em Florianópolis
8h30min – abertura 9h – Por que nossa comunicação deve superar os limites do nosso umbigo? 11h – Documentando as lutas 14h – Condições de Trabalho e dificuldades de atuação na Imprensa Sindical 16h – A importância de uma comunicação de resistência 18h – apresentação de audiovisual e lançamento do livro “Che, um poema guerrilheiro” de Carlos Pronzato
Durante o evento haverá uma exposição do trabalho realizado pelo jornalista Osíris Duarte durante sua viagem a África. |
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| 15/03/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Produção nos assentamentos mostra MST para além de estereótipos
O local que abriga dez famílias é um dos 18 assentamentos produtores de alimentos para a Cooperdotchi, a cooperativa do MST que leva frutas e verduras sem agrotóxicos para a mesa de escolas públicas e entidades sociais da região. Criada em 2006, a entidade envolve 500 famílias e se consolida a cada ano a partir dos ideais de solidariedade e cooperação, contrariando a lógica capitalista.
Não só garante a subsistência dos indivíduos, como possibilita investimentos para ampliar a própria cooperativa. As metas para este ano são audaciosas: aumentar a produção, que no ano passado chegou a 600 toneladas in natura, e partir aos poucos para a industrialização dos alimentos, a fim de evitar o desperdício. Ao todo, o MST conta com dez cooperativas em Santa Catarina.
O principal movimento social de luta pela reforma agrária desde a década de 1980 tem nas cooperativas uma estratégia coletiva de organização da produção nos assentamentos.
Um dos desafios da Cooperdotchi é a conquista do selo de certificação na linha agroecológica, partilhado do método de certificação participativa da Rede Ecovida. Em Araquari, uma das mudanças adotadas visando a certificação é a plantação de ervas medicinais entre a estrada de chão, que leva ao assentamento e às áreas de produção. A planta popularmente conhecida como Mão de Deus cria uma barreira entre a estrada e a plantação, impedindo que o pó contamine os alimentos cultivados.
O assentamento de Irineópolis já obteve a certificação. A meta é assegurar o título para todos os assentamentos ligados à Cooperdotchi e, assim, facilitar a comercialização dos alimentos colhidos nas propriedades.
Para isso, o trabalho já começou, com o uso de biofertilizantes e adubos orgânicos, fabricados principalmente com dejetos de animais, e fundamentalmente produzidos nas propriedades dos assentados, além das atividades coletivas de formação dos agricultores.
A coordenação do setor de compra e venda e a tesouraria da cooperativa tem à frente João Guilherme Zeferino. Durante 12 anos ele morou debaixo de lona com a mulher Delize e os dois filhos à espera de um pedaço de terra. Aos 48 anos, não tem dúvida de que valeu a luta e está otimista com a cooperativa que ajudou a fundar.
_ É uma garantia de renda mensal. Muitos agricultores não sobrevivem tendo de pagar água e luz todo o mês, com uma safra a cada seis meses. O cooperativismo tem se mostrado a única saída para os pequenos produtores se manterem no campo. _ pondera.
Das dez cooperativas do MST em Santa Catarina, cinco delas, incluindo a Cooperdotchi, utilizam a marca registrada Terra Viva, possível de ser encontrada em grandes mercados. A Cooperdotchi comercializa em média uma variedade de 25 produtos, entre cenoura, beterraba, repolho, brócolis, alface, laranja, banana, maçã… O objetivo para os próximos anos é profissionalizar os agricultores em uma área de produção específica, para assegurar a diversificação dos produtos durante todo o ano.
A lei nacional de 2009 que torna obrigatória a aquisição de 30% da merenda escolar como proveniente de agricultura familiar fortalece o trabalho da cooperativa. Em algumas cidades do litoral catarinense, a escassez da atividade agrícola têm dificultado o cumprimento da lei. A Cooperdotchi já tem contrato com os municípios de Rio Negrinho, Piçarras e São Bento do Sul. Nesta última, com previsão de aumentar os alimentos de 30% para 40%. As negociações estão avançadas em Balneário Camboriú, Barra Velha, São João do Itaperiú, Joinville, Araquari e Garuva.
Além das escolas públicas, um outro cliente da cooperativa é o governo federal, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), que assegura a compra de alimentos para entidades cadastradas, geralmente assistenciais, como hospitais e Apaes. Chegar aos supermercados tradicionais, como pontos de venda, também é estratégia da cooperativa, mas com ressalvas. Na avaliação dos associados, o processo pode tornar os agricultores reféns dos sistemas de produção, o qual força a produzir em grandes escalas e vender a partir da “lei de oferta e procura” grandes quantidades de produções por pequenos preços, “escravizando-os”.
_ Não queremos produzir em escala industrial. Se não, o agricultor vai virar um trabalhador de fábrica, escravizado a horários pré-determinados. A intenção é mantê-los no campo com qualidade de vida _ argumenta Zeferino.
Localizada em região privilegiada, com a vantagem de um clima ameno, capaz de garantir a produção durante todo o ano, a Cooperdotchi, ao contrário das outras cooperativas do MST no Estado, beneficia-se da instalação próxima a grandes centros urbanos, com a facilidade de escoamento dos produtos.
A cooperativa leva no nome uma homenagem ao companheiro Dolcimar Luiz Bruneto, conhecido como Dotchi, que faleceu em um acidente durante a entrega de verduras da cooperativa. A estrutura é simples; escritório, unidade de separação de alimentos e dois caminhões e um automóvel pik-up, usados na distribuição dos alimentos. A Central de Distribuição da Cooperativa fica em São Bento do Sul. Num galpão onde funcionava uma fábrica de móveis, hoje adaptada para recebimento e manuseio dos alimentos. Os trabalhadores – todos assentados do MST – separam e organizam os alimentos para distribuição, nas escolas e entidades.
_ Com a cooperativa, melhorou bastante para nós. Há um tempo atrás, a gente produzia só para comer, agora tem a certeza da renda _ comemora Isaías Ribeiro, 25 anos, um dos sócios da cooperativa, há 11 anos em assentamento do MST. As famílias moradoras do assentamento em Araquari estavam acampadas em Garuva. Entre elas, a do agricultor Verildo Zucco, 52 anos. Natural do Rio Grande do Sul, ele mora com a esposa e dois filhos na propriedade.
_ Trabalhei durante muito tempo da minha vida como arrendatário, de forma individual. Só enxergava o dinheiro a cada seis meses. Com a cooperativa melhorou 100% _ avalia. A Cooperdotchi surgiu para facilitar a distribuição e comercialização dos alimentos. Os primeiros dois anos foram de burocracia, para deixar a casa em ordem, com todas as exigências de procedimentos jurídicos necessários. Nos anos seguintes, o salto foi inevitável, hoje a cooperativa reúne 96 sócios. Entre as intenções da coordenação está a ampliação do número de associados. Mas o trabalho é feito em paralelo à capacitação e formação de consciência dos agricultores. Tudo isso para não perder a identidade coletiva que faz o MST ser conhecido mundialmente como principal movimento pela luta da terra e justiça social.
Mais fotos clique http://jornalistamagalimoser.wordpress.com
Magali Moser nasceu em Gaspar (SC) em agosto de 1983. Trabalhou como repórter de rádio, televisão e jornal impresso. Hoje atua como assessora de imprensa. Graduou-se em Jornalismo, na Univali, em 2005, e é pós graduada em Literatura, na Furb. Neste espaço, procura difundir sua paixão pela arte de escrever. |
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| 09/03/2011 - Organizações Sociais - Mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Elas levantam-se
Elas brigam por aquilo que acreditam. Elas levantam-se para injustiça. Elas não levam “não” como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Assim, em 08 de março de 1857, em Nova Iorque, trabalhadoras de uma fábrica de tecidos levantaram-se para injustiça e decidiram de forma corajosa que seria necessário protestar contra a situação inadmissível a qual eram submetidas cotidianamente, e então clamaram por melhores condições de trabalho (redução da carga diária de trabalho de 16 para 10 horas, equiparação de salários com os homens e respeito dentro do ambiente de trabalho).
Como de costume a manifestação foi barrada com total violência, e resultou em aproximadamente 130 mulheres mortas. Por esse nobre motivo em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, o dia 08 de março passou a ser o “Dia Internacional da Mulher”.
É preciso constar que a mulher trabalhadora permanece lutando para sobreviver nesse sistema desigual e consequentemente injusto, onde é sempre primordial provar o quanto se deseja e se precisa ser digno de respeito. Seja na luta por melhores salários, contra o moralismo excludente, pela defesa de seu corpo, entre tantas outras lutas, e mais lutas, que desembocam em uma só, o combate a sociedade de classes, que é raiz de toda essa opressão contra as mulheres.
Por isso, em prol da verdadeira abolição da mulher é urgentemente necessário romper impiedosamente com essa vigorosa insígnia de exploração da sociedade capitalista – eliminando de forma definitiva as classes – sob pena de continuarmos a mercê dos ditames da burguesia.
Por Lidiane Ramos Leal do Portal Desacato. |
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| 09/03/2011 - Organizações Sociais - Mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Bom e mau?
Cara a cara com o bandido? Na terça-feira (8) pela manhã, tinha entrevista com militar chefe das Forças Armadas de Honduras, na época do golpe militar, Romeo Vásquez Velasquez. Atualmente, ele é diretor da Hondutel, empresa telecomunição e tecnologia da informação do governo hondurenho. Além de ter demorado muito tempo para nos atender, logo avisou que teria que ser muito rápido (como 10 minutos) e foi a clássica fonte sabonete. Mas temos aí o outro lado, não é?
Mais uma mulher na luta pelo Jornalismo À tarde, a conversa foi com a esposa de David Romero Ellner e jornalista do Cholusat Sur (Canal 36, fechado pelos militares no golpe), Lidieth Diaz. Na época, Lidieth ainda trabalhava na Rádio Globo e vivenciou a experiência como jornalista e esposa. Ela era correspondente da Casa Presidencial (ainda com Manuel Zelaya) e com a tomada do poder por Roberto Micheletti, passou a enfrentar grandes dificuldades para exercer seu trabalho, inclusive, foi retirada à força da casa e impedida de entrar outras vezes.
Por Larissa Cabral do Portal Desacato direto de Honduras!
Mais informações no Diário de Honduras
Pelo link: http://desacato.info/category/america-nossa/america-central/honduras |
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| 07/03/2011 - Organizações Sociais - Mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||
08 de março: dia de luta e resistência pela vida
Vários fatos históricos em diversos países deram origem ao significado do dia 08 de março para os movimentos de mulheres. Constata-se que as muitas manifestações de mulheres se davam por melhores condições e diminuição da jornada de trabalho; políticas de saúde; de acesso aos alimentos; creches, direito ao voto, entre outros. A jornada de trabalho das mulheres operárias entre mais ou menos 1850 a 1920 na Europa, chegava a 17 horas diárias. As condições de trabalho eram extremamente precárias e insalubres, sendo que em muitos locais, as crianças permaneciam nas fábricas e trabalhavam junto com suas mães. Espancamentos e abusos sexuais eram práticas comuns nos locais de trabalho dos patrões/capatazes para com as mulheres. O salário pago às operárias chegava a ser 60% menos que o valor recebido pelos homens. Com relação às mulheres camponesas no Brasil, neste mesmo período, elas faziam processos de luta contra a escravidão, comandavam e organizavam revoltas camponesas de negros, indígenas, e imigrantes. As trabalhadoras das fábricas, a partir de mais ou menos 1920/30 também protagonizavam os primeiros levantes e greves por direitos e melhores condições de trabalho e salário nas indústrias têxteis. A partir de 1900, em vários países do mundo e também no Brasil, iniciam-se mobilizações por direito ao voto das mulheres, tomando dimensões internacionais. A idéia de trazer o dia 08 de março como a data símbolo da luta das mulheres foi levantada pela primeira vez na II Conferencia Internacional das Mulheres Socialistas, em 1910 na Dinamarca. Após isso, outras reivindicações foram consolidando a data como um marco de luta pelos direitos das mulheres trabalhadoras. Em 1975, a ONU oficializou o 08 de março como o dia internacional da Mulher e também declarou de 1975 a 1985, a década das mulheres. Contudo, esta data nasce da mobilização de todas as mulheres que tiveram coragem de lutar, exigir seus direitos e denunciar a exploração e a opressão. Este processo de lutas, na atualidade, é continuado pelos vários movimentos de mulheres que buscam por transformações sociais e culturais. Corajosamente, as milhares de mulheres se manifestam em 8 de março contra a violência, os latifúndios, o agronegócio, o uso de agrotóxicos e todo o sistema de morte. Elas almejam dias melhores para si e para a humanidade, em defesa da vida dos seres humanos e natureza.
Fonte: http://www.mmcbrasil.com.br |
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| 06/03/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Desacato amplia seu coletivo Lidiane Ramos Leal, ingressa em Desacato com a finalidade de participar ativamente nos assuntos que mexem com a sociedade desfavorecida, com as lutas populares, com a análise das mobilizações desde a perspectiva social e para comparar e unificar as reivindicações, as lutas e as soluções que vão se conquistando, especialmente na América Latina e nos países do Terceiro Mundo. Certamente a companheira Lidiane, ajudará e muito, na tarefa de melhorar o fazer comunicacional do Portal Desacato, e não temos dúvida que contribuirá na construção da Rede Popular Catarinense de Comunicação. Ampliar e qualificar os instrumentos de comunicação que compõe a Rede é fortalecer a luta contra o monopólio da comunicação em Santa Catarina, Brasil e no mundo. Seja bem vinda companheira Lidiane, são os desejos do coletivo da AGECON!
Fonte: Portal Desacato – www.desacato.info |
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| 03/03/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma chapa se inscreve para eleição no Sindicato dos Bancários
Integrantes da chapa se reúnem hoje à noite na Furb com o objetivo de definir as principais bandeiras para os próximos anos. Fundado em 15 de setembro de 1960, o Sindicato atua em 11 municípios da região, que compreendem a sua base territorial. São eles: Blumenau, Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Gaspar, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó. Desde 2007, Spezia está à frente da entidade. Com 32 membros, a chapa passa por uma renovação de 35% dos integrantes. No ano passado, o Sindicato esteve à frente de uma das maiores greves da história, com a conquista do melhor acordo para a categoria nos últimos 20 anos. Por Magali Moser – Jornalista responsável SC 02353 - JP
Fonte: http://www.comunitariafortaleza.com.br |
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| 03/03/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Militância comunicacional cresce e se aprimora
Nestes meses então há novidades em todo esse novo espectro informativo que se apresenta como Rede Popular Catarinense de Comunicação – RPCC. Sigla coletiva que começa a se desenvolver contra os tsunamis da mídia monopólica e uniformizadora. Esse clima iniciado com o último livro da historiadora Urda Klueger, maior postadora de notícias da Rede: “Meu Cachorro Atahualpa”, segue com o enriquecimento tecnológico de Portal Desacato e a parceria deste com a Revista Pobres & Nojentas, de modo a oferecer de forma gratuita ao leitor, por via virtual, a coleção da Revista de Classe que fará 6 anos este ano. Só o número que ainda estão na banca não forma parte da coleção virtual. Se alarga com o novo irmão gráfico, o Jornal Daqui, que faz a cobertura das informações e notícias das comunidades de Santo Antônio de Lisboa e região, na Capital do Estado. Este novo veículo conta com a prestigiosa direção do jornalista e historiador Celso Martins, que participa em vários veículos da Rede. Pobres & Nojentas também incorporou um novo sitio de relacionamento coordenado pela jornalista Marcela “Loura” Cornelli. O mesmo fez Desacato entregando a coordenação do sítio Twitter ao seu diretor Marco Arenhart.
Mas, o esforço da Rede não pára por aí. Segue os caminhos abertos no 2º Encontro pela Soberania Comunicacional de 2010 e devolve a Honduras o carinho que ela nos proporcionou com a visita dos jornalistas Rony Martínez Chávez e Ronnie Huete. Com a sustentação tecnológica de Wilmar Frantz Jr. e a colaboração da Rádio Globo Honduras, a jovem colega do Portal Desacato, Larissa Cabral, partiu a Honduras, para, desde a Capital, Tegucigalpa, com a contribuição de vários colegas jornalistas hondurenhos, fazer desde este 1º. de março de 2011, a primeira experiência desde o exterior para a Rede, desde o Portal de comentários e notícias latino-americanas e mundiais da nossa Rede, com reportes diários da sua visita através do espaço: Diário de Honduras, por Larissa Cabral, no www.desacato.info.
É o aprimoramento na compreensão de que a Soberania Comunicacional começa a transitar-se por dois vetores fundamentais: a capacidade da comunidade de se apropriar dos meios de relacionamento e socialização tecnológicos, e a vontade militante dos jornalistas profissionais e educadores em exercer a tarefa fundamental da distribuição da produção do conhecimento e a informação, de forma verdadeira e compreensível.
Vem mais um sítio por aí (ta no forno) e outros projetos de serviço comunicacional que estão em desenvolvimento. Uma parte disso está sendo construída em cada veículo da Rede e a outra, na militância de cada trabalhador da comunicação popular e do jornalismo, que não cessa em buscar a Soberania Comunicacional e a Liberdade de receber a informação sem a censura e a distorção dos monopólios.
Por Raul Fitipaldi – jornalista coordenação do Portal Desacato – www.desacato.info e alimentador da AGECON em Florianópolis |
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| 28/02/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Comunicação popular tem novidades em SC
O portal Desacato (www.desacato.info), que conta com artigos de toda a América Latina, discutindo os temas mais importantes do momento, também já está a todo o vapor e apresenta uma novidade muito importante para o grupo da Pobres e Nojentas(www.pobresenojentas.blogspot.com) . A partir de um trabalho dedicado feito por Rosângela Bion e Wilmi Frantz, finalmente a revista, que nasceu em maio de 2006, agora está disponível em todas as suas antigas edições na rede mundial de computadores.
Assim, quem nunca conseguiu comprar uma “pobrecita”, agora pode vê-la em todo seu esplendor, em PDF, desde o primeiro número (http://desacato.info/pobres-e-nojentas). Esse era um desejo antigo das Pobres, mas que, por insuficiência tecnológica só pode se fazer realidade com a perseverante insistência do companheiro Raul Fitipaldi, editor do Desacato.
Reproduzimos matéria de Elaine Tavares, publicada no blog Palavras Insurgentes: http://eteia.blogspot.com |
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| 25/02/2011 - Organizações Sociais - Santa Catarina | |||||||||||||||||||||||||||||||||
Trabalhadores em Transportes de Valores organizam passeata em Blumenau
O piso salarial da categoria é de R$ 996,07 para uma carga de 48 horas semanais. Comparando com os pisos salariais da categoria no Paraná e no Rio Grande do Sul, há uma diferença em torno de R$ 300. Os trabalhadores reivindicam 10% de reajuste salarial. Segundo o diretor da base Prossegur em Blumenau e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Valores de Santa Catarina (Sintravasc), Augusto Telles, Não houve diálogo na evolução da negociação porque o sindicato patronal não aceitou o fim da compensação de horas (bancos de horas).
_ Temos muitos trabalhadores afastados em função do serviço. Trabalhamos sobre pressão. A insegurança é muito grande _ conta o presidente do Sintravasc, Vilson Soares dos Santos.
No ano passado, o Sindicato registrou três tentativas de assalto e um seqüestro da família de um funcionário, em Itajaí.
A greve tem o apoio do Sindicato dos trabalhadores têxteis, além dos bancários, comerciários, vestuário, vigilantes, entre outros.
Dirigente do Sintravasc - Augusto Telles – 47 9605 4024 Presidente do Sintravasc - Vilson Soares dos Santos – 47 9911 4462
Magali Moser Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Blumenau e Região (Sintrafite) Rua Luiz de Freitas Melro, 365
Imagem: http://www.ndonline.com.br/uploads/2011/02/24-02-2011-17-40-21-greve-transportadores-rogerio-.jpg
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| 23/02/2011 - Organizações Sociais - Mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||
O sentido do trabalho
O que se vê é mais gente levando tarefa para casa e carregando o celular até para o banheiro, isto quando não dorme com ele ao lado do travesseiro. Além disto, os famosos emails ganharam notoriedade e vida própria, nos finais de semana e em qualquer horário este recurso está à disposição dos “viciados” em trabalho, dos amantes da “produtividade”. Já que nos dizem que o tempo é precioso, não dá para perder tempo não é mesmo? Sim, o tempo é precioso, mas para quê e para quem? Temos uma agenda lotada, mas nem sempre a vida é cheia de sentido e, não raras vezes, o trabalho preenche um vazio ou – no mínimo, nos proporciona confortável fuga.
Qual o sentido do trabalho e que espaço ele deve e pode ocupar na vida? Como não vivemos para sempre, o importante é tentar aproveitar a vida e o tempo da melhor maneira possível; porque o resultado dessa correria toda só pode ser dores, ansiedade, esgotamento. Não por acaso, pesquisadores já identificaram diversas doenças relacionadas ao excesso de trabalho. Estresse, distimia, depressão e burnout são apenas algumas. Mas há também as chamadas doenças ocupacionais, que nem sempre são perceptíveis a olho nu. Tais doenças têm o poder de aprisionar o indivíduo, de calar sua expressão e provocar um sofrimento silencioso. A pessoa afetada perde aos poucos a capacidade de desempenhar tarefas simples e de se comunicar normalmente. Quando não levadas a sério, as doenças do trabalho podem incapacitar as pessoas para a profissão e para a vida.
Por Dino Gilioli, diretor do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis – Sinergia
Fonte: http://www.pobresenojentas.blogspot.com |